<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122</id><updated>2012-02-16T05:08:32.368-02:00</updated><category term='um dia especial'/><category term='drama'/><category term='george clooney'/><category term='stephen king'/><category term='matt damon'/><category term='reviravolta'/><category term='liam aiken'/><category term='serial killer'/><category term='nacional'/><category term='brad pitt'/><category term='comédia romantica'/><category term='will ferrell'/><category term='michelle pfeiffer'/><category term='infantil'/><category term='sonho'/><category term='identidade'/><category term='suspense'/><category term='ação'/><category term='reese witherspoon'/><category term='cachorro'/><category term='legalmente loira'/><category term='cage'/><category term='comédia'/><category term='morgan freeman'/><category term='nerds'/><category term='david fincher'/><category term='amores possiveis'/><category term='filme policial'/><category term='abesapien'/><category term='bourne'/><title type='text'>ABESAPIEN DIZ - 3 ANOS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>162</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6173320563343830025</id><published>2008-07-16T00:13:00.002-03:00</published><updated>2008-07-16T00:20:49.188-03:00</updated><title type='text'>Tropa de Elite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tropa de Elite (&lt;em&gt;Tropa de Elite / Elite Squad&lt;/em&gt;, BRA, 2007 – 123 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080715232958.html"&gt;Aqui &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1997, próximo da visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro, somos convidados a acompanhar as trajetórias de dois aspirantes a oficial da PM, André (André Ramiro) e Neto (Caio Junqueira) rumo à entrada de ambos no BOPE, batalhão especial de combate ao tráfico nos morros cariocas, suas relações com o sistema corrupto, a sociedade e seu mentor, o irascível capitão Nascimento (Wagner Moura).&lt;br /&gt;O primeiro filme de ficção do documentarista José Padilha – de “Ônibus 174” – é um soco no estômago do espectador.&lt;br /&gt;Com uma estética crua e sem rodeios, o cineasta literalmente nos joga no meio de uma operação de “limpeza” do Morro do Turango, local onde o papa ia se hospedar durante sua visita.&lt;br /&gt;Utilizando um ângulo inédito no cinema brasileiro até então, que é o lado da polícia militar, “Tropa” é extremamente envolvente em sua apresentação das mazelas sociais tão conhecidas da capital fluminense com a participação de todos os seus “artistas”: os policiais, os traficantes/criminosos e a sociedade civil.&lt;br /&gt;Sem tomar partido, o diretor escolheu uma frase para abrir a narrativa e que já dá o tom. O caráter do personagem é bem menos relevante para suas ações do que o ambiente onde ele está.&lt;br /&gt;Dessa forma, Padilha demonstra todo o ciclo vicioso do sistema de convivência entre os marginais, os marginalizados e os supostos protetores da lei. O policial se corrompe por ser mal remunerado e mal treinado, sem disposição para ficar tomando tiros e morrer por nada; os traficantes entram na vida do crime pela total falta de oportunidade que a sociedade os concede; e essa mesma sociedade é corroída pela hipocrisia e a indignação sem sentido prático algum.&lt;br /&gt;Sobra para todo mundo.&lt;br /&gt;Apresentada pela eficiente e ácida narração em off do personagem Nascimento, capitão do BOPE, vivido com a garra e talento habituais por Wagner Moura – que cuida com brilho das poucas partes expositivas do roteiro; o filme não perde tempo com detalhes – a trama é maravilhosamente montada por Daniel Rezende (com idas e vindas no tempo para dar molho).&lt;br /&gt;Conta ainda com um trabalho de câmera excelente de Padilha e Lula Carvalho, trabalhando com o digital na melhor tradição de Michael Mann – de “Colateral” e “Miami Vice” – na demonstração de como o baseado “inocente” do jovem privilegiado traz conseqüências graves para os moradores das favelas e para os policiais que lutam contra um inimigo poderosíssimo e inclemente: a força econômica e militar dos traficantes de drogas em contraponto com as condições indigentes de trabalho dos defensores da lei.&lt;br /&gt;Esmagados por baixos salários e falta de perspectivas, a reação extremada e violenta dos membros do BOPE, mostrados como uma ilha de integridade – por opção narrativa, não que seja necessariamente verdade – em um mar de corrupção policial, representada pelos oficiais do batalhão onde os aspirantes são designados para trabalhar, é chocante; e, o que é pior, aparentemente justificada pelas circunstâncias, de se verem obrigados a devolver crueldade e total desrespeito pela vida humana na mesma moeda para não serem devorados por elas.&lt;br /&gt;O capitão Nascimento, que foi endeusado, erroneamente, pelo público, é um homem essencialmente cordial e amoroso com sua família e seus amigos; e que pratica regularmente a tortura e o assassinato para atingir os objetivos de proteger a sociedade, não sem receber uma fatura terrível – sua vida familiar está em frangalhos e sua saúde está prejudicada pelo excesso de tensão e stress. Onde está a apologia da violência tão alardeada pelos patrulhadores? O cara está longe de ser mostrado como exemplo...&lt;br /&gt;Com tema e apresentação tão polêmicos, o filme foi massacrado por boa parte da crítica especializada como sendo “fascista” e “apóstolo da violência e da tortura policial”. É o contrário. Sem se preocupar em apontar uma solução – um dos poucos defeitos que eu vejo no filme – “Tropa de Elite” tem o único objetivo de causar desconforto no espectador e incutir no seu público uma semente.&lt;br /&gt;Essa semente é a idéia, poderosa, de que todos nós temos responsabilidade sobre o descalabro social e criminal existente hoje e podemos, se quisermos, começar a estabelecer bases para uma melhora, se deixarmos a hipocrisia de lado e reconhecermos que todos são vítimas dessa guerra e têm sua parcela para pagar: policiais, moradores, consumidores e traficantes.&lt;br /&gt;Essa é, ao meu ver, o subtexto do filme, que para ser discutido com a profundidade merecida, teria que virar tese de mestrado ou doutorado. Obviamente, não é aqui o espaço para isso.&lt;br /&gt;O melhor é que, como entretenimento, também funciona muito bem.&lt;br /&gt;Um exemplar legítimo, na acepção positiva da palavra, de filme de ação, tem muito tiroteio – um trabalho sensacional de uso de som (chamo a atenção para, a título de ilustração, a apresentação do batalhão dos aspirantes. A narração somente pára quando os personagens corruptos falam. Brilhante), efeitos sonoros (os tiros parecem que estão zunindo sobre nossas cabeças) e efeitos especiais - correria e cenas de tirar o fôlego.&lt;br /&gt;As atuações são de alto nível, com destaque para o estreante André Ramiro – alter ego do espectador – como André Matias e Milhem Cortaz como o corrupto-gente boa Capitão Fábio; os personagens e a história são tão envolventes que mal se sente passar a projeção de mais de duas horas.&lt;br /&gt;Ritmo frenético, humor na dose certa, ação da melhor qualidade e idéias; uma bela mistura, praticamente inédita na produção de cinema nacional – que em sua maioria ainda está presa ao trinômio favela-sertão-pretensão.&lt;br /&gt;Que orgulho e que venham mais filmes como “Tropa de Elite”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Wagner Moura (Capitão Nascimento), André Ramiro (André Matias), Caio Junqueira (Neto), Milhem Cortaz (Capitão Fábio), Fernanda Machado (Maria), Maria Ribeiro (Rosane), André Mauro (Rodrigues), Paulo Vilela (Edu), Fernanda de Freitas (Roberta), Fábio Lago (Baiano), Erick M. Oliveira (Marcinho), Patrick Santos (Tinho), Rafael D’Ávila (Xuxa), Emerson Gomes (Xaveco), Roberta Santiago (Rose), Bernardo Jablonski (Professor Gusmão), Marcello Escorel (Coronel Otávio), Marcelo Vale (Capitão Oliveira), Paulo Hamilton (Soldado Paulo), Thogun (Cabo Tião), Murilo Elias (Coronel Antunes), Alexandre Mofatti (Sub-comandante Carvalho), André Santinho (Tenente Renan), Rod Carvalho (Tenente Barcelos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: José Padilha; Roteiro: Bráulio Mantovani, José Padilha e Rodrigo Pimentel; Produção: Marcos Prado e José Padilha; Co-produção: James D’Arcy e Eliana Soárez; Produção Executiva: Maria Clara Ferreira, Bia Castro, Genna Terranova e Scott Martin; Trilha Sonora: Pedro Bromfman; Direção de Fotografia: Lula Carvalho; Montagem: Daniel Rezende; Seleção de Elenco: Fátima Toledo; Direção de Arte: Tule Peake; Cenografia: Tiago Marques Teixeira; Maquiagem: Martin Macías Trujillo e Ignácio Pasedas; Figurinos: Cláudia Kopke; Som: Alessandro Larroca e Armando Torres Jr.; Efeitos Sonoros: Eduardo Virmond Lima, Fernando Lobo e Juliana Lago; Efeitos Especiais: Bruno Van Zeebroeck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6173320563343830025?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6173320563343830025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6173320563343830025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6173320563343830025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6173320563343830025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/07/tropa-de-elite.html' title='Tropa de Elite'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-7093087597962212003</id><published>2008-07-16T00:07:00.002-03:00</published><updated>2008-07-16T00:13:48.523-03:00</updated><title type='text'>Meu Nome Não É Johnny</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu Nome Não É Johnny (&lt;em&gt;Meu Nome Não É Johnny / My Name Ain't Johnny&lt;/em&gt;, BRA, 2008 – 128 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080715232913.html"&gt;Aqui &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no livro homônimo, vemos a trajetória de João Guilherme Estrella (Selton Mello), garotão de classe média que dominou o tráfico de cocaína na década de 80, sendo um dos reis da droga entre a elite carioca, desde o início onde vendia para sustentar o próprio vício até sua prisão.&lt;br /&gt;Aos poucos o cinema nacional vai ampliando seus horizontes, saindo do esquemão infantil-sertão-favela que dominava e domina a produção cinematográfica brasileira, investindo em tramas mais urbanas, conectadas com o cotidiano. Por esse prisma, a história de Estrella caberia como uma luva para mais um salto de qualidade e de sucesso de público.&lt;br /&gt;Na tradição de filmes como “Profissão de Risco” (de 2001, com Johnny Depp e Penelope Cruz), temos um panorama completo da vida do traficante. Entrando no negócio meio que por acaso, ao fazer um acordo com o fornecedor de sua galera para garantir o estoque das festas, João foi aos poucos se enredando no crime, aumentando seus lucros e também sua gastança, enquanto a maioria de seus amigos ia se arrumando na vida.&lt;br /&gt;Vivido com a garra e carisma habituais por Selton Mello, João é o melhor personagem de todos, se mostrando como realmente era: um moleque que gostava de curtir e para sustentar seu estilo de vida se meteu no crime. Os méritos do filme em se recusar a glamourizar a situação do protagonista são louváveis. Estrella não tinha o menor cacoete de bandido e se apoiava muito na lábia e na sorte para se sair de complicações mortais. As melhores cenas são quando ele tem que lidar com uma dupla de policiais corruptos e na cadeia; fica muito claro que o protagonista estava no fio da navalha, qualquer errinho e era a morte certa.&lt;br /&gt;Porém, mesmo com toda a capacidade de Selton Mello, não dá para arrastar um cadáver cinematográfico como este filme o tempo todo. O diretor Mauro Lima (responsável por “Tainá 2” e alguns curtas) demonstra toda sua pretensão, com muitos closes à la Fernando Meirelles (meios rostos e planos-detalhe de narizes, olhos e objetos de cena), cortes rápidos e chutando para cima a duração do filme.&lt;br /&gt;Mais de duas horas de duração se torna uma tortura de assistir, principalmente porque o restante do elenco central não está à altura. Cléo Pires é o que há, uma Jessica Alba piorada e que lembra muito a atuação de Penelope Cruz no já citado “Profissão de Risco”, caricata, histérica e sem a menor expressão dramática; enquanto Mello chama o público para si o tempo todo, ela afasta todo mundo com seu arremedo de atuação, que chega a ser constrangedor.&lt;br /&gt;Em cima disso, o ritmo é muito irregular, o tom do filme nunca é definido, nós não sabemos se é drama, comédia ou policial. E os personagens não são desenvolvidos a contento, principalmente os pais de João, que nunca mostram a que vieram, a não ser para chorar e fazer cara de pastel no julgamento para a desperdiçada Júlia Lemmertz e tossir para lá e para cá com Giulio Lopes. Muitas cenas se arrastam e não chegam a lugar nenhum. Daria para tirar, perfeitamente, toda a introdução (mais de vinte minutos de lenga-lenga e com atuações péssimas), a viagem à Europa, a maior parte das festas da galera de João e metade do manicômio judiciário.&lt;br /&gt;Mauro Lima se deslumbrou e quis fazer “arte” em um argumento que não acolhe esse tipo de abordagem; a história de João é rápida, é agitada, é frenética. Pelo menos, a mensagem de que o crime não compensa é bem digerida, o protagonista fica um caco, prejudica todo mundo e quase quebra as finanças da família.&lt;br /&gt;Que fique claro, existem bons momentos, algumas risadas genuínas e não dá para não apreciar a ótima performance de Selton Mello; pena que o resto não empolgue, faltou alma. E, definitivamente, a frase “baseado em fatos reais” deveria ser banida para sempre do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Selton Mello (João Guilherme Estrella), Cléo Pires (Sofia), Júlia Lemmertz (Mãe ), Cássia Kiss (Juíza), Eva Todor (Dona Marly), André de Biase (Alex), Angelo Paes Leme (Julinho), Rafaella Mandelli (Laura), Giulio Lopes (Pai), Gillray Coutinho (Advogado), Luis Miranda (Alcides), Aramis Trindade (Tainha), Kiko Mascarenhas (Danilo), Flavio Bauraqui (Charles), Orã Figueiredo (Osvaldo), Hossein Minussi (Wanderley), Ivan de Almeida (Carcereiro), Flávio Pardal (Boneco), Neco Villa Lobos (Carlos), Charly Braun (Felipe), Felipe Martins (Interno do Asilo), Roney Villela (Hércules), Rodrigo Amarante (Rubão), Babu Santana (Policial Militar), Luciano Vidigal (Vendedor Gago).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Mauro Lima; Roteiro: Mauro Lima e Mariza Leão, baseados no livro de Guilherme Fiúza; Produção: Mariza Leão; Produtor Associado: Guel Arraes; Produção Executiva: Mariza Leão e Camila Medina; Direção de Fotografia: Ulrich Burtin; Montagem: Marcelo Moraes; Trilha Sonora: Fabio e Fael Mondego; Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto; Figurinos: Reka Koves; Som: George Saldanha e Armando Torres Jr.; Efeitos Visuais: Marcelo Pereira PeeJay e Aruan Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-7093087597962212003?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/7093087597962212003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=7093087597962212003&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7093087597962212003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7093087597962212003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/07/meu-nome-no-johnny.html' title='Meu Nome Não É Johnny'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-7439273645155370796</id><published>2008-07-16T00:03:00.002-03:00</published><updated>2008-07-16T00:07:36.454-03:00</updated><title type='text'>Bem Vindo ao Jogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem-Vindo ao Jogo (&lt;em&gt;Lucky You&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 124 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080715232545.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huckleberry “Huck” Cheever (Eric Bana) é um jogador profissional de pôquer em Las Vegas. Com grande habilidade no jogo, ele se mantém com a cabeça fora d'água, embora seja óbvia sua instabilidade financeira e emocional. Grande parte dessa instabilidade vem de seu relacionamento turbulento com o pai, L.C. Cheever (Robert Duvall), também jogador profissional e que está de volta na cidade para o Campeonato Mundial de Pôquer. Enquanto luta nas mesas para angariar o dinheiro da inscrição no torneio e lidar com seus sentimentos conflitantes com o pai, Huck tenta manter um relacionamento com Billie Offer (Drew Barrymore), tarefa nada fácil de se fazer.&lt;br /&gt;Um filme de narrativa convencional, salvo da mediocridade pela qualidade dos protagonistas e um bom clima de tensão gerado nas mesas de jogo, palco das batalhas entre pai e filho e razão do triunfo e tormento do personagem de Bana. Tudo gira em torno do jogo e de suas consequências para Huck e seus relacionamentos; em dado momento, o personagem de Duvall – se especializando, no final da carreira, em papéis de mentores e exemplos – afirma para o filho que ele “joga cartas como deveria viver e vive como deveria jogar cartas”, se referindo à forma extremamente defensiva com que Huck interage com as pessoas ao redor e à agressividade incrível com que se atira às partidas de pôquer. Agressividade que é determinante para afetar toda a carreira e a vida fora das mesas de carteado, pois as vitórias que Huck atinge são perdidas quase que imediatamente por um impulso irrefletido.&lt;br /&gt;Essa dinâmica mantém o interesse do espectador até o final, embora a duração do filme seja excessiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muita da encheção de lingüiça se deve ao relacionamento frouxo entre Barrymore e Bana, sem chama ou química de parte a parte. Funcionando como consciência de Huck, a personagem Billie poderia, facilmente, ter sido substituída por uma narração em off, recurso batido mas eficiente quando o centro de uma trama não é um casal, mas sim um pai e seu filho, que possuem a mesma profissão e níveis de excelência acima da média nesse dado trabalho. Quando dividem a cena – e as mesas – Duvall e Bana elevam a temperatura e geram uma tensão muito boa, pois fica muito clara a relutância de parte a parte em admitir que mais do que ganhar a mão, um busca o respeito e a admiração do outro.&lt;br /&gt;Depois de uma fieira de bons filmes, embora nunca repetindo a excelência de “Los Angeles – Cidade Proibida”, Curtis Hanson se firma como bom contador de histórias e um detalhista extremado. O cuidado com a reconstituição de ambiente e os jogos em si, mão por mão, trazem mais sabor ao roteiro esquemático do bom Eric Roth, parceiro habitual do diretor Michael Mann, ainda que a maioria dos detalhes trazidos faça mais sentido aos que apreciam o jogo de pôquer; os não iniciados vão achar o filme um pouco enfadonho e arrastado quando aparecem as mesas de carteado. O que é uma pena, já que dois terços da trama se passam em mesas de jogo e os diálogos são de excelente qualidade.&lt;br /&gt;Nesse aspecto, “Bem-vindo ao Jogo”, mesmo sendo relativamente eficiente, não chega aos pés do, para mim, melhor filme sobre pôquer dos tempos recentes, “Cartas na Mesa”, que agradava aos iniciados e aos espectadores comuns. A falta de familiaridade de Roth e Hanson com esse universo, que obviamente fascina a ambos, impediu um envolvimento maior do público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ambos não conseguiram se afastar o suficiente para demonstrar onde reside o fascínio do mundo da jogatina e deixaram o protagonista um pouco antipático e mais parecido com um viciado qualquer do que com um jogador no controle e que não consegue mais sucessos por seus defeitos emocionais; como vemos tudo pela ótica de Huck, inclusive os jogos, não dá para torcer muito por ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Duvall é muito mais bacana de acompanhar. Para piorar, a trama se passa em 2003, ano em que o Campeonato Mundial de Pôquer foi vencido por um cara que, até vencer o torneio, somente tinha jogado nos sítios da Internet que promovem jogos online – e isso passa totalmente desapercebido pelo espectador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na verdade, esse detalhe saboroso e que foi um dos impulsionadores da atual febre de pôquer só é revelado, praticamente, assistindo os extras do DVD. Pecado, pecado, pecado; um furo imperdoável.&lt;br /&gt;Dessa forma, o filme não chega a atingir o que promete pelo elenco interessante – e recheado de jogadores profissionais reais – e trama universal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fica no meio-termo entre filme de esporte e filme de relacionamento. E não atinge as expectativas em nenhuma das duas frentes, ficando apenas satisfatório, pela habilidade comprovada de Hanson com a câmera e o excelente trabalho de direção de arte, cenografia e fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Eric Bana (Huck Cheever), Drew Barrymore (Billie Offer), Robert Duvall (L.C. Cheever), Debra Messing (Suzanne Offer), Horatio Sanz (Ready Eddie), Charles Martin Smith (Roy Darucher), Danny Hoch (Billy Basketball), Saverio Guerra (Lester), Robert Downey Jr. (Jack), Kelvin Han Yee (Chico Bahn), Omar Benson Miller (Sharkey), Michael Shannon (Ray Zumbro), Evan Jones (Jason Keyes). Mais um porrilhão de jogadores profissionais de pôquer em participações especiais como eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Curtis Hanson; Roteiro: Curtis Hanson e Eric Roth (roteiro) e Eric Roth (história); Produção: Denise Di Novi, Carol Fenelon e Curtis Hanson; Co-produção: Mari-Jo Winkler; Produção Executiva: Bruce Berman e John Kirby; Trilha Sonora: Christopher Young; Direção de Fotografia: Peter Deming; Montagem: William Kerr e Craig Kitson; Seleção de Elenco: Mali Finn; Design de Produção: Clay A. Griffith; Direção de Arte: Beat Frutiger; Cenografia: Robert Greenfield; Figurinos: Michael Kaplan; Maquiagem: Janice Alexander e Patty York; Som: Scott Martin Gershin, Chris Jenkins e Frank A. Montaño; Efeitos Sonoros: Michael Kamper, Randy Kelley, Tom Ozanich e Steve Mann; Efeitos Especiais: John Hartigan; Efeitos Visuais: Jerry Pooler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-7439273645155370796?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/7439273645155370796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=7439273645155370796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7439273645155370796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7439273645155370796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/07/bem-vindo-ao-jogo.html' title='Bem Vindo ao Jogo'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8335670584763881383</id><published>2008-07-15T23:54:00.002-03:00</published><updated>2008-07-16T00:03:13.424-03:00</updated><title type='text'>Separados Pelo Casamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Separados Pelo Casamento (&lt;em&gt;The Break-Up&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 105 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080715231249.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo relacionamento, Gary (Vince Vaughn) e Brooke (Jennifer Aniston) decidem se separar, pois a moça não agüenta mais a falta de atenção do eleito. O problema é que ambos compraram, juntos, um belo apartamento e nenhum quer sair; à medida que o tempo passa, cada um tenta, de todas as formas, expulsar o outro até conseguirem vender o lugar.&lt;br /&gt;Pela premissa, já dá para esperar algo pantagruélico, que irá abalar as estruturas emocionais da humanidade e mudar o mundo como o conhecemos. Certo? Nada mais longe da verdade. Formulaica por natureza, a comédia romântica não tem segredos para o espectador; a graça está na jornada, gafanhoto.&lt;br /&gt;Depois de um começo promissor, com uma cena bonitinha no estádio de beisebol onde Vaughn pode mostrar seu talento para o humor verborrágico – sem ser memorável, mas arrancando sorrisos satisfeitos – é só ladeira abaixo, em um carrinho de rolimã sem freios.&lt;br /&gt;O personagem principal, Gary, é um ogro de dar orgulho ao Shrek e fazer Jece Valadão bater palmas do túmulo; machista, preguiçoso e infantilizado, o protagonista não consegue fazer nada ao espectador além de causar raiva.&lt;br /&gt;O máximo que ele pode pensar para irritar sua ex-cara metade é ficar dormindo o dia inteiro, jogando Playstation 2 e assistindo jogos de beisebol no último volume, além de realizar seu sonho de ter uma mesa de sinuca no meio da sala. Que ótimo, não?&lt;br /&gt;Ademais, trabalha falando besteira para turistas em uma empresa de city tours que mantém com seus irmãos, onde faz nada a não ser deixar seu irmão mais velho e administrador do local maluco com suas irresponsabilidades e atitudes pueris.&lt;br /&gt;Mas Brooke, por seu lado, não ajuda em nada também.&lt;br /&gt;Estereotipada, e retirada das unhas dos pés ao padrão de ondas cerebrais, das páginas da revista Nova (ou sua prima estadunidense, a Cosmopolitan), a mocinha é tão ou mais irritante do que seu ex. Sua mania de limpeza, organização e a inexplicável paixão por alguém tão desinteressante quanto Gary, por quem se humilha constantemente e implora por atenção como uma criança que quer doce, deixa qualquer um exasperado. Por exemplo, andar nua pela casa para mostrar uma tal depilação especial, sugestivamente chamada de “Telly Savalas”; levar tapados para o apartamento para que o ogro fique com ciúmes, tirá-lo do time de boliche dos casados, entre outras ações idiotas.&lt;br /&gt;Embora, tenha que admitir, deixa a gente com vontade de pegar no colo, principalmente quando Aniston, uma gracinha mesmo, arregala aqueles olhões verdes marejados de lágrimas. Uma mulher que trabalha como marchand de arte, com inegável competência, desenvoltura e inteligência, além de bonita, merece sofrer por escolher alguém como o ogro. Que queime no inferno!&lt;br /&gt;O sortimento de coadjuvantes segue a toada: burro, irritante e sem um pingo de sentido. Desde a família inútil e chata de Brooke, que consegue desperdiçar uma Joey Lauren Adams (a esganiçada lésbica de “Procura-se Amy”) e nos constranger com cantorias na mesa de jantar até o grupo de amigos bocós de Gary. Liderados pelo troglodita de Jon Favreau (de “Demolidor”), que tem um momento de iluminação e passa o resto do filme tentando convencer o protagonista a contratar capangas para bater nos outros e resolver as coisas na porrada; o irmão mais velho, que anda de ternos apertados demais para ele, vivido por Vincent D’Onofrio (de “Nascido Para Matar” e “MIB”), parecendo mais do que nunca um retardado mental e um canastríssimo Cole Hauser (de “Eclipse Mortal”) que assume cada clichê machista possível, principalmente nas cenas da danceteria.&lt;br /&gt;Boa parte da fatura indigesta vai para a conta do diretor Peyton Reed. Adepto entusiasta do “aponta e filma”, o rapaz é extremamente convencional, com ângulos e movimentos de câmera rasteiros e uma composição pobre de quadros. Ainda que use paisagens de Chicago muito bonitas, com tomadas interessantes, desperdiça seus bons momentos quase que imediatamente, abusando de closes e deixando tudo com uma aparência de uma sitcom, daquelas bem ruins. A gente fica esperando a caixa de risadas funcionar, pode?&lt;br /&gt;O resto da conta, os dez por cento e a quentinha ficam com o roteiro. Conforme já deu para perceber pela descrição dos personagens, é um roteiro canalha e abusivo do direito de enganar a audiência e reforçar clichês, como as garotas gostosas e burras que todos amamos. Muitas situações aparecem porque não conseguiram pensar em nada mais elaborado, como as súbitas mudanças de comportamento. A pior sendo a transformação de 30 anos de estupidez, infantilidade e machismo de Gary para em apenas uma semana se descobrir um cara suave, preocupado com o bem-estar da parceira, e amoroso. Com diálogos razoáveis, não precisava forçar tanto a barra; a conversa dos dois depois do ogro ter dado outra furada daquelas homéricas, com a enésima oportunidade que Brooke deu para redenção, em um show de uma bandinha ridícula que somente estadunidense acha legal, chega a ser embaraçosa. De dar vergonha mesmo.&lt;br /&gt;A favor, não tem piadas sobre excrementos, flatulências e crianças; um avanço e prova de coragem dos roteiristas para não sucumbirem totalmente à sua cara-de-pau. As únicas crianças em cena são os protagonistas mesmo. E tem um final bacaninha, tenho que admitir. Quase salvou o filme. Eu disse quase.&lt;br /&gt;Uma perda de tempo e a prova definitiva que Aniston não sabe escolher papéis fora da televisão. Para cada um legal (“Amigas Com Dinheiro”), faz toneladas de porcaria. Haja saco, senhoras e senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Vince Vaughn (Gary Grobowski), Jennifer Aniston (Brooke Meyers), Joey Lauren Adams (Addie), Cole Hauser (Lupus Grobowski), Jon Favreau (Johnny O), Jason Bateman (Riggleman), Judy Davis (Marilyn Dean), Justin Long (Christopher), Ivan Sergei (Carson Wigham), John Michael Higgins (Richard Meyers), Ann-Margret (Wendy Meyers), Vernon Vaughn (Howard Meyers), Vincent D’Onofrio (Dennis Grobowski), Elaine Robinson (Carol Grobowski), Jane Alderman (Sra. Grobowski).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Peyton Reed; Roteiro: Jeremy Garelick, Jay Lavender e Vince Vaughn (história) e Jeremy Garelick e Jay Lavender (roteiro); Produção: Scott Stuber e Vince Vaughn; Co-produção: Jeremy Garelick e Jay Lavender; Produtores Associados: Victoria Vaughn e John Isbell; Produção Executiva: Peter Billingsley; Trilha Sonora: Jon Brion; Direção de Fotografia: Eric Edwards; Montagem: Dan Lebental e David Rosenbloom; Seleção de Elenco: Juel Bestrop e Jeanne McCarthy; Design de Produção: Andrew Laws; Direção de Arte: David Sandefur; Cenografia: Daniel B. Clancy; Figurinos: Carol Oditz; Maquiagem: Chelo, Dominic Mango e Suzi Ostos; Som: Cameron Frankley, Steve Pederson e Brad Sherman; Efeitos Sonoros: Jason W. Jennings, Randy Kelley, Ai-Ling Lee e Jon Michaels; Efeitos Especiais: John D. Milinac; Efeitos Visuais: Thomas J. Smith.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8335670584763881383?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8335670584763881383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8335670584763881383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8335670584763881383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8335670584763881383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/07/separados-pelo-casamento.html' title='Separados Pelo Casamento'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-4939573773271444526</id><published>2008-07-15T23:28:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T23:34:44.483-03:00</updated><title type='text'>Mergulho Radical</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mergulho Radical (&lt;em&gt;Into The Blue&lt;/em&gt;, EUA, 2005 – 110 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080715231148.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jared (Paul Walker) é um mergulhador, que dá aulas para turistas enquanto corre atrás de seu grande sonho: encontrar um navio afundado e se garantir para o resto da vida. Nessa empreitada, conta com o apoio da apaixonada Sam (Jéssica Alba). Um belo dia, um velho amigo de Jared, Bryce (Scott Caan), um advogado seboso e bem-intencionado, aparece com uma nova namorada (Ashley Scott) para curtir umas férias; quando saem para pescar em alto-mar, o grupinho se depara com um avião afundado, recheado de cocaína e sinais claros de que um navio antigo, com um tesouro enorme também está na área. Com a cobiça em alta, os rapazes têm que enfrentar os traficantes que querem a droga de volta e um caçador de tesouros rival (Josh Brolin).&lt;br /&gt;Pela sinopse, já dá para se perceber um dos problemas graves da produção, um distúrbio de múltipla personalidade. O filme não se define como aventura de caça ao tesouro, policial, romance ou suspense. Atira para todos os lados ao mesmo tempo e acarreta quebras de ritmo acentuadas; quando uma linha está se desenvolvendo bem, é imediatamente descartada para focar em outra ou retomar alguma que ficou para trás. E a atenção do espectador fica um pouco à deriva, se me permitem o trocadilho.&lt;br /&gt;Os personagens, principalmente os heróis, são da mesma forma inconstantes. Em um momento, agem de modo sensato e inteligente para no minuto seguinte fazerem algo incrivelmente estúpido; o que faz todo o sentido para o roteiro, mas prejudica a identificação do espectador e torna a experiência ainda mais passiva do que de costume. O cinema é uma arte passiva por excelência, onde a maior parte da ação do espectador é mental e mais ainda emocional. Quando alguma dessas duas pernas falha, manter o interesse se torna mais difícil.&lt;br /&gt;No caso, o diretor preferiu ir para a linha do visual. A escolha de Jéssica Alba e Paul Walker como protagonistas não foi por acaso. Alba é sem dúvida nenhuma uma beldade como poucas; para melhorar, seu personagem é o sonho molhado, literalmente, de qualquer homem solteiro e que não tem muitas oportunidades de sucesso com o sexo oposto, embora como atriz seja excelente bióloga marinha. Seu namorado é praticamente um vagabundo e um sonhador incorrigível; e para ela tudo está lindo, “desde que você esteja feliz, querido.” Que homem não gostaria de ouvir isso? E ainda ter uma gata como ela ao seu lado, sorrindo e ronronando o tempo todo?&lt;br /&gt;Walker, por sua vez, se dá bem com um personagem raso, ingênuo e sem muito o que fazer além de desfilar sem camisa, sorrir, brilhar seus olhos verdes e ter mudanças bruscas de personalidade durante o desenvolvimento da história, sendo o principal responsável pelas tiradas inteligentes e ações incrivelmente idiotas que empurram a trama para seu final.&lt;br /&gt;E o visual, no geral, é muito bom. Stockwell, o diretor, tem um bom olho e preparou muitas lindas cenas externas e submarinas, estas de notória dificuldade técnica e bem realizadas, contando com muitos closes dos corpinhos enxutos de Alba, Scott (a Caçadora da série de TV “Birds of Prey”, baseada no universo de Batman e que fez relativo sucesso nos anos 90) e Walker. Apesar de que todos aparentemente possuem tanques de oxigênio no lugar de pulmões; todo mundo fica períodos enormes embaixo d’água e tudo bem. Quem se importa com lógica? Ainda, a estética das lutas submarinas remete a séries antigas de televisão, como “O Homem do Fundo do Mar” e “Viagem Submarina”, com o auge sendo uma luta com um tubarão. Risível.&lt;br /&gt;No mais, um bom trabalho de Josh Brolin e seu bigode (do mesmo jeito que seu pai James, o protagonista de “Horror em Amityville”, de 1979, já comentado aqui, gostava de atuar com a barba), como o rival de Jared e uns poucos momentos de tensão, em meio a correrias sem rumo e trama esquizofrênica. No geral, um filme divertido, leve e que não dura mais do que cinco minutos depois de rolarem os créditos. Não se poderia esperar mais e serve direitinho como passatempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Paul Walker (Jared), Jessica Alba (Sam), Scott Caan (Bryce), Ashley Scott (Amanda), Josh Brolin (Bates), James Frain (Reyes), Tyson Beckford (Primo), Dwayne Adway (Roy), Javon Fraser (Danny), Chris Taloa (Quinn), Peter Bowleg Jr. (Jake), Clifford McIntosh (Kash), Adam Collins (Raolo), Dan Ballard (Scuba Bob), Arthur Thompson (Jo-Jo), Samantha Lamb (Garota de Biquini Brasileiro), Ramon Saunders (Tec-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: John Stockwell; Roteiro: Matt Johnson; Produção: David Zelon; Co-produção: Brandon Birtell e Rick Dallago; Produtor Associado: Erin Mast; Produção Executiva: Louis G. Friedman, Peter Guber, Matt Luber e Ori Marmur; Trilha Sonora: Paul Haslinger; Direção de Fotografia: Shane Hurlbut; Montagem: Nicolas de Toth e Dennis Virkler; Seleção de Elenco: Sarah Finn e Randi Hiller; Design de Produção: Maia Javan; Direção de Arte: David F. Klassen; Cenografia: Les Boothe; Figurinos: Leesa Evans; Maquiagem: John R. Bayless, Bridget Cook e Tarra D. Day; Efeitos de Maquiagem: Leo Corey Castellano; Som: Kelly Cabral, Paul Timothy Carden, Jason King, Brad Sherman, Laren Stephens, Jon Taylor e Wade Wilson; Efeitos Sonoros: Thomas O’Neil Younkman e Wade Wilson; Efeitos Especiais: Matt Kutcher, Andrew Miller e Doug Passarelli; Efeitos Visuais: Ray McIntyre Jr., Dan Novy, Marlo Pabon, Payam Shohadai e William Mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-4939573773271444526?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/4939573773271444526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=4939573773271444526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4939573773271444526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4939573773271444526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/07/mergulho-radical.html' title='Mergulho Radical'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6549089568858912212</id><published>2008-06-11T00:26:00.002-03:00</published><updated>2008-06-11T00:30:08.789-03:00</updated><title type='text'>Superbad - É Hoje</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Superbad – É Hoje (&lt;em&gt;Superbad&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 118 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080611001430.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois amigos, Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), se vêem no final de suas vidas escolares como colegiais; a faculdade está batendo à porta de ambos. A longa amizade pode se encerrar, já que Evan e Seth foram aprovados em locais diferentes. Para não deixar passar em branco, os dois, com a ajuda da outra perna do tripé, Fogell (Christopher Mintz-Plasse) e sua identidade falsificada, tentam comprar bebida alcoólica para abastecer a festa de encerramento dada pela bela Jules (Emma Stone), lugar onde a princesa de Evan, Becca (Martha MacIsaac) por acaso também estará. Só que muita confusão espera os três amigos em sua cruzada pela perda da virgindade... E para encontrar o amor.&lt;br /&gt;Mais uma produção da patota liderada por Judd Apatow (de “Ligeiramente Grávidos” e “O Virgem de 40 Anos”) e que ajudou a consolidar o status de renovadores do gênero em Hollywood.&lt;br /&gt;Centrada no universo familiar dos nerds e encerrando (espero) uma trilogia, a trama simples e movimentada tem muito sabor de nostalgia, pelas situações típicas das comédias adolescentes dos anos 80 e é mais indicada para o público perto ou passando pouco dos trinta anos, da mesma forma dos outros dois sucessos. Deixando o roteiro nas mãos de Seth Rogen e Evan Goldberg e ficando apenas com a produção desta vez, fica claro que o toque de Apatow faz falta, pois o desenvolvimento dos personagens e das situações passa a impressão de ficar solto, sem um senso maior de continuidade e uma indigesta apelação para a pieguice. Além disso, grande parte dos diálogos – normalmente um dos pontos fortes do time – soa artificial e auto-indulgente, com jeito de piada interna, talvez pela intenção autobiográfica latente. Para uma comédia, essas características diluem a identificação, principalmente pela dupla de policiais amalucados, vivida por Rogen, sempre simpático e pelo chatíssimo Bill Hader; para compensar, a descoberta de Mintz-Plasse é uma boa surpresa e acaba sendo um dos pilares do filme, com seu jeitão doce e esquisito.&lt;br /&gt;Ainda na parte choca da cerveja, mais uma vez a duração é excessiva e aqui acaba por comprometer o resultado final; quase duas horas é muito tempo para agüentar uma piada esticada. Apatow parece que sofre dores físicas excruciantes para cortar cenas e enxugar suas tramas. E a direção convencional e pouco inspirada de Mottola é fiel ao estilo do chefe de “apontar e filmar”, sem se preocupar muito com composição de quadros ou inovar nos ângulos; parece um estudante de cinema fazendo seu projeto de formatura e usando a galera para preencher os papéis. Pela escolha do gênero, já tão desgastado justamente pela inexorável aplicação de fórmulas e que dava a impressão de que os envolvidos estavam interessados em renovar e apresentar a uma nova geração, teria sido bom um pouco mais de cuidado.&lt;br /&gt;Por outro lado, risadas genuínas – e infelizmente escassas – são geradas com Plasse e seu hilário “McLovin” e algumas das conversas absurdas de Seth e Evan, com bastante profanidade e ingenuidade, tão autênticas que fica difícil não curtir; quem já não ficou com um melhor amigo falando besteiras sem parar envolvendo mães, colegas gostosas e birita? A abertura também é um achado, muito criativa e que dá o tom retrô do restante do filme, com uma aparência de “negativo gasto” muito bem realizada pela boa fotografia e reforçada pelos figurinos e o bigode inacreditável de Rogen.&lt;br /&gt;No todo, um filme mediano, que conta com alguns bons momentos e um tanto decepcionante; destacou-se mais pela mediocridade assustadora dos concorrentes do que por ser uma experiência super-legal de assistir. Para quem viu os outros dois, é um claro sinal de desgaste; a patota tem que se reunir, parar e pensar com muito cuidado nas próximas empreitadas. Talento existe, o que falta é um pouco mais de humildade, olhar menos para o próprio umbigo e lembrar que o público é que tem que gostar e dar risadas com os filmes que eles fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Jonah Hill (Seth), Michael Cera (Evan), Christopher Mintz-Plasse (Fogell), Emma Stone (Jules), Martha MacIsaac (Becca), Aviva (Nicola), Seth Rogen (Oficial Michaels), Bill Hader (Oficial Slater), Joe Lo Truglio (Francis), Kevin Corrigan (Mark), Roger Iwami (Miroki), Stacy Edwards (Mãe de Evan).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Greg Mottola; Roteiro: Seth Rogen e Evan Goldberg; Produção: Judd Apatow e Shauna Robertson; Co-produção: Dara Weintraub; Produção Executiva: Seth Rogen e Evan Goldberg; Trilha Sonora: Lyle Workman; Direção de Fotografia: Russ Alsobrook; Montagem: William Kerr; Seleção de Elenco: Allison Jones; Design de Produção: Chris L. Spellman; Direção de Arte: Gerald Sullivan; Cenografia: Bob Kensinger; Figurinos: Debra McGuire; Maquiagem: Merribelle A. Anderson, Kimberly Greene, Lana Horochowski e Melissa A. Yonkey; Efeitos de Maquiagem: Robert Hall; Som: George H. Anderson, Marc Fishman e Tony Lamberti; Efeitos Sonoros: Cindy Marty; Efeitos Especiais: Matt Kutcher e Bob Stoker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6549089568858912212?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6549089568858912212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6549089568858912212&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6549089568858912212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6549089568858912212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/06/superbad-hoje.html' title='Superbad - É Hoje'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5996922661512988372</id><published>2008-06-11T00:21:00.002-03:00</published><updated>2008-06-11T00:26:53.486-03:00</updated><title type='text'>Ligeiramente Grávidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ligeiramente Grávidos (&lt;em&gt;Knocked Up&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 129 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso: o texto abaixo contém spoilers; se ainda não assistiu o filme, leia tudo por sua própria conta e risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080611001132.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um rapaz perto dos 30 anos, Ben (Seth Rogen), não quer mais muito da vida do que curtir com seus amigos folgados, montar um site de cenas de filmes onde as atrizes mostram nudez e fumar maconha. Um dia, ele vai a uma danceteria onde encontra a bela Alison (Katherine Heigl), que comemora com a irmã Debbie (Leslie Mann) uma promoção no trabalho em uma produtora de TV. Lá pelas tantas e devidamente de cara cheia, Alison e Ben transam. Depois de algumas semanas, Ben recebe uma ligação da mocinha, que solta a bomba: ela está grávida. Com um sentimento de culpa pela confusão, o rapaz tenta de tudo para se entender com a futura mamãe.&lt;br /&gt;Uma comédia interessante que consegue misturar sutileza, ingenuidade e piadas grosseiras, sem entornar o caldo. Grande parte do atrativo se deve à escolha do par de protagonistas, atores jovens e com timing cômico afiado.&lt;br /&gt;Rogen vai se consolidando como uma das forças modernas da comédia americana, de longa tradição de pessoas com carisma, empatia com o público e respostas sarcásticas na ponta da língua. Depois de “O Virgem de 40 Anos”, do mesmo diretor e onde fez um papel secundário, ele agarrou a oportunidade de ser o astro com vontade e não decepciona. Com seu tipo físico avantajado, voz de Fred Flintstone e risada contagiante, Rogen consegue conquistar e reconquistar a audiência com seu perdedor simpático e gentil sem grande esforço, colocando pitadas de grossura e falta de tato nas horas certas.&lt;br /&gt;Do outro lado, Heigl demonstra estar além da beleza e segura bem as pontas de um papel que poderia se tornar chato com facilidade, levando bem as suas cenas e mostrando boa química com seu par. Apesar de parecer estar com o sutiã cimentado, ele não sai nem por decreto do Congresso americano; malditos advogados e seus contratos!&lt;br /&gt;Apostando no desenvolvimento gradual dos personagens, o roteiro leva até o fim sua proposta de apresentar “gente como a gente” no centro do palco e utiliza a gama de bons personagens secundários para discutir vários aspectos da vida dos solteiros de 30 e poucos anos de hoje em dia. A evolução de Ben e Alison durante o desenrolar da trama é crível e não toma o caminho fácil do que chamo de “cheirada de pirlimpimpim”, muito usada nos filmes atuais onde os personagens se transformam de uma hora para outra. De uma transa etílica nada incomum o casal vai aos poucos se aproximando, criando ligações um com o outro, buscando pontos em comum para ficar juntos, ainda que seja preciso acreditar que uma mulher como Alison (bonita, com boa situação financeira e profissional) iria forçar uma situação com alguém como Ben, tão diferente dela, em tempos tão individualistas. Acho que é aí que entra aquele viés ingênuo que citei acima...&lt;br /&gt;Outra coisa que me chamou a atenção é o estado em que chegou a sociedade americana, com suas preocupações exacerbadas com aparência e status. A maior parte dos argumentos que as pessoas colocam como empecilhos para a gravidez de Alison e se juntar com o pai de seu futuro bebê giram em torno de engordar, que ele não ganha dinheiro, que uma criança pode atrapalhar a carreira dela e que envelhecer é o mais próximo do inferno que se pode chegar. A paranóia com gordura, grana e idade rende cenas quase constrangedoras com os chefes da protagonista, sua irmã e os amigos de Ben.&lt;br /&gt;Aliás, Debbie ganha o troféu limão, sendo a personagem mais mala do filme; ela enche o saco com tudo e faz da vida do seu marido Pete (Paul Rudd, sempre simpático e divertido) um inferno, com desconfianças e grosserias. Num certo ponto da trama, o pobre coitado tem que esconder um prazer seu que ao ser revelado deixa o público com cara de tacho. Uma coisinha tão insignificante quanto brincar de manager de time de beisebol tem que ser escondido de sua mulher? Ou ainda, assistir blockbusters no cinema não pode ser feito sozinho? Francamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As fartas referências a fatos atuais são bacanas, mas dão um risco de o filme ficar precocemente datado. Será que irão se lembrar, daqui a cinco anos, de “Homem-Aranha 3”? De quem foi Ryan Seacrest, Jessica Alba ou Jessica Simpson? De quem é James Franco ou James Gandolfini?&lt;br /&gt;Mas os defeitos – poucos – de roteiro e duração um pouco exagerada são fartamente compensados pela simpatia do casal e, principalmente, a inocência das piadas. Tem que se destacar que praticamente todo mundo do elenco usa suas oportunidades para brilhar, sem medo e a participação de Harold Ramis (o Egon de “Caça-Fantasmas”) é a melhor de todas como o pai; sua conversa desencanada com o filho desesperado é de chorar de rir, bem como o recado deixado no celular do médico escolhido por Alison, que, claro, some sem deixar vestígio quando chega a hora do parto.&lt;br /&gt;O diretor Apatow mantém seu jeito simples e direto de filmar, sem quase nenhum movimento de câmera ou ângulo estiloso, deixando seus atores à vontade, com um pouco de exagero nesse aspecto, e a trama se desenrolar sozinha. Só se espera que ele consiga se desenvolver mais, pois seus filmes estão ficando com cara de sitcom de TV e isso não é bom. Um pouco mais de ousadia, controle visual e da narrativa cairia bem e valorizaria ainda mais seus bons personagens e histórias divertidas e interessantes. Simples não é necessariamente sinônimo de ser comum; para chamar as pessoas aos cinemas, uma pitada de estilo não vai doer nada. Senão, para que gastar dinheiro indo ao cinema? Basta esperar sair em DVD e assistir em casa.&lt;br /&gt;Uma das boas surpresas do ano passado, altamente recomendável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Seth Rogen (Ben Stone), Katherine Heigl (Alison Scott), Paul Rudd (Pete Scott), Leslie Mann (Debbie Scott), Jason Segel (Jason), Jay Baruchel (Jay), Jonah Hill (Jonah), Martin Starr (Martin), Charlyne Yi (Jodi), Maude Apatow (Charlotte), Iris Apatow (Sadie), Joanna Kerns (Mãe de Alison), Harold Ramis (Pai de Ben), Alan Tudyk (Jack), Kristen Wiig (Jill), Bill Hader (Brent), Ken Jeong (Dr. Kuni), Craig Robinson (Porteiro), Tim Bagley (Dr. Pellagrino), Loudon Wainwright (Dr. Howard), Adam Scott (Enfermeiro), J.P. Manoux (Dr. Ângelo), Mo Collins (Médica), Steven Brill (Chefe de Ben), Ana Mercedes (Maria), Stormy (Dançarina Exótica).&lt;br /&gt;Pontas de Jéssica Alba, Steve Carell, Andy Dick, James Franco, Eva Mendes, Ryan Seacrest e Dax Shepard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Judd Apatow; Roteiro: Judd Apatow; Produção: Judd Apatow, Shauna Robertson e Clayton Townsend; Produção Executiva: Evan Goldberg e Seth Rogen; Trilha Sonora: Joe Henry e Loudon Wainwright; Direção de Fotografia: Eric Alan Edwards; Montagem: Craig Alpert e Brent White; Seleção de Elenco: Allison Jones; Design de Produção: Jefferson Sage; Direção de Arte: Lauren E. Polizzi; Cenografia: Chris L. Spellman; Figurinos: Debra McGuire; Maquiagem: Ann Pala, Thomas Real e Nancy Tong; Efeitos de Maquiagem: Matthew W. Mungle; Som: George H. Anderson, Scott Millan e David Parker; Efeitos Sonoros: Cindy Marty; Efeitos Visuais: Richard Malzahn e Paulina Kuszta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5996922661512988372?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5996922661512988372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5996922661512988372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5996922661512988372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5996922661512988372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/06/ligeiramente-grvidos.html' title='Ligeiramente Grávidos'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-7740750891575373994</id><published>2008-06-11T00:18:00.002-03:00</published><updated>2008-06-11T00:21:24.362-03:00</updated><title type='text'>O Virgem de 40 Anos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Virgem de 40 Anos (&lt;em&gt;The 40-Year-Old Virgin&lt;/em&gt;, EUA, 2005 – 133 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080611000816.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andy (Steve Carell) é um cara quieto e tranqüilo que leva sua vida em uma rotina bastante regrada. Vai de bicicleta para o trabalho, não incomoda ninguém, curte seus bonecos de ação (super-heróis, personagens de séries de TV e afins) e faz parte da paisagem. Um dia, alguns colegas da loja onde Andy trabalha o convidam para jogar pôquer; sem querer, o coitado acaba deixando escapar que, mesmo com 40 anos, ainda é virgem! Estarrecidos, Cal (Seth Rogen), David (Paul Rudd) e Jay (Romany Malco) fazem de tudo para “ajudar” o novo amigo a desencantar. Só que tudo que Andy quer é conquistar a bela balzaquiana Trish (Catherine Keener), tristinha e querendo um amor de verdade...&lt;br /&gt;Uma ótima comédia, leve e espirituosa. Estréia de Apatow na direção de longas, depois de uma bem-sucedida carreira como roteirista e produtor de séries de TV, conta com alguns trunfos, muito bem-explorados.&lt;br /&gt;Temos um elenco afiado, recheado de atores saídos do universo de comédia de teatro e de séries cômicas, tirando o máximo de uma premissa simples e aproveitando cada oportunidade para brilhar e cada um tem a sua, até os coadjuvantes são ótimos com destaque para o vendedor indiano e o hilário “Date-O-Rama”, uma espécie de rodízio de pequenos primeiros encontros, rendendo as melhores conversas do filme; um roteiro com diálogos espertos e divertidos, com um senso de realidade que é impossível de não se ver sorrindo com o reconhecimento, culpado, de muitas de nossas próprias inseguranças e ações estúpidas no que diz respeito a relacionamentos e sexo; e, por fim, uma identificação enorme com o protagonista, nós ficamos torcendo para ele se dar bem.&lt;br /&gt;O filme usa a seu favor a familiaridade da situação, com os amigos cheios de boas intenções e armando situações absurdas para o coitado do Andy sofrer. A simpatia do quarteto principal apaga a impressão de episódios consecutivos, pela estrutura esquemática da trama, parecida com uma sucessão de esquetes de programa de humor, graças também à segurança do diretor na condução dos atos. Existe um crescendo dos personagens, que saem de meros estereótipos para pessoas tridimensionais. À medida que se desenrolam os sucessivos infortúnios de Andy, vemos seus colegas se tornarem genuinamente seus amigos. Os caras acabam se importando uns com os outros e isso aparece na tela. De um começo onde Andy é tratado como um bicho esquisito até o final, a amizade entre os quatro se solidifica cada vez mais.&lt;br /&gt;Desde aqui, porém, Apatow já demonstrava sua tendência a esticar o rabo do gato. A premissa não comporta mais de duas horas de projeção e fica uma sensação de que só se quer prolongar o sofrimento de Andy para satisfazer instintos masoquistas da platéia; algumas seqüências não têm uma função para a trama principal, estão lá apenas para que a gente se acabe de rir da inépcia ingênua do protagonista e dos seus amigos frente a coisas simples de relacionamentos. Nessa categoria se encaixa a mocinha bêbada, a prostituta com uma surpresinha, a cena da depilação (que infelizmente é de rolar de rir, embora totalmente inútil), os primeiros encontros com Trish, a ida com a filha dela até a clínica, o famigerado diálogo “eu sei que você é gay porque”... Enfim, uma enrolação total que serve para causar risos, não pensem que não são cenas engraçadas, mas não passam de gordura para deixar os atores se divertirem e se salvam por pouco, graças a estes, de deixar a audiência de saco cheio; um pouco mais de frieza na sala de edição teria deixado o filme memorável.&lt;br /&gt;Mas o melhor fica para a cena final, realmente sensacional e que dá um encerramento com brilho, pela naturalidade, o inusitado e ser completamente diferente do que se poderia esperar, pelo que foi mostrado nas quase duas horas anteriores. Não deixe de assistir até os créditos terminarem, vale cada minuto.&lt;br /&gt;Uma ótima pedida e que deixa o gênero com a cabeça fora-d´água depois de tantas atrocidades imbecis nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Steve Carell (Andy), Catherine Keener (Trish), Paul Rudd (David), Romany Malco (Jay), Seth Rogen (Cal), Elizabeth Banks (Beth), Leslie Mann (Nicky), Jane Lynch (Paula), Gerry Bednob (Mooj), Shelley Malil (Haziz), Kat Dennings (Marla), Jordan Masterson (Mark), Chelsea Smith (Julia), Jonah Hill (Cliente do E-Bay), Erica Vittina Phillips (Jill), Marika Dominczyk (Bernadette), Mindy Kaling (Amy), Mo Collins (Gina), Jazzmun (Prostituta), Miki Mia (Depiladora).&lt;br /&gt;E muitos outros, que eu não tive saco de ficar copiando!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Judd Apatow; Roteiro: Judd Apatow e Steve Carell; Produção: Judd Apatow, Shauna Robertson e Clayton Townsend; Co-produção: Seth Rogen; Produtor Associado: Andrew J. Cohen; Produção Executiva: Steve Carell e Jon Poll; Trilha Sonora: Lyle Workman; Direção de Fotografia: Jack N. Green; Montagem: Brent White; Seleção de Elenco: Marla Galin e Allison Jones; Design de Produção: Jackson De Govia: Direção de Arte: Tom Reta; Cenografia: K. C. Fox; Figurinos: Debra McGuire; Maquiagem: Ann Pala e Thomas Real; Som: George H. Anderson, Gregg Landaker e Steve Manslow; Efeitos Sonoros: Cindy Marty; Efeitos Especiais: William H. Schirmer e Richard Stutsman; Efeitos Visuais: Shaina Holmes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-7740750891575373994?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/7740750891575373994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=7740750891575373994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7740750891575373994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7740750891575373994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/06/o-virgem-de-40-anos.html' title='O Virgem de 40 Anos'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2913489746830595879</id><published>2008-05-23T03:36:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T03:41:41.074-03:00</updated><title type='text'>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (&lt;em&gt;Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull / Indiana Jones 4&lt;/em&gt;, EUA, 2008 – 124 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080523024057.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartazes Alternativos: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080523023850.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080523023810.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais velho e mais sábio, Indy (Harrison Ford) se junta a Mutt Williams (Shia LeBoeuf) e reencontra Marion (Karen Allen, murchinha) na busca por levar de volta ao seu local de origem uma estranhíssima caveira de cristal, descoberta nas selvas do Peru pelo professor Oxley (John Hurt, apático e babão), um antigo colega. Interessados na história corrente, de que quem devolver a caveira dominará os poderes do templo a que esta pertence, dentro da também lendária El Dorado, os russos estão atrás do arqueólogo aventureiro, liderados pela agente secreta Irina Spalko (Cate Blanchett), fria e impiedosa..&lt;br /&gt;Dezenove anos. É muito tempo criando expectativa e se chegar em um roteiro decente para fazer jus ao legado de um dos melhores personagens a surgirem em Hollywood nos últimos trinta anos é o mínimo que se espera. Temos más noticias nesse particular. O filme simplesmente não está à altura.&lt;br /&gt;Justiça seja feita, o tempo não passou para Harrison Ford, extremamente confortável dentro do papel. Ele vai muito bem em todas as suas cenas, mesmo as de ação, já que o nosso astro está beirando os sessenta e cinco anos, com segurança invejável e a verve irreverente que fez a fama do aventureiro. Tendo que lidar com um roteiro samba do crioulo doido criado por George Lucas e polido dentro do possível pelo competente David Koepp (responsável pelo primeiro “Homem-Aranha” e “Quarto do Pânico”), Ford se desdobra para tornar melhores os diálogos sofríveis e buscar o interesse do espectador ao contracenar com os piores coadjuvantes de toda a série.&lt;br /&gt;A performance mais constrangedora é a de Cate Blanchett; seu personagem, a agente secreta russa Irina Spalko, não tem atrativos suficientes para ser a vilã principal, pois a atriz não se esforça em nada para se destacar além da caracterização física – com um sotaque russo tão forçado que chega a ser risível – e não se justifica a presença russa como antagonista, que não seja o período retratado no filme, 1957 e marco inicial do auge da paranóia anticomunista e da Guerra Fria. É fato sabido e comprovado que Hitler era tarado por ocultismo e fazia todo o sentido os nazistas correrem o mundo atrás de relíquias religiosas e sobrenaturais. Agora, os comunistas faziam de tudo para negarem a existência de qualquer coisa sobrenatural, decretaram a morte das religiões, tinham o pragmatismo como lema principal. A tentativa patética de repetir o esquema de vilões dos exemplares anteriores mais bem-sucedidos (“Caçadores” e “Cruzada”) se revela, assim, como um tiro no pé.&lt;br /&gt;A conseqüência da forçada de barra é a temperatura glacial das cenas de ação. Não há tensão suficiente, em nenhum momento tememos pela sorte de Indy e seus companheiros – o melhorzinho é Shia LeBoeuf e seu motoqueiro, comprovando o talento e carisma do ator; nem mesmo Karen Allen se salva. Ainda, para deixar as coisas mais frouxas, o uso pesado de CGI (computação gráfica) até mesmo para os cenários, compromete o senso de realismo e perigo que os outros três filmes tinham de sobra, dando margem a exageros dignos de filmes da pior fase de James Bond, como por exemplo na perseguição na floresta – com direito a uma ceninha ridícula com Mutt seguindo “à la Tarzan” Indy e os outros; as cachoeiras; as formigas gigantes; e o final péssimo e pretensioso.&lt;br /&gt;Tudo isso deve ser creditado na conta de George Lucas. Como sempre, um escritor medíocre, impôs um título quilométrico e idiota, além de uma trama rocambolesca e sem rumo onde até seres extraterrestres ou de outras dimensões ou sei-lá-o-quê entraram no balaio de gatos. Muito mais preocupado em demonstrar sua excelência técnica nos efeitos especiais, como de hábito excelentes, Lucas podou ou encurtou todas as tentativas de trazer o Indy clássico e quis “atualizar” para a nova geração – com síndrome de deficiência de atenção e necessitada de uma guinada a cada cinco minutos senão dorme ou vai embora da sala de cinema – o que não precisava.&lt;br /&gt;O que deixava os outros filmes tão bons era exatamente a humanidade do personagem, expressa de diversas formas e alguém preocupado com questões filosóficas importantes (a Arca da Aliança e o Santo Graal) e em proteger quem não podia fazê-lo sozinho (as crianças escravizadas). Do jeito que ficou a trama, não precisava ser Indiana Jones; qualquer um no lugar dele ia dar no mesmo, ficou genérico, um rótulo para atrair mais público. Retratado como meramente um herói que reage, toda a inteligência, pensamento rápido e capacidade de improvisação do arqueólogo ficaram em segundo plano. Indy não pesquisa mais, não se mantém debaixo do radar, não se preocupa com sutilezas.&lt;br /&gt;Uma decepção do começo ao fim e o pior, disparado, de toda a série.&lt;br /&gt;Depois de tudo isso, ainda vale a pena ir assistir? Vale sim! E Spielberg, sempre competente, mantém um bom ritmo e conseguiu inserir muitos elementos que tornaram clássicos os outros filmes, como o chicote, o chapéu, a cena com a sombra virando Indy, o logo da Paramount virando elemento do quadro, a trilha sonora maravilhosa de John Williams, a montagem esperta de Michael Kahn, o visual envelhecido da fotografia, os deslocamentos no mapa, aparições-surpresa de eventos mostrados anteriormente: um biscoito fino com sabor de nostalgia, agradável como usar um sapato velho. Ou seja, você gosta do filme mesmo sem querer gostar.&lt;br /&gt;E, convenhamos, memória afetiva à parte, um exemplar apenas mediano de Indiana Jones vale por dez, em se falando de diversão e entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Harrison Ford (Henry “Indiana” Jones Jr.), Shia LeBoeuf (Mutt Williams), Karen Allen (Marion Ravenwood), Cate Blanchett (Agente Irina Spalko), Ray Winstone (George “Mac” McHale), John Hurt (Professor Oxley), Jim Broadbent (Reitor Charles Stanforth), Alan Dale (Coronel Ross).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Steven Spielberg; Roteiro: George Lucas e Jeff Nathanson (história) e David Koepp (roteiro), baseados em personagens criados por Phillip Kaufman e George Lucas; Produção: Frank Marshall; Co-produção: Denis L. Stewart; Produção Executiva: George Lucas e Kathleen Kennedy; Trilha Sonora: John Williams; Direção de Fotografia: Janusz Kaminski; Montagem: Michael Kahn; Seleção de Elenco: Debra Zane; Design de Produção: Guy Dyas; Direção de Arte: Mark W. Mansbridge; Cenografia: Larry Dias e Alyssa Winter; Maquiagem: Felicity Bowring, Rose Chatterton, Sasha Cummins, John Jack Curtin, Ken Diaz, Maggie Fung e Thom Gonzalez; Efeitos de Maquiagem: John Rosengrant e Ryan McDowell; Som: Ben Burtt, Richard Hymns e Christopher Scarabosio; Efeitos Sonoros: Ben Burtt, Christopher Scarabosio, Timothy Nielsen e Addison Teague; Efeitos Especiais: Daniel Sudick e Lindsay McGowan; Efeitos Visuais: Pablo Helman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2913489746830595879?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2913489746830595879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2913489746830595879&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2913489746830595879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2913489746830595879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/05/indiana-jones-e-o-reino-da-caveira-de.html' title='Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2107798468545647770</id><published>2008-05-23T03:33:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T03:36:08.116-03:00</updated><title type='text'>O Homem de Ferro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Homem de Ferro (&lt;em&gt;Iron Man&lt;/em&gt;, EUA, 2008 – 126 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080523023622.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um gênio inventor, com seu foco na criação de armas cada vez mais sofisticadas e poderosas. Depois de demonstrar seu mais novo produto no Afeganistão, o comboio do Exército que o transporta é violentamente atacado, resultando na sua captura por rebeldes afegãos e diversos estilhaços de uma bomba, ironicamente criada por ele mesmo, se aproximando inexoravelmente de seu coração para matá-lo. Com a ajuda de outro cientista capturado, Yinsen (Shaun Toub), Tony consegue manter-se vivo graças a um eletroímã que impede os estilhaços de percorrerem seu caminho fatal. De volta aos EUA, Tony se vê tolhido em sua tentativa de parar de fabricar armas pelo seu sócio, o insidioso Obadiah Stane (Jeff Bridges) e resolve aprimorar a armadura que possibilitou sua fuga se tornando o Homem de Ferro, na busca por proteger as pessoas comuns daqueles que usam os produtos da Stark Enterprises.&lt;br /&gt;A julgar por este filme aqui, não poderia ser mais auspicioso o início do Marvel Estúdios. As criações de Stan Lee são ótimas – tanto que muitos dos personagens criados por ele na década de 60 continuam a ser publicados até hoje – e a editora decidiu tomar à frente e produzir ela mesma as adaptações, depois de verem os outros conglomerados ganharem rios de dinheiro com o Quarteto Fantástico, os X-Men, o Homem-Aranha e, vá lá, o Demolidor. Ao tomar o controle criativo e financeiro, era 8 ou 80; sucesso total ou falência instantânea.&lt;br /&gt;Preocupados com essa aposta, a Marvel selecionou cuidadosa e surpreendentemente sua primeira empreitada; o personagem escolhido foi o Homem de Ferro.&lt;br /&gt;Um personagem emblemático do período da Guerra do Vietnã, Tony Stark é um ser humano fascinante. Sua criação foi uma resposta ao aspecto econômico e político do conflito, onde os EUA entraram e estavam perdendo soldados aos milhares. Numa prova que a História se repete, os EUA estão, novamente, envolvidos em uma guerra na Ásia, por motivos obscuros e estão perdendo soldados aos milhares, sem contar os habitantes do Iraque que morrem como moscas no meio do fogo cruzado.&lt;br /&gt;Um homem extremamente criativo e genial, Stark possui o maior inimigo em si mesmo; nos quadrinhos, desceu ao fundo do poço e se recuperou mais de uma vez por causa do alcoolismo. Sua criação maior, a armadura do Homem de Ferro, representa simbolicamente a carapaça que o ser humano tem que vestir para conseguir enfrentar suas agruras. Mas no final das contas, o que conta mesmo é quem está por trás desse escudo, a personalidade e força de caráter do ser humano, sem as quais nenhuma armadura ou arma serve para nada.&lt;br /&gt;Atualizando a origem do personagem e trazendo-o para o século XXI, os produtores buscaram criticar, ao meu ver, a postura belicista e pouco inteligente dos EUA nos últimos anos, desde o 11 de Setembro.&lt;br /&gt;Porém, me deixo levar por digressões. Vamos ao filme, né?&lt;br /&gt;Uma aventura com “A” maiúsculo. “Homem de Ferro” tem um ótimo ritmo, um protagonista interessante, efeitos de primeira linha e diálogos efervescentes com humor e ironia.&lt;br /&gt;O diretor Jon Favreau, em sua primeira superprodução, seguiu os passos marcados por “Batman Begins”: em vez de quatrocentos vilões esquisitos e coloridos, apenas um e usando um tom altamente realista, onde as incongruências e fantasias ficam mais críveis e verossímeis (será que alguém acredita numa armadura como essa?); a trama apóia-se muito mais nos personagens, suas interações e personalidades; cenas de ação orgânicas, de tirar o fôlego e que empurram a história em frente ao invés de simplesmente encher lingüiça e justificar o orçamento de efeitos especiais. O qual foi muito bem gasto, diga-se de passagem; a montagem da armadura vermelha e dourada me deu um nó na garganta de felicidade de tão boa que ficou, para um fã antigo de quadrinhos como eu. Em suma, um roteiro polido, enxuto e direto.&lt;br /&gt;O pilar de sustentação encontra-se em Robert Downey Jr. Dificilmente um nome que seria lembrado para protagonizar um arrasa-quarteirão de verão, o ator dá um show com seu retrato de Tony Stark. Por suas peripécias de dezenas de prisões e reabilitações por causa das drogas, ele dá credibilidade à transformação interna do inventor, que passa de playboy inconseqüente e mulherengo a um pacifista e preocupado com a situação das vítimas de suas armas, reforçado pela condição física peculiar de ser obrigado a usar um marca-passo turbinado. A escolha dele traz peso ao personagem e ao filme, além de uma forma física invejável e seu timing cômico estar a todo vapor.&lt;br /&gt;Contudo, é um filme de origem, os holofotes estão todos centrados no personagem de Downey e isso faz com que praticamente todos os coadjuvantes estejam com problemas de falta de profundidade, bidimensionais. As motivações e personalidade deles ficam em segundo plano e as ações cometidas por Obadiah Stane, defendido com garra por Jeff Bridges (em boa caracterização), por exemplo, ficam frouxas e a única explicação que se pode chegar é “ele é mau e pronto, ora bolas!”.&lt;br /&gt;A que consegue se dar um pouco melhor é Gwyneth Paltrow como Pepper Potts, secretária particular de Stark e sua “quase-namorada” – alguém pode me explicar como é que essa magrelinha insípida conseguiu ficar gostosa? Deve ser a maternidade das frutas – que protagonizam a maioria dos momentos mais divertidos da trama, com seus diálogos “à la Moneypenny-Bond”. Atenção ainda para a participação especial do britânico Paul Bettany (de “O Código da Vinci” e “Wimbledon”) como a voz do supercomputador Jarvis – os fãs de super-heróis vão se lembrar que esse era o nome do mordomo da mansão dos Vingadores, formado inicialmente por Homem de Ferro, Hulk, Thor, Vespa e Homem-Formiga.&lt;br /&gt;É que se destacar ainda a trilha sonora roqueira, com o clássico “Iron Man” do Sabbath e outros petardos de AC/DC e Suicidal Tendencies; a montagem precisa de Dan Lebental, no espírito metálico do herói, sem epilepsia – leia-se sem cortes rapidíssimos e câmera tremendo; e a boa fotografia de Matthew Libatique, que colaborou muito para trazer a trama mais para mundo real, mesmo com todas as liberdades poéticas tomadas, com homens voadores e que tais.&lt;br /&gt;No todo, os únicos pecados do filme são ter seus coadjuvantes tão mal desenvolvidos, além da batalha final ser meio tosca. Isso não compromete em nada a diversão, só que fica aquela impressão de podia-ter-sido-um-pouco-melhor.&lt;br /&gt;Para a inevitável seqüência, dado o sucesso que está fazendo, terão que dar mais atenção para isso ou vai ficar chato; ainda mais por ter uma ceninha final, depois dos créditos, que dá água na boca.&lt;br /&gt;Uma boa escolha para gastar nosso rico dinheirinho no cinema, está tão caro... Snif.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Robert Downey Jr. (Tony Stark), Jeff Bridges (Obadiah Stane), Gwyneth Paltrow (Pepper Potts), Terrence Howard (James Rhodes), Jon Favreau (Happy Hogan), Shaun Toub (Yinsen), Faran Tahir (Raza), Sayed Badreya (Abu Bakaar), Leslie Bibb (Christine Everhart), Clark Gregg (Agente Phil Coulson), Paul Bettany (Jarvis). Participações especiais de Stan Lee e Samuel L. Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Jon Favreau; Roteiro: Mark Fergus, Hawk Otsby, Art Marcum e Matt Holloway, baseados nos personagens criados por Stan Lee, Don Heck, Larry Lieber e Jack Kirby; Produção: Avi Arad e Kevin Feige; Produtores Associados: Eric Heffron e Jeremy Latcham; Co-produção: Victoria Alonso; Produção Executiva: Avi Arad, Stan Lee, Jon Favreau, Peter Billingsley, Louis D’Esposito e Michael A. Helfant; Trilha Sonora: Ramin Djawadi; Direção de Fotografia: Matthew Libatique; Montagem: Dan Lebental; Seleção de Elenco: Sarah Finn e Randi Hiller; Design de Produção: J. Michael Riva; Direção de Arte: Richard F. Mays e Suzan Wrexler; Cenografia: Lauri Gaffin; Figurinos: Rebecca Bentjen e Laura Jean Shannon; Maquiagem: Pierce Austin, Deborah La Mia Denaver e Jamie Kelman; Som: Christopher Boyes, Frank Eulner e Lora Hirschberg; Efeitos Sonoros: Christopher Boyes e Ken Fischer; Efeitos Especiais: Stan Winston, Shane Mahan e Daniel Sudick; Efeitos Visuais: Anthony Mabin, Edson Williams, Ben Snow, Jonathan Rothbart, John Nelson e Matthew Gratzner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2107798468545647770?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2107798468545647770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2107798468545647770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2107798468545647770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2107798468545647770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/05/o-homem-de-ferro.html' title='O Homem de Ferro'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-202841637697091187</id><published>2008-05-23T03:10:00.001-03:00</published><updated>2008-05-23T03:33:02.448-03:00</updated><title type='text'>Onde Os Fracos Não Têm Vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Onde Os Fracos Não Têm Vez (&lt;em&gt;No Country For Old Men&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 122 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080523023326.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Llewelyn Moss (Josh Brolin) é um caçador empobrecido do Texas que, um dia, nota um estranho brilho no horizonte; chegando ao local, verifica que uma negociação não foi bem-sucedida: existem vários corpos e caminhonetes crivados de balas, um monte de heroína e uma mala com 2 milhões de dólares. Atordoado, o rapaz pega a mala e se manda para casa. Sem muita demora, um assassino contratado, Anton Chigurh (Javier Bardem), eficiente e com um senso incomum de honra começa a persegui-lo, seguido de perto pelo endurecido e cansado xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).&lt;br /&gt;Um petardo. E um paradoxo, ao mesmo tempo em que é um dos filmes mais comerciais já realizados por eles, é também um dos mais complexos temática e psicologicamente falando. Outra raridade no cinema dos Coen, é um dos poucos roteiros adaptados, sem ter saído de uma concepção ou idéia original, pois foi baseado em livro de Cormac McCarthy – salvo engano, é o segundo filme que eles fazem baseado em material publicado anteriormente.&lt;br /&gt;O mais divertido, porém, é a utilização da estrutura clássica de gênero – uma mistura de thriller com western – e a recusa em seguir essa estrutura. Como exemplo, quando Moss volta ao local onde achou a mala, por motivos que nem vale a pena explicar, tem que assistir para apreciar a ironia, e se depara com “amigos” dos negociantes, o clichê manda que o herói dê um cacete legal nos “inimigos” e saia gingando ao pôr-do-sol. E, com a ajudazinha de um pit bull, essa expectativa é frustrada.&lt;br /&gt;Aliás, o tempo todo existe essa brincadeira entre criar uma expectativa causada pela familiaridade do público com a situação e ser mostrada uma reversão do clichê ou um caminho alternativo para a solução. Isso torna a experiência toda muito interessante, em especial para quem freqüenta e gosta de cinema há um bom tempo. Ao longo da trama, isso vai acontecendo com regularidade. E quando estamos acostumados com o jogo dos Coen, o final abrupto e melancólico dá a última torcida no nosso rabo. E fecha com coerência o filme.&lt;br /&gt;Esse artesanato de criação de expectativa e de frustração da mesma tem sua síntese no personagem de Javier Bardem, em uma ótima caracterização. O assassino com um cabelo chanel inacreditável é um dos mais assustadores já criados, e os fatores que o tornam tão incômodos são justamente as “qualidades” do homem. Anton Chigurh é delicado e de fala mansa. Move-se com rara precisão e é econômico nas palavras e gestos; como uma serpente, ele hipnotiza a vítima. E, fulminante, faz o que faz melhor: matar. Preferindo usar um cilindro de ar comprimido para cometer seus crimes, a determinação férrea do homem é outra coisa que impressiona. Ele não larga o osso, senhoras e senhores. Nas palavras de Carson Wells, personagem de Woody Harrelson, “melhor seria não ter se metido com ele”.&lt;br /&gt;O trio de protagonistas representa, cada um, um aspecto da vida moderna. Moss é a boa intenção, a massa que é essencialmente reagente a fatores externos e quase sempre, ao tomar a atitude de ação, o faz da forma que mais prejudica a si e aos que o cerca – lembrem que de boas intenções o inferno está cheio. Chigurh é a violência em sua representação mais iconográfica: fascinante, hipnotizante, brutal e sem sentido. E o xerife é o desencanto, a certeza de que nada mais será como antes – daí o título original, não há mais país para os velhos. Só que o xerife representa também a esperança, de que do meio da merda nascerá uma flor.&lt;br /&gt;Sem dúvida, o filme não é isento de defeitos. O desfecho de um dos protagonistas é de chorar de ruim, haja subversão de expectativas para engolir e a função do xerife, embora clara, fica excedente a partir do segundo ato. No fim das contas, a figura de Anton, inadvertidamente, domina a trama como um fantasma ou um espírito, sempre presente mesmo que não o vejamos com clareza. Provavelmente, essa era a intenção do roteiro. Se não era, acabou ficando assim mesmo, pela falha .&lt;br /&gt;De qualquer forma, mesmo com os defeitos que possui – ou apesar deles – “Onde Os Fracos...” é de alta qualidade, com um ritmo próprio de diálogos e de progressão da trama; um filme de linguagem ousada, com fotografia e tomadas anti-convencionais, como cenas onde tudo que se vê é a biqueira da bota do personagem ou uma porta e toda a ação se desenvolve fora de quadro ou então em close, com suavidade ou com uma brutalidade sem par. Para quem já está um pouco cansado de obviedades, é uma brisa e tanto.&lt;br /&gt;Tomara que os Coen façam mais filmes comerciais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Tommy Lee Jones (Xerife Ed Tom Bell), Josh Brolin (Llewelyn Moss), Javier Bardem (Anton Chigurh), Woody Harrelson (Carson Wells), Kelly MacDonald (Carla Jean Moss), Garrett Dillahund (Policial Wendell), Tess Harper (Loretta Bell), Stephen Root (Contratante de Wells), Beth Grant (Mãe de Carla Jean), Rodger Boyce (Xerife Roscoe Giddens), Barry Corbin (Ellis), Kit Gwin (Secretária de Bell), Gene Jones (Proprietário do Posto de Gasolina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Ethan Coen e Joel Coen; Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen, baseados no livro de Cormac McCarthy; Produção: Ethan Coen, Joel Coen e Scott Rudin; Produtor Associado: David Dilliberto; Produção Executiva: Robert Graf e Mark Roybal; Trilha Sonora: Carter Burwell; Direção de Fotografia: Roger Deakins; Montagem: Roderick Jaynes (pseudônimo de Joel e Ethan Coen); Seleção de Elenco: Ellen Chenoweth; Design de Produção: Jess Gonchor; Direção de Arte: John P. Goldsmith; Cenografia: Nancy Haigh; Figurinos: Mary Zophres; Maquiagem: Jean Ann Black, Paul LeBlanc e Teresa Valenzuela; Som: Craig Berkey, Skip Lievsay e Greg Orloff; Efeitos Especiais: Peter Chesney, Jason Hamer e Diane Woodhouse; Efeitos Visuais: Vincent Cirelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-202841637697091187?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/202841637697091187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=202841637697091187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/202841637697091187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/202841637697091187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/05/onde-os-fracos-no-tm-vez.html' title='Onde Os Fracos Não Têm Vez'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-4317261793998507877</id><published>2008-05-23T03:07:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T03:10:52.818-03:00</updated><title type='text'>Antes de Partir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Antes de Partir (&lt;em&gt;The Bucket List&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 97 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20080523023205.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois companheiros improváveis, um bilionário (Jack Nicholson) e um mecânico (Morgan Freeman) se juntam depois de dividirem um quarto de hospital, o qual é de propriedade do primeiro, para cumprir uma lista de coisas a fazer antes de um evento que afeta a ambos: o diagnóstico médico de um período de seis meses a um ano de sobrevivência depois de um câncer devastador. Com essa desculpa, a dupla sai pelo mundo para viverem seus sonhos sem restrições, haja vista a profundidade da carteira de um deles e, inesperadamente, chegarem a um acordo com suas decisões tomadas durante a vida e com seus próprios demônios.&lt;br /&gt;Um início bastante dramático evolui para um road movie bem divertido e leve, utilizando as poderosas personalidades cinematográficas de seus protagonistas para seu próprio beneficio, além de contar com belíssimas paisagens mundiais como as Pirâmides, o Nepal e o Taj Mahal. Não há nada de novo aqui no que diz respeito às atuações ou ao desenvolvimento do roteiro, o qual é completamente previsível para o espectador e convencional até a medula. Os dois atores principais se reduzem a repetir seus estilos e maneirismos consagrados. Freeman é sóbrio, nobre e um pouco espantado pela enormidade do que acontece com seu personagem – como de hábito – enquanto Nicholson tira todas as amarras de sua personalidade maior-do-que-a-vida em cada quadro, despejando frases de efeito para todo lado e se deliciando com seu sorriso sardônico – como de hábito.&lt;br /&gt;Surpreendentemente, os estilos de atuação opostos combinam muito bem, ajudados por um bom punhado de diálogos inspirados, que são capazes de arrancar mais do que apenas sorrisos da audiência. E, por vezes, gargalhadas podem acontecer, especialmente por causa da interação altamente irônica e, por que não dizer, terna, entre o personagem de Nicholson, Edward Cole, e seu assistente pessoal Matthew / Thomas, vivido com brilhantismo pelo ator Sean Hayes – o Jack McFarland da série de TV “Will and Grace” – demonstrando que o astro de sitcoms pode sonhar com uma vida fora da caixa da televisão.&lt;br /&gt;Não resisto a deixar aqui um exemplo de como o diálogo entre esses dois pode ser divertido. Cole diz: “Thomas, quando ficar velho, não deixe de obedecer a essas três coisas: não esnobe um banheiro; não desperdice uma ereção; e nunca confie num peido.” Ao que Thomas responde: “Vou me lembrar disso quando começar a ficar decrépito, senhor.”. Ouro puro!&lt;br /&gt;Nem tudo são flores. A principal falha da produção é jamais escolher claramente uma direção, dividida entre ser uma comédia rasgada e um melodrama choroso. Apesar de o experiente diretor Rob Reiner (de “Harry e Sally – Feitos um Para o Outro” e “Louca Obsessão”, ambos já comentados aqui e aqui) fazer de tudo para equilibrar esses dois pólos, fica muito óbvio que as passagens cômicas são muito superiores às puramente dramáticas, as quais se apóiam demais em manipulação emocional para o meu gosto. Temos uma trilha sonora grandiloquente; uma narrativa em off “profunda” e vários diálogos bregas e piegas. Você pensou, ou já viu anteriormente, foi usado aqui. Não tinha necessidade disso, com o calibre dos atores...&lt;br /&gt;De tudo isso, é um bom filme, que lida com questões difíceis e delicadas de uma maneira leve, pelo menos a maior parte do tempo; tem grandes atores em boa forma e contém passagens genuinamente divertidas. O que coloca “Antes de Partir” na categoria de acima da média com distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Jack Nicholson (Edward Cole), Morgan Freeman (Carter Chambers), Sean Hayes (Thomas), Beverly Todd (Virginia Chambers), Rob Morrow (Dr. Hollins), Alfonso Freeman (Roger Chambers).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Rob Reiner; Roteiro: Justin Zackham; Produção: Rob Reiner, Alan Greisman, Neil Meron e Craig Zadan; Co-produção: Frank Capra III; Produção Executiva: Travis Knox, Justin Zackham e Jeffrey Stott; Trilha Sonora: Marc Shaiman; Direção de Fotografia: John Schwartzman; Montagem: Robert Leighton; Seleção de Elenco: Janet Hirshenson, Jane Jenkins e Michelle Lewitt; Design de Produção: Bill Brzeski; Direção de Arte: Jay Pelissier; Cenografia: Robert Greenfield e Mark Tuttle; Figurinos: Molly Maginnis; Maquiagem: Marie Larkin, Valli O’Reilly e Medusah; Som: Ann Scibelli, Marc Fishman e Tony Lamberti; Efeitos Sonoros: Ann Scibelli e Bryan Bowen; Efeitos Especiais: Donald Frazee; Efeitos Visuais: Jerry Spivack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-4317261793998507877?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/4317261793998507877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=4317261793998507877&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4317261793998507877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4317261793998507877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2008/05/antes-de-partir.html' title='Antes de Partir'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6236338541486170661</id><published>2007-08-29T14:35:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T14:44:05.515-03:00</updated><title type='text'>O Ultimato Bourne</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Ultimato Bourne (&lt;em&gt;The Bourne Ultimatum&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 111 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070827162833.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Trilogia: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070827162656.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de descobrir seu verdadeiro nome e buscar o perdão de sua primeira vítima, Jason Bourne (Matt Damon) tenta fechar as pontas soltas de seu passado. Quando um repórter londrino (Paddy Considine) começa a revirar os arquivos sujos da CIA e da Operação Blackbriar, que sucedeu ao infame Projeto Treadstone, Jason é novamente perseguido implacavelmente por aqueles que o treinaram. Só que, agora, o agente amargurado está mais próximo do que nunca de saber como chegou a ser a mais perfeita máquina de matar. E a cada passo à frente, mais ele teme o próximo a ser dado.&lt;br /&gt;No rescaldo da série “Bourne”, espero que os agentes secretos no cinema nunca mais sejam os mesmos, pois elevaram de tal forma o patamar do gênero que qualquer outro filme que entregue menos ação, urgência e roteiro minimamente inteligente vai afundar sem deixar saudade.&lt;br /&gt;Desde a abertura até o final, o diretor Greengrass imprime um ritmo frenético, urgente e com um acentuado senso de realidade às peripécias do protagonista em busca da sua identidade. Em “Vôo 93”, o inglês já tinha aplicado, com sucesso, técnicas de documentário ao cinema de ficção, com muita câmera na mão, próxima da ação e uma montagem mais fragmentada; neste filme, houve uma radicalização do estilo, onde o olho da câmera treme a maior parte do tempo, utilizando planos fechados e muitos closes, além de uma fotografia crua, granulada (dando um aspecto envelhecido) e em tons frios, dando uma imersão do espectador na trama que poucas vezes eu vi.&lt;br /&gt;Alternando cortes rápidos e planos-sequência (mudanças de cenário ao longo de um período de tempo, sem cortes), Greengrass e seu time mal nos dão espaço para respirar, emendando uma passagem na outra e intercalando um ou outro plano aberto para que o espectador possa relaxar um pouco, mas com a singela intenção de situar o local dos acontecimentos e praticamente somente isso. A cada mudança de cidade, uma tomada aérea é mostrada, identificada e já estamos sendo atirados de novo no meio do desenrolar dos fatos; de vez em quando, a cena é aberta para mostrar onde a próxima correria vai ocorrer e pum!, tome mais closes e tremedeira, quase sempre em locais públicos de grande afluência, utilizados pelo diretor no esquema de guerrilha: enfia a equipe no meio do povão e que se dane, tudo bem se ficarem apontando para a câmera de vez em quando.&lt;br /&gt;Embora seja adequado à proposta do filme, houve um certo exagero no recurso. Assistir “O Ultimato” é uma experiência massacrante; a rapidez dos cortes e a vibração da câmera são ótimos geradores de tensão, mas quando superutilizados somente causam desconforto, incômodo e descolamento da atenção do espectador, que precisa desviar o olhar alguns segundos para poder voltar a acompanhar a história. E isso é mau.&lt;br /&gt;Ciente dessa possibilidade, alguns subterfúgios são colocados em prática para amenizar essa sensação. A trilha sonora, predominantemente percussiva, freia a sucessão de imagens em algumas passagens, como nas cenas passadas em Tangiers, Marrocos e em Nova York e dá a marcação do desenvolvimento dos fatos; desacelerando o ritmo da percussão, dá-se a sensação de que as coisas estão acontecendo mais devagar e ajuda a suportar a pauleira. Outro aspecto interessante é o uso inteligente do som, por vezes fora do campo e, por outras, antecipando uma ação, que já ameniza o impacto e deixa o espectador ciente da imagem que está chegando; temos isso, por exemplo, na estação de metrô/trem em Londres. O som cadenciado das teclas do celular passa a impressão de que os personagens estão pensando no que fazer em vez de saírem correndo desesperadamente para qualquer lado. Poucos filmes utilizam esse potencial do som e foi muito bom de ver essa técnica realizada com tanta competência.&lt;br /&gt;Olhando adiante do apuro técnico, a ação, levemente prejudicada pela epilepsia da montagem, é impressionante. Crua, rápida e brutal, tendo seu expoente máximo na luta entre Bourne e o assassino da CIA Desh em Tangiers. Poucas vezes um livro e uma toalha tiveram o uso mostrado na tela. De arrepiar. Assim como a tensão constante e a sensação de perigo que impregna cada cenário enfrentado pelo protagonista, onde não tem espaço para geringonças elaboradas ou para jogar charme para moçoilas; é risco de vida e não há tempo para bobagens. É pau puro.&lt;br /&gt;O roteiro, de novo de Tony Gilroy, o mesmo do primeiro filme, cuja crítica você pode ler &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapiendiz.blogspot.com/search/label/bourne"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, com colaboradores, mantém a coerência de toda a série e procura finalizar a contento todos os conceitos apresentados ao longo da trilogia. O subtexto existencialista da jornada de Bourne, com as perguntas clássicas “Quem sou”, “De onde vim” e “Para onde vou”, que são visíveis em cada linha da face do atormentado agente (magnificamente interpretado, com a habitual competência, por Damon, muito confortável e transpirando ameaça), alcançam resultados satisfatórios e fecham bem o arco. Uma outra qualidade do roteiro são os bons diálogos, acima da média, onde os personagens esgrimem com ironia e colocando cada palavra com um significado. As informações reunidas pelo herói são dadas a ele junto com o público, a quem basta seguir os dados para chegar a uma conclusão, jamais explicitada em palavras e comprovando a aposta na inteligência e no bom senso da audiência, que pode curtir não ser tratada como se fosse débil mental.&lt;br /&gt;Mais um diferencial que pode ser encontrado é a crítica sutil ao modelo paranóico e esmagado pelo medo irracional que campeia nos EUA e na comunidade de inteligência depois do 11 de Setembro; utilizando apenas imagens, como a dos arquivos com cidadãos americanos carimbados com a palavra “Terminated – Exterminado” e o estado de nervos dos dirigentes de Blackbriar, que mandam assassinar pessoas sem a menor hesitação, seja dentro ou fora de casa, tendo confirmação de informações ou não. Na dúvida, mate; esse é o lema da CIA de Greengrass e Gilroy, muito mais eficientes do que duas horas de papagaiada demagógica de Michael Moore como voz dissonante do governo Bush.&lt;br /&gt;Algumas armadilhas não foram evitadas, com a repetição de situações já apresentadas, tais como: a cena da mudança de cor do cabelo, quase idêntica à interpretada por Franka Potente no primeiro filme; a insinuação ridícula e desnecessária de um envolvimento amoroso entre Nicky e Jason antes da amnésia, que enfraquece a personagem de Julia Stiles e seus motivos para ajudar ou não o agente, tornando sua conduta um simples artifício para mover a trama; e a perseguição de carros, também sem sentido e que parece desconexa com o restante do filme, apesar de ter um papel de relativa importância no final da projeção e ser belíssimamente encenada, no jeito característico do diretor, brutal e com destruição para dar inveja à Michael Bay (diretor de “Transformers” e os dois “Bad Boys”).&lt;br /&gt;Mesmo um pouco inferior ao segundo e primeiro capítulos, pelos motivos que já coloquei acima, encerra com dignidade a trilogia, como anda na moda; é bem-sucedida artisticamente e certamente definirá para os anos vindouros o cinema de ação e dá novo fôlego à espionagem, da mesma maneira que “Duro de Matar”, veja a crítica &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/07/duro-de-matar.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, foi um divisor de águas em seu nicho e renovou as convenções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Elenco: Matt Damon (Jason Bourne / David Webb), Julia Stiles (Nicky Parsons), David Strathairn (Vice-Diretor Noah Vosen), Scott Glenn (Diretor Ezra Kramer), Joan Allen (Pamela Landy), Paddy Considine (Simon Ross), Edgar Ramirez (Paz), Albert Finney (Dr. Albert Hirsch), Tom Gallop (Tom Cronin), Corey Johnson (Wills), Daniel Bruhl (Martin Kreutz), Joey Ansani (Desh Bouksani), Dan Fredenburgh (Jimmy), Lucy Liemann (Lucy), Colin Stanton (Neil Daniels), Chris Cooper (Alexander Conklin), Brian Cox (Ward Abbott), Ben Youcef (Nabile), Franka Potente (Marie Kreutz – arquivo).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Direção: Paul Greengrass; Roteiro: Tony Gilroy, Scott Z. Burns e George Nolfi (roteiro) e Tony Gilroy (história), inspirados no livro de Robert Ludlum; Produção: Patrick Crowley, Frank Marshall, Paul Sandberg e Zakaria Alaoui; Co-produção: Andrew Tennenbaum; Produtor Associado: Colin J. O'Hara; Produção Executiva: Doug Liman, Jeff Kirschenbaum, Donna Langley, Henry Morrison e Jeffrey M. Weiner; Trilha Sonora: John Powell; Direção de Fotografia: Oliver Wood; Montagem: Christopher Rouse; Seleção de Elenco: Daniel Hubbard, John Hubbard e Avy Kaufman; Design de Produção: Peter Wenham; Direção de Arte: Robert Cowper, Jason Knox-Johnston e Andy Nicholson; Cenografia: Tina Jones; Figurinos: Shay Cunliffe; Maquiagem: Christine Beveridge e Rose Chatterton; Som: Karen Baker, Bob Beemer, Per Hallberg, Scott Millan, David Parker e Gary Summers; Efeitos Sonoros: Christopher Assells, Ann Scibelli, Peter Staubli e Jon Title; Efeitos Especiais: Pau Costa, Jason Leinster, Lucien Stephenson e Joss Williams; Efeitos Visuais: Peter Chiang, Simon Leech, Charlie Noble, Glen Pratt e Sheila Wickens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6236338541486170661?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6236338541486170661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6236338541486170661&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6236338541486170661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6236338541486170661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/08/o-ultimato-bourne.html' title='O Ultimato Bourne'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-4263217969611881223</id><published>2007-08-21T15:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-21T15:45:34.547-03:00</updated><title type='text'>Ratatouille</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ratatouille (&lt;em&gt;Ratatouille&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 110 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070821153653.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Um ratinho do campo francês, Remy, sonha em ser um cozinheiro famoso. Com um ótimo olfato e paladar apurado, ele tem como ídolo o chef Gusteau, propagador da tese “Qualquer um pode cozinhar”. Ao descobrir que Gusteau faleceu, Remy é separado da família pelas circunstâncias e acaba se encontrando com o atrapalhado Linguini, funcionário do restaurante de seu ídolo. A dupla, então, segue junta para conquistar o sucesso na competitiva Paris, enfrentando a oposição do chef Skinner e do temido crítico de gastronomia Anton Ego.&lt;br /&gt;Se tem algo que salta aos olhos a cada produção da Pixar é o extremo cuidado com o planejamento e a dinâmica de cada uma das cenas que aparecem na tela. “Ratatouille” é um primor nesse aspecto, com um visual apuradíssimo e sequências de beleza e fluidez impressionantes, onde vemos como a empresa engoliu a Disney e virou criadora máxima do estúdio. Desde a abertura, com o engraçadíssimo curta “Quase Abduzido” até o final da trama propriamente dita, os artistas conseguem fazer com que o espectador se esqueça de está assistindo uma animação por computador.&lt;br /&gt;Só que, por outro lado, o diretor Brad Bird, cada vez melhor, usa ao máximo as possibilidades que o computador oferece. Em pelo menos três sequências incríveis – a senhora que ataca Remy e sua família com uma espingarda; a fuga pelos esgotos e a primeira vez de Remy na cozinha do Gusteau's – os ângulos de câmera e seus movimentos alucinantes deixam claro que é a máquina que faz aquilo tudo; e a gente não se importa. A genialidade do diretor é fazer com que essa aparente demonstração de preciosismo técnico sirva perfeitamente para a história e ajude a contá-la, ao invés de funcionar como distração.&lt;br /&gt;Outro erro comum que a concorrência comete é a de tentar humanizar demais os personagens que faz; aqui, o traço altamente estilizado dos personagens que aparecem, de acordo com as características de cada um, se soma aos diálogos inspirados e um roteiro enxuto para envolver cada vez mais o público. Corajoso em utilizar, como herói, um animal nojento feito o rato e colocá-lo em um ambiente onde a presença do bicho é altamente indesejável, reforça a mensagem de que não importa a origem, o talento tem que ser reconhecido e ter a oportunidade de se desenvolver. Embora fantasioso ao extremo, alguns toques de realidade são acrescentados aqui e ali e funcionam como âncora do roteiro. Remy e Linguini não conversam propriamente, mas se entendem como poucos e a forma encontrada para o ratinho poder ajudar o completamente desastrado aprendiz de cozinheiro é irônica e doce ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;E ainda se dá ao luxo de transformar – não sem uma pequena sensação de abrupto demais – um dos vilões em uma bela maneira de retratar a busca pela simplicidade e redimir (bem, somente um pouquinho) a profissão de crítico, com um monólogo final bem escrito e otimamente interpretado pelo temível Anton Ego. Com fartas doses da ironia e cinismo característicos de Bird, que não perde a chance de espezinhar.&lt;br /&gt;No lado mofado do pão, considerei que houve uma forçada de barra para deixar a trama mais palatável para o público infantil, com excesso de mensagens edificantes, como nos diálogos do chatíssimo fantasma de Gusteau com o ratinho; as aparições da família do bichinho e todo o blá-blá-blá de “conheça seu lugar” e ceninhas engraçadinhas, como a perseguição de Skinner a Remy pelo Sena, o porre de Linguini e as conversinhas meladas entre Colette e Linguini.&lt;br /&gt;Ninguém está imune aos caprichos do mercado, penso eu... Mas, ainda assim, o filme deixa num chinelo roído por ratos 70% das produções live-action que atravancam os cinemas; se todos tivessem o cuidado com a decupagem e o carinho pelo roteiro que essa animação, felizmente deixando de ser um gênero menor, tem, a vida dos espectadores seria menos chata. E o bolso não se sentiria tão aviltado...Hehehe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Elenco: Não consegui em nenhum lugar quais os dubladores que participaram do filme, e que fizeram um ótimo trabalho, diga-se de passagem. Os únicos que achei foram Thiago Fragoso (Linguini) e Samara Felippo (Colette), os globíferos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Direção: Brad Bird e Jan Pinkava; Roteiro: Brad Bird (roteiro) e Jan Pinkava, Jim Capobianco, Brad Bird, Emily Cook e Kathy Greenberg (história); Produção: Brad Lewis; Produtor Associado: Galyn Susman; Produção Executiva: John Lasseter; Trilha Sonora: Michael Giacchino; Diretor de Fotografia: Robert Anderson e Sharon Calahan; Montagem: Darren Holmes; Design de Produção: Harley Jessup; Som: Michael Semanick, Michael Silvers e Randy Thom; Efeitos Visuais: Benjamin Andersen, Eric Froemling e Apurva Shah; Animação: Dylan Brown, Michael Venturini e Mark A. Walsh.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-4263217969611881223?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/4263217969611881223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=4263217969611881223&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4263217969611881223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4263217969611881223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/08/ratatouille.html' title='Ratatouille'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8107408247209411635</id><published>2007-08-18T00:30:00.000-03:00</published><updated>2007-08-18T00:34:24.838-03:00</updated><title type='text'>Grease -  Nos Tempos da Brilhantina</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Grease – Nos Tempos da Brilhantina (&lt;em&gt;Grease&lt;/em&gt;, EUA, 1978 – 110 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070818002640.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os jovens, por assim dizer, Danny (John Travolta) e Sandy (Olívia Newton-John) se conhecem, vivem um romance sensacional e se separam, crentes de que será para sempre, já que ela tem que voltar para a Austrália. Mas eis que o destino intervém e Sandy, acompanhando seus pais, se muda para os EUA definitivamente e, oh!, vai estudar na mesma escola que seu amor de verão. O reencontro não é exatamente ideal, pois Danny, cioso de sua imagem de bad boy e líder dos T-Birds, não deixa transparecer o quanto vê-la de novo o agradou; e o casal passará o filme todo, entre danças e canções, tentando se acertar.&lt;br /&gt;O último grande musical de Hollywood. Ponto final. Aproveitando ao máximo o auge da fama (e da forma física) de John Travolta, recém-saído do mega-sucesso “Embalos de Sábado à Noite” e, juntando a toda essa efervescência: a estréia no cinema da colecionadora de hits musicais (lembrem-se, final da década de 70) Olívia Newton-John; o sucesso duradouro da montagem da Broadway, que já durava mais de cinco anos (estreara em 1972); um elenco simpaticíssimo e aplicado; canções grudentas; e uma atmosfera deliciosamente exagerada e ingênua, não tinha como dar errado.&lt;br /&gt;A história simples e com a maioria das piadas e trocadilhos de duplo sentido suavizada, é dirigida com garra por Kleiser (que ainda cometeria outro filme icônico, “clássico” da Sessão da Tarde, “A Lagoa Azul”), estreando no cinema depois de uma carreira bem-sucedida na TV e que usa muito bem toda a disposição do elenco e as ótimas canções para deixar a narrativa sempre andando, sem permitir que as cenas entre números se arrastem ou desliguem o espectador; algo que causa a maioria das mortes horríveis dos filmes do gênero. O diretor cria boas tomadas, com transições de cenas especialmente criativas e fluidas, principalmente no número de “Greased Lightning”, com uso de objetos de cena como ponte e a total falta de vergonha em assumir os exageros dos cenários, coloridíssimos e bregas e das interpretações caricaturais.&lt;br /&gt;Os personagens não passam de arquétipos culturais, daquilo que as pessoas imaginam que foram os adolescentes dos anos 50 e assim atingem diretamente a memória afetiva do público. Mesmo para mim, que nasci no ano em que foi realizado o filme, a galeria de tipos fala diretamente ao reservatório cultural que possuo dessa década, criado por filmes, livros e séries de TV; não se vê quase nada próximo à realidade. E o que é melhor: quem quer realidade?&lt;br /&gt;Dessa forma fica muito mais fácil aceitar os atores, quase todos na faixa dos vinte e muitos, interpretando adolescentes e curtir as canções que viraram clássicos pop, como por exemplo, “Summer Nights”, “Greased Lightning” – minha favorita – e “You’re the One That I Want”. Além do casal central, soltando faíscas de química na tela, tenho que destacar Stockard Channing, com 34 anos e uma boa forma invejável, arrasando como a desbocada Rizzo; a estréia no cinema do futuro astro da pancadaria Lorenzo Lamas, no papel do abobalhado e hilário herói do futebol americano Tom e participação especial do ícone da Turma da Praia Frankie Avalon, como um anjo desbocado que aparece para dar conselhos a uma das companheiras de Sandy, a voz de taquara rachada Frenchy, vivida por Didi Conn.&lt;br /&gt;No lado riscado do disco, as coreografias são pouco inspiradas, talvez pelo fato de o único dançarino bom de verdade ser Travolta; o resto do elenco, Newton-John em especial, simplesmente não acompanha o ritmo dele. Dessa forma, tiveram que simplificar bastante para que todo mundo pudesse fazer parte do espetáculo e não figuração, como nas cenas do concurso de dança e quando Danny e Sandy contam seu verão para os respectivos amigos. Os diálogos são toscos e causam risos involuntários; assim como a transformação de Sandy para a cena final, meio forçada e onde não dá para não notar a senhora secada que Travolta dá no derriére da moça, quando começa a segui-la até a Casa Maluca. Só faltou o homem babar e a gente rolar de rir.&lt;br /&gt;Nada muito comprometedor, garanto e que deixa a diversão intocada. Resistiu bem à implacável passagem do tempo e às vésperas de completar 30 anos ainda tem lenha para queimar. Não dá para assistir sem um sorrisão no rosto e acompanhando as músicas bacanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: John Travolta (Danny Zuko), Olívia Newton-John (Sandy Olsson), Stockard Channing (Betty Rizzo), Jeff Conaway (Kenickie), Barry Pearl (Doody), Michael Tucci (Sonny), Kelly Ward (Putzie), Didi Conn (Frenchy), Jamie Donnelly (Jan), Dinah Manoff (Marty Maraschino), Eve Arden (Diretora McGee), Frankie Avalon (Anjo da Guarda), Joan Blondell (Vi), Edd Byrnes (Vince Fontaine), Sid Caesar (Técnico Calhoun), Alice Ghostley (Sra. Murdock), Dody Goodman (Blanche), Susan Buckner (Patty Simcox), Lorenzo Lamas (Tom Chisum), Fannie Flagg (Enfermeira Wilkins), Dick Patterson (Sr. Rudie), Eddie Deezen (Eugene Felnic), Darrell Zwerling (Sr. Lynch), Ellen Travolta (Garçonete), Anette Charles (Cha Cha DiGregorio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Randal Kleiser; Roteiro: Allan Carr e Bronte Woodard, baseados na peça musical de Jim Jacobs e Warren Casey; Produção: Allan Carr e Robert Stigwood; Produtor Associado: Neil A. Machlis; Canções de: John Farrar, Barry Gibb, Louis St. Louis, Jim Jacobs e Warren Casey; Direção de Fotografia: Bill Butler; Montagem: John F. Burnett; Seleção de Elenco: Joel Thurm; Design de Produção: Philip M. Jefferies; Cenografia: James L. Berkey; Figurinos: Albert Wolsky; Maquiagem: Edwin Allen, Christine George, Daniel C. Striepke e Bron Roylance; Som: Jerry Jost e Bill Varney; Efeitos Sonoros: Charles Moran; Efeitos Especiais: Ken Speed; Efeitos Visuais: Ron Hays.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8107408247209411635?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8107408247209411635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8107408247209411635&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8107408247209411635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8107408247209411635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/08/grease-nos-tempos-da-brilhantina.html' title='Grease -  Nos Tempos da Brilhantina'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2670271851524909417</id><published>2007-08-16T22:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T22:26:16.939-03:00</updated><title type='text'>O Bom Pastor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Bom Pastor (&lt;em&gt;The Good Shepherd&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 167 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Cartaz: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070816221035.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Somos apresentados à trajetória de Edward Wilson (Matt Damon), desde seus tempos de faculdade, quando foi recrutado pela “Skull and Bones” – uma antiga sociedade secreta, nos moldes da maçonaria, que buscava ter entre seus membros os melhores alunos e os mais ricos, nem sempre com os dois requisitos – até sua aposentadoria, como diretor e um dos co-fundadores da CIA, a maior agência de espionagem do mundo.&lt;br /&gt;Segundo filme de De Niro na direção, é uma empreitada de respeito. O roteiro altamente complexo de Eric Roth, que cobre mais de quarenta anos da vida do protagonista é desafiador e comprova uma coisa: o convívio com Scorsese e outros mestres foi a melhor escola de cinema que alguém poderia querer. Como seria de se esperar, constrói sua narrativa apoiada quase que totalmente em seus atores, em especial a de Matt Damon, que aparece na maioria absoluta das cenas, na contramão do que uma história centrada em ações e não em pessoas requer.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que é a maior força, a atuação de Damon também é a maior fraqueza da produção. Confesso que gosto imensamente dele, é um dos atores jovens que mais soube manter uma carreira consistente e com muito mais altos do que baixos; meu senão é que ele está devendo um personagem fora de sua zona de conforto, dos tipos calados e introspectivos. Quando pegar um filme que tenha explosão, entra para minha galeria de atores favoritos de vez, como Johnny Depp já fez.&lt;br /&gt;Seu personagem aqui é praticamente uma sombra, com poucos momentos em que dá vazão às emoções, como, por exemplo, no caso do envolvimento do filho com uma agente inimiga e nas poucas vezes em que está com a namorada Laura (Tammy Blanchard). Todo esse distanciamento, embora necessário pela natureza do trabalho de Wilson, torna difícil o processo de identificação com o protagonista e pede que o espectador tome um papel ainda mais passivo do que de costume. Assim, se dá mais destaque para os acontecimentos da vida dele do que para o homem em si e essa escolha tem por efeito a oscilação constante de nossa atenção frente à tela.&lt;br /&gt;Claro que a história, que De Niro levou dez anos desenvolvendo, é fascinante; o negócio da espionagem é sujo, cruel e não inspira nada a não ser desconfiança, paranóia e relacionamentos partidos sem chance de redenção. Cada vez que vemos uma chance de abertura de Wilson para a vida, uma revelação ou ação ocorre que o traz de volta para o casulo. Desde seu professor na universidade, vivido por Michael Gambon até sua esposa Clover, na pele de Angelina Jolie (um dos poucos personagens mal desenvolvidos, histriônica ao extremo e sem muito a fazer além de reclamar e gritar) todo mundo que faz parte do círculo tem algo a esconder.&lt;br /&gt;A direção é austera, quase sem intervenções estilísticas, embora tenha alguns travellings bacanas e plongées (planos de cima para baixo) elegantes; e com apoio de uma magnífica direção de arte (indicada ao Oscar 2007) conta bem sua história, tentando manter o ritmo constante, pois como já citei acima, precisa deixar o espectador envolvido com as tramóias e traições em detrimento dos personagens, todos, sem exceção, descolados do espectador pela falta de identificação gerada. Ademais, a maquiagem equivocada não permite a total percepção da passagem do tempo. Só que De Niro deixa transparecer sua veia politizada com críticas veladas às atitudes da Agência, que buscou pelo que parece, sempre o lema “o fim justifica os meios” e também vocifera contra a política do medo perpetrada por Bush. Revigorante, para dizer o mínimo, já que poucos realizadores têm a coragem de deixar clara sua tendência, na ditadura do politicamente correto de Hollywood.&lt;br /&gt;Enfim, um filme longo e nada convidativo, porém digno e sóbrio, mais indicado para os apreciadores de tramas rocambolescas e políticas, ao freqüentador habitual de blockbusters; ainda mais prejudicado pela dicotomia entre personagens inexpressivos e trama interessante, que o roteiro exige, o que não o faz necessariamente ruim, apenas mais difícil. Quem diria que o ator americano por excelência faria algo tão europeu, focado em contradições e onde não existem respostas fáceis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Matt Damon (Edward Wilson), Angelina Jolie (Margaret “Clover” Russell), Alec Baldwin (Agente Sam Murach), Tammy Blanchard (Laura), Billy Crudup (Archy Cummings), Robert De Niro (Gen. Bill Sullivan), Keir Dullea (Senador John Russell), Michael Gambon (Dr. Fredericks), Martina Gedeck (Hanna Schiller), William Hurt (Philip Allen), Timothy Hutton (Thomas Wilson), Mark Ivanir (Valentin Mironov #2), Gabriel Macht (John Russell Jr.), Lee Pace (Richard Hayes), Joe Pesci (Joseph Palmi), Eddie Redmayne (Edward Wilson Jr.), John Sessions (Valentin Mironov #1 / Yuri Modin), Oleg Stefan (Ulysses / Stas Siyanko), John Turturro (Ray Brocco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Robert De Niro; Roteiro: Eric Roth; Produção: Robert De Niro, James G. Robinson e Jane Rosenthal; Produção Executiva: Chris Brigham, Francis Ford Coppola, Howard Kaplan, Guy McElwaine e David C. Robinson; Trilha Sonora: Bruce Fowler e Marcelo Zarvos; Direção de Fotografia: Robert Richardson; Montagem: Tariq Anwar; Seleção de Elenco: Sig de Miguel, Amanda Mackey Johnson, Cathy Sandrich e Wendy Weidman; Design de Produção: Jeannine Oppewall; Direção de Arte: Robert Guerra; Cenografia: Jille Azis; Elaine O’Donnell, Gretchen Rau, Leslie E. Rollins e Alyssa Winter; Figurinos: Ann Roth; Maquiagem: Alan D’Angerio, Todd Kleitsch, Jerry Popolis e Carla White; Som: Martin Czembor, Lee Dichter, Warren Shaw e Reilly Steele; Efeitos Sonoros: Jacob Ribicoff e Warren Shaw; Efeitos Especiais: Stuart Brisdon, Stevem Kirshoff e John Stifanich; Efeitos Visuais: David Ebner, Matthew Gratzner e Robert Legato. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2670271851524909417?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2670271851524909417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2670271851524909417&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2670271851524909417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2670271851524909417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/08/o-bom-pastor.html' title='O Bom Pastor'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5039985549598795521</id><published>2007-08-08T23:43:00.000-03:00</published><updated>2007-08-08T23:49:06.116-03:00</updated><title type='text'>Harry Potter e A Ordem da Fênix</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Harry Potter e A Ordem da Fênix (&lt;em&gt;Harry Potter and The Order of The Phoenix&lt;/em&gt;, ING/EUA, 2007 – 138 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Teaser Poster: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070808234050.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cartaz: &lt;a href="http://abesapien.nafoto.net/photo20070808234151.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Prestes a iniciar seu quinto ano de educação mágica, Harry Potter (Daniel Radcliffe) está entediado ao extremo, afastado de tudo que considera ser realmente seu mundo; e, igualmente, preocupado com a volta de Voldemort (Ralph Fiennes), fato que todos parecem considerar delírio de um garoto sedento de atenção, exceto seus amigos Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), junto com o diretor Dumbledore (Michael Gambon). Depois de um incidente onde foi atacado por dementadores – guardiões da prisão dos bruxos Azkaban – pelo qual terá que responder a um inquérito no Ministério da Magia, Harry volta para a escola e enfrenta os Comensais da Morte, antigos aliados de Voldemort e que ressurgem para auxiliar seu mestre, em busca de uma misteriosa “arma”. Ainda por cima, terá que lidar com uma ditadura, imposta pela nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, Dolores Umbridge (Imelda Staunton), testa-de-ferro do ministro, para controlar Hogwarts.&lt;br /&gt;Desde o terceiro filme, “O Prisioneiro de Azkaban”, a série cinematográfica do bruxinho tomou o caminho seguido pelos livros, de amadurecimento e um constante desvio para um ambiente mais perigoso, árido e realista. Nada mais correto, já que assim como os leitores, os espectadores de Harry Potter também envelhecem junto com o protagonista; a temática tem que seguir esse caminho, algo simplesmente natural.&lt;br /&gt;Os personagens poderem lançar feitiços, azarações e maldições, já está mais do que sedimentado para o público; é bem-vinda a falta de deslumbramento de Harry com o mundo mágico onde viviam seus pais. Diferentemente do que alguns pensam, o rapaz não está blasé, mas sim consciente de que sua vida e as daqueles que ama estão em constante risco e nada pode salvá-los além de coragem e uma boa dose de rebeldia adolescente; e não somente recitar frases e palavras latinas para produzir algumas luzinhas (e dar o que fazer para os caras que operam os computadores).&lt;br /&gt;O que nos leva ao roteiro de Michael Goldenberg. Tendo que partir de um material, verdade seja dita, por vezes redundante e com muitas sub-tramas, o roteirista, neófito na série, fez um ótimo trabalho em condensar a história no seu núcleo, que é a tentativa do Ministério da Magia de interferir na escola, visando assegurar ao mundo mágico que Voldemort não retornou de fato, por quaisquer meios que se fizerem necessários, como se pudessem colocar uma venda no povo. Assim, poucos acontecimentos que ocorrem no livro, fora deste tema central, aparecem na tela. Alguns, para não prejudicar os próximos filmes, como o elfo doméstico Monstro; e outros para contentar os fãs xiitas, como as aparições dos aurores, de Olho-Tonto Moody, do lobisomem Remo Lupin, Malfoy e, vá lá, do gigante Grope. Uma decisão corajosa e acertada do time criativo responsável. Livro é livro e filme é filme.&lt;br /&gt;Dirigido por David Yates, oriundo da TV britânica, o filme é um pouco mais curto do que os anteriores e mantém um bom ritmo o tempo todo. Como desta vez os acontecimentos são mais relacionados a resistir a uma tentativa de controle por um agente externo do que a lidar com monstros mitológicos e afins, a ação é mais contida – embora não menos brutal – e a maioria das cenas se passa no interior do castelo da escola e do próprio prédio do Ministério da Magia. Com um ambiente mais restrito, o diretor pôde cuidar melhor das performances e apostou em planos curtos, sem inventar nos movimentos de câmera e com muitos closes, exigindo mais do elenco que teve nas mãos, principalmente os mais jovens.&lt;br /&gt;Do trio principal, dá para notar como a participação em outras produções ajudou Grint e Radcliffe a se desenvolverem como atores, enquanto Watson se consolida como o elo mais fraco; percebam como a participação de Hermione, personagem dela, fica restringida ao meramente essencial para a trama ir em frente, enquanto Ron funciona melhor para apoiar o protagonista, com uma atuação discreta e eficiente de Grint. Nesse pé, destaco a estréia impecável de Evanna Lynch como a doidinha Luna Lovegood; são dela algumas das melhores cenas, muito natural e ainda é a escolhida para dar algumas explicações aos espectadores, como no caso dos animais Testrálios e consolar Harry depois de uma tragédia (quem leu sabe o que é e eu é que não vou estragar para quem ainda não viu o filme).&lt;br /&gt;O elenco adulto é praticamente uma seleção do que a Inglaterra tem de melhor, ficando no pelotão de frente: Alan Rickman, simplesmente excelente como o professor Snape e mostrando que qualidade é realmente melhor do que quantidade, pois faz seu escasso tempo de tela render maravilhosamente, com muito veneno e sarcasmo; Imelda Staunton também dá show como a vilanesca e inescrupulosa Dolores Umbridge, a torturadora do sorriso constante; e ainda se dá ao luxo de ter os ótimos Gary Oldman (Sirius Black) e David Thewlis (Remo Lupin) como coadjuvantes. Um sonho de elenco, realmente.&lt;br /&gt;Estas atuações se devem à mão do diretor, que também demonstra ser dono de um bom olho, mesmo influenciado fortemente pelo estilo de Alfonso Cuarón, responsável pela terceira parte e que estabeleceu as bases para os que viriam. Na sempre complicada adaptação de literatura, onde o apoio da imaginação dos leitores não está presente, Yates apareceu com soluções visuais excelentes para demonstrar o clima mais pesado em se que passa a trama.&lt;br /&gt;Ilustrando o crescente descontrole do Ministério, ficou muito bacana a parede coberta por decretos educacionais; para marcar as passagens de tempo e os começos de novos arcos, planos gerais, com câmera aérea, belíssimos e uso de manchetes do jornal; além de manter a câmera na mão, com ligeiros tremores, perfeita para demonstrar a urgência e perigo da situação do ataque dos dementadores no início, que deu o tom para o restante dos eventos. No final, ainda, a idéia de retratar os bruxos, em duelo, como sombras negras e brancas foi legal demais, dando a exata medida do poder dos combatentes sem se perder em pirotecnias sem sentido.&lt;br /&gt;Claro que nem tudo é perfeito. A enorme diversidade de situações do livro de Rowling obrigou a narrativa a progredir em pequenos saltos, de compreensão mais dificultada e que exigem atenção, algo nem sempre praticado por quem vai assistir blockbusters; como, por exemplo, a passagem abrupta do primeiro para o segundo ato, onde em pouco menos de dez minutos Harry é torturado, monta a resistência e luta contra Umbridge; a equipe de efeitos visuais derrapou feio na caracterização dos centauros, do desnecessário gigante Grope e teve seu ponto mais baixo na ridícula carta do Ministério que avisa a Harry sobre o inquérito, ainda na casa dos tios. Mais ainda, outros personagens estão na tela por estar, sem exercer nenhuma função relevante; todo o arco envolvendo Hagrid, por exemplo, poderia ter ficado na sala de edição sem nenhum prejuízo para a trama e a participação dos Dursley não ficou tão boa como nas ocasiões anteriores.&lt;br /&gt;Mas, o que é mais grave: quem jamais teve contato com os outros filmes ou não é leitor da série vai ficar perdido, a produção remete demais a eventos anteriores e o marinheiro de primeira viagem, levado ao cinema pelo marketing, vai obrigatoriamente optar por um de dois caminhos: nunca mais querer saber de Harry Potter ou buscar assistir os anteriores para se preparar para os últimos capítulos. Certamente os produtores apostam na segunda hipótese; porém, correm um alto risco de gastarem rios de dinheiro para produzirem mais dois filmes somente para os iniciados.&lt;br /&gt;No geral, um bom filme que carrega de forma digna a tocha e a responsabilidade de manter viva uma série tão superlativa, além de trazer a grata surpresa de vermos um diretor seguro e talentoso, que não deixou seu currículo mais modesto atrapalhar sua estréia em uma grande produção. Melhor ainda, seu filme ficou com cara de cinema e não de novela, algo que muitos aqui no Brasil, que vêm do mesmo meio televisivo, têm dificuldade de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Rony Weasley), Harry Melling (Dudley Dursley), Kathryn Hunter (Arabella Figg), Fiona Shaw (Petunia Dursley), Richard Griffith (Vernon Dursley), Adrian Rawlins (James Potter), Geraldine Sommerville (Lily Potter), Robert Pattinson (Cedric Diggory), Ralph Fiennes (Voldemort), Natalia Tena (Nymphadora Tonks), Brendan Gleeson (Alastor “Olho-Tonto” Moody), George Harris (Quim Shacklebolt), Gary Oldman (Sirius Black), Mark Williams (Arthur Weasley), David Thewlis (Remus Lupin), Maggie Smith (Minerva McGonagall), Julie Walters (Sra. Weasley), Timothy Bateson (Monstro), James Phelps (Fred Weasley), Oliver Phelps (George Weasley), Bonnie Wright (Ginny Weasley), Daisy Haggard (Voz do Elevador), Robert Hardy (Cornelius Fudge), Jason Isaacs (Lucius Malfoy), Chris Rankin (Percy Weasley), Michael Gambon (Alvo Dumbledore), Imelda Staunton (Dolores Umbridge), Sian Thomas (Amelia Bones), Tom Felton (Draco Malfoy), Jamie Waylett (Vincent Crabbe), Josh Herdman (Gregory Goyle), Katie Leung (Cho Chang), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Evanna Lynch (Luna Lovegood), David Bradley (Argo Filch), Devon Murray (Seamus Finnigan), Apple Brook (Professora Grubbly-Plank), Alan Rickman (Severo Snape), Emma Thompson (Sibila Trelawney), Alfie Enoch (Dean Thomas), Afshan Azad (Padma Patil), Shefali Chowdhury (Parvati Patil), Warwick Davis (Filius Flitwick), Jim McManus (Barman), Helena Bonham Carter (Belatriz Lestrange), Robbie Coltrane (Rubeo Hagrid), Richard Leaf (Dawlish), Tony Maudsley (Grope).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: David Yates; Roteiro: Michael Goldenberg, baseado no livro de J.K. Rowling; Produção: David Barron e David Heyman; Co-produção: John Trehy; Produtor Associado: Tim Lewis; Trilha Sonora: Nicholas Hooper; Direção de Fotografia: Slawomir Idziak; Montagem: Mark Day; Seleção de Elenco: Fiona Weir; Design de Produção: Stuart Craig; Direção de Arte: Andrew Ackland-Snow, Mark Bartholomew, Alastair Bullock e Gary Tomkins; Cenografia: Stephanie McMillan; Figurinos: Jany Temime; Maquiagem: Lynda Armstrong, Colin Jamison e Amanda Knight; Efeitos de Maquiagem: Mark Coulier, Nick Dudman, Shaune Harrison e Jenny Weight; Som: James Boyle, Andy Kennedy, Doug Cooper, James Mather, Mike Prestwood Smith e Mark Taylor; Efeitos Sonoros: James Boyle, Andy Kennedy, Dominic Gibbs, Jed Loughran, Jon Olive e Samir Foco; Efeitos Especiais: Stuart M. Ellis, Chris Fitzgerald, Stephen Hutchinson e John Richardson; Efeitos Visuais: Tim Alexander, Tim Burke, Greg Butler, Paul J. Franklin, Michael Illingworth, Craig Lyn, Chris Shaw, Jelena Stojanovic, Kat Szuminska, Val Wardlaw e Mark Webb.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5039985549598795521?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5039985549598795521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5039985549598795521&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5039985549598795521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5039985549598795521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/08/harry-potter-e-ordem-da-fnix.html' title='Harry Potter e A Ordem da Fênix'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-3225578676172268883</id><published>2007-07-19T16:08:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T16:10:25.750-03:00</updated><title type='text'>Funny Games - Violência Gratuita</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Funny Games – Violência Gratuita (&lt;em&gt;Funny Games&lt;/em&gt;, AUT, 1997 – 103 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família chega à sua casa de veraneio, onde o pai, Georg (Ulrich Mühe) vai direto cuidar do barco, com a ajuda do filho (Stefan Clapczynski); a esposa, Anna (Susanne Lothar) está na cozinha. Tudo muito prosaico e familiar. De repente, dois rapazes, Paul (Arno Frisch) e Peter (Frank Giering) entram na casa, pedindo ovos emprestados. E acabam seqüestrando toda a família, praticando pequenas maldades e jogos de tortura psicológica e física, com conseqüências imprevisíveis.&lt;br /&gt;Primeiro trabalho do diretor Haneke a chamar a atenção da crítica mundial e que lhe rendeu também a primeira de quatro indicações à Palma de Ouro no festival de Cannes, é um estudo incômodo e perverso sobre a banalização da violência, a infantilização das relações humanas e a influência da mídia, em especial a televisão.&lt;br /&gt;O par de antagonistas mantém uma cortesia e educação inabaláveis, mesmo que suas palavras sejam extremamente ofensivas e irônicas, tornando todo o desenrolar da sessão de tortura ainda mais perturbador. Passado praticamente inteiro em interiores, com iluminação e elementos de cena reduzidos ao mínimo necessário, Haneke potencializa a força de suas imagens com muitas ações fora de campo, uso angustiante de som e uma câmera praticamente estática, sem muita movimentação, dando um tom quase documental ao filme até o final aberto e aterrorizante.&lt;br /&gt;Os jovens seqüestradores são caracterizados como filhotes da massificação da TV e do convívio diário com cenas e atos violentos; mesmo que façam coisas horríveis, os dois não parecem ter consciência de que tais ações, de alguma forma, são erradas e contrárias ao que seria socialmente aceitável. Tudo em que pensam e com que se importam é saciar desejos e vontades. Esse alheamento é demonstrado, de forma brilhante, em uma cena memorável onde, metalinguisticamente, o diretor utiliza um simples controle remoto para retratar a mentalidade profundamente egoísta e deturpada dos rapazes.&lt;br /&gt;Em uma decisão acertada, praticamente todas as violências cometidas contra a família acontecem fora da visão do espectador, que acaba tendo que sofrer ainda mais, pois somente ouve o que está acontecendo, como os gritos, choro e outras coisinhas; além de, é claro, o resultado nas paredes. Da mesma forma que Val Lewton nos anos 40 com sua série de terror e suspense, Haneke sugere muito mais do que mostra; e aí reside toda a força do seu filme. Um refinamento que foi esquecido pela nova safra, vide “O Albergue” e filhotes.&lt;br /&gt;O elenco está bastante homogêneo, com destaque para Arno Frisch, como Paul, utilizando seu rosto de menino para compor um personagem fascinante, tão horrível quanto um inseto debaixo de uma pedra; Susanne Lothar, intensa como a matriarca fria e controlada que vê seu mundinho ruir e sem entender porquê, bem como Ulrich Mühe como o pai, vendo-se frente ao pior pesadelo masculino, que é a impotência total frente aos obstáculos que se apresentam.&lt;br /&gt;Uma experiência bastante intensa, “Funny Games” foi meu primeiro filme do diretor; e mal posso esperar para visitar o resto de sua obra. Uma refilmagem americana, comandada pelo próprio Haneke, vai estrear no ano que vem, com Tim Roth, Naomi Watts e Michael Pitt. Nem sei o que esperar disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Susanne Lothar (Anna), Ulrich Mühe (Georg), Arno Frisch (Paul), Frank Giering (Peter), Stefan Clapczynski (Georg Jr.), Doris Kuntsmann (Gerda), Christoph Bantzer (Fred), Wolfgang Glück (Robert), Susanne Meneghel (Irmã de Gerda), Monika Zallinger (Eva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Michael Haneke; Roteiro: Michael Haneke; Produção: Veit Heiduschka; Direção de Fotografia: Jürgen Jürges; Montagem: Andreas Prochaska; Design de Produção: Christoph Kanter; Figurinos: Lisy Christl; Maquiagem: Waldemar Pokromski; Som: Bernhard Bamberger e Hannes Eder; Efeitos Especiais: Danny Bellens, Willi Neuner e Mac Steinmeier; Efeitos Visuais: Cania.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-3225578676172268883?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/3225578676172268883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=3225578676172268883&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3225578676172268883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3225578676172268883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/07/funny-games-violncia-gratuita.html' title='Funny Games - Violência Gratuita'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-4799321722641747722</id><published>2007-07-19T16:04:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T16:08:30.926-03:00</updated><title type='text'>Duro de Matar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Duro de Matar (&lt;em&gt;Die Hard&lt;/em&gt;, EUA, 1988 – 131 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“40 Andares de Pura Aventura!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John McClane (Bruce Willis) odeia viajar de avião. Mas, em busca da paz em casa, voa até Los Angeles para passar os feriados de natal com a esposa Holly (Bonnie Bedelia), alta executiva de uma empresa japonesa – que ele não apoiou na decisão de se mudar para a cidade californiana, apostando que ela não conseguiria se manter no novo cargo e voltaria correndo para ele. Mas, surpresa, surpresa, ela conseguiu e goza da total confiança do presidente, Joe Takagi (James Shigeta) e dos colegas. Como bem disse o motorista da limusine, Argyle (De’voreaux White), enviado para levá-lo até o imponente Nakatomi Plaza, palco da confraternização de fim-de-ano.&lt;br /&gt;Lá, a cabeça dura de John causa uma nova briga com Holly, que se ausenta por alguns minutos para falar com os empregados. Nesse meio tempo, um bando de terroristas, liderado pelo refinado Hans Gruber (Alan Rickman) invade e toma conta do prédio, afirmando quererem a libertação de companheiros revolucionários em troca da vida dos reféns. Sozinho e sem nenhum apoio, John luta para salvar os reféns, sua esposa e de quebra impedir que o real objetivo do bando de Hans se concretize.&lt;br /&gt;Filme que redefiniu o gênero no final dos anos 80, “Duro de Matar” é uma volta de montanha-russa divertida e recheada de ação. Apostando no até então mais conhecido pelo lado cômico Willis, recém-saído da série de TV “A Gata e o Rato” e numa abordagem mais pé-no-chão do protagonista (que sente medo, também sabe usar a cabeça e apanha mais do que boi na horta), a produção foi dirigida com imensa competência por John McTiernan, que lançou a pedra fundamental do novo herói e do novo tipo de filme de ação dos anos 90 e do século XXI.&lt;br /&gt;O roteiro, dos especialistas Steven E. de Souza (repetindo a parceria de “48 Horas” e também responsável por pérolas do naipe de “Comando para Matar” e “O Sobrevivente”) e Jeb Stuart (que vinha do sucesso “48 Horas” e também assina o eletrizante “O Fugitivo”) mostra uma cena de ação ou correria a cada cinco minutos, mais ou menos, no limite do plausível, e temperadas com muito humor (nem sempre intencional, que fique claro), não dando ao espectador a menor chance de respirar e montado com brilho, deixando as transições fluidas e sem falhas e tendo efeitos especiais e visuais de primeira linha – as explosões são um caso à parte, de grudar na cadeira.&lt;br /&gt;Ainda, não posso deixar de destacar a escolha feliz de elenco, principalmente o par de antagonistas. O classudo Rickman faz otimamente o contraponto com o mais debochado e “gente como a gente” Bruce Willis, com cenas antológicas como, por exemplo, o já clássico “Yi-pee-Ki-Yea, Motherfucker”, simplesmente uma das melhores frases do cinema recente. A outra jóia é a atuação bacana de William Atherton, repetindo seu tipo consagrado do seboso profissional, no papel do repórter Thornburg, que transpira arrogância e megalomania e passa por cima do que for para se promover como “o” jornalista, embora somente demonstre a falta de escrúpulos e total desrespeito com os personagens de sua grande reportagem; inclusive, ele, mesmo fora do prédio, é o principal responsável por complicar cada vez mais as coisas.&lt;br /&gt;Agora, no lado riscado da moeda, o cuidado em desenvolver as cenas de ação, o herói e o vilão principal, ficou em segundo plano para os outros membros do bando (com exceção do expert em computação vivido por Clarence Gilyard Jr, que ainda tem alguns diálogos e ações mais inspirados), que não passam de escada para o herói. As ações dos rapazes estão a um passo da estupidez completa e conta com um amontoado de clichês, representados pelo indestrutível Karl, personagem do péssimo Alexander Godunov.  E a polícia e o FBI então? Deus nos livre de sermos protegidos pelos panacas que dirigem o cerco ao prédio aqui, principalmente o tapado sub-comissário Dwayne, vivido por Paul Gleason e a dupla Johnson-Johnson do FBI (Robert Davi e Grand L. Bush), ambos um poço de pretensão e sem a menor idéia do que estão enfrentando de verdade.&lt;br /&gt;Podemos enterrar esses defeitos, pois não prejudica, em nada, o resultado final: um filme intenso, movimentado, engraçado e que, como disse antes, fez escola. Nada foi o mesmo depois de “Duro de Matar”, que potencializou as novas idéias trazidas por “Máquina Mortífera” e levou-as a um novo patamar.&lt;br /&gt;A produção abiscoitou quatro indicações ao Oscar 1989: Melhor Montagem, Melhor Som, Melhores Efeitos Sonoros e Melhores Efeitos Especiais.&lt;br /&gt;Vejam sem medo, vale cada minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Bruce Willis (John McClane), Bonnie Bedelia (Holly Gennero McClane), Alan Rickman (Hans Gruber), Reginald Veljohnson (Sargento Al Powell), Alexander Godunov (Karl), William Atherton (Richard Thornburg), De’voreaux White (Argyle), Hart Bochner (Harry Ellis), Paul Gleason (Sub-Comissário de Polícia Dwayne Robinson), Robert Davi (Agente Especial Johnson – FBI), Grand L. Bush (Agente Johnson – FBI), Matt Landers (Capitão Mitchell), James Shigeta (Joseph Takagi), Dennis Hayden (Eddie), Clarence Gilyard Jr. (Theo), Bruno Doyon (Franco), Andreas Wisniewski (Tony), Lorenzo Caccialanza (Marco), Joey Plewa (Alexander), Al Leong (Uli), Gary Roberts (Heinrich), Hans Buhringer (Fritz), Wilhelm von Homburg (James), Gerard Bonn (Kristoff), David Ursin (Harvey Johnson – âncora), Mary Ellen Trainor (Gail Wallens – âncora), Bill Marcus (Engenheiro da Prefeitura), Rick Ducommun (Walt – Cia de Energia), Dustyn Taylor (Ginny), George Christy (Dr. Hasseldorf), Shelley Pogoda (Atendente da Emergência), Taylor Fry (Lucy McClane), Noah Land (John McClane Jr.), Betty Carvalho (Paulina), Tracy Reiner (Assistente de Thornburg), Bill Margolin (Produtor do Telejornal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: John McTiernan; Roteiro: Jeb Stuart e Steven E. De Souza, baseados no livro “Nada Dura Para Sempre”, de Roderick Thorpe; Produção: Lawrence Gordon e Joel Silver; Produtor Associado: Beau Marks; Produção Executiva: Charles Gordon; Trilha Sonora: Michael Kamen; Direção de Fotografia: Jan de Bont; Montagem: John F. Link e Frank J. Urioste; Seleção de Elenco: Jackie Burch; Design de Produção: Jackson De Govia; Direção de Arte: John R. Jensen; Cenografia: Philip Leonard; Figurinos: Marilyn Vance-Straker; Maquiagem: Paul Abascal e Scott H. Eddo; Som: Don J. Bassman, Kevin F. Cleary, Richard Overton e Richard Shorr; Efeitos Sonoros: Stephen Hunter Flick, Catherine Shorr, Richard Shorr e David E. Stone; Efeitos Especiais: Al Di Sarro e Gene Whiteman; Efeitos Visuais: Richard Edlund, Albert Cox, Michael Van Himbergen e Mike Chambers.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-4799321722641747722?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/4799321722641747722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=4799321722641747722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4799321722641747722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4799321722641747722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/07/duro-de-matar.html' title='Duro de Matar'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2865893401411733308</id><published>2007-07-19T16:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T16:04:33.021-03:00</updated><title type='text'>Vingança Final</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vingança Final (&lt;em&gt;I’ll Sleep When I’m Dead&lt;/em&gt;, ING, 2004 – 103 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nos últimos três anos, Will Graham levou uma vida calma. As coisas vão mudar.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Davey (Jonathan Rhys-Meyers) é um dos participantes na efervescente noite londrina; com sua boa aparência e papo, ele está na maioria das festas mais descoladas e convive com a alta sociedade cultural e financeira. Seu passaporte para essa vida é a venda de drogas sintéticas e cocaína, roubar alguma grana que dê sopa, nada muito grande, somente para curtir mesmo e aproveitar as benesses como mulheres e bebidas das melhores.&lt;br /&gt;Uma noite, depois de sair de uma dessas festas, dada por Sheridan (Amber Batty), Davey é atacado por um grupo, liderado por Boad (Malcolm McDowell) e, na manhã seguinte, é encontrado morto na banheira pelo amigo e comparsa eventual Mickser (Jamie Foreman). Chocado, Mickser tenta localizar o irmão de Davey, o ex-gangster Will (Clive Owen), que, há três anos, se exilou da cidade e vive no interior como lenhador.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, Will, pressentindo que algo errado aconteceu, está de volta para Londres; e não passou despercebida pelos antigos comparsas e sua namorada, Helen (Charlotte Rampling)... E também pelos antigos rivais, que estão incomodados pelo retorno repentino. Sem se importar com a quantidade de sobressaltos que despertou, o homem começa a sua furiosa investigação sobre o que realmente aconteceu com seu irmão e não fica nada feliz com as descobertas que faz.&lt;br /&gt;Depois do retorno triunfal com o excelente “Croupier”, clique &lt;a href="http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/07/croupier-vida-em-jogo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver a crítica, o diretor Hodges repete a parceria com Clive Owen e realizou um grande film noir, com aquela atmosfera opressiva e cruel do submundo inglês permeando todo o desenvolvimento da trama, que é mostrada com ritmo gradual e sem dar muitas respostas para o espectador. O roteiro preferiu, acertadamente em meu ver, deixar que a audiência forme suas próprias conclusões, simplesmente retratando os fatos, situações e as reações dos personagens e permitindo que quem está assistindo preencha as eventuais lacunas.&lt;br /&gt;Raramente os cineastas têm essa coragem, de apostar na inteligência de quem vai ao seu filme e a experiência de “Vingança Final” é um hausto de ar fresco para o apreciador, ainda que cause um pouco de frustração – adoraria ter visto mais da vida anterior de Will e os motivos da sua decisão de ser praticamente um eremita – contando com bons diálogos e atuações intensas de todos no elenco, com destaque especial para o protagonista.&lt;br /&gt;Mesmo não saindo muito do que parece ser seu jeito pessoal, mais caladão e sem se dar a muitas expansões emocionais – como todo bom inglês – Owen consegue passar sem esforço a ameaça e força necessárias para que acreditemos no fato de seu personagem ser temido por todos; seus olhos, durante as cenas nas quais vai se revelando pouco a pouco o que realmente aconteceu com seu irmão, praticamente flamejam e demonstram toda a fúria e vingança, impiedosas, que turbilhonam internamente, embora seu semblante permaneça impassível e sua fala firme e racional.&lt;br /&gt;No lado mais sujo da sarjeta, uma trilha sonora deslocada do conjunto e personagens secundários mal desenvolvidos ou que aparecem apenas para jogar a história para frente, sem muito mais o que fazer além de berrar de dor ou enfeitar a cena. No mais, com praticamente toda a equipe de volta de “Croupier”, as coisas rolam com mais naturalidade, tendo a fotografia mais escurecida, aproveitando o clima quase sempre miserável da Inglaterra a favor do suspense e boa direção de arte, principalmente das ruas mais esquecidas da capital inglesa.&lt;br /&gt;Uma boa surpresa, vale a visita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Clive Owen (Will Graham), Charlotte Rampling (Helen), Jonathan Rhys-Meyers (Davey Graham), Malcolm Mc Dowell (Boad), Jamie Foreman (Mickser), Ken Stott (Turner), Sylvia Syms (Sra. Bartz), Alexander Morton (Victor), John Surman (Patologista), Paul Mohan (Legista), Damian Dibben (David Myers), Amber Batty (Sheridan), Daisy Beaumont (Stella – viciada), Lidija Zovkic (Phillipa – modelo), Geoff Bell (Arnie Ryan), Desmond Bayliss (Canibal), Kirris Riviere (Big John), Brian Croucher (Al Shaw), Ross Boatman (Malone – motorista), Marc O’Shea (Paulin – assassino), Dave Alexander (Little Billy Swan), Lesley Clare O’Neill (Sra. Turner), Emma Dewhurst (Sra. Calgani), Francis Magee (Algar – capataz), Mark Hardy (Calgani), Bruce Byron (Eddy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Mike Hodges; Roteiro: Trevor Preston; Produção: Mike Kaplan e Eliza Mellor; Co-produção: Marisa Polvino; Produção Executiva: Michael Corrente e Roger Marino; Co-produção Executiva: Richard E. Johnson, Robert O. Kaplan e Tricia van Klaveren; Trilha Sonora: Simon Fisher-Turner; Direção de Fotografia: Michael Garfath; Montagem: Paul Carlin; Seleção de Elenco: Leo Davis; Design de Produção: Jon Bunker; Direção de Arte: John Ralph; Cenografia: Gillie Delap; Figurinos: Evangeline Harrison; Maquiagem: Dorka Nieradzik; Som: Max Bygrave e George Richards; Efeitos Visuais: Michael Lenny.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2865893401411733308?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2865893401411733308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2865893401411733308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2865893401411733308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2865893401411733308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/07/vingana-final.html' title='Vingança Final'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2337167356539715526</id><published>2007-07-19T15:56:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T16:00:12.487-03:00</updated><title type='text'>Croupier - A Vida em Jogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Croupier – A Vida Em Jogo (&lt;em&gt;Croupier&lt;/em&gt;, ING / FRA / ALE / IRL, 1998 – 94 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Segure com força...Deixe ir com leveza.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Manfred (Clive Owen) é um escritor, tentando conseguir uma chance de ter seu livro, o primeiro, publicado. Mas, nada interessante aparece. Um dia, enquanto está batalhando com o teclado, seu pai, Jack (Nicholas Ball) liga e informa que um amigo dele está precisando de um crupiê em seu cassino. Está tudo arranjado, basta aparecer e conversar com o gerente, o Sr. Reynolds (Alexander Morton). Ele fica indeciso com a situação, pois nem mesmo sua namorada, Marion (Gina McKee, de “Um Lugar Chamado Notting Hill”) sabe que Jack cresceu entre jogadores, cartas e apostas, sabendo todos os truques e manhas – além de como o jogo destrói vidas.&lt;br /&gt;Ao entrar no cassino, Jack relembra o que passou com os pais, o ambiente excitante e a adrenalina que sentia ao ver passar as cartas e apostas em suas mãos; e decide então aceitar o emprego. Assim, resolve jogar fora suas anotações e escrever um livro sobre sua vivência no carteado e as pessoas que encontra, além de se envolver em um plano criminoso apresentado por uma das jogadoras, Jani (Alex Kingston, que o público reconhecerá por sua participação na série de TV “ER – Plantão Médico”). O que Jack não esperava era ser afetado pelo mundo sórdido em que circula, o que acarreta conseqüências em todos os níveis de sua vida, inclusive em sua carreira de escritor.&lt;br /&gt;Ótimo filme noir do inglês Mike Hodges, na produção que colocou o ator inglês Clive Owen definitivamente no mapa do cinema. Com uma câmera mais estática e próxima da estética teatral, o espectador funciona como o olhar por trás dos ombros do personagem principal, sempre na posição de observador e dando uma atmosfera enervante para todo o desenrolar da trama.&lt;br /&gt;Jack Manfred é praticamente um observador também, não tomando atitudes que possam mudar o curso dos atos apresentados pelo roteiro; e, quando o faz, sempre traz conseqüências imprevisíveis e dolorosas para ele mesmo e para os que o cercam. Nisso, a atuação precisa de Owen engrandece o filme de um modo incrível. Seu personagem é ambíguo e aparentemente sem emoções; se esforçando para ser apenas parte da paisagem, Manfred sem querer acaba influenciando os acontecimentos e busca incessantemente controlar suas emoções. Em mãos de um intérprete menos dotado, o personagem ficaria extremamente falso, mas basta ver os olhos de Owen para sentir o turbilhão interno que grassa em Jack. Depois do sucesso mundial deste filme, Clive Owen consolidou sua carreira no cinema ao estrelar uma série de curtas para a BMW (em um ensaio para assumir o papel de James Bond, que acabou perdendo para Daniel Craig) e fazer, em seguida, “Rei Arthur” e “Sin City”.&lt;br /&gt;O roteiro, muito bem escrito, utiliza com maestria a narração em off para definir as situações pelas quais o escritor passa e guarda algumas reviravoltas bastante inteligentes e tem, ainda por cima, diálogos secos e ferinos.&lt;br /&gt;O restante do elenco está em bom nível, com destaque para Alexander Morton, como o gerente do cassino e a boa participação da bela Gina McKee, como a namorada de Manfred, Marion, que faz bem o contraponto com o jeito mais frio e calculista do protagonista.&lt;br /&gt;Fica a sugestão a você, Leitor Constante, para descobrir este ótimo filme, normalmente esquecido na seção de catálogo das locadoras. Garanto que é muito melhor do que 70% dos lançamentos que aparecem nas prateleiras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Clive Owen (Jack Manfred), Nick Reding (Giles Cremorne), Alexander Morton (David Reynolds), Nicholas Ball (Jack Pai), Gina McKee (Marion Nell), Alex Kingston (Jani de Villiers), Paul Reynolds (Matt), Kate Hardie (Bella), Ozzie Yue (Sr. Tchai), Manfred Heiden (Guarda-Costas do Sr. Tchai), Joanna E. Drummond (Agnes), Tom Mannion (Ross), Arnold Zarom (Habib), Loretta Parnell (Lucy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Mike Hodges; Roteiro: Paul Mayersberg; Produção: Jonathan Cavendish, Christine Ruppert e Jake Lloyd; Co-produção: Marlow De Mardt, James Mitchell e Brigid Olen; Produtor Associado: Martin Wiebel; Produção Executiva: James Mitchell; Trilha Sonora: Simon Fisher-Turner; Diretor de Fotografia: Michael Garfath; Edição: Les Healey; Seleção de Elenco: Leo Davis; Design de Produção: Jon Bunker; Direção de Arte: Ian Reade-Hill, Alexander Scherer e Gernot Thöndel; Cenografia: Gillie Delap; Figurinos: Caroline Harris; Maquiagem: Horst Allert, Delia Mündelein e Amanda Warburton; Som: Mike Dowson e Mark Taylor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2337167356539715526?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2337167356539715526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2337167356539715526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2337167356539715526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2337167356539715526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/07/croupier-vida-em-jogo.html' title='Croupier - A Vida em Jogo'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-3072980663250788182</id><published>2007-06-10T22:44:00.000-03:00</published><updated>2007-06-10T22:47:30.489-03:00</updated><title type='text'>A Fantástica Fábrica de Chocolate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Fantástica Fábrica de Chocolate (&lt;em&gt;Charlie and the Chocolate Factory&lt;/em&gt;, EUA, 2005 – 115 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Willy Wonka (Johnny Depp, fantástico e indicado ao Globo de Ouro 2006 pelo papel) é um gênio da arte de fazer chocolates e doces, criando sempre delícias inusitadas e originais. Depois de ter fechado sua fábrica ao mundo exterior, demitido todos os trabalhadores e ficado recluso durante anos, ele resolve montar um concurso, onde as pessoas que encontrarem os cinco Ingressos Dourados escondidos em barras de chocolate ganharão o direito de um dia de visita à sua fábrica, guiados por ele mesmo e a chance de ganharem um prêmio além da imaginação.&lt;br /&gt;Os selecionados são o glutão Augustus Gloop (Philip Wiegratz) que nada faz além de comer chocolate o dia inteiro; a arrogante e ultra-competitiva Violet Beauregarde (AnnaSophia Robb); a mimada Veruca Salt (Julia Winter), que obrigou o pai a parar suas fábricas na procura do Ingresso; o fanático por TV, videogames e ciência Mike Teavee (Jordan Fry), que decifrou o sistema utilizado por Wonka para distribuir os Ingressos e Charlie (Freddie Highmore), que achou o seu num lance de sorte.&lt;br /&gt;Durante o tour, as crianças e seus acompanhantes terão que se virar para decifrar as intenções do seu guia enigmático e excêntrico e seus empregados, os estranhos Oompa Loompas (Deep Roy), na busca pelo tão falado prêmio.&lt;br /&gt;Um delírio visual com grandes cenas e acentuado teor moralista, fiel ao espírito da sua fonte, contando com cenários grandiosos, muita fantasia e o toque sinistro característico do diretor Tim Burton; mesmo sendo direcionado ao público infantil, com os exageros típicos para destacar as mensagens, algumas das cenas e ambientações não têm nada de pueril. Durante o filme, são levantados assuntos difíceis até mesmo para os adultos, como o livre arbítrio e imposição de limites, com críticas pesadas à competitividade exacerbada, falta de atenção com as crianças e o uso massivo da TV e tecnologia como substitutos dos pais.&lt;br /&gt;O show é garantido pela incrível performance de Johnny Depp como Willy Wonka, usando seu imenso talento para caracterização e paixão por tipos marginais para entregar uma atuação frenética e cheia de nuances. Seu personagem é ambíguo, ressentido com seu pai (ótima participação de Christopher Lee), genial e um tantinho malvado, como demonstram suas reações ante os destinos que cada candidato encontra durante a visita na fábrica. Diga-se, de passagem, que se as crianças obedecessem às suas recomendações, não teriam sofrido as conseqüências.&lt;br /&gt;Outro ponto alto é a participação do ator indiano Deep Roy, multiplicado digitalmente para representar os divertidos e irônicos Oompa Loompas, que são os trabalhadores da fábrica. Pontuando a progressão da visita com shows de música e dança, os Oompa Loompas roubam o show, mesmo com o ator não tendo nenhuma fala. E nem precisa mesmo. Nisso, com as letras criadas pelo autor Roald Dahl, o músico Danny Elfman fez um ótimo trabalho, mexendo com diferentes ritmos e cantando todas as canções, com o auxílio da tecnologia para modular e mudar as vozes dos empregados.&lt;br /&gt;Das muitas cenas memoráveis, destaco a apresentação inicial do anfitrião com um show de bonecos arrepiante e uma hilariante frase de Wonka, totalmente desprovida de sentido e que reforça o senso de estranheza; a cena da sala dos esquilos e a da sala de TV, com uma divertida homenagem ao filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço”.&lt;br /&gt;De prejudicial, a estrutura episódica demais do roteiro deixa o filme com cara de mini-série para TV – a gente quase espera o &lt;em&gt;break&lt;/em&gt; para os comerciais – já que cada parte parece independente uma da outra, com sua própria apresentação, desenvolvimento e clímax e resultando numa narrativa um pouco frouxa. Como eu disse mais acima, o moralismo do livro influenciou bastante e o final felizinho e algumas escolhas do roteiro em reforçar estereótipos e demonstrar um direcionamento perigoso – minando o espírito do concurso de Wonka – podem cansar.&lt;br /&gt;No todo, apesar dos pesares, um filme muito interessante, uma aula de design de produção e de inteligência cinematográfica, com seus movimentos de câmera inusitados e ângulos diferentes, além do uso não intrusivo das possibilidades tecnológicas atuais, como de hábito com filmes de Burton. Em 1971, foi feita uma versão do livro, estrelada por Gene Wilder com a qual este exemplar não tem nenhuma ligação. O figurino colorido e aberrante foi indicado ao Oscar de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Johnny Depp (Willy Wonka), Freddie Highmore (Charlie Bucket), AnnaSophia Robb (Violet Beauregarde), Julia Winter (Veruca Salt), Jordan Fry (Mike Teavee), Philip Wiegratz (Augustus Gloop), David Kelly (Vovô Joe), Missi Pyle (Sra. Beauregarde), James Fox (Sr. Salt), Adam Godley (Sr. Teavee), Franziska Troegner (Sra. Gloop), Deep Roy (Oompa Loompas), Helena Bonham Carter (Sra. Bucket), Noah Taylor (Sr. Bucket), Liz Smith (Vó Georgina), Eileen Essell (Vó Josephine), David Morris (Vovô George), Christopher Lee (Dr. Wonka), Blair Dunlop (Willy Wonka jovem), Nitin Ganatra (Príncipe Pondicherry), Shelley Conn (Princesa Pondicherry), Chris Creswell (Espião), Philip Philmar (Slugworth), Tony Kirwood (Finckelgruber), Todd Boyce (Repórter de TV), Hubertus Geller (Repórter alemão), Garrick Hagon (Repórter de Denver), Oscar James (Dono da Loja), Geoffrey Holder (Narrador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Tim Burton; Roteiro: John August, baseado no livro “Charlie and the Chocolate Factory”, de Roald Dahl; Produção: Brad Grey e Richard D. Zanuck; Co-produção: Katterli Frauenfelder; Produtor Associado: Derek Frey; Produção Executiva: Bruce Berman, Graham Burke, Felicity Dahl, Patrick McCormick e Michael Siegel; Trilha Sonora: Danny Elfman; Direção de Fotografia: Phillippe Rousselot; Montagem: Chris Lebenzon; Seleção de Elenco: Susie Figgis; Design de Produção: Alex McDowell; Direção de Arte: David Allday, François Audouy, Matthew Gray, Sean Haworth, James Lewis, Andrew Nicholson, Kevin Phipps e Stuart Rose; Cenografia: Peter Young; Figurinos: Gabriella Pescucci; Maquiagem: Peter Owen e Ivana Primorac; Efeitos de Maquiagem: Neal Scanlan e Colin Shulver; Som: Steve Boedekker, Tom Johnson, Michael Semanick e Eddy Joseph; Efeitos Especiais: Allan Croucher, Dave Crownshaw, Neil Davis, Alexander Gunn, Jason Leinster, Brian Morrison, Joss Williams e Kenny Wilson; Efeitos Visuais: Nick Davis, Michael Elson, Mark O. Forker, Martin Hobbs, Chas Jarrett, Nathan McGuiness, Sue Rowe, Simon Stanley-Clamp, Jon Thum e Chris B. Schnitzer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-3072980663250788182?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/3072980663250788182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=3072980663250788182&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3072980663250788182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3072980663250788182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/06/fantstica-fbrica-de-chocolate.html' title='A Fantástica Fábrica de Chocolate'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8392954758399553782</id><published>2007-06-10T22:42:00.000-03:00</published><updated>2007-06-10T22:44:35.107-03:00</updated><title type='text'>New Jack City - A Gangue Brutal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;New Jack City – A Gangue Brutal (&lt;em&gt;New Jack City&lt;/em&gt;, EUA, 1991 – 97 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quando sobreviver depende de amigos, confiança e poder… Uma família do crime organizado tentou dominar a cidade, contra policiais que conheciam as ruas.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em Nova York, no início da década de 90, uma gangue de pequenos traficantes, os Cash Money Brothers ou CMB, liderada por Nino Brown (Wesley Snipe) e o parceiro Gee Money (Allen Payne), decide dar uma virada nos negócios e começar a vender crack ao invés de cocaína. Para isso, Nino desenha um plano, onde eles iriam dominar um prédio de apartamentos chamado Carter e montar uma estrutura completa ali, com produção, venda, distribuição e contabilidade, tudo no mesmo local. Com a ajuda de Kareem (Christopher Williams), formado em uma das mais prestigiosas universidades americanas e sem pudor de matar as gangues rivais e expulsar de suas casas os moradores, os CMB vêem o seu empreendimento ir de vento em popa.&lt;br /&gt;Nesse meio-tempo, o policial Stone (Mario Van Peebles) e seu parceiro Park (Russell Wong) estão apreensivos e preocupados com a ascensão de Nino, vendo ainda que a violência cresce a níveis nunca vistos. Como último recurso, Stone propõe ao comissário de polícia (Thalmus Rasulala e seu bigode impressionante) a formação de uma força-tarefa com os policiais renegados Scottie Appleton (Ice-T) e Nick Peretti (Judd Nelson). Mesmo relutante, o comissário concorda. Os dois são recrutados e começam a trabalhar, com Scottie trazendo para a equipe o ex-viciado Pookie (Chris Rock), que depois de ficar limpo com a ajuda do tira, está mais do que ansioso em se infiltrar no esquema de Nino e derrubar a casa.&lt;br /&gt;Os planos dão errado, com conseqüências extremas e os dois, Peretti e Appleton, têm que continuar por conta própria para finalmente levar Nino para a Justiça. Ou não.&lt;br /&gt;Uma beleza de filme, realizado em esquema independente, algo interessante, pois deixou o diretor e o roteirista liberados, para carregar nas tintas da realidade e não se preocuparem com interferências de estúdio, lançando uma tendência para o restante da década, no que diz respeito aos exemplares do gênero policial. Com seu esquema de roteiro e estética urbanos, entremeados com uma ótima trilha sonora de hip-hop e R &amp; B, com participações especiais de rappers e do ícone Flavor Flav do Public Enemy, além de não largar a mão na violência e cenas com drogas, teve uma boa carreira nas bilheterias.&lt;br /&gt;Dirigido com uma grata e insuspeita segurança pelo também ator Mario van Peebles, que até então colecionava papéis toscos e filmes irrelevantes, com exceção do divertido personagem que interpretou no filme “O Destemido Senhor da Guerra”, dirigido e estrelado por Clint Eastwood em 1986, imprimiu uma narrativa ágil e intensa, não deixando o ritmo cair nem por um minuto. As cenas de ação (e são muitas) estão bem encenadas e montadas, apesar de algumas pequenas falhas de sincronia e ritmo. Creditem-se essas escorregadelas à inexperiência do diretor, mas o elenco não deixa a peteca cair.&lt;br /&gt;O elenco, aliás, contou com alguns dos mais promissores atores negros da época, como Wesley Snipes e Ice-T, ambos intensos e assustadores como os antagonistas Nino e Scottie, transpirando a própria vibração, daquela entidade tão cantada e decantada, porém pouco sentida, das “ruas”; acompanhados nisso até mesmo pelo insosso Judd Nelson (que prometia muito nos meados da década de 80, mas nunca cumpriu) como Peretti e o futuro sucesso da comédia Chris Rock, em um dos poucos papéis dramáticos da carreira e se saindo muito bem como o trágico Pookie, dono de algumas das cenas mais intensas do roteiro. As atuações de Bill Nunn, Christopher Williams, Tracy Camilla Johns, Michael Michele (que futuramente seria destaque no seriado “ER – Plantão Médico e apesar do nome de menino é uma mulher e tanto) e do veterano Bill Cobbs estão também em alto nível.&lt;br /&gt;Qualquer fã de histórias criminais tem que conhecer, garanto que o programa não vai causar nenhum arrependimento; apesar de que, como foi muito influente no período, parecer um pouco com mais do mesmo. Só que é sempre bom conhecer a fonte e “New Jack City” entrega o que promete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Wesley Snipes (Nino Brown), Ice-T (Scottie Appleton), Allen Payne (Gee Money), Chris Rock (Pookie), Mario Van Peebles (Stone), Judd Nelson (Nick Peretti), Michael Michele (Selina), Bill Nunn (Homem Duh Duh Duh), Russell Wong (Park), Bill Cobbs (Ancião), Christopher Williams (Kareem Akbar), Vanessa Williams (Keisha), Tracy Camilla Johns (Uniqua), Anthony DeSando (Frankie Needles), Nick Ashford (Reverendo Oates), Phyllis Yvonne Stickney (Promotora Hawkins), Thalmus Rasulala (Comissário de Polícia), John Aprea (Dom Armeteo), Fab Five Freddy (Mestre de Cerimônias), Flavor Flav (DJ), Clebert Ford (Frazier), Eek-A-Mouse (Smitty Gordão), Gregg Smrz (Biff), Max Rabinowitz (Gigantor), Manuel E. Santiago (Juiz), Bem Gotlieb (Promotor de Justiça), Christopher Michael (Meirinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Mario Van Peebles; Roteiro: Thomas Lee Wright (história) e Thomas Lee Right e Barry Michael Cooper (roteiro); Produção: George Jackson e Doug McHenry; Co-produção: Preston L. Holmes; Produtores Associados: James Bigwood, Suzanne Broderick, Fab Five Freddy e Dwight Williams; Trilha Sonora: Michel Colombier; Direção de Fotografia: Francis Kenny; Montagem: Steven Kemper; Seleção de Elenco: Pat Golden, John McCabe e Monica Swann; Design de Produção: Charles C. Bennett; Direção de Arte: Laura Brock e Barbra Matis; Cenografia: Elaine O’Donnell; Maquiagem: Larry M. Cherry, Diane Hammond e Aaron F. Quarles; Efeitos de Maquiagem: Tim Davis; Som: Robert G. Henderson, Mike Le Mare, Alan Robert Murray, Patrick Cyccone Jr., Robert Thirlwell e Dan Wallin; Efeitos Especiais: Wilfred Caban e Steven Kirshoff.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8392954758399553782?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8392954758399553782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8392954758399553782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8392954758399553782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8392954758399553782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/06/new-jack-city-gangue-brutal.html' title='New Jack City - A Gangue Brutal'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2957446170328680328</id><published>2007-06-10T22:39:00.000-03:00</published><updated>2007-06-10T22:41:52.435-03:00</updated><title type='text'>Rudy</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Rudy (&lt;em&gt;Rudy&lt;/em&gt;, EUA, 1993 – 116 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Espírito de um sonhador. A Mente de um vencedor. O Coração de um herói.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dan “Rudy” Ruettiger (Sean Astin) é um perdedor. Pelo menos, é assim que todos à sua volta pensam dele e não se furtam de expressar sua opinião. Seu próprio pai, Daniel (Ned Beatty), seus irmãos e até seu professor na escola, o considera um sonhador e alguém que não tem chances de ter uma vida diferente da que todos os rapazes da cidade, que é jogar futebol, namorar e trabalhar na usina siderúrgica local.&lt;br /&gt;Só que Rudy tem um sonho. Desde criança, ele assiste os jogos do time universitário Notre Dame, uma das melhores do país em futebol americano, vê sua família torcendo por eles e decide que vai jogar pelo time, custe o que custar. Apenas alguns problemas atrapalham Rudy para realizar essa aspiração: suas notas são horríveis, ele é baixo, leve e sem muita habilidade atlética. E tem garra e coração de sobra, características que o fizeram valorizado e estimado por todos os técnicos que o treinaram. Mesmo assim, com todo mundo desprezando e fazendo troça de sua obsessão por Notre Dame, ele se conforma e segue o script; se forma no colegial com dificuldade, entra na usina e está se preparando para casar com sua namoradinha de anos, Sherry (Lili Taylor).&lt;br /&gt;Um dos poucos, senão o único, que não faz conta de todos os obstáculos e confia que o amigo tem chance de conseguir seu desejo é Pete (Christopher Reed). Quando seu maior incentivador sofre uma tragédia, Rudy arregaça as mangas e vai atrás do que sempre quis, deixando tudo e se mudando para South Bend, onde fica a universidade. Sem saber muito bem como fazer, ele conversa com o padre Cavanaugh (Robert Prosky), diretor da Holy Cross Junior College que o oferece uma bolsa de um semestre; se Rudy tiver boas notas, consegue mais seis meses e uma chance de se candidatar a Notre Dame.&lt;br /&gt;Com determinação férrea, muito trabalho e uma ajudazinha de D-Bob (Jon Favreau), que o auxilia nos estudos e a vencer uma dislexia, Rudy finalmente consegue entrar na universidade, onde conquista todos com seu esforço infatigável, mesmo sabendo que nunca conseguirá um lugar no time titular. Ou será que sim?&lt;br /&gt;Baseado em uma história real, o filme trata de um tema muito querido dos americanos, que é a história do &lt;em&gt;“underdog”,&lt;/em&gt; isto é, o perdedor que vira a mesa com esforço e determinação para conseguir um objetivo que todos consideravam impossível. Se aliado com esportes então, principalmente os queridinhos da massa beisebol e futebol americano, os caras piram e simplesmente a-d-o-r-a-m filmes sobre essas vidas, lotando os cinemas e locadoras, criando todo um subgênero dentro das cinebiografias. Tendo isso em mente, dá para entender, por exemplo, a vitória de “Rocky – Um Lutador” no Oscar.&lt;br /&gt;O grande problema que pode acontecer com esse tipo de trama central é descambar para a babação de ovo pelo biografado e deixar tudo uma droga afundada em autocontemplação e melosa, quase que impossível de se ver, além de uma má escalação do ator principal. Felizmente, não aconteceu nada disso aqui, mesmo com alguns poucos momentos de flerte com o abismo, contornados como se alguém chegasse para o diretor e o beliscasse, dizendo: calma, fio, calma... Retome o fio da meada e siga em frente.&lt;br /&gt;Dito isso, a escalação do simpático Sean Astin foi um grande touchdown. O ator abraçou a idéia da produção e construiu um personagem muito humano e carismático, ajudado pelo bom roteiro, embora esquemático e sem sair do caminho das pedras de Ângelo Pizzo. Rudy não é um super-homem, um mais que os outros; ele é um cara como outro qualquer, que soube usar seus pontos fortes para superar as dificuldades, mesmo tendo eventuais falhas e questionando se vale a pena se esforçar tanto.&lt;br /&gt;O restante do elenco segue o mesmo bom nível, com destaque para o retorno do grande Jason Miller – o padre Karras de “O Exorcista” – no papel do técnico Parseghian, dando ao personagem muita dignidade e Charles S. Dutton, com seu tour de force habitual como Fortune, o amargurado chefe da manutenção do estádio dos Fighting Irish (algo como Irlandeses Brigões, apelido do time de Notre Dame) que enxergou todo o potencial do garoto e lhe estendeu a mão para que Rudy não tivesse que dormir na rua e ficar sem trabalho. Atenção ainda para Vince Vaughn, de “Psicose-1998” e “Sr. E Sra. Smith”, em começo de carreira num papel secundário.&lt;br /&gt;Outro ponto alto são as cenas de treinamento e os jogos em si. Em uma decisão corajosa, o diretor optou por capturar as imagens como se filmasse um jogo de verdade, sem câmeras no meio dos jogadores e sim das laterais, acentuando o realismo e dando outra dimensão aos esforços tremendos que Rudy, com seu porte físico, teve que fazer para se manter vivo ao treinar e jogar com os enormes atletas do time titular e os adversários. Como curiosidade, este filme foi apenas o segundo da história que teve permissão de rodar cenas na própria universidade Notre Dame, com muitos professores e funcionários reais aparecendo como extras. O final, então, mesmo previsível, tem uma alta carga emocional e agrada, fechando com chave de ouro.&lt;br /&gt;De negativo, considerei a trilha sonora do mestre Jerry Goldsmith pomposa demais e destoou do tom mais pé no chão do roteiro e do seu biografado, mas nada que prejudique o resultado final, que é um filme honesto e digno, com uma mensagem edificante universal. Como Rudy. Quem não gosta de ver uma pessoa do bem se dar bem? Eu gosto, e acredito que vocês, queridos leitores habituais, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Sean Astin (Daniel E. “Rudy” Ruettiger), Jon Favreau (D-Rob), Ned Beatty (Daniel Ruettiger pai), Greta Lind (Mary), Scott Benjaminson (Frank Ruettiger), Mary Ann Thebus (Betty), Charles S. Dutton (Fortune), Lili Taylor (Sherry), Christopher Reed (Pete), Robert Mohler (Johnny Ruettiger), Robert Prosky (Padre Cavanaugh), Gerry Becker (Padre Ted), Robert Swan (Padre Zajak), Jason Miller (Técnico Ara Parseghian), Jean Plumhoff (Fran), Spyridon Stratigos (Técnico Gillespie), John Beasley (Técnico Warren), Ron Dean (Técnico Yonto), Chris Olson (Dan Dorman), Vince Vaughn (Jamie O’Hara), Peter Rausch (Steve), Kevin C. White (Roland), Jennie Israel (Rhonda), Amy Pietz (Melinda), Mitch Rouse (Jim), Lauren Katz (Elza), Chelcie Ross (Técnico Dan Devine), Bob Zillmer (Usher) e Scott Denny (Rick).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: David Anspaugh; Roteiro: Angelo Pizzo; Produção: Robert N. Fried e Cary Woods; Co-produção: Ângelo Pizzo; Produtores Associados: Jeffrey I. Friedman, Alan J. Mintz e Richard J. Zinman; Produção Executiva: Lee R. Mayes; Trilha Sonora: Jerry Goldsmith; Direção de Fotografia: Oliver Wood; Montagem: David Rosenbloom; Seleção de Elenco: Sharon Bialy, Debi Manwiller e Richard Pagano; Design de Produção: Robb Wilson King; Cenografia: Martin Price; Figurinos: Jane Anderson; Maquiagem: Tammy Kusian e Ângela Nogaro; Som: George H. Anderson, Bill W. Benton, Sergio Reyes e John J. Stephens; Efeitos Sonoros: Christopher S. Aud, Mark L. Mangino e Steven Ticknor; Efeitos Especiais: Joe DiGaetano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2957446170328680328?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2957446170328680328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2957446170328680328&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2957446170328680328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2957446170328680328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/06/rudy.html' title='Rudy'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2380722838847384951</id><published>2007-06-03T23:50:00.000-03:00</published><updated>2007-06-03T23:53:17.518-03:00</updated><title type='text'>Cães de Aluguel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cães de Aluguel (&lt;em&gt;Reservoir Dogs&lt;/em&gt;, EUA, 1992 – 99 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quatro assassinos perfeitos. Um crime perfeito. Agora, tudo que eles têm a temer são eles mesmos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de bandidos é reunido por Joe (Lawrence Tierney) para realizar um assalto a uma joalheria, que receberá uma grande carga de diamantes.&lt;br /&gt;Com a assistência de Eddie (Chris Penn), filho de Joe, o bando formado por Laranja (Tim Roth), Branco (Harvey Keitel), Azul (Edward Bunker), Marrom (Quentin Tarantino), Pink (Steve Buscemi) e Loiro (Michael Madsen) planejam toda a ação cuidadosamente e partem para a execução. Que falha miseravelmente, causando a morte de dois membros do bando, ferindo um com gravidade e colocando o restante em risco de serem presos a qualquer momento.&lt;br /&gt;Chega então aos sobreviventes, Pink, Laranja, Branco e Loiro, a informação de que o golpe falhou por causa de um policial infiltrado; e aí começa a verdadeira carnificina, pois todos estão desconfiados de que um traiu o outro, incluindo nessa conta Eddie e o próprio Joe.&lt;br /&gt;Estréia arrasadora de Tarantino, tomando de assalto o Festival de Sundance e mostrando ao mundo o que se tornariam suas características inconfundíveis. Muita violência; diálogos verborrágicos, impagáveis e recheados de referências pop; trilha sonora deliciosa com muitas músicas obscuras ou esquecidas dos anos 70 e lançar ou resgatar atores que virariam cult pela indústria. Considero que o melhor exemplo de como os diálogos são ricos seria a conversa na lanchonete sobre o significado da letra de “Like A Virgin”, de Madonna, entremeados da maior quantidade de “fucks” por metro quadrado; nada mais hilariante do que um bando de barbados discutindo (à sério) se a letra fala de uma moça que nunca encontrou pela frente um pênis tão grande ou se a mesma moça finalmente achou o homem de sua vida, tão bacana que a faz se sentir “como uma virgem”. E aqui houve o lançamento de Buscemi e Madsen, sendo o segundo considerado o “ator mais cool de Hollywood”.&lt;br /&gt;Mas o que realmente abalou as estruturas foi a narrativa. Brincando constantemente com o passado e o presente, a ação passa de um período para o outro sem perder o fio da meada; a linha do tempo dos acontecimentos é interrompida todo momento para mostrar como aquela pessoa chegou até ali ou qual a razão da reação por parte de um personagem específico ou o porquê de um personagem estar de um determinado jeito. Essa “brincadeira” seria levada até as últimas conseqüências na obra-prima do diretor, “Pulp Fiction” (aguardem comentário em breve), só que a gênese do estilo é aqui.&lt;br /&gt;Com um orçamento apertado, o diretor estreante e sua equipe fizeram malabarismos para manter um bom nível técnico, com uma fotografia eficiente, os atores usando suas próprias roupas (os ternos pretos que ficariam como marca dos bandidos) e muita improvisação para os efeitos especiais (o sangue – e tem bastante – foi feito com uma mãozinha amiga do mago da maquiagem Robert Kurtzman, que fez todos os efeitos de graça, em troca de Tarantino escrever um roteiro baseado em uma história dele. O resultado foi o filme “Um Drink No Inferno”).&lt;br /&gt;Temos muitas cenas memoráveis para citar, mas em benefício dos que ainda não assistiram, fico nestas: a tortura de um policial feita por Madsen, ao som de “Stuck in the Middle with You” dos Stealers Wheel; a história que Laranja conta aos companheiros sobre uma situação inusitada que viveu num banheiro de rodoviária e a reunião onde Joe explica aos comparsas o plano.&lt;br /&gt;Teve pouca repercussão nos EUA, de início, mas com a receptividade nos festivais e a verdadeira mania causada na Europa, deram ao filme o título de “Melhor Independente de Todos os Tempos” e “Filme de Maior Influência dos Últimos 15 Anos”, pela revista Empire.&lt;br /&gt;E é verdade. Todo o estilo e estrutura de “Cães de Aluguel” estabeleceram um novo padrão para os filmes do gênero em Hollywood e na Europa (podemos dizer que Guy Ritchie – de “Snatch” e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”-, por exemplo, não seria nada sem ele). Nada mal para um nerd que começou a filmar com mais de 30 anos e trabalhava em uma locadora de vídeo.&lt;br /&gt;Grande filme, um clássico moderno que deve ser visto e revisto sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Tim Roth (Sr. Laranja / Freddy Newendyke), Harvey Keitel (Sr. Branco / Larry Dimmick), Michael Madsen (Sr. Loiro / Vic Vega), Chris Penn (Eddie “Bacana” Cabot), Steve Buscemi (Sr. Pink), Lawrence Tierney (Joe Cabot), Randy Brooks (Holdaway), Kirk Baltz (Marvin Nash), Edward Bunker (Sr. Azul), Quentin Tarantino (Sr. Marrom), Steven Wright (DJ K-Billy – voz), Rich Turner (Policial #1), David Steen (Policial #2), Tony Cosmo (Policial #3), Stevo Polyi (Policial #4), Michael Sottile (Teddy), Robert Ruth (Policial Baleado), Lawrence Bender (Policial Jovem), Linda Kaye (Mulher Chocada), Suzanne Celeste (Mulher Baleada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Quentin Tarantino; Roteiro: Quentin Tarantino (roteiro) e Roger Avary e Quentin Tarantino (diálogos de fundo – rádio), Produção: Lawrence Bender; Co-produção: Harvey Keitel; Produção Executiva: Richard N. Gladstein, Monte Hellman e Ronna B. Wallace; Direção de Fotografia: Andrzej Sekula; Montagem: Sally Menke; Seleção de Elenco: Ronnie Yeskel; Design de Produção: David Wasco; Cenografia: Sandy Reynolds-Wasco; Figurinos: Betsy Heimann; Maquiagem: Michelle Bühler, Iain Jones e Rachel Tanner; Efeitos de Maquiagem: Wayne Toth; Som: Ron Bartlett, Stephen Hunter Flick e Geoffrey G. Rubay; Efeitos Especiais: Pat Domenico e Larry Fioritto; Efeitos Visuais: Dave Gregory.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2380722838847384951?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2380722838847384951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2380722838847384951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2380722838847384951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2380722838847384951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/06/ces-de-aluguel.html' title='Cães de Aluguel'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-9076356175020915322</id><published>2007-05-06T18:02:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T18:06:40.826-03:00</updated><title type='text'>Mad Max</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mad Max (&lt;em&gt;Mad Max&lt;/em&gt;, AUS, 1979 – 93 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quando as quadrilhas tomam conta da estrada, reze para que Mad Max esteja por perto.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num futuro próximo, a Austrália virou uma terra de ninguém onde as estradas são dominadas por gangues de motoqueiros e arruaceiros. A única força policial que restou é a MFP (Main Force Patrol), que utiliza carros envenenados para perseguir e prender os desordeiros; o melhor policial de todos é Max (Mel Gibson, em seu segundo filme), que, junto com o parceiro Goose (Steve Bisley) e a motocicleta dele, tentam o máximo para não deixarem as coisas passarem do limite.&lt;br /&gt;Um dia, depois de perseguirem e acabarem matando um maluco que roubou um carro da MFP, chamado Nightrider (Vince Gil), a gangue à qual ele pertencia, liderada pelo instável Toecutter (Hugh Keays-Byrne) jura vingança contra os policiais. Preocupado com os perigos da profissão, Max pede afastamento da MFP para poder dar atenção à sua esposa e filho pequeno.&lt;br /&gt;Porém, Goose é atacado, deixado totalmente queimado e gravemente ferido; e a família de Max, Jessie (Joanne Samuel) e Sprog (Brendan Heath), são brutalmente assassinados. E os responsáveis são Toecutter e seus asseclas. Tomado pela dor, Max começa a perseguir e matar os membros da gangue, um por um, roubando o carro mais potente da MFP e usando-o em sua batalha.&lt;br /&gt;Ótima estréia de Miller, recém-saído da TV australiana, filmando em esquema totalmente independente e lançando o futuro astro Mel Gibson. “Mad Max” fez um enorme sucesso mundial e ganhou status de cult, com sua estética crua e movimentos de câmera dinâmicos e cinéticos, colocando definitivamente os cangurus no mapa do cinema. A falta de grana é visível, tendo sido contornada com muita criatividade pelo diretor e sua equipe, filmando sempre em locação e privilegiando as perseguições e pancadaria.&lt;br /&gt;O roteiro tem seus méritos pelo sucesso, pois desenvolve com cuidado seus personagens principais e leva o tempo necessário para que o espectador se envolva com Max e sua família, tornando todos os eventos ainda mais chocantes. Misturando os temas do vigilante e do &lt;em&gt;road movie&lt;/em&gt;, Miller estabeleceu uma estética e um modelo para o gênero, com enquadramentos, estilo de câmera e estrutura de roteiro exaustivamente copiados, além de introduzir e melhorar o conceito de futuro distópico, ou seja, onde as perspectivas e a vida das pessoas irá ficar muito mais dura e difícil com ecos de “Laranja Mecânica” e “1984”; que foi expandido posteriormente com a idéia de cataclisma nuclear e suas conseqüências para a humanidade, que rendeu muitos filmes bacanas e muitas porcarias de baixo orçamento (bastam um deserto, algumas roupas esquisitas e atores ruins para fazer um filme pós-apocalíptico).&lt;br /&gt;No elenco, destaques absolutos para: Mel Gibson, já demonstrando todo o carisma e presença de tela que seriam sua marca registrada embora esteja bem cru e recite suas poucas falas de modo mais mecânico e pouco natural; Hugh Keays-Byrne, como Toecutter, tem uma ótima atuação, bem insana, com visual esquisito e que se encaixa bem no filme; e ainda os atores Steve Bisley e Roger Ward se dão bem como Goose e o Sargento Fifi, respectivamente, principalmente o segundo, bem excêntrico e bacana (aquele baita homem, de bigodão, sem camisa e de gravata, regando as flores é impagável). Aliás, todo o esquema visual da produção é excêntrico e diferente.&lt;br /&gt;Gerou ainda duas seqüências, que mantiveram um bom nível, principalmente a segunda, que terá comentários em breve aqui no blog, enquanto a terceira já é mais experimental e um pouco samba do crioulo doido. Mas, sempre divertido e capitalizando com gosto em cima do icônico personagem principal, modelo para muitos durões de ação que vieram depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Mel Gibson (“Mad” Max Rockatansky), Joanne Samuel (Jessie Rockatansky), Hugh Keays-Byrne (Toecutter), Steve Bisley (Jim Goose), Tim Burns (Johnny Boy), Roger Ward (Sargento Fifi MacAffee), Lisa Aldenhoven (Enfermeira), David Bracks (Mudguts), Bertrand Cadart (Clunk), David Cameron (Barry – Mecânico da MFP), Robina Chaffey (Cantora no Clube Sugartown), Stephen Clark (Sarse), Matthew Constantine (Toddler), Jerry Day (Ziggy), Reg Evans (Chefe de Estação), Howard Enyon (Diabando), Max Fairchild (Benno Swaisey), John Farndale (Grinner), Peter Felmingham (Doutor Sênior), Sheila Florance (May Swaisey), Nic Gazzana (Starbuck), Hunter Gibb (Lair), Vince Gil (Crawford “Nightrider” Montizano), Andrew Gilmore (Silvertongue), Jonathan Hardy (Comissário de Polícia Labatouche), Brendan Heath (Sprog Rockatansky), Paul Johnstone (Cundalini), Nick Lathouris (Grease Rat), John Ley (Charlie – Oficial da MFP), Steve Millichamp (Roop – Oficial da MFP), Phil Motherwell (Doutor Junior), George Novak (Scuttle), Geoff Parry (Bubba Zanetti), Lulu Pinks (Namorada do Nightrider).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: George Miller; Roteiro: George Miller e Byron Kennedy (história) e James McCausland e George Miller (roteiro); Produção: Byron Kennedy; Produtor Associado: Bill Miller; Trilha Sonora: Brian May – não é o do Queen; Diretor de Fotografia: David Eggby; Montagem: Cliff e Tony Paterson; Seleção de Elenco: Mitch Matthews; Direção de Arte: Jon Dowding; Figurinos: Clare Griffin; Maquiagem: Vivien Mepham e Bem Taylor; Som: Gary Wilkins, Roger Savage e Byron Kennedy; Efeitos Sonoros: Ned Dawson; Efeitos Especiais: Chris Murray; Efeitos Visuais: Chic Stringer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-9076356175020915322?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/9076356175020915322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=9076356175020915322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/9076356175020915322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/9076356175020915322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/05/mad-max.html' title='Mad Max'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6308106497756434064</id><published>2007-05-06T18:00:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T18:02:32.691-03:00</updated><title type='text'>Akira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Akira (&lt;em&gt;Akira&lt;/em&gt;, JAP, 1988 – 124 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O fim do mundo foi apenas o começo. Neo Tokyo está prestes a explodir.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 2029, a cidade de Neo Tóquio está dominada por gangues de jovens motoqueiros, que utilizam suas máquinas para violentos duelos pelas ruas da cidade. Uma destas gangues, formada por Kaneda, Tetsuo, Kai e Yamagata enfrenta os rivais Palhaços quando Tetsuo sofre um acidente, é resgatado por um grupo militar e desaparece totalmente. Preocupado com o amigo, Kaneda começa a fuçar e descobre que os militares que pegaram Tetsuo estão realizando um programa ultra-secreto de evolução genética e mental forçada.&lt;br /&gt;Pelo caminho, Kaneda se envolve com um grupo de terroristas antigovernamentais que deseja a derrubada das autoridades, planejando despertar um ser chamado Akira, o resultado catastrófico das primeiras etapas do programa e que causou a destruição da cidade 30 anos atrás. Só que o Coronel Shikishima, cabeça do projeto, não vai permitir nenhuma interferência.&lt;br /&gt;O que ninguém contava é que Tetsuo, depois de passar por dolorosas e terríveis experiências com o projeto, se descobriria dono de enormes poderes mentais, rivalizando com os de Akira (agora escondido debaixo do Estádio Olímpico de Neo Tóquio). E Tetsuo não está nada feliz... Agora, Kaneda corre contra o tempo para deter seu companheiro, ao mesmo tempo em que a cidade mergulha no caos e destruição gerados pela fúria de Tetsuo; e o líder da gangue ainda tem que lidar com um golpe militar liderado pelo coronel, desesperado para evitar o apocalipse total que a junção de Akira e Tetsuo ameaça liberar.&lt;br /&gt;Excelente animação, a mais cara da história do Japão e que representou a realização do sonho da vida do realizador, Katsuhiro Otomo. Artista de enorme sucesso na Ásia, Europa e EUA com seu mangá serial “Akira”, Otomo levou muito tempo para conseguir terminar o projeto. Sem utilizar técnicas de CGI (computação gráfica), exceto alguns poucos e esparsos efeitos, a animação estonteante obrigou o uso de 2.221 cenas, com 160.000 imagens únicas e 327 cores diferentes, um recorde até hoje.&lt;br /&gt;O resultado é sensacional. As imagens são impactantes e dinâmicas, trazendo o que há de melhor na animação japonesa tradicional com um toque bem-vindo de inovação artística. Coroando o apuro técnico da produção, o roteiro de Otomo é instigante, complexo e levanta questões interessantes sobre como a humanidade se comporta em sua relação com a tecnologia e sua arrogância diante de mistérios que não podem ser compreendidos e tendo ainda tempo para deixar no ar conceitos mais abstratos, como evolução e consciência. A resposta, segundo o autor, é que sempre reagiremos violentamente e colocaremos uma venda em nossos olhos para não encarar os resultados de nossa negligência.&lt;br /&gt;É emblemático o curso de ação tomado depois dos resultados e conseqüências de suas experiências com Akira: enterraram bem fundo e fingiram que nada aconteceu. Outro aspecto que corrobora essa visão é todo o histórico de Tetsuo, uma criança abandonada que somente conheceu proteção do seu amigo Kaneda e se ressente muito com isso, ou seja, é o produto de uma sociedade injusta e desigual. Quando os poderes mentais dele despertam, seus surtos e ações são tão infantis quanto assustadoras pela ingenuidade e total falta de sentido.&lt;br /&gt;Por outro lado, o personagem Kaneda é muito bem construído e se encaixa como uma luva no papel de herói do filme, nosso alter-ego, com toneladas de “atitude” e uma preocupação sincera com o destino do amigo; outro personagem interessante é o Coronel Shikishima. Desde sua primeira aparição em cena o militar envolve o espectador com seu senso de honra e dever, mesmo discordando totalmente dos rumos do projeto, controlado pelo Dr. Onishi e das decisões de seus superiores, até que chega o momento de fazer o que ele acha correto em vez de tentar cumprir as determinações ineptas que chegam, mesmo sabendo que é tarde demais; o que somente contribui para elevar a estatura moral do coronel.&lt;br /&gt;A cereja no bolo é um final agitado e apocalíptico, com destruição e caos para dar e vender e cenas de grande plasticidade, orquestradas com maestria pelo diretor e sua equipe de animadores. Obviamente, como seu mangá ainda estava sendo publicado, inclusive no Brasil, o final mostrado aqui é diferente, para não estragar o brinquedo dos leitores (e faturar uns trocados a mais, que ninguém é de ferro).&lt;br /&gt;Um desenho que não deve nada aos grandes clássicos de ficção científica e que merece ser descoberto (ou redescoberto, como eu fiz) pelo público. Existe a intenção de fazer um live-action há muito tempo, que atualmente está descartado pela quantia obscena de dinheiro necessária para retratar a trama (mais de 300 milhões de dólares foi o último orçamento discutido) condignamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco (com as vozes de): Mitsuo Iwata (Shotaro Kaneda), Nozomu Sasaki (Tetsuo Shima), Mami Koyama (Kei), Tesho Genda (Ryu), Hiroshi Otake (Nezu), Taro Ishida (Coronel Shikishima), Masaaki Okura (Yamagata), Takeshi Kusao (Kai), Kazuhiro Kamifuji (Masaru – nº 27), Tatsuhiko Nakamura (Takashi – nº 26), Fukue Ito (Kiyoko – nº 25), Mizuho Suzuki (Doutor Onishi), Taro Arakawa (Eiichi Watanabe, Conselheiro G, Exército), Kazumi Tanaka (Exército), Masayuki Kato (Engenheiro Sakiyama, Conselheiro D) Koichi Kitamura (Sacerdotisa Miyako, Conselheiro A), Michihiro Ikemizu (Inspetor, Conselheiro I), Yosuke Akimoto (Barman do Harukiya), Masato Hirano (Yuki Takeyama, Espião, Conselheiro F), Yukimasa Kishino (Mitsuru Kuwata, Terrorista, Assistente, Conselheiro B). Vozes adicionais: Issei Futamata, Kozo Shioya, Sanshiro Nitta, Hideyuki Umezu, Satoru Inagaki, Kayoko Fujii, Masami Toyoshima e Yuka Ono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Katsuhiro Otomo; Roteiro: Katsuhiro Otomo e Izo Hashimoto, baseados na graphic novel de Katsuhiro Otomo; Produção: Haruyo Kanesaku, Shunzo Kato, Yutaka Maseba, Ryohei Suzuki e Hiroe Tsukamoto; Produtor Associado: Yoshimasa Mizuo; Produção Executiva: James Yosuke Kobayashi e Sawako Noma; Trilha Sonora: Shoji Yamashiro; Direção de Fotografia: Katsuji Misawa; Montagem: Takeshi Seyama; Design de Produção: Kuzuo Ebisawa, Yuji Ikehata e Koji Ono; Direção de Arte: Toshiharu Mizutani; Som: Susumu Akitagawa, Mikio Mory, Tetsuo Segawa e Keiji Urata; Efeitos Sonoros: Shizuo Kusahashi; Efeitos Especiais: Takashi Maekawa e Noriko Takaya; Efeitos Visuais: High-Tech Labs e Telecom Company; Coordenador de Animação: Ken Tsunoda; Chefes de Animação: Atsushi Fujitsuka, Atsuko Fukushima, Yoshiji Kigami, Shin’ya Ohira, Shinji Otsuka e Yasuomi Umetsu; Chefes de Coloristas: Michiko Ikeuchi, Setsuko Tanaka e Kimie Yamano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6308106497756434064?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6308106497756434064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6308106497756434064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6308106497756434064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6308106497756434064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/05/akira.html' title='Akira'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-3036977610553523293</id><published>2007-05-06T17:56:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T18:00:04.437-03:00</updated><title type='text'>O Último Boy Scout - O Jogo da Vingança</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Último Boy Scout – O Jogo da Vingança (&lt;em&gt;The Last Boy Scout&lt;/em&gt;, EUA, 1991 – 105 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Todos os consideravam cartas fora do baralho, mas eles estão prestes a voltar para o jogo. E a meta é sobreviver.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um ex-agente do Serviço Secreto e agora detetive particular, Joe Hallenbeck (Bruce Willis), está na pior e sabe disso. Decadente e mandando bala no álcool, as únicas coisas que lhe restam são os trabalhos arriscados e mal-pagos que o seu amigo Mike (Bruce McGill) passa. O último deles é para ser guarda-costas de uma dançarina exótica (stripper) chamada Cory (Halle Berry), que andou recebendo ameaças de morte de um grupo da pesada. Antes de ir até o bar onde Cory se apresenta, Joe passa em casa para ver a família somente para descobrir que Mike estava transando com sua mulher, Sarah (Chelsea Field, com um corte de cabelo horroroso) e ver o amigo da onça ser explodido, literalmente, quando uma bomba manda o carro dele pelos ares.&lt;br /&gt;Mesmo desconfiado de está se metendo em uma encrenca da grossa, Joe vai até o bar, onde conhece o namorado de sua cliente, o ex-jogador de futebol americano Jimmy Dix (Damon Wayans). Os dois dão uns latidos, se estranham um pouco e tudo bem; esperando Cory sair, Joe é nocauteado por um grupo de capangas. Depois de se livrar do seu agressor, o detetive corre para impedir o ataque à sua cliente e não consegue. Dix e Hallenbeck, unidos contra a vontade, investigam os motivos do assassinato e começam a revelar uma trama terrível para legalizar as apostas no futebol americano, envolvendo o dono do time de Los Angeles, Shelly Marcone (Noble Willingham) e o senador Calvin Baynard (Chelcie Ross), ambos velhos conhecidos da dupla. Quando a filha de Joe, Darian (Danielle Harris), cai nas mãos dos vilões, é hora de partir para o tudo ou nada, pois o chefe dos capangas de Marcone, Milo (Taylor Negron) vai atacar um estádio lotado para pegar o senador Baynard, que faz jogo duro depois de achar muito baixa a oferta de suborno.&lt;br /&gt;Agitado e divertido filme de ação, escrito pelo especialista Shane Black (da série “Máquina Mortífera”) que tem uma história interessante. Depois de vender o roteiro do primeiro filme da série, com apenas 22 anos, ele se tornou o primeiro roteirista a conseguir um salário acima de 1 milhão de dólares, para assinar este filme aqui. Sua marca registrada é a verve inspirada para os diálogos irônicos e afiados, o que representou uma renovação para o desgastado gênero de ação e eleva suas produções a um patamar acima da mediocridade e da mesmice. Depois de escrever o mega-fracasso “The Long Kiss Good-Night – Despertar de um Pesadelo”, em 1995, Black pirou e sumiu do mapa, retornando triunfalmente no ano passado com “Beijos e Tiros”.&lt;br /&gt;Depois de essa pequena fuga, voltemos ao nosso filme em análise. Conforme eu mencionei acima, “Boy Scout” é bacaninha e não perde o pique, graças à direção segura de Tony Scott, irmão de Ridley (antes da atual fase insuportável de abusar dos cortes rápidos e nauseantes), que imprime um ritmo forte e focado em empurrar a trama à frente, algo sempre bom em um representante do gênero; nada mais pentelho do que uma produção assim que fica patinando e enrolando.&lt;br /&gt;Nada menos do que três montadores, especializados nesse tipo de produção, foram escalados pelo produtor Joel Silver para ajudar o diretor e realizaram seu trabalho competentemente, mesmo sendo viciados nas convenções e abusando da câmera lenta para os tiros atingindo os bandidos, além de uma barulheira incrível nos tiroteios.&lt;br /&gt;Passando para a dupla central, Willis repete seu tipo consagrado de herói-que-apanha-sem-perder-a-piada com perfeição; o ator tem toneladas de carisma e é muito simpático e divertido, como sempre. Já Wayans, comediante de renome, escorregou feio e quase coloca tudo a perder (apesar de ter um físico avantajado), pois está claramente deslocado no papel. Suas cenas de ação não convencem e comprovam que ele não tem jeito para a coisa; graças a Deus, ficou com as comédias daqui em diante.&lt;br /&gt;O roteiro de Black valeu cada centavo. Os diálogos são ótimos e engraçados, destacando as cenas: do primeiro encontro de Joe, Jimmy e Darian; quando a dupla é abordada por dois capangas depois de tirar uma bomba do carro do jogador; a fuga do trio usando uma marionete, entre muitas outras. O lado negativo é que, quando tentam trazer um pouco de drama, fica um saco. O bom é que essas cenas são rápidas e não conseguem emperrar o desenvolvimento.&lt;br /&gt;Um bom programa, digno representante da renovação do gênero proporcionada com “Máquina Mortífera” e “Duro de Matar” na década de 90. Assistam sem medo que é diversão garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Bruce Willis (Joseph “Joe” C. Hallenbeck), Damon Wayans (James “Jimmy” A. Dix), Noble Willingham (Sheldon “Shelly” Marcone), Chelsea Field (Sarah Hallenbeck), Taylor Negron (Milo), Danielle Harris (Darian Hallenbeck), Halle Berry (Cory), Bruce McGill (Mike Matthews), Chelcie Ross (Senador Calvin Baynard), Joe Santos (Tenente Benjamin Bessalo), Clarence Felder (McCoskey), Kim Coates (Chet), Frank Collinson (Pablo), Tony Longo (Big Ray Walston), Badja Djola (Capanga do Beco), Billy Blanks (Billy Cole), Ryan Cutrona (Harp), Eddie Griffin (MC), Jack Kehler (Homem Scrabble), Duke Valenti (Jake), Dennis Garber (Detetive), Robert Apisa (Guarda-costas de Baynard #1), Shane Dixon (Guarda-costas de Baynard #2), Rick Ducommun (Dono da Piscina), Denise Ames (Garota na Jacuzzi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Tony Scott; Roteiro: Shane Black e Greg Hicks (história) e Shane Black (roteiro); Produção: Michae Levy e Joel Silver; Co-produção: Steve Perry; Produtor Associado: Carmine Zozzora; Produção Executiva: Shane Black e Barry Josephson; Trilha Sonora: Michael Kamen; Direção de Fotografia: Ward Russell; Montagem: Stuart Baird, Mark Goldblatt e Mark Helfrich; Seleção de Elenco: Marion Dougherty; Design de Produção: Brian Morris; Direção de Arte: Christiaan Wagener; Cenografia: John H. Anderson e Thomas L. Roysden; Figurinos: Marilyn Vance-Straker; Maquiagem: Paul Abascal, Scott H. Eddo e Ellen Wong; Som: Rick Alexander, Wayne Artman e Tom Beckert; Efeitos Sonoros: Robert G. Henderson, Bub Asman, Virginia Cook-McGowan, Greg Dillon, David M. Horton e Jayme S. Parker; Efeitos Especiais: Al di Sarro; Efeitos Visuais: Robert O’Haver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-3036977610553523293?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/3036977610553523293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=3036977610553523293&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3036977610553523293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3036977610553523293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/05/o-ltimo-boy-scout-o-jogo-da-vingana.html' title='O Último Boy Scout - O Jogo da Vingança'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-4907719733464567535</id><published>2007-05-06T17:53:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T17:56:27.276-03:00</updated><title type='text'>The Wonders - O Sonho Não Acabou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;The Wonders – O Sonho Não Acabou (&lt;em&gt;That Thing You Do!&lt;/em&gt;, EUA, 1996 – 108 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Na vida, tem momentos em que aquilo que você sonha se torna aquilo que você faz.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na pequena cidade de Erie, Pensilvânia, um grupo de amigos resolve montar uma banda para participar do concurso de talentos local. O único problema que Jimmy (Johnaton Schaech), Lenny (Steve Zahn) e o baixista (Ethan Embry) têm é que seu baterista, Chad (Giovanni Ribisi), acabou de quebrar o braço. Para substituí-lo, Guy (Tom Everett Scott), um conhecido de Lenny que ajuda o pai na loja de eletrodomésticos da família, é convocado.&lt;br /&gt;Admirador de jazz e fanático por música, Guy topa na hora. Na hora da apresentação, empolgado, ele acelera o ritmo da música, uma balada e os garotos ganham a competição, mesmo com Jimmy um pouco irritado com a mudança na sua música; no final, depois de pegarem o prêmio, um cara os convida para tocar em seu bar, o Villapiano’s. A partir daí, tudo acontece muito rápido: eles gravam um compacto amador, arrumam um agente, são contratados pela gravadora Play Tone Records, lançam um disco e arrebentam nas paradas de sucessos, chegando inclusive a aparecerem na TV.&lt;br /&gt;Só que os rapazes não conseguem lidar bem com o sucesso. Jimmy fica constantemente amuado e irritado por não poderem gravar um álbum completo com suas composições, batendo de frente com o empresário da Play Tone Sr. White (Tom Hanks) e quem sofre mais é sua doce namoradinha Fay (Liv Tyler); o baixista está louco para entrar nas Forças Armadas; Lenny só quer saber de curtir a vida e a fama. O único mais centrado é Guy, que luta para manter a banda unida e contra seus crescentes sentimentos de afeição por Fay.&lt;br /&gt;Primeiro filme dirigido por Tom Hanks, comprovando um talento para contar histórias que até aqui permanecia somente sugerido pelas incríveis performances como ator. Nesta cinebiografia da banda fictícia The Wonders, o ator/diretor/produtor leva com mão firme e bom ritmo narrativo, no geral, a trama bem bacaninha, que juntou elementos das histórias reais de muitos grupos musicais, que tinham uma música de enorme sucesso e sumiam tão de repente como surgiram, as chamadas “One Hit Wonders” – obviamente de onde ele tirou a idéia para o nome de sua biografada.&lt;br /&gt;O grande trunfo do filme é o grupo de personagens. Cada um dos membros da banda é desenvolvido com competência pelo roteiro, com exceção do personagem de Ethan Embry que não mereceu nem mesmo um nome e está lá somente para alívio cômico em algumas cenas e completar o time.&lt;br /&gt;Em compensação, temos um show de dois atores especialmente. Tom Everett Scott, em sua estréia no cinema, domina a cena como um veterano em seu retrato do inteligente, talentoso e romântico Guy Patterson; sua paixão pela música, mostrada em cenas intimistas quando treina com discos de jazz no porão da loja e sua sincera admiração pelos músicos consagrados que encontra durante a turnê dos The Wonders é cativante, além de, é claro, seu romance platônico com a gracinha Liv Tyler, muito fofa.&lt;br /&gt;O outro ator que se destaca muito é Steve Zahn, simplesmente hilário. Cada cena com ele é uma gargalhada, pois ele faz questão de demonstrar como seu personagem adora a bagunça e não está nem aí para as obrigações e outras coisas chatas da maratona de entrevistas, divulgações e que tais. Tanto que faz questão de falar em uma entrevista no rádio que sua banda favorita é “Capitão Geech e os Atiradores da Barraca de Camarão – Captain Geech and The Shrimp Shack Shooters”, o nome do grupo que eles interpretaram em uma ponta micada num filme de Hollywood.&lt;br /&gt;Porém, o filme patina um pouquinho por causa da antipatia exagerada do seu personagem principal, o líder Jimmy Mattingly e a vontade de contar coisas demais em pouco tempo. Algumas passagens ficam apressadas (embora estejam no espírito de contar uma trajetória meteórica) e deixam um gostinho de quero mais, como, por exemplo, as turnês do grupo, que mereciam um pouco mais de atenção em detrimento dos chiliques de Jimmy e suas grosserias com Fay e os companheiros. Tanto é assim que tiveram que acrescentar algumas notas nos créditos de encerramento para mostrar o que aconteceu com os personagens que aprendemos a gostar e odiar.&lt;br /&gt;No cômputo dos prós e contras, o resultado é agradável e faz passarmos bons 108 minutos, com a vantagem de termos um set list de músicas originais muito boas e contagiantes, com a música-tema “That Thing You Do!” tendo sido indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar em 1997 e estourado nas rádios do mundo todo. E sumindo no horizonte em menos de seis meses, exatamente como a banda The Wonders... Que pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Tom Everett Scott (Guy Patterson), Johnathon Schaech (Jimmy Mattingly), Steve Zahn (Lenny Haise), Ethan Embry (O Baixista), Liv Tyler (Faye Dolan), Tom Hanks (Sr. White), Charlize Theron (Tina), Obba Babatundé (Lamarr), Giovanni Ribisi (Chad), Chris Ellis (Phil Horace), Alex Rocco (Sol Siler), Bill Cobbs (Del Paxton), Peter Scolari (Troy Chesterfield), Rita Wilson (Marguerite), Chris Isaak (Tio Bob), Kevin Pollak (Victor “Boss Vic Koss” Kosslovich), Robert Torti (Freddy Frederickson), Chaille Percival (Diane Dane), Holmes Osborne (Sr. Patterson), Claudia Stedelin (Sra. Patterson), Dawn Maxey (Darlene Patterson), Jack Milo (Villapiano), Keith Neubert (Dr. Collins – Dentista), Lee Everett (Kitty), Sean Whalen (Heckler), Clint Howard (Locutor da KJZZ), Sarah Koskoff (Chrissy Thomkins), Marl Brettschneider (Apresentador do Show de Talentos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção: Tom Hanks; Roteiro: Tom Hanks; Produção: Jonathan Demme, Gary Goetzman e Edward Saxon; Produtor Associado: Terry Odem; Trilha Sonora: Howard Shore; Direção de Fotografia: Tak Fujimoto; Montagem: Richard Chew; Seleção de Elenco: Howard Feuer; Design de Produção: Victor Kempster; Direção de Arte: Dan Webster; Cenografia: Merideth Boswell; Figurinos: Colleen Atwood; Maquiagem: Audrey L. Anzures, Kathryn Blondell, Frank Griffin e Daniel C. Striepke; Som: Bob Beemer, Bill W. Benton, Chris Carpenter e Richard King; Efeitos Sonoros: Michael J. Benavente; Efeitos Especiais: Thomas R. Ward; Efeitos Visuais: Steve Rundell.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-4907719733464567535?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/4907719733464567535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=4907719733464567535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4907719733464567535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4907719733464567535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/05/wonders-o-sonho-no-acabou.html' title='The Wonders - O Sonho Não Acabou'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8113993820336680924</id><published>2007-05-06T17:49:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T17:53:22.956-03:00</updated><title type='text'>Alguém Como Você</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguém Como Você (&lt;em&gt;Someone Like You / Animal Attraction / Animal Husbandry&lt;/em&gt;, EUA, 2001 – 97 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A história daquele que foi embora... E daquele que ela nem percebeu chegando.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jane Goodale (Ashley Judd) trabalha em um talk-show, apresentado por Diane Roberts (Ellen Barkin, ainda com aquele sex-appeal que a fez famosa), onde ela encontra pessoas interessantes para serem entrevistadas pela chefe. Junto com ela, trabalha Eddie Alden (Hugh Jackman), outro produtor que tem, digamos assim, uma visão mais livre sobre os relacionamentos amorosos, pulando alegremente de cama em cama.&lt;br /&gt;Depois de que o show passa a ser transmitido em rede nacional, um novo produtor executivo chega para completar a equipe, chamado Ray Brown (Greg Kinnear), que imediatamente atrai a atenção de Jane, mesmo tendo uma namorada; eles se envolvem, o relacionamento está cada vez mais legal e eles decidem alugar um apartamento para morarem juntos. Até que Ray começa a se afastar, sem motivo aparente, o relacionamento termina e Jane se vê sem um teto para morar. A solução vem de Eddie, que está procurando um amigo para dividir o aluguel e Jane vai morar com ele, mesmo que um pouco ressabiada.&lt;br /&gt;Ainda ressentida e muito P da vida com Ray, Jane desenvolve uma teoria onde compara o comportamento dos homens com o dos touros, que nunca repetem a mesma vaca; sua amiga de infortúnios Liz (Marisa Tomei, linda e repetindo seu tipo mezzo histérica, mezzo fofa de sempre), que edita uma revista masculina de sucesso, a convida para escrever um artigo sobre a teoria sob um pseudônimo, a Dra. Marie Charles, que elas mesmas inventaram, com qualificações, foto e tudo o mais. Acontece que o tal artigo é um sucesso estrondoso, todos querem entrevistar a doutora Charles, mas Jane continua a sofrer com Ray, até que ela descobre algo que estava bem na sua frente; o amor está onde você o encontra.&lt;br /&gt;Comédia romântica que tinha tudo para dar certo; elenco simpático ao extremo, muito natural e bacaninha; diálogos divertidos (pelo menos a maioria deles) e seguindo &lt;em&gt;pari passo&lt;/em&gt; a fórmula do gênero, com desencontros, antipatias iniciais, etc.&lt;br /&gt;Só que cai de cara no chão, feio. E por que, vocês me perguntam? Em uma palavra: é muito chatinho. A historia das vacas é um porre, e o roteiro insiste em vender a tal da teoria como se fosse o que de mais original e interessante existe no mundo, o que não é, nem de longe, o caso. Ninguém gosta de ser comparado, ou comparada, com um animal, mesmo que tão útil e bonzinho quanto uma vaca.&lt;br /&gt;Outro problema é a atuação da protagonista Ashley Judd. Embora seja realmente uma graça, ela exagera e atira para todos os lados. Quando quer ser engraçada, é chata (a cena de cheerleader chega a ser constrangedora, apesar do corpinho em cima); quando quer ser sincera, soa falsa e suas narrações em off somente servem para encher o saco e nem o monólogo final salva. Ou seja, errou tudo e o diretor não conseguiu corrigir o curso de colisão.&lt;br /&gt;Felizmente, temos Hugh Jackman e Greg Kinnear para salvar um pouco nosso tempo e dar algum motivo de diversão. Jackman, um dos meus atores favoritos, novamente entrega o que se espera; bacana, divertido, charmoso, sensível e agarrando todas que encontra pela frente, com algumas das frases mais cínicas que eu já vi; e ainda funciona como a voz do espectador quando grita para a personagem de Judd parar com essas teorias estúpidas e viver um pouco. E Greg Kinnear, mais uma vez, dá uma nova dimensão a um papel que em mãos menos talentosas seria arquetípico e pentelho, mais um canalha qualquer; não que seu Ray Brown não seja um, mas pelo menos é um canalha simpático.&lt;br /&gt;O final todo mundo já sabe, mas cabe um aviso: Hugh, saia dessa fria, amigo!&lt;br /&gt;Serve para um sábado de chuva e frio cortante e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Ashley Judd (Jane Goodale), Hugh Jackman (Eddie Alden), Greg Kinnear (Ray Brown), Marisa Tomei (Liz), Ellen Barkin (Diane Roberts), Catherine Dent (Alice – Irmã de Jane), Peter Friedman (Stephen – Marido de Alice), Laura Regan (Evelyn), Sue Jin Song (Cientista), Keith Reddin (Cientista), Donna Hannover (Mary Lou Corkle), Colleen Camp (Corretora de Imóveis), Sabine Singh (Garota no Bar), Shuler Hensley (Fazendeiro), Murielle Arden (Isabel), LeAnna Croom (Rebecca), Veronica Webb (Veronica Webb), Tony Goldwyn (Narrador do documentário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Tony Goldwyn; Roteiro: Elizabeth Chandler, baseada no livro “Animal Husbandry”, de Laura Zigman; Produção: Lynda Obst; Produção Executiva: James Chory; Trilha Sonora: Rolfe Kent; Direção de Fotografia: Anthony B. Richmond; Montagem: Dana Congdon; Seleção de Elenco: Kerry Barden, Billy Hopkins e Suzanne Smith; Design de Produção: Dan Leigh; Direção de Arte: Fredda Slavin; Cenografia: Christine Moosher; Figurinos: Michelle Matland e Ann Roth; Maquiagem: Joseph A. Campayno e Michael Kriston; Som: Eliza Paley e Dominick Tavella; Efeitos Especiais: Michael Bird e Steven Kirshoff; Efeitos Visuais: Theresa Ellis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8113993820336680924?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8113993820336680924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8113993820336680924&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8113993820336680924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8113993820336680924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/05/algum-como-voc.html' title='Alguém Como Você'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-1136689088280533445</id><published>2007-04-26T00:47:00.000-03:00</published><updated>2007-04-26T00:53:35.833-03:00</updated><title type='text'>300</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;300 (&lt;em&gt;300 / Frank Miller’s 300&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 117 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Preparem-se para a glória! Espartanos, esta noite nós jantaremos no inferno!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em 480 a.C. O imperador persa Xerxes (Rodrigo Santoro) quer terminar a campanha iniciada por seu pai, Dario e conquistar a Grécia, considerada pelo império asiático como a porta de entrada para dominar a Europa. Confiante em seu poderio militar e marítimo, o imperador envia mensageiros para todas as cidades-Estado gregas exigindo que lhe entreguem um punhado de terra e água, como sinal de submissão.&lt;br /&gt;Poucas cidades decidem resistir, entre elas Atenas e a Arcádia. Quando o emissário persa chega até a cidade de Esparta, governada pelo rei-guerreiro Leônidas (Gerard Butler), a resposta é tão simples quanto altiva; o emissário e toda a sua comitiva são jogados dentro de um poço, onde, segundo o líder espartano, os persas encontrarão terra e água em abundância.&lt;br /&gt;Com a guerra declarada, Leônidas enfrenta dificuldades com os lideres religiosos de Esparta, que não querem que a cidade enfrente o império persa durante um festival religioso, a Carneia, além de o oráculo ter dito que Esparta cairia se lutasse contra os invasores. Irritado com a falta de visão dos Éforos, que ele desconfia ter a ver com suborno, Leônidas reúne sua guarda pessoal, de 300 soldados e vai até o desfiladeiro das Termópilas, no litoral, onde acredita que poderá frear o invasor, até que o conselho de Esparta, missão de convencimento que confia a sua rainha, Gorgo (Lena Headey), decida entrar com tudo o que pode na guerra. Juntando suas forças com alguns milhares de gregos livres, Leônidas está decidido a lutar até o último homem para evitar que o tirânico imperador domine todo o território grego.&lt;br /&gt;E isso vai ser necessário, pois o espartano deformado Ephialtes (Andrew Tiernan), depois de ter sua ajuda recusada pelo rei, informa o inimigo de como é possível quebrar a defesa grega, por uma trilha secreta; e, em Esparta, Gorgo tem que enfrentar os insidiosos argumentos do político Theron (Dominic West), que a soldo dos persas quer uma solução diplomática para a situação (leia-se rendição).&lt;br /&gt;Quando descobrem que foram traídos, quase todos os soldados gregos fogem, exceto os fiéis 300, que encontrarão o Destino em sua última batalha.&lt;br /&gt;Impressionante adaptação da mini-série em quadrinhos “Os 300 de Esparta”, de Frank Miller, que por sua vez se inspirou no episódio histórico da batalha das Termópilas; por óbvio, a fidelidade histórica foi a menor das preocupações do autor e o filme segue a mesma toada, potencializando e privilegiando a ação e um maniqueísmo mais rasteiro de heróis e vilões bem definidos, sem espaço para as famosas “áreas cinzentas”. Quem é mau é mau e pronto, bem como quem é bom é bom. E acabou-se. O que não é, necessariamente, algo ruim, especialmente para um filme de ação.&lt;br /&gt;Como a produção foi um sucesso estrondoso, muito se escreveu a respeito de “300”: que era falho em sua fidelidade histórica; que havia um homoerotismo acentuado; que a atuação de Santoro era a representação do mestre-sala da escola de samba do Inferno; que tomava liberdades demais relativas ao esquema de poder e política gregas, na época da invasão persa; que exagerava na nobreza e nas frases machonas dos espartanos; que os persas são monstruosos demais e dá para encher folhas com tudo que andam escrevendo e falando sobre o filme.&lt;br /&gt;Eu não estou com paciência para rebater todos os argumentos, mas vou pelo menos desfazer alguns equívocos. O primeiro e o mais forte, para mim, é sobre a fidelidade histórica. O filme é fiel à sua fonte, que é uma HQ, pelo amor de Deus e isso basta; como eu já citei acima, a intenção de Frank Miller era a de simplesmente passar sua visão sobre um episódio interessante da História e que tinha muito potencial para divertir o público. Se alguém faz tanta questão assim de fidelidade, que assista o History Channel, veja documentários acadêmicos e leia a maldita Enciclopédia Britânica ou Barsa; quem vai ao cinema hoje quer esquecer do mundo por duas horas e “300” consegue isso com sobras.&lt;br /&gt;Depois, não posso me furtar de comentar sobre esse tal de homoerotismo que permeia a projeção. Nada mais longe disso. Não sei se os espartanos e gregos realmente lutavam sem armaduras ou proteções pelo corpo; o que eu sei é que no gibi, eles guerreavam nus e com suas armas, no máximo uma capa. Acho que é um avanço que os guerreiros usem sungas ou shorts, pois eu não creio que gostaria de ficar assistindo coisas balouçantes em uma batalha. Com todo o respeito, quem viu algo de homoerótico no fato dos personagens estarem o tempo de tórax expostos (devidamente malhados e sem gordurinhas) e terem laços fortes de amizade e proteção uns com os outros, provavelmente gosta disso. Eu mal percebia durante o filme, pois as cenas de batalha são ótimas e ficava preocupado mais em ver como que os caras iam se virar para sobreviver do que com o que estavam vestindo (ou não estavam vestindo).&lt;br /&gt;Como última refutação, vou defender o brasileiro Rodrigo Santoro. A atuação dele é caricata sim, e as roupas do personagem parecem mesmo saídas de um desfile ruim de fantasias do Copacabana Palace; só que, no gibi de Frank Miller, o personagem era ainda mais esquisito, com a cara inteira perfurada por argolas e uma barba ridícula, além de uma atitude ainda mais exagerada no que diz respeito à arrogância e sentimento de desprezo pelo restante da Humanidade, seus súditos incluídos. Portanto, Santoro nada mais fez do que seguir o original; além do que seu personagem, considerado como um deus na Terra, não poderia mesmo ser muito semelhante a um homem comum, por isso a aparência andrógina e alguns gestos mais afetados, com uma altura de uns dois metros e meio e sua voz modificadas por computador para ficar mais trovejante e imponente.&lt;br /&gt;Tendo tirado essas considerações da frente, a produção é um primor de técnica. Praticamente não existe cenários, tudo foi criado por computador (nada menos do que nove empresas de efeitos visuais em três continentes foram utilizadas, além de mais de um ano de pós-produção. As filmagens com os atores – que foram obrigados a fazer um treinamento físico duríssimo de seis semanas para ficarem com a forma necessária –foram encerradas em dois meses, quase toda com tela azul e verde) e o estilo visual é arrebatador (destaque para a árvore de cadáveres e a dança da oráculo), em uma fotografia, belíssima, carregada de sépia e cinza com detalhes vermelhos das capas dos guerreiros espartanos e, claro, do sangue espirrando. E como o sangue espirra, leitores constantes. O diretor Snyder decidiu utilizar muita câmera lenta nas lutas, acelerando de repente a imagem na conclusão dos golpes, com batalhas coreografadas nos mínimos detalhes pela equipe e um gosto todo especial por decapitações e desmembramentos. Nenhum apreciador de sanguinolências vai ter do que reclamar; até mesmo elefantes e rinocerontes entram na carnificina.&lt;br /&gt;Não se pode dizer que não existem defeitos, porque eles estão lá. O ritmo narrativo é interrompido em demasia com a subtrama das maquinações políticas de Esparta, que foram incluídas somente para dar algum tempo de cena à bela atriz Lena Headey; o roteiro chega a ser infantil em determinadas passagens, com muita filosofia de botequim sobre amizade, honra e glória; o estilo visual, apesar de lindo, cansa um pouco, bem como o abuso da câmera lenta que deixa todas as cenas com a mesma cara; e as atuações do elenco, como um todo, não são nada memoráveis e apenas corretas, com abuso de caras, bocas e frases feitas, principalmente do protagonista Butler, um ator muito carismático e que mostra todas as suas limitações, embora segure bem um de seus poucos papéis como protagonista.&lt;br /&gt;Em resumo, não é nenhum clássico imorredouro, mas mantém o espectador interessado durante a projeção, o que já é mais do que conseguem 70% das produções despejadas por Hollywood todos os anos. Eu gostei e recomendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Gerard Butler (Rei Leônidas), David Wenham (Dilios), Lena Headey (Rainha Gorgo), Dominic West (Theron), Vincent Regan (Capitão), Michael Fassbender (Stelios), Tom Wisdom (Astinos), Andrew Pleavin (Daxos), Andrew Tiernan (Ephialtes), Rodrigo Santoro (Xerxes), Stephen McHattie (Conselheiro Espartano lealista), Greg Kramer (Éforo #1), Alex Ivanovici (Éforo #2), Tom Rack (Éforo #3), David Francis (Éforo #4), James Bradford (Éforo #5), Kelly Craig (Oráculo), Dennis St. John (Inspetor de Bebês Espartano), Robert Paradis (General Espartano), Andrew Shaver (Grego Livre – Ceramista), Robin Wilcock (Grego Livre – Escultor), Kent McQuaid (Grego Livre – Ferreiro), Peter Mensah (Mensageiro Persa), Kwasi Songui (Persa), Tyrone Benskin (Emissário Persa), Robert Maillet (Super Imortal), Patrick Sabongui (General Persa), Leon Laderach (Executor), Dave Lapommeray (General Persa), Stewart Myiow (General Persa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Zack Snyder; Roteiro: Zack Snyder, Kurt Johnstad e Michael Gordon, baseados na mini-série em quadrinhos “Os 300 de Esparta”, de Frank Miller e Lynn Varley; Produção: Gianni Nunnari, Mark Canton, Bernie Goldmann e Jeffrey Silver; Co-produção: Steve Barnett e Josette Perrotta; Produtores Associados: Wesley Coller, Nathalie Peter-Contesse e Silenn Thomas; Consultor de Produção: Mark L. Rosen; Produção Executiva: Frank Miller, William Fay, Craig J. Flores, Scott Mednick, Deborah Snyder, Thomas Tull e Ben Waisbren; Trilha Sonora: Tyler Bates; Diretor de Fotografia: Larry Fong; Montagem: William Hoy; Seleção de Elenco: Kristy Carlson, Carrie Hilton, Andréa Kenyon e Tamara Notcutt; Design de Produção: James D. Bissell; Direção de Arte: Isabelle Guay, Nicolas Lepage e Jean-Pierre Paquet; Cenografia: Paul Hotte; Figurinos: Michael Wilkinson; Maquiagem: Audrey L. Anzures, Jocelyne Bellemare e Scott Wheeler; Efeitos de Maquiagem: Shaun Smith, Mark Rappaport, Glen Griffin, Gabriel De Cunto e C.J. Goldman; Som: Scott Hecker, Chris Jenkins, Frank A. Montaño e Derek Vanderhorst; Efeitos Sonoros: Eric A. Norris, Brad North e David Werntz; Efeitos Especiais: Chris Bridges, Louis Craig e Stephen Gilbert; Efeitos Visuais: Richard Cote, Ana Marie Cruz, Thierry Delattre, Anouk Deveault-Moreau, Dean Gula, Jayne Herrmann, Jeremy Hunt, Richard Martin, Ray McIntyre Jr., Kirsty Millar, Jake Morrison, Karl Rogovin, Danielle Rubin, Colin Strause, Greg Strause, Stephan Trojansky, Chris Watts, Edson Williams e Ryan Zuttermeister.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-1136689088280533445?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/1136689088280533445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=1136689088280533445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1136689088280533445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1136689088280533445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/04/300.html' title='300'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-3104955260132485387</id><published>2007-04-21T18:35:00.000-03:00</published><updated>2007-04-21T18:38:11.052-03:00</updated><title type='text'>Desejo de Matar II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desejo de Matar II (&lt;em&gt;Death Wish II&lt;/em&gt;, EUA, 1982 – 95 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Primeiro sua esposa. Agora, sua filha. Está na hora de empatar o jogo!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois de perder sua esposa e ter sua filha com enormes problemas psicológicos por causa de um assalto, Paul Kersey (Charles Bronson) recuperou sua vida e está numa nova cidade, Los Angeles, onde trabalha em uma rádio e namora a apresentadora Geri Nichols (Jill Ireland, esposa de Bronson na vida real). Sua filha Carol (Robin Sherwood) está lentamente se recuperando e já pode inclusive sair acompanhada do pai, que a leva, junto com Geri, para passearem numa feira ao ar livre.&lt;br /&gt;Infelizmente, essa tranqüilidade não vai durar; depois de ser abordado por um grupo de desordeiros (que tem a participação do Morpheus de “Matrix”, Laurence Fishburne) e ter sua carteira roubada, a casa de Paul se torna um alvo depois dele ter agredido um dos assaltantes. Sem demora, a gangue vai até a casa dele, enquanto Kersey vai deixar Geri em casa e invade o domicílio, estuprando a empregada Rosário e, quando Paul chega, o nocauteia e seqüestra Carol.&lt;br /&gt;Sem informações sobre o paradeiro de sua filha e com a polícia impotente, Paul, mais uma vez, tira sua arma da aposentadoria e começa a perseguir os bandidos. Depois que Carol aparece morta, assassinada, ele sai ainda mais determinado a pegar a gangue, matando outros assaltantes no processo. Nesse meio tempo, o Inspetor Ochoa (Vincent Gardenia) vem de Nova York, a pedido das autoridades e o cerco vai se fechando sobre o vigilante, que não desiste de sua vingança.&lt;br /&gt;Quase dez anos depois do primeiro filme, o personagem Paul Kersey foi “ressuscitado” pelos produtores Menahem Golan e Yoram Globus, donos da Cannon e que se especializaram em realizar filmes de ação e policiais de baixo orçamento na década de 80 e começo da de 90, tendo lançado, inclusive, Chuck Norris, Robert Ginty, Arnold Schwarzenegger e Jean Claude Van Damme como astros de ação e pancadaria. Trouxeram de volta, do filme original, o protagonista, o ator Charles Bronson (passando dos sessenta anos de idade) e o diretor Michael Winner, além de também inventarem um jeito de colocar Vincent Gardenia reprisando seu papel. Com o objetivo, óbvio, de capitalizarem mais um pouco em cima do grande sucesso que foi o primeiro “Desejo de Matar”. Isso seria algo para não apreciar? Claro que não.&lt;br /&gt;Só que, como quase tudo que foi feito no gênero na década de 80, a produção peca por retirar qualquer discussão mais profunda sobre a motivação dos personagens e torna o protagonista em mais um cara durão e coisa e tal e que não leva desaforo para casa, em vez de mostrá-lo como um homem levado ao limite e que toma atitudes extremas por não saber de outra maneira de aliviar seu espírito das pressões e da tragédia. As reações dele após os ataques demonstram nada mais do que satisfação por ter matado os caras e nem liga mais para a confusão em sua vida pessoal que suas noites de vigilantismo causam, prejudicando a identificação; a namorada do protagonista, ainda por cima, não passa de um bonito bibelô que diz amém para todas as mentiras e nem dá pelota para tudo que o inspetor Ochoa lhe conta a respeito do passado do namorado.&lt;br /&gt;Aproveitando o gancho, outro aspecto desfavorável é a participação do ator Vincent Gardenia; penso que seria muito improvável que um policial, depois de deixar escapar um assassino por pressões políticas, faria a mesma coisa por razões pessoais. Eu não gostaria nada de ser protegido por alguém que deixa de prender assassinos por que deu na telha e o personagem somente está na trama para dar mais um ponto de conexão com o original, sem muita função sem ser a conveniência dos produtores e sua parte na trama chega a ser risível.&lt;br /&gt;A favor do filme, o diretor mais uma vez consegue imprimir uma boa tensão e monta bem as cenas de ação, com várias encenações até mesmo ultrajantes de estupros e assaltos, fazendo com que o espectador torça pelo improvável herói da trama, que agora é tão ou mais violento do que os bandidos que persegue. Outro ponto favorável é a trilha sonora, muito bem feita pelo astro do rock e guitarrista do Led Zeppelin Jimmy Page, bastante agitada e que ajuda nas seqüências de ação.&lt;br /&gt;Fazendo um balanço, essa seqüência é assistível, sem grandes traumas e não passa vergonha diante da média das produções do gênero do período. Mas toma um “pedala, Robinho!” bonito diante do original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Charles Bronson (Paul Kersey), Jill Ireland (Geri Nichols), Vincent Gardenia (Inspetor Frank Ochoa), J.D. Cannon (Promotor de Justiça de Nova York), Anthony Franciosa (Herman Baldwin), Ben Frank (Tenente-inspetor Mankiewicz), Robin Sherwood (Carol Kersey), Silvana Gallardo (Rosario), Robert F. Lyons (Fred McKenzie), Michael Prince (Elliott Cass), Drew Snyder (Vice-Comissário Hawkins), Paul Lambert (Comissário de Polícia de Nova York), Thomas F. Duffy (Nirvana), Kevyn Major Howard (Stomper), Stuart K. Robinson (Jiver), Laurence Fishburne (Cutter), E. Lamont Johnson (Punkut), Paul Comi (Senador McLean), Frank Campanella (Juiz Neil A. Lake), Jim Begg (Turista), Melody Santangello (Esposa do Turista), Robert Snively (Dr. Gofeld), Steffen Zacharias (Dr. I. Clark), Don Moss (Motorista de Táxi), Charles Cyphers (Donald Kay), Peter Pan (Senhorio Chinês), David Daniels (Lang), Don Dubbins (Mike), James Galante (Tim Shaw), Buck Young (Charles Pearce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Michael Winner; Roteiro: David Engelbach; Produção: Menahem Golan e Yoram Globus; Produção Executiva: Hal Landers e Bobby Roberts; Trilha Sonora: Jimmy Page; Direção de Fotografia: Thomas Del Ruth e Richard H. Kline; Montagem: Julian Semilian e Michael Winner (como Arnold Crust); Seleção de Elenco: Joe Scully e Beth Voiku; Design de Produção: William Hiney; Cenografia: Rick Gentz; Maquiagem: Phil Rhodes e Vivienne Walker; Som: Hugh Strain; Efeitos Especiais: Ken Pepiot.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-3104955260132485387?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/3104955260132485387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=3104955260132485387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3104955260132485387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/3104955260132485387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/04/desejo-de-matar-ii.html' title='Desejo de Matar II'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5422106884821438021</id><published>2007-04-19T22:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-19T22:59:20.260-03:00</updated><title type='text'>Desejo de Matar</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desejo de Matar (&lt;em&gt;Death Wish&lt;/em&gt;, EUA, 1974 – 93 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Uma história chocante de violência e vingança.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um arquiteto bem-sucedido, Paul Kersey (Charles Bronson) e sua esposa Joanna (Hope Lange) acabaram de voltar de uma segunda lua-de-mel no Havaí, comemorando um novo empreendimento que pode render alguns milhões de dólares para o escritório onde ele trabalha. Em Nova York, enquanto Paul está no escritório, Joanna e a filha do casal, Carol (Kathleen Tolan) estão no mercadinho quando são avistadas por um trio de delinqüentes (Jeff Goldblum, de “A Mosca”, em sua estréia no cinema; Christopher Logan e Gregory Rozakis) e seguidas até em casa.&lt;br /&gt;Lá, sob alegação de que eram os entregadores do mercado, os três invadem o apartamento, levam algum dinheiro e estupram as duas mulheres, matando Joanna e deixando Carol catatônica. Em choque, Paul viaja até o Novo México, local do empreendimento, para espairecer e resolver alguns problemas com o contrato e a construção, junto com o dono do terreno e da construtora, Ames (Stuart Margolin), colecionador e entusiasta de armas de fogo. O contato com o cliente desperta em Paul sua antiga fascinação por armas, já que cresceu em uma família militar.&lt;br /&gt;Sem que ele saiba, Ames esconde um .32 na mala do amigo. Lutando junto com o genro Jack (Steven Keats) para que Carol volte a ser uma pessoa normal, a vida de Paul está chegando a um nível insuportável de impotência, pois a polícia não conseguiu ainda nenhuma pista dos responsáveis pela tragédia.&lt;br /&gt;Recebendo da loja as fotos do Havaí, algo se quebra dentro de Paul, que começa a usar a arma para matar assaltantes pelas ruas da cidade. Seus crimes, todos contra bandidos, chamam a atenção da imprensa, que o coloca em todas as primeiras páginas e deixa o experiente inspetor Ochoa (o grande Vincent Gardenia) desconfiado da autoria dos crimes do vigilante e aperta o cerco contra Paul...&lt;br /&gt;Um pequeno clássico do filme policial e que consolidou a transição de Bronson dos filmes de guerra e faroeste para os personagens justiceiros urbanos, que se tornariam sua marca até seu falecimento em 2003. O ator, um dos mais famosos e queridos astros de ação de todos os tempos, foi um exemplo de artista que estourou tarde na carreira (ele tinha 53 anos quando filmou esse aqui) e teve como característica interpretar homens de poucas palavras e mais ação. Injustamente ignorado e considerado pela crítica como um ator com pouco alcance dramático, Bronson teve muitos papéis memoráveis e se tornou uma lenda. A lista de seus filmes que fizeram muito sucesso é extensa, pois ele participou de mais de 80 filmes e diversas séries de TV; alguns exemplos de seus maiores sucessos são “Os Doze Condenados”, “Era Uma Vez no Oeste”, “A Grande Fuga”, “O Segredo da Cosa Nostra”, a maioria no final da década de 60 e começo da de 70.&lt;br /&gt;Passando agora para o filme, é um daqueles exemplos de produção aparentemente rasa e mera desculpa para uma fieira de tiroteios e mortes sem sentido. Mas, do mesmo modo que “Rambo – Programado Para Matar” (já comentado por mim aqui no blog, cheque os arquivos) existe mais do salta aos olhos. A trama levanta importantes questões sobre como deve ser a postura da sociedade diante da violência urbana e a escalada do crime, aproveitando a figura caricata do vigilante / justiceiro que assume os papéis de juiz-júri-executor para trazer ao espectador essa catarse, esse modo de desabafar o medo diante de fatos que não se pode controlar.&lt;br /&gt;Lançado em meio à ressaca moral dos EUA após a renúncia do presidente Nixon, retirado do cargo por corrupção e o final do Vietnã, onde a sociedade vivia o período do &lt;em&gt;“dream is over”&lt;/em&gt;, com os ex-hippies e membros da contracultura encurralados pela dura realidade, com um grande aumento da violência urbana em praticamente todas as grandes cidades dos EUA. “Desejo de Matar” fez um sucesso estrondoso nos cinemas, arrastando multidões para assistir a saga de um homem comum, que possui compaixão pelas mazelas sociais e sofre uma tragédia tão grande que suas visões de mundo ficam distorcidas; de início, os assassinatos são por auto defesa, pois Paul é abordado de surpresa e reage matando o bandido. Pouco a pouco, o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; do vigilante muda; Kersey passa a provocar a abordagem dos ladrões e chega a atirar neles enquanto fogem, pelas costas. Isso o torna tão diferente assim dos algozes de sua família?&lt;br /&gt;Uma decisão inteligente foi a de que os assaltantes que destruíram a vida do protagonista não são encontrados de novo. Uma reles vingança seria um desserviço ao filme como um todo, que com essa simples atitude fica acima da média do gênero e ficou, com toda a justiça, como modelo de filme de ação. Um outro aspecto positivo é a escolha do elenco de apoio, principalmente o ator Vincent Gardenia, que dá show como o cínico e inteligente inspetor que persegue Paul.&lt;br /&gt;Nos aspectos técnicos, temos uma montagem correta e a boa fotografia escurecida marcante do período, além de uma trilha bacana do jazzista Herbie Hancock. O diretor orquestra com competência as muitas cenas de ação e segura bem a onda nos momentos mais dramáticos. Uma cena emblemática é a reação de Paul ao receber as fotos da lua-de-mel, com uma performance excelente de Bronson e muito bem dirigida pelo britânico Winner, que ainda faria mais filmes com o astro.&lt;br /&gt;Para encerrar com uma chave de ouro, o final da trama é bastante interessante e condizente com o clima geral, que infelizmente encontra ressonância no mundo atual, mais de trinta anos depois do seu lançamento. As idéias perigosamente mais perto do fascismo do que da democracia foram reforçadas na adaptação do romance, que procurou uma postura mais dúbia.&lt;br /&gt;Rendeu mais quatro seqüências, onde as partes dois e três ainda são assistíveis, com bom nível de produção e a natural queda de qualidade do roteiro. As partes quatro e cinco são nulas e somente serviram para o ator principal pagar as contas de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Charles Bronson (Paul Kersey), Hope Lange (Joanna Kersey), Vincent Gardenia (Frank Ochoa), Steven Keats (Jack Toby), William Redfield (Sam Kreutzer), Stuart Margolin (Ames Jainchill), Stephen Elliott (Comissário de Polícia), Kathleen Tolan (Carol Toby), Jack Wallace (Hank), Fred J. Scollay (Promotor de Justiça), Chris Gampel (Ives), Robert Kya-Hill (Joe Charles), Edward Grover (Tenente Briggs), Jeff Goldblum (Assaltante #1), Christopher Logan (Assaltante #2), Gregory Rozakis (Assaltante da Lata de Spray), Floyd Levine (Sargento de Plantão), Helen Martin (Alma Lee Brown), Hank Garrett (Andrew McCabe), Christopher Guest (Patrulheiro Jackson Reilly).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Michael Winner; Roteiro: Wendell Mayes, baseado no livro de Brian Garfield; Produção: Hal Landers, Bobby Roberts e Dino De Laurentiis; Co-produção: Michael Winner; Trilha Sonora: Herbie Hancock; Direção de Fotografia: Arthur J. Ornitz; Montagem: Bernard Gribble; Seleção de Elenco: Cis Corman; Design de Produção: Robert Gundlach; Cenografia: George De Titta; Figurinos: Joseph G. Aulisi; Maquiagem: Phil Rhodes; Som: Hugh Strain.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5422106884821438021?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5422106884821438021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5422106884821438021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5422106884821438021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5422106884821438021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/04/desejo-de-matar.html' title='Desejo de Matar'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8622219334453657386</id><published>2007-04-19T16:50:00.000-03:00</published><updated>2007-04-19T16:53:08.281-03:00</updated><title type='text'>O Exterminador 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Exterminador 2 (Exterminator 2, EUA, 1984 – 89 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“Em 'O Exterminador', John Eastland deixou as ruas de Nova York seguras. Tudo esteve em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;paz, até agora!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Um veterano do Vietnã, John Eastland (Robert Ginty), tenta esquecer as marcas do passado e tudo o que aconteceu quando seu melhor amigo foi aleijado por criminosos e ele usou um lança-chamas para levar justiça às ruas da cidade de Nova York. Tendo escapado de ser preso, John não quer mais saber de seus dias de vigilante.&lt;br /&gt;Um dia, ele escuta em seu rádio com faixa da polícia que um grupo de membros de gangue está assaltando uma loja e matou o casal de idosos que dirigia o lugar. Sem conseguir se conter, ele retira da aposentadoria seu fiel lança-chamas e torra os bandidos pouco tempo depois do assalto ter terminado; só que ele não percebeu ter deixado vivo um dos agressores, que conta o ocorrido ao líder, X (Mario Van Peebles), que jura vingança, enquanto procura terminar um dos maiores negócios de drogas que já fizeram.&lt;br /&gt;Sem consciência de que sua cabeça está a prêmio por um bando de psicopatas, John volta a se encontrar com uma velha amiga, a dançarina Caroline (Deborah Geffner) e conhece um divertido motorista de caminhoes de lixo, B.G. (Frankie Faison). Os bandidos, cada vez mais enfurecidos com a constante interferência do vigilante em suas tentativas de estabelecerem o domínio criminoso da cidade, descobrem onde ele mora e, um belo dia, atacam e deixam Caroline tetraplégica, sem poder dançar nunca mais e matam B.G. Com o ódio e a dor queimando, John busca a forra contra o bando de X, capturando uma carga de drogas e atraindo-os para a batalha, ao mesmo tempo que tem que driblar uma desconfiada dupla de policiais e estimular sua amada a não desistir da vida.&lt;br /&gt;Policial classe Z, sub-produto na esteira do mega-sucesso “Desejo de Matar”, de 1974. Contando com um protagonista expressivo como uma cenoura, que vaga pelo filme todo com a mesma cara de paisagem, se salva pela quantidade razoável de violência e, claro, do uso do lança-chamas como arma de escolha do vigilante. Em tese, é uma continuação de um filme de 1980, estrelado pelo mesmo ator com o mesmo personagem, onde ele torrava bandidos a torto e a direito pela cidade de Nova York, depois de uma tragédia pessoal.&lt;br /&gt;O galã no caso é Robert Ginty, especializado neste tipo de filme e que, depois, engrenaria uma carreira bem-sucedida como diretor de séries de TV, como “Charmed” e “Lois &amp; Clark”. Como os grandes da ação dos anos 80, não primava pela profundidade dramática mas tem uma figura simpática, carisma e que faz com que torçamos por ele, mesmo que suas ações sejam totalmente questionáveis; suas tentativas de fazer humor ou de trazer alguma leveza ao papel atingem o objetivo pelo jeito contrário: são tão desajeitadas que o espectador acaba rindo do constrangimento do ator e não piada em si.&lt;br /&gt;Como eu disse, este filme é uma colagem, com basicamente o mesmo roteiro e algumas mudanças pouco significativas em relação ao original. O grande barato é, obviamente, a dose cavalar de humor involuntário que preenche praticamente cada minuto de projeção, seja em um diálogo particularmente tosco, nos incríveis números de dança sub-Madonna do subúrbio de Caroline ou as roupas inacreditáveis que os membros da gangue perseguida para virar churrasquinho usam. Com certeza, pegaram o que sobrou de algum filme de Mad Max e botaram para os caras usarem, inclusive as ombreiras absurdas e as partes da roupa feitas de pneu.&lt;br /&gt;Mas, com tudo, com tudo, é um legítimo representante do gênero dos anos 80, obra e graça da produtora picareta Cannon, especialista neste tipo de produção e que deu mais do que um punhado de porcarias como esta e que satisfazem os espectadores menos exigentes com galhardia.Temos ainda um começo de carreira para Mario van Peebles, totalmente careteiro e histérico (que depois faria “Os Panteras Negras” e “New Jack City – A Gangue Brutal”) e quem diria, o grande John Turturro (de “Barton Fink – Delírios de Hollywood” e “Quiz Show”) em uma pontinha como uma das vítimas do carniceiro.&lt;br /&gt;Tecnicamente até que tem um bom resultado, mesmo com o orçamento de dinheiro de pinga, contendo várias cenas legais de bandidos torrados, tiros para dar e vender, sangue nas paredes e no chão e algumas explosões. Aparentemente, foi picotado pelos produtores para atingir uma censura menor e algumas passagens foram prejudicadas; inclusive o duelo final entre John e X parece que foi refilmado para ter menos porrada e sangue, o que é sempre um lixo.&lt;br /&gt;Mesmo mais alguns galoes de sangue não salvariam esta bomba, indicada somente para fãs de trash e saudosistas dos anos 80. No meu caso, “Exterminador 2” está na lista dos primeiros filmes que assisti no video cassete nos distantes idos de 1989 e tenho uma ligação sentimental. Se vocês, amigos leitores, não gostarem de filmes ruins e nem tiverem essa ligação espiritual, fujam...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Robert Ginty (John Eastland), Mario Van Peebles (X), Deborah Geffner (Caroline), Frankie Faison (B.G.), Scott Randolf (Eyes), Reggie Rock Bythewood (Spider), Bruce Smolanoff (Red Rat), David Buntzman (Chefão da Máfia), Kenny Marino (Tony), Derek Evans (Squealer), Irwin Keyes (Monstro), Robert Louis King (Philo), Arye Gross (Turbo), Janet Rotblatt (Idosa – Dona da Loja), Steffen Zacharias (Idoso – Dono da Loja), Thomas Calabro (Larry), Jesse Aragon (Crackers), Mark Vanahian (Stitch), Jack Meeks (Norman Strate), George Coutoupis (Barman), Ron Wall (Detetive), John Turturro (Cara #1), Paul Bates (Cara #2).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Mark Buntzman; Roteiro: Mark Buntzman e William Sachs; Produção: Mark Buntzman e William Sachs; Produção Executiva: Menahem Golan e Yoram Globus; Trilha Sonora: David Spear; Direção de Fotografia: Robert M. Baldwin e Joseph Mangine; Montagem: Marcus Manton e George T. Norris; Direção de Arte: Virginia Field e Mischa Petrow; Cenografia: Nell Stifel; Figurinos: Kristin McNiff; Maquiagem: Ramona Fleetwood, Sharon Ilson, Robin L. Neal e Jeanne Van Phue; Efeitos de Maquiagem: Donn Markel e Ed French; Som: Leonard Peterson, M. Curtis Price e Gregory T. Watkins; Efeitos Sonoros: Robert Fitzgerald, Alan Howarth e Susan Dudek; Efeitos Especiais: Steven Kirshoff, Jon G. Belyeu e Peter Kunz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8622219334453657386?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8622219334453657386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8622219334453657386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8622219334453657386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8622219334453657386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/04/o-exterminador-2.html' title='O Exterminador 2'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8762389488897295110</id><published>2007-04-08T22:43:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T22:48:48.331-03:00</updated><title type='text'>Os Intocáveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os Intocáveis (&lt;em&gt;The Untouchables&lt;/em&gt;, EUA, 1987 – 119 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“AL CAPONE. Ele dominava Chicago com mão de ferro. Ninguém podia tocá-lo. Ninguém podia detê-lo. Até que Elliott Ness e um pequeno grupo de agentes juraram derrubá-lo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na Chicago dos anos 30, sob a Lei Seca, o gangster Al Capone (Robert De Niro) domina as destilarias e vendas clandestinas de bebidas alcoólicas; com uma vasta rede de corrupção e influência, o criminoso não tem adversários, pois subornou ou intimidou praticamente todas as autoridades públicas que poderiam mostrar alguma resistência a essa dominação.&lt;br /&gt;Porém, o agente federal Elliot Ness (Kevin Costner) chega à cidade para, justamente, prender e condenar o chefão. Depois de um começo desastrado, ele conta com a ajuda do experiente policial Malone (Sean Connery, em desempenho que lhe valeu um Oscar) para montar um pequeno grupo com George Stone (Andy Garcia) um jovem policial com ótima mira e o contador Oscar Wallace (Charles Martin Smith), que foi o primeiro a atentar para o fato das falhas nas declarações de renda do criminoso, para, finalmente, conseguir cumprir seu objetivo. Conhecido como “Os Intocáveis”, por causa de sua incorruptibilidade, o grupo vai, pouco a pouco, montando o processo contra o gangster, em uma das maiores e mais bem armadas investigações policiais da história dos EUA.&lt;br /&gt;Grande filme de De Palma, uma aposta arriscada do produtor Art Linson. Conhecido por seu apuro técnico e excessos visuais, o jovem diretor não parecia a melhor escolha para comandar uma produção que tinha toda a aparência de ser convencional e quadradinha, apenas para manter os fãs da série de TV dos anos 50 e 60, que, por acaso, todos os envolvidos detestavam.&lt;br /&gt;Ainda bem que De Palma pegou o serviço. Ele dá uma aula de cinema, com seus movimentos de câmera inusitados e inovadores; além de compor, com a ajuda do diretor de fotografia Stephen Burum, quadros lindíssimos e grandiosos, como se a história comum fosse um épico dos tempos antigos, com muitos planos abertos. Contando ainda com um roteiro enxuto do especialista em tramas de suspense intrincadas David Mamet, De Palma conseguiu realizar, em suas próprias palavras, seu “O Poderoso Chefão”, referindo-se ao filme obra-prima do contemporâneo e amigo Francis Ford Coppola.&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, o elenco, apesar de bem escolhido, não se destaca mais do que a própria trama, algo extremamente difícil de acontecer. As únicas exceções são as atuações de dois monstros sagrados do cinema, Sean Connery e Robert De Niro, que não chegaram a contracenar nenhuma vez em todos esses anos na ativa. Com a habitual entrega total, De Niro atua de forma visceral e dá uma dimensão nunca vista ao chefão do crime, um homem que pode chorar ouvindo uma ópera ao mesmo tempo em que racha a cabeça de um comparsa com um taco de beisebol. E Connery está sensacional como o veterano Malone, cheio de cinismo e que serve de guia para o bem-intencionado e até mesmo ingênuo Ness. Chamo a atenção ainda para o rei dos filmes B trash Billy Drago, em seu único e marcante papel de maior destaque no cinema dos grandes estúdios como o capanga Frank Nitti.&lt;br /&gt;Cheio de cenas antológicas, destaco principalmente: a conversa entre Malone e Ness em uma igreja, com um dos diálogos mais secos e contundentes que eu já vi; a cena de abertura onde vemos o tamanho do poder de Capone em uma tomada de gênio de De Palma, que mostra a movimentação em torno do chefão para um simples barbear e prefere inserir um pequeno texto sobre a Lei Seca, para não estragar com diálogos a força da cena; a invasão com câmera subjetiva da casa de Malone, ainda mais fantástica por saber que não houve o uso de computadores; e, por último, a recriação da famosa cena da escadaria do filme “O Encouraçado Potemkin”, realizado pelo russo Sergei Eisenstein em 1925, com tensão a dar com pau, envolvendo um carrinho de bebê e diversos comparsas de Capone ao mesmo tempo – um primor e uma homenagem belíssima a um dos pioneiros do cinema, que, como o diretor, ainda hoje é estudado e discutido nas faculdades.&lt;br /&gt;Como cereja no bolo, uma incrível trilha sonora do mestre italiano Ennio Morricone, que nasceu clássica e disputou o Oscar e o Globo de Ouro em 1988, com seu marcante tema inicial e muitas cenas eletrizantes de ação e tiroteios.&lt;br /&gt;Uma pequena jóia, merece ser revista ou, melhor ainda, conhecida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Existem planos de uma seqüência chamada “The Untouchables: Capone Rising”, também a ser dirigida por De Palma e prevista para estrear no próximo ano. Mostraria, aparentemente, a ascensão ao poder do chefão antes da batalha épica com Elliot Ness. Sei lá se vai dar caldo, mas melhor esperar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Kevin Costner (Elliot Ness), Sean Connery (Jim Malone), Charles Martin Smith (Oscar Wallace), Andy Garcia (George Stone / Giuseppe Petri), Robert De Niro (Al Capone), Billy Drago (Frank Nitti), Richard Bradford (Chefe de Polícia Mike Dorsett), Jack Kehoe (Walter Payne), Clifton James (Promotor de Justiça), Brad Sullivan (George), Patricia Clarkson (Catherine Ness), Peter Aylward (Tenente Anderson), Del Close (Vereador Alderman), Colleen Bade (Sra. Blackmer), Greg Noonan (Instrutor de Tiro), Kevin Michael Doyle (Williamson), Sam Smiley (Meirinho #1), Pat Billingsley (Meirinho #2), Anthony Mockus Sr. (Juiz), Will Zahrn (Advogado de Defesa), Melody Rae (Mulher da Estação de Trem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Brian De Palma; Roteiro: David Mamet; Produção: Art Linson; Produtor Associado: Ray Hartwick; Trilha Sonora: Ennio Morricone; Direção de Fotografia: Stephen H. Burum; Montagem: Gerald B. Greenberg e Bill Pankow; Seleção de Elenco: Mali Finn e Lynn Stalmaster; Design de Produção: Patrizia Von Brandenstein; Direção de Arte: William A. Elliott; Cenografia: Hal Gausman; Figurinos: Giorgio Armani e Marilyn Vance-Straker; Maquiagem: Michael Hancock e Bette Iverson; Som: Ken S. Polk, Dan Sable e Dick Vorisek; Efeitos Especiais: Allen Hall e Albert Delgado; Efeitos Visuais: Janos Pilenyi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8762389488897295110?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8762389488897295110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8762389488897295110&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8762389488897295110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8762389488897295110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/04/os-intocveis.html' title='Os Intocáveis'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5852859262596832608</id><published>2007-03-27T22:08:00.000-03:00</published><updated>2007-03-27T22:10:20.797-03:00</updated><title type='text'>O Ilusionista</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Ilusionista (&lt;em&gt;The Illusionist&lt;/em&gt;, RCH / EUA, 2006 – 110 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;“Nada é o que parece.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eduard (Aaron Johnson) e Sophie (Eleanor Tomlinson) são jovens e se descobrindo apaixonados um pelo outro. Só tem um pequeno problema: ela é parte da nobreza e ele é filho do marceneiro e, no final do século XIX, isso tem certa importância. A família dela, receosa e querendo afastar a filha do convívio com elementos abaixo de sua condição, força o pai de Eduard a sair da cidade. No caminho, o rapaz encontra um velho mágico (David Forest) e um fascínio para a vida toda nasce.&lt;br /&gt;Depois de alguns anos, um mágico chega a Viena, Eisenheim (Edward Norton) cercado de uma aura de mistério, com fama de realizar números simplesmente fantásticos. Em uma apresentação, onde está presente o príncipe herdeiro Leopold (Rufus Sewell) que fora alertado sobre o show pelo inspetor-chefe Uhl (Paul Giamatti), o mágico pede um voluntário. Dono de uma grande inteligência e temperamento irascível e violento, Leopold manda sua noiva se apresentar para o truque; no palco, com um cruzar de olhares, os antigos apaixonados se reconhecem. É Sophie (Jéssica Biel) quem se apresentou como voluntária; mesmo emocionado com o reencontro, Eisenheim realiza a proeza e recebe como recompensa um convite para uma apresentação privada, com somente a corte presente.&lt;br /&gt;A intenção de Leopold é tentar revelar o segredo do mágico e para tanto envia Uhl para uma visita antes da apresentação. O policial não esconde a admiração pelo talento de Eisenheim, mas avisa que não deve provocar o príncipe. Porém, mais do que provocar o príncipe, o mágico reata o romance com Sophie; após uma tragédia, Eisenheim trama o maior truque de sua carreira, para desmascarar o plano de Leopold para um golpe de estado.&lt;br /&gt;Com uma trama que, aparentemente, é muito interessante, o filme faz água e resulta em um espetáculo fraco. A culpa é do roteiro e direção excessivamente burocráticos de Burger, em sua estréia, que não buscou trazer nada de novo para o gênero e, de quebra, tomou a péssima decisão de colocar o romance entre Biel e Norton em primeiro plano, em detrimento da intriga política e da mágica, quebrando qualquer clima mais interessante com cenas constrangedoras e diálogos ruins entre os amantes. Apesar de ainda ter algumas passagens com um pouco mais de inteligência, os bons momentos não conseguem salvar o filme da mediocridade e da frustração do espectador que espera a metragem toda para que alguma coisa aconteça e nada.&lt;br /&gt;A atuação de Norton é o ponto alto do filme, imprimindo uma personalidade fria, calculista e misteriosa, adequada ao personagem fascinante; nunca fica claro se os números de mágica de Eisenheim são verdadeiros ou não (o ator chegou ao requinte de estudar prestidigitação e realizar muitos dos seus truques do filme). Posteriormente, em uma virada de método, o mágico vira mais um guru embusteiro, tão ao gosto dos esotéricos, contudo tão distante da construção original do personagem como a China dos Estados Unidos da América.&lt;br /&gt;Quanto ao restante do elenco, dá uma pena de Giamatti, preso num papel unidimensional que o ator se esforça bravamente para dar algum peso; Sewell se repete, em mais um da lista crescente de papéis de psicopata destemperado; e Biel é um bonito bibelô, mas não tem profundidade dramática, pelo menos ainda, para segurar o interesse para além da bela plástica.&lt;br /&gt;Nem tudo é uma tragédia. A fotografia é belíssima, em tons pastéis e sépia, recriando a virada do século XIX para o XX com maestria e olho artístico inegáveis de Dick Pope, que abiscoitou uma indicação ao Oscar pelo excelente trabalho. E temos ainda mais uma trilha sonora muito boa de Phillip Glass, que pelo menos teve sua mania de querer roubar a cena freada pelo diretor iniciante.&lt;br /&gt;Entra para a lista crescente dos filmes-que-poderiam-ter-sido-e-acabaram-fondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Edward Norton (Eduard Abramovich / Eisenheim), Jéssica Biel (Duquesa Sophie Von Tuschen), Paul Giamatti (Inspetor-chefe Uhl), Rufus Sewell (Príncipe Herdeiro Leopold), Eddie Marsan (Josef Fischer), Jake Wood (Jurka), Tom Fisher (Willigut), Aaron Johnson (Eisenheim jovem), Eleanor Tomlinson (Sophie jovem), Karl Johnson (Velho / Médico), David Forest (Mágico Andarilho), Vincent Franklin (Loschek), Nicholas Blane (Doebler), Phillip McGough (Dr. Hofzinser), Erich Redman (Conde Rainer), Michael Carter (Von Thurnburg), Brian Caspe (Assistente de Eisenheim), Ellen Savaria (Sra. Uhl), Reuben-Henry Biggs  (Frankel), Vadam Bat-Orshikh (Assistente Asiático), Purevdorj Boldsaikhan (Assistente Asiático), Chen Feng (Assistente Asiático), Sondom Nararbadrakh (Assistente Asiático), Erdenbileg Sengee (Assistente Asiático).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Neil Burger; Roteiro: Neil Burger, baseado no conto “Eisenheim, The Illusionist”, de Steven Millhauser; Produção: Brian Koppelman, David Levien, Michael London, Cathy Schulman e Bob Yari; Co-produção: Tom Karnowski, David Minkowski e Matthew Stillman; Produção Executiva: Jane Garnett, Joey Horvitz, Ted Liebowitz e Tom Nunan; Trilha Sonora: Phillip Glass; Direção de Fotografia: Dick Pope; Montagem: Naomi Geraghty; Seleção de Elenco: Deborah Áquila, Nina Gold e Mary Tricia Wood; Design de Produção: Ondrej Nekvasil; Cenografia; Petra Habova; Figurinos: Ngila Dickson; Maquiagem: Jan Archibald, Linda Eisenheimerova, Julie Pearce e Ivo Strangmuller; Som: Michael Babcock, David E. Campbell, J. Paul Huntsman, John T. Reitz, Gregg Rudloff e Gregory H. Watkins; Efeitos Especiais: Ondrej Pryca; Efeitos Visuais: Viktor Muller e Jan Vseticek.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5852859262596832608?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5852859262596832608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5852859262596832608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5852859262596832608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5852859262596832608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/o-ilusionista.html' title='O Ilusionista'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8547787582542414013</id><published>2007-03-26T21:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T21:52:10.183-03:00</updated><title type='text'>Kickboxer - O Desafio do Dragão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Kickboxer – O Desafio do Dragão (&lt;em&gt;Kickboxer&lt;/em&gt;, EUA, 1989 – 105 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Inimigo deve ser humilhado... Ou destruído.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kurt (Van Damme) é o treinador técnico do seu irmão Eric (Dennis Alexio), que por acaso acaba de conquistar o título mundial de kickboxing nos EUA; um repórter, na coletiva, menciona que os melhores lutadores do mundo, na modalidade, estão na Tailândia, terra de origem do &lt;em&gt;muay thai&lt;/em&gt; – arte marcial que a originou.&lt;br /&gt;Orgulhoso do título e louco para provar que pode ser o melhor, Eric resolve ir para a Ásia e colocar suas habilidades em teste. Depois de ganhar a primeira luta, mesmo impressionado com o uso de cotovelos e joelhos, proibidos pelo ocidente, Eric é desafiado pelo campeão do país, Tong Po (Michel Qissi). O americano é massacrado, fica paralítico e cabe a seu irmão, Kurt, vingar a honra da família. Para isso, ele procura o melhor mestre de muay thai, Xian (Dennis Chan), com a ajuda de Winston (Haskell Anderson), um ex-militar que vive agora na Tailândia e da sobrinha de Xian, Mylee (Rochelle Ashana).&lt;br /&gt;Só que Tong Po, com a proteção do gangster Freddy Li (Steve Lee), não pretende facilitar a vida de Kurt, que precisa passar pelo mais duro treinamento de sua vida e ainda por cima não deixar que seus amigos e seu irmão sejam machucados.&lt;br /&gt;Como descrito acima, não passa do filme de porrada padrão, com a estrutura básica (herói sofre uma perda, acha guru, treina que nem louco, enfrenta o algoz em uma luta final catártica) estrelado por Van Damme no começo da carreira, ainda surfando no sucesso inesperado de “O Grande Dragão Branco”, do ano anterior. Na época, Van Damme tinha cacife para realmente aspirar a um lugar no panteão dos brucutus heróis de ação do cinema americano e enfileirava um sucesso atrás do outro.&lt;br /&gt;Passando por cima do subtítulo cafona em português (parece que qualquer mané que lute artes marciais é o Bruce Lee reencarnado, céus), o que se pode esperar de um filme de pancadaria é, no mínimo: lutas bem coreografadas, o que temos; um herói bacana e que dê para torcer, o que temos; um vilão bem forte e fodidão, o que temos; toques de humor, o que temos; e, para encerrar, personagens minimamente interessantes, para não matar de tédio o espectador, o que, puxa vida, temos aqui.&lt;br /&gt;O grande segredo para garantir esse interesse é o personagem Xian Chow, vivido pelo veterano Dennis Chan com certo brilho. O guru é engraçado, irônico e não perde uma oportunidade de aloprar o pobre pupilo, mesmo passando conhecimentos suficientes para deixá-lo uma máquina de lutar bem azeitada (como de hábito, o belga tem alguns chutes aéreos impressionantes, o que seu passado e treinamento como bailarino certamente ajudam a melhorar). As cenas que se passam nas ruínas de uma cidade antiga, com o cenário bacana e com toques de misticismo (as lutas dos guerreiros antigos) foram uma boa sacada, assim como a presença do falcão (como totem do personagem de Van Damme). O restante é qualquer nota mesmo, principalmente o romancezinho chinfrim entre Kurt e Mylee e a indefectível cena da bundinha com o astro. Não sei se o leitor habitual já reparou, mas todos, todos mesmo, os filmes de Van Damme tem pelo menos uma cena onde o cara mostra a bunda para a câmera. Reparem só, muitas vezes nem contexto tem, mas a maldita bundinha aparece.&lt;br /&gt;“Kickboxer” não é material de Oscar, não tem profundidade nenhuma e não serve para nada além de pura diversão escapista. Sinceramente, não se pode esperar mais do que isso, sempre.&lt;br /&gt;Teve ainda, surpreendentemente, mais quatro seqüências, todas sem Van Damme e com estilo cada vez mais ridículo e realização mais mambembe. Fujam dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Jean Claude Van Damme (Kurt Sloane), Dennis Alexio (Eric Sloane), Dennis Chan (Xian Chow), Michel Qissi (Tong Po), Haskell Anderson (Winston Taylor), Rochelle Ashana (Mylee), Steve Lee (Freddy Li), Richard Foo (Tao Lin), Ho Ying Sin (Aldeão #1), Tony Chan (Aldeão #2), Mathew Cheung (Cirurgião), Wong Wing Shun (Lo), Michael Lee (Velho da Aldeia), Africa Chu (Mensageiro), Robert Mak (Capanga), Wang Tak Keung (Capanga), Kong Long (Capanga), Lee Hung (Capanga), Leung Hoi Lun (Capanga), Wah Cheung (Capanga), Tsang Sing Kwong (Capanga), Ho Kai Yue (Capanga), Montri Vongbutr (Guerreiro Antigo #1), Amnart Komolthorn (Guerreiro Antigo #2), Pairat Lavilard (Dono da Academia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Mark DiSalle e David Worth; Roteiro: Jean Claude Van Damme e Mark DiSalle (história) e Glenn Bruce (roteiro); Produção: Mark DiSalle e Charles Wang; Trilha Sonora: Paul Hertzog; Diretor de Fotografia: Jon Kranhouse; Montagem: Wayne Wahrman; Seleção de Elenco: Madalena Chan, Teddy Chen e Wong Siu Lung; Design de Produção: Shay Austin; Direção de Arte: Sita Yeung; Maquiagem: Tommy Chan, Earl Ellis, Mable Fung e Donny Ng; Som: Andy D’Addario, Jeffrey J. Haboush e Mike Le Maré; Efeitos Sonoros: Lee Dragu; Efeitos Especiais: Tuffy Lau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8547787582542414013?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8547787582542414013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8547787582542414013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8547787582542414013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8547787582542414013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/kickboxer-o-desafio-do-drago.html' title='Kickboxer - O Desafio do Dragão'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6302812598383407626</id><published>2007-03-23T13:50:00.000-03:00</published><updated>2007-03-23T13:54:28.644-03:00</updated><title type='text'>Notas Sobre Um Escândalo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Notas Sobre Um Escândalo (&lt;em&gt;Notes on a Scandal&lt;/em&gt;, ING, 2006 – 92 min.)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“O Erro de uma mulher é a Oportunidade para outra.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma professora prestes a se aposentar, Barbara Covett (Dame Judi Dench), está sozinha há muito tempo. Um dia, uma nova profissional se junta à equipe, Sheba Hart (Cate Blanchett) para dar aulas de arte às crianças; evidentemente, ela tem pouco jeito para a coisa e acaba metendo os pés pelas mãos continuamente. Interessada na nova colega, jovem, loira e bonita, Barbara começa a ajudar com as aulas e alunos e procura se fazer presente na vida de Sheba, que é casada com um homem vinte anos mais velho, Richard (Bill Nighy) e tem dois filhos adolescentes, Polly (Juno Temple), meio esquisitinha e às voltas com uma paixonite arrebatadora e Ben (Max Lewis), portador de síndrome de Down.&lt;br /&gt;Em uma noite, Barbara estranha a ausência de Sheba na apresentação artística de alguns alunos e acaba descobrindo um segredo terrível, envolvendo o aluno Steven Connolly (Andrew Simpson), de apenas 15 anos e a professora Hart. Usando esse segredo, Barbara vai insidiosamente se insinuando cada vez mais na vida profissional e familiar de Sheba, que, insegura, aceita esse amor doentio. As consequências serão péssimas, para todas as partes envolvidas, quando Barbara deixa-se levar pelo egoísmo, após um incidente aparentemente banal e relata “boatos” e insinuações sobre Hart para um outro colega, também apaixonado pela loira.&lt;br /&gt;Como de hábito com o roteirista, o filme se apóia inteiramente em seus personagens, diálogos áridos e um quê de pessimismo sobre a condição humana, que marcou por exemplo o filme mais famoso escrito por Marber e adaptado de sua peça, “Closer” (já comentado por mim aqui no blog, vejam no arquivo de Julho de 2006). A direção de Eyre busca acompanhar os atores como em um teatro, onde só falta ver as marcações de cena no chão e não compromete, assim como a montagem e fotografia corretas e sem brilho especial.&lt;br /&gt;De excepcional temos, realmente, alguns fatores.&lt;br /&gt;Primeiro, o excelente desempenho das protagonistas, ambas indicadas ao Oscar e ao Globo de Ouro 2006. Dench, com sua face marcada e envelhecida (afinal, ela está com quase 70 anos) e ampla experiência, monta a assustadora Barbara com uma facilidade que impressiona. Utilizando gestos e olhares contidos e sutis, a atriz deixa claro desde o primeiro momento em cena o motivo pelo qual sua personagem vive: dominação, pura e simples, disfarçada por um verniz de atenção, amor e carência. Ao assistir o filme, a imagem que me vinha à cabeça, de forma insistente, era a de uma aranha gigantesca tecendo uma teia, esperando que uma mosca fique presa ali e possa ser sufocada por pretensos carinhos. A narrativa em &lt;em&gt;off&lt;/em&gt; de Barbara do seu diário, onde ela deixa suas impressões e pensamentos sobre os acontecimentos e pessoas de seu convívio, escorrendo ressentimento e cinismo de cada linha, é o que verdadeiramente a impulsiona e não suas palavras vazias sobre companhia e amizade. E, o que é pior, ela não consegue parar, como retrata o final aberto e melancólico.&lt;br /&gt;Por outro lado, Blanchett é prejudicada levemente pelo foco maior na sua companheira, mas é adequado mesmo assim, pois sua personagem é tão ou mais adolescente do que seus alunos. Impulsiva e imatura, Sheba faz o que faz por não saber como realizar suas vontades de outra forma; casada com um homem mais velho por um provável complexo de figura paterna (em desempenho correto de Nighy, mostrando sua versatilidade), vez que não se sente à altura, intelectualmente falando, tanto de seu marido como de seu pai, ela prefere satisfazer suas ambições através de coisas simples como cerâmica (onde seu talento é verdadeiro) e sexo. E temos uma cena emblemática onde Richard diz que esperava por tudo que acabou acontecendo, mas tinha esperança de que a esposa não sucumbiria às próprias limitações; a dor nos olhos do homem ao falar isso, já diz tudo.&lt;br /&gt;Ainda destaco a boa trilha sonora de Phillip Glass, em outra indicação do filme ao Oscar 2006, muito elegante e que encaixa bem com a crueldade do argumento e dos personagens; só faltou um pouco mais de pulso do diretor para não deixar a música tão intrusiva em algumas cenas, nada comprometedor e nada além do habitual do compositor, que tem mesmo essa mania e precisa de um pouco de freio do diretor. Quando não encontra esse freio, Glass toma a frente mesmo e não tem jeito.&lt;br /&gt;Aponto, para não perder o hábito, como defeitos: a forçada de barra do roteiro (também indicado ao Oscar e o Globo de Ouro 2006) para que Sheba pudesse descobrir a verdadeira face de sua amiga, um erro que dificilmente Barbara cometeria e a excessiva demonização da imprensa britânica, que mesmo notória pela falta de sutileza não seria tão absurda como o mostrado aqui.&lt;br /&gt;Com tudo o que foi dito, não espere um filme fácil, pois sua crueldade e falta de amenização dos defeitos humanos incomodam o espectador; mas, absolutamente necessário para se visualizar os perigos de uma vida reprimida e solitária e evitar as armadilhas da manipulação e as tentações de dominar o semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Dame Judi Dench (Barbara Covett), Cate Blanchett (Sheba Hart), Andrew Simpson (Steven Connolly), Bill Nighy (Richard Hart), Juno Temple (Polly Hart), Max Lewis (Ben Hart), Tom Gorgeson (Ted Mawson), Michael Maloney (Sandy Pabblem), Joanna Scanlan (Sue Hodges), Shaun Parks (Bill Rumer), Emma Kennedy (Linda), Syreeta Kumar (Gita), Phillip Davis (Brian Bangs), Wendy Nottingham (Elaine Clifford), Tameka Empson (Antonia Robinson), Leon Skinner (Davis), Jill Baker (Mãe de Sheba), Jonathan Speer (Veterinário), Stephen Kennedy (Sr. Connolly), Derblhe Crotty (Sra. Connolly), Catherine Drew (Repórter de TV), Anne-Marie Duff (Annabel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Richard Eyre; Roteiro: Patrick Marber, baseado no livro de Zoe Heller “What Was She Thinking: Notes on a Scandal”; Produção: Robert Fox, Andrew McDonald, Allon Reich e Scott Rudin; Produção Executiva: Redmond Morris; Trilha Sonora: Phillip Glass; Direção de Fotografia: Chris Menges; Montagem: John Bloom e Antonia Von Drimmelen; Seleção de Elenco: Shaheen Baig e Maggie Lunn; Design de Produção: Tim Hatley; Direção de Arte: Grant Armstrong e Mark Raggett; Figurinos: Tim Hatley; Maquiagem: Lisa Westcott; Som: Martin Czembor, Lee Dichter, James Mather, Mike Prestwood Smith e Jason Ribicoff; Efeitos Sonoros: Nigel Stone e Joseph Stracey; Efeitos Especiais: Stuart Brisdon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6302812598383407626?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6302812598383407626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6302812598383407626&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6302812598383407626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6302812598383407626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/notas-sobre-um-escndalo.html' title='Notas Sobre Um Escândalo'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8767681099593965541</id><published>2007-03-22T15:41:00.000-03:00</published><updated>2007-03-22T15:43:32.551-03:00</updated><title type='text'>88 Minutos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;88 Minutos (&lt;em&gt;88 Minutes&lt;/em&gt;, EUA /ALE, 2007 – 95 min.)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Ele tem 88 minutos para solucionar um assassinato. O dele mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Jack Gramm (Al Pacino) é um eminente professor universitário e psiquiatra forense, especializado em montar perfis e analisar o comportamento de assassinos seriais; o último que mandou para o corredor da morte com seu testemunho foi Jon Forster (Neal McDonough), que desde sua condenação jamais deixou de sustentar e bradar sua inocência e que fora injustamente preso, alegações nas quais começa a encontrar ouvidos simpáticos.&lt;br /&gt;Isso ocorre porque, na noite anterior, uma das alunas de Gramm, Leeza (Michal Yannai) foi encontrada morta, com as mesmas características dos assassinatos que Forster supostamente cometeu. Questionado pelo FBI e pela Promotoria se não teria se enganado, Jack nega categoricamente e sai para dar sua aula.&lt;br /&gt;Na universidade, ele recebe uma ligação que o informa ter apenas 88 minutos de vida, se não ir a público e revelar que prestou falso testemunho, mandando um homem inocente para o corredor da morte. Com a ajuda de sua assistente Kim (Alicia Witt) e sua secretária particular Shelly (Amy Brenneman), Jack corre contra o tempo para solucionar quem estaria querendo incriminá-lo e matá-lo, antes que o tempo se esgote. E, aparentemente, todos que o conhecem tem algum tipo de envolvimento nessa charada mortal...&lt;br /&gt;Suspensezinho frouxo e pouco original, prejudicado ainda pela direção preguiçosa do superestimado Avnet (de “Tomates Verdes Fritos”) e a atuação apática do grande Pacino, que, com poucas exceções (“O Advogado do Diabo”, “O Mercador de Veneza” e, talvez, “O Informante”), não dá uma dentro desde 1995, quando arrasou ao lado de Robert De Niro em “Fogo Contra Fogo”.&lt;br /&gt;A história é requentada e sem originalidade, embora tenha alguns toques interessantes (como a mania do protagonista por segurança e o fato de que, ao receber a primeira ligação do criminoso, realmente faltem 88 minutos para terminar o filme, incluindo créditos finais). Infelizmente, é muito pouco para deixar o elenco relevante escolhido, com Amy Brenneman, Deborah Kara Unger, Alicia Witt, William Forsythe e Neal McDonough, mais do que desperdiçados com o roteiro sem graça de Thompson.&lt;br /&gt;As reviravoltas são percebidas a quilômetros de distância, sem causar nenhum impacto maior ao serem mostradas e a maioria das cenas possui uma composíção mais adequada a filmes de ação como “Duro de Matar” e não com um desenvolvimento mais cerebral e sem tanta correria que era a intenção dos realizadores, acho. Tem furos e incongruências de monte, como os celulares; a facilidade de os bandidos encontrarem Gramm e deste invadir locais que de outra forma seriam intransponíveis e personagens que entram e saem de cena sem trazer consequências diretas para a trama, tendo por exemplos inacreditáveis a estréia de Benjamin McKenzie (da série de TV “The OC”) como um aluno de Gramm que não tem função alguma a não ser atrapalhar e um ex-namorado de Kim, Guy LaForge, que só está na história em uma tentativa canhestra de desviar a atenção do público para um outro suposto vilão.&lt;br /&gt;Um último destaque negativo é a péssima atuação de Leelee Sobieski, habitualmente boa, e que se viu sem pai nem mãe com seu personagem estereotipado e a falta de ajuda do diretor Avnet, que nunca foi lá essas coisas e comprova sua paixão pela burocracia e pelo padrão, sem fugir um milímetro que seja do que ele pensa ser um método; o resultado é a chatice generalizada.&lt;br /&gt;Realmente de dar sono, nem as cenas de assassinato convencem. Fuja e aguarde a estréia de “13 Homens e Mais Um Segredo”. Talvez aí tenhamos uma atuação digna do status de lenda viva que Pacino detém, merecidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Al Pacino (Prof. Jack Gramm), Alicia Witt (Kim Cummings), Amy Brenneman (Shelly Barnes), Leelee Sobieski (Lauren Douglas), Benjamin McKenzie (Mike Stemp), Deborah Kara Unger (Carol), William Forsythe (Frank Parks), Neal McDonough (Jon Forster), Stephen Moyer (Guy LaForge), Michael Eklund (J.T. Ryker), Michal Yannai (Leeza Pearson), Brendan Fletcher (Johnny D'Franco), Dexter Bell (Reggie), Leah Cairns (Sara Pollard), Vicky Huang (Joanie Kim), Tammy Hui (Janie Kim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Jon Avnet; Roteiro: Gary Scott Thompson; Produção: Jon Avnet, Randall Emmett, Michael P. Flanigan, George Furla, Avi Lerner e Gary Scott Thompson; Co-Produção: Marsha Oglesby e Shawn Williamson; Produtor Associado: Todd Gilbert; Produção Executiva: John Baldecchi, Lawrence Bender, Boaz Davidson, Danny Dimbort, Manfred D. Heid, Gerd Koechlin, Josef Lautenschlager, Trevor Short, Andreas Thiesmeyer e John Thompson; Trilha Sonora: Ed Shearmur; Direção de Fotografia: Denis Lenoir; Montagem: Larry Webster; Seleção de Elenco: Richard Pagano e Maureen Webb; Design de Produção: Tracey Gallacher; Direção de Arte: Jeremy Stanbridge; Cenografia: Dominique Fauquet-Lemaitre; Figurinos: Mary E. McLeod; Som: Jonathan Wales, Sasha Jankovic e Zoran Marinkovic; Efeitos Sonoros: Bob Costanza; Efeitos Especiais: Chris Flemington, Bill Mills e Edward M. Sweet; Efeitos Visuais: Jordan Markov e Stefan Tchakarov.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8767681099593965541?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8767681099593965541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8767681099593965541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8767681099593965541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8767681099593965541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/88-minutos.html' title='88 Minutos'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8204416251623768716</id><published>2007-03-20T15:39:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T15:41:40.294-03:00</updated><title type='text'>A Outra Face</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Outra Face (&lt;em&gt;Face/Off&lt;/em&gt;, EUA, 1997 – 138 min.)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Apenas um sobreviverá.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sean Archer (John Travolta) é um agente do FBI obecado por capturar o terrorista Castor Troy (Nicolas Cage), responsável por ter matado seu filho em uma tentativa de assassinar a ele, Sean; aproveitando que Castor está voltando para os EUA, em busca do irmão mais novo, Pollux (Alessandro Nivola), Sean arma um plano para pegar o bandido. O que realmente acontece, porém não antes de Castor ter armado uma bomba de enorme potencial de destruição e ficar ferido gravemente. O único que sabe onde está a bomba é Pollux, mas o ladrão somente fala com o irmão e mais ninguém.&lt;br /&gt;Desesperado, Sean aceita se submeter a uma técnica revolucionária, onde a pele do rosto de uma pessoa, com suas feições e tudo o mais é cortado do homem original e reimplantado na face de outro, em conjunto com um chip simulador de voz. Assim, literalmente, Sean vira Castor e vai atrás de Pollux. Entrementes, Castor se recupera no hospital do coma e, usando o rosto de Archer, começa a gostar de ser um agente poderoso do FBI, pois pode fazer praticamente tudo que sua mente pervertida imaginar. E ainda nem estamos na metade do filme!&lt;br /&gt;Excelente filme de ação, talvez a melhor produção americana dirigida pelo mestre de Hong Kong John Woo, com roteiro ágil, sequencias fantásticas e trama bem bolada e interessante (ainda que parta de uma premissa simplesmente absurda demais, que felizmente não compromete o resultado final). Todas as marcas registradas do diretor estão aqui, como o uso de duas armas ao mesmo tempo; o reflexo de um personagem no óculos de outro; pombas brancas voando; câmera lenta e tiros, muitos, muitos tiros.&lt;br /&gt;A dupla de protagonistas está bem, com Cage conseguindo controlar sua tendência ao exagero, principalmente depois que vira Sean Archer e Travolta se divertindo horrores como o vilão Castor, abusando das risadinhas sardônicas. O principal mesmo é a maestria com que Woo filmou, utilizando ângulos elegantes e fluidos, com composições interessantes de quadro, closes e travellings inusitados. A correria não pára um segundo, vertiginosa e o espectador aproveita cada minuto. Realmente, um ótimo programa. Depois deste filme, Woo foi gradativamente perdendo o gás, com filmes mais preciosistas e pretensiosos como “Missão Impossível 2” e “Códigos de Guerra” e hoje tenta recuperar sua carreira produzindo séries de TV e filmes de baixo orçamento.&lt;br /&gt;Como interesse geral: Archer é o nome da constelação de Sagitário, diametralmente oposta (meio ano de distância) da constelação de Gêmeos, cujas duas estrelas mais brilhantes são Castor e Pollux, dois heróis gregos da Guerra de Tróia; o diretor não quis tirar a barra do título, pois não queria que o público americano confundisse seu filme com uma partida de hóquei sobre o gelo. Face off é como os praticantes chamam o início de cada período de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: John Travolta (Sean Archer / Castor Troy), Nicolas Cage (Castor Troy / Sean Archer), Joan Allen (Dra. Eve Archer), Alessandro Nivola (Pollux Troy), Gina Gershon (Sasha Hassler), Dominique Swain (Jamie Archer), Nick Cassavetes (Dietrich Hassler), Harve Presnell (Victor Lazzarro), Colm Feore (Dr. Malcolm Walsh), C.C.H. Pounder (Dra. Hollis Miller), John Carroll Lynch (Walton), Robert Wisdom (Tito Biondi), Margaret Cho (Wanda), James Denton (Buzz), Matt Ross (Loomis), Chris Bauer (Ivan Dubov), Myles Jeffrey (Michael Archer), David McCurley (David Hassler), Thomas Jane (Burke Hicks), Tommy Flanagan (Leo), Dana Smith (Lars), Paul Hipp (Fitch), Kirk Baltz (Aldo), Danny Masterson (Karl).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: John Woo; Roteiro: Mike Werb e Michael Colleary; Produção: Terence Chang, Christopher Godsick, Barrie M. Osborne e David Permut; Co-produção: Mike Werb e Michael Colleary; Produtor Associado: Jeff Levine; Produção Executiva: Michael Douglas, Jonathan D. Crane e Steven Reuther; Trilha Sonora: John Powell; Direção de Fotografia: Oliver Wood; Montagem: Steven Kemper e Christian Wagner; Seleção de Elenco: Mindy Marin; Design de Produção: Neil Spisak; Direção de Arte: Steve Arnold; Cenografia: Garrett Lewis; Maquiagem: David Atherton e Mary L. Mastro; Efeitos de Maquiagem: Kevin Yagher e Shaun Smith; Som: Anna Behlmer, Per Hallberg, Andy Nelson e Mark P. Stoeckinger; Efeitos Sonoros: Scott Wolf, Michael A. Reagan, Kelly Oxford, Rick Morris, Tony Lamberti, Dino Dimuro, Bryan Bowen e Christopher Assells; Efeitos Especiais: Casey Cavanaugh, Lawrence J. Cavanaugh, Casey Pritchett, R. Bruce Steinheimer e Richard Zarro; Efeitos Visuais: Richard E. Hollander, Scott Schneider, Boyd Shermis e Derek Spears. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8204416251623768716?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8204416251623768716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8204416251623768716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8204416251623768716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8204416251623768716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/outra-face.html' title='A Outra Face'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5739645878977036489</id><published>2007-03-20T11:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T11:30:59.118-03:00</updated><title type='text'>Um Dia de Fúria</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um Dia de Fúria (&lt;em&gt;Falling Down&lt;/em&gt;, EUA/FRA, 1993 – 113 min.)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“A odisséia de um homem comum em guerra com o cotidiano... Um conto de realidade urbana.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em um dia quente de verão e preso num engarrafamento interminável, um homem, Bill Foster (Michael Douglas), de repente tem um estalo, sai do carro, abandona o veículo e começa a andar. Em seu caminho até a casa da ex-mulher Elizabeth (Barbara Hershey) onde terá uma festa de aniversário de sua filha, D-Fens terá que enfrentar diversos perigos, como gangues, um dono de loja nazista (Frederic Forrest), entre outras coisas. O problema é que, muito instável mentalmente e sem emprego ou família que o acolhe, Foster tende a reagir cada vez mais violentamente a esses aborrecimentos cotidianos, em uma Los Angeles efervescente com a tensão racial e uma onda de calor sem precedentes. Tamanha comoção chama a o olhar investigativo do detetive Prendergast (Robert Duvall), em seu último dia de trabalho antes da aposentadoria, que tentará deter Foster ao mesmo tempo em que acalma sua traumatizada esposa Amanda (Tuesday Weld).&lt;br /&gt;Filmado durante os tumultos raciais de 1992 na cidade de Los Angeles, “Um Dia de Fúria” é um petardo, com pouquíssima preocupação politicamente correta e flertando com a anarquia por vezes, tendo seu anti-herói vivido com brilhantismo por Michael Douglas. O ator teve a coragem de bancar um projeto polêmico e que estava sendo recusado por todos os grandes estúdios na época, justamente pelo potencial ofensivo e pelas circunstâncias históricas do momento.&lt;br /&gt;A jornada de D-Fens (apelido tirado da placa do carro do personagem, justamente um ex-funcionário da indústria bélica ou de defesa) através da cidade é memorável. O que a torna memorável é a banalidade e familiaridade das situações pelas quais o homem tem que passar, com a pressão da violência urbana (representada pela gangue que o aborda e terá um papel importante no restante da trama), a falta de perspectivas (com os pedintes e o homem que berra na porta do banco seu inconformismo com o descaso dos donos do dinheiro para com as pessoas comuns) e o preconceito (personificado em um ótimo desempenho de Frederic Forrest); a cena mais emblemática é, sem dúvida nenhuma, a ida de Foster a uma lanchonete de fast-food querendo tomar seu café da manhã, onde tem sua vontade recusada pelos funcionários do local em virtude de o pedido somente ser servido até 11:30 da manhã (e o protagonista pediu o que queria exatamente às 11:32). Nada mais irritante e nada mais assustador do que essa ditadura do tempo e das convenções sobre os seres humanos.&lt;br /&gt;O roteiro corajoso de Ebbe Roe Smith não esconde os defeitos de seu herói, nem cai na tentação de justificar suas ações violentas; limitando-se a mostrar os acontecimentos, o impacto de cada cena desce doendo pela goela do espectador, que ao mesmo tempo em que se identifica com as reações de D-Fens, fica incomodado com a força dessa identificação. Ninguém gosta de encarar suas próprias idiossincrasias e defeitos e o protagonista, mesmo exagerando para efeitos dramáticos, poderia ser qualquer um.&lt;br /&gt;Em um trabalho extremamente competente, Schumacher provavelmente realizou seu melhor filme da carreira, dando espaço para que o excelente elenco pudesse mostrar do que era capaz, destacando Douglas, claro, se despindo de sua considerável vaidade; Forrest, simplesmente detestável (isso é um elogio) e o veterano Duvall, mais uma vez perfeito como o alter ego do público e o bastião da moralidade e ética em um mundo que não precisa ou finge não precisar, dessa força nobre. A direção segura de Schumacher concorreu à Palma de Ouro em Cannes, em 1993.&lt;br /&gt;Um dos grandes filmes da década de 90, merece ser redescoberto. Sua mensagem, cínica e aterrorizante, está mais atual do que nunca, em nossos tempos bicudos de descontrole do crime organizado, impunidade e sensação geral de vale-tudo. Você tem certeza de que não teria um dia de fúria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Michael Douglas (William “D-Fens” Foster), Robert Duvall (Detetive Martin Prendergast), Barbara Hershey (Elisabeth Travino), Tuesday Weld (Amanda Prendergast), Rachel Ticotin (Detetive Sandra Torres), Frederic Forrest (Nick, Dono da Loja de Roupas), Lois Smith (Sra. Foster), Joey Hope Singer (Adele Foster-Travino), Ebbe Roe Smith (Homem na Estrada), Michael Paul Chan (Sr. Lee), Raymond J. Barry (Capitão Yardley), Agustin Rodriguez (Membro de Gangue #1), Eddie Frias (Membro de Gangue #2), Pat Romano (Membro de Gangue #3), Julio Scott Urena (Membro de Gangue #4), Deedee Pfeiffer (Sheila, Atendente do Whammyburguer), Brent Hinkley (Rick, Gerente do Whammyburguer), Vondie Curtis-Hall (Homem “Economicamente Inviável”), Jack Betts (Frank, o golfista), Al Mancini (Jim, o golfista), John Diehl (Pai no quintal), Amy Morton (Mãe no quintal), Abbey Barthel (Trina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Joel Schumacher; Roteiro: Ebbe Roe Smith; Produção: Timothy Harris, Arnold Kopelson e Herschel Weingrod; Co-produção: Stephen Brown, Nana Greenwald e Dan Kolsrud; Produtores Associados: William S. Beasley, Ebbe Roe Smith e John J. Tomko; Produção Executiva: Arnon Milchan; Trilha Sonora: James Newton Howard; Direção de Fotografia: Andrzej Bartkowiak; Montagem: Paul Hirsch; Seleção de Elenco: Marion Dougherty; Design de Produção: Barbara Ling; Direção de Arte: Larry Fulton; Cenografia: Cricket Rowland; Figurinos: Marlene Stewart; Maquiagem: Stephen Abrums, Lynda Gurasich e Tom Lucas; Som: Wayne Artman, Charles L. Campbell, Tom E. Dahl, Louis L. Edemann e Robert Schaper; Efeitos Sonoros: Mel Neiman; Efeitos Especiais: Matt Sweeney.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5739645878977036489?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5739645878977036489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5739645878977036489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5739645878977036489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5739645878977036489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/um-dia-de-fria.html' title='Um Dia de Fúria'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-1172605930081512283</id><published>2007-03-12T00:01:00.000-03:00</published><updated>2007-03-12T00:04:50.053-03:00</updated><title type='text'>Adrenalina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Adrenalina (&lt;em&gt;Crank&lt;/em&gt;, ING / USA, 2006 – 87 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Existem mil maneiras de subir a adrenalina. E hoje, ele precisará de cada uma delas.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chev Chelios (Jason Statham) é um assassino profissional, e dos bons. Depois de uma noite de trabalho, que envolveu o chefão da droga asiático Don Kim (Keone Young), Chev acorda se sentindo estranho. Indo até a sala, ele descobre que um rival seu, Verona (Jose Pablo Cantillo), o envenenou e que irá morrer aos poucos, com seu organismo parando de funcionar lentamente. A única forma de evitar isso é manter a adrenalina correndo e os batimentos cardíacos altos, para atrasar o efeito do veneno.&lt;br /&gt;Puto da vida, Chelios começa uma corrida contra o tempo para encontrar Verona, se vingar, descobrir quem poderia ter facilitado a vida para o rival e proteger sua doce namoradinha Eve (Amy Smart), com a ajuda do seu médico Miles (Dwight Yoakam). No caminho, ele vai fazendo de tudo para ficar bombando, desde cheirar cocaína e se entupir de bebidas energéticas até correr com seu carro e detonar tudo que vê pela frente.&lt;br /&gt;Um dos bons filmes de ação do ano passado, “Adrenalina” se destaca e fica acima da média por alguns fatores.&lt;br /&gt;Primeiro, a presença do ator Jason Statham. O inglês é um dos candidatos a assumir o trono deixado por Schwarzenegger e Stallone e consegue se manter no topo da lista. O astro tem características que deixam essa missão mais fácil: cara de mau, força física, auto-ironia, sensibilidade e grande senso de humor. Adicionado a isso tudo, Jason demonstra bem as emoções dos seus personagens (todos, supostamente, robôs de pancadaria e tiroteios), deixando mais interessantes suas reações. Especificamente em “Adrenalina”, seus diálogos com Eve, vivida com prazer por Amy Smart, são ridículos, pois fica óbvio que Chev está se controlando para não estapear a moça enquanto responde as perguntas e frases, algumas de uma inépcia sem par.&lt;br /&gt;Depois, um roteiro esperto e enxuto, que aproveita todo o carisma do seu astro para que engulamos muitas situações absurdas e divertidas. Nesse particular, destaque absoluto para o namoro entre Eve e Chev no bairro chinês, simplesmente de rolar de rir e quando o matador pega o táxi de um árabe para continuar em sua batalha pela vida, zoando sem dó com a paranóia de terrorismo que o Bushinho alimentou com tanto carinho para legitimar seu governo mais do que inepto. Além de situações inusitadas (a visitinha amiga no clube do traficante Orlando, com todos os asseclas e amigos por perto é um bom exemplo disso), os diálogos são impagáveis e bem encenados pelo elenco. E buscaram deixar um bem-vindo toque sacaninha à trama, que rendeu uma cena memorável em uma perseguição de carros e na já citada cena no bairro chinês. Como dose extra de interesse, os diretores preferiram apostar mais em stunts (cenas com dublês e efeitos mecânicos) do que em CGI (computação gráfica), deixando a coisa toda com um bom senso de urgência e mais realistas.&lt;br /&gt;Por último, temos uma boa estréia dos diretores Neveldine e Taylor, que não deixam o ritmo cair em nenhum momento, com boas tomadas usando efeitos óticos e POV (quando a câmera representa os olhos do personagens, recurso difícil de ser bem utilizado) e agitadas seqüências de ação de cair o queixo, como a perseguição do carrinho amarelo de Eve por dois grupos de capangas e o duelo final em um helicóptero. Para os fãs, chamo a atenção para a participação especial do cantor Chester Bennington, um dos vocalistas da banda "Linkin Park", como um funcionário de farmácia nada convencional.&lt;br /&gt;Em suma, um bom produto que não passa vergonha e não tem maiores pretensões, o filme vale a visita. Só não esperem nada mais do que uma hora e meia de diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Jason Statham (Chev Chelios), Amy Smart (Eve), Jose Pablo Cantillo (Verona), Efren Ramirez (Kaylo), Dwight Yoakam (Dr. Miles), Carlos Sanz (Carlito), Reno Wilson (Orlando), Edi Gathegi (Taxista Haitiano), Jay Xcala (Alex), Keone Young (Don Kim), Valarie Rae Miller (Chocolate), Yousuf Azami (Taxista Árabe), Chester Bennington (Farmacêutico Doidão), Toshi Toda (Negociante Japonês) e Ted Garcia (Repórter de TV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Mark Neveldine e Brian Taylor; Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor; Produção: Michael Davis, Gary Lucchesi, Tom Rosenberg, Skip Williamson e Richard Wright; Produção Executiva: Peter Block, Michael Paseornek, Eric Reid e David Scott Rubin; Trilha Sonora: Paul Haslinger; Direção de Fotografia: Adam Biddle; Montagem: Brian Berdan; Seleção de Elenco: Deborah Aquila, Mary Tricia Wood e Jennifer L. Smith; Design de Produção: Jerry Fleming; Direção de Arte: Chris Cornwell; Cenografia: Betty Berberian; Figurinos: Christopher Lawrence; Maquiagem: Elisabeth Fry e Kenneth Walker; Som: Ezra Dweck e Ken S. Polk; Efeitos Sonoros: William R. Dean, Bryan O. Watkins e Richard E. Yawn; Efeitos Especiais: Jon Dawe, Guy Himber e Matt Kutcher; Efeitos Visuais: Travis Baumann.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-1172605930081512283?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/1172605930081512283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=1172605930081512283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1172605930081512283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1172605930081512283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/adrenalina.html' title='Adrenalina'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5649232365188008356</id><published>2007-03-06T20:03:00.000-03:00</published><updated>2007-03-06T20:08:11.172-03:00</updated><title type='text'>Letra e Música</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Letra e Música (&lt;em&gt;Song &amp; Lyrics&lt;/em&gt;, EUA, 2007 – 104 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex Fletcher (Hugh Grant) é um cantor que teve seu auge na década de 80, com o grupo PoP; hoje, ele vive de sua antiga glória, animando festas de nostalgia,  e aparecendo em parques de diversões. Um dia, seu agente Chris (Brad Garrett, da série cômica “Everybody Loves Raymond”) chega com uma notícia bombástica: Cora Corman (Haley Bennett), uma das cantoras de maior sucesso da atualidade, quer que Alex componha uma canção para seu próximo CD. Só que o prazo é de apenas uma semana.&lt;br /&gt;Ciente de que é a sua chance de voltar ao antigo sucesso, Alex coloca mãos à obra; mas sua dificuldade de criar letras se manifesta de novo e ele fica num impasse. Até que uma moça meio doidinha e hipocondríaca, Sophie Fisher (Drew Barrymore), aparece para substituir a pessoa que cuida de suas plantas. E acontece que Sophie é uma letrista de mão cheia (ou de caneta cheia, sei lá). Os dois começam a trabalhar juntos, a ficar cada vez mais tempo juntos até que... Bem, dá para imaginar, certo?&lt;br /&gt;Excelente comédia romântica, que possui uma qualidade interessante e raramente vista no cinema hollywoodiano de hoje: os alvos da produção são os jovens adultos que estão beirando ou passaram um pouco dos 30 anos de idade. Não que os adolescentes ou com vinte e poucos anos não vão curtir; vão sim, pois romance é bom em qualquer idade. Só que os vinte e muitos e os trinta e poucos vão simplesmente adorar o filme. E por quê?&lt;br /&gt;Pela simples razão que essa faixa de idade foi adolescente na década de 80, famosa pelos grupos musicais com roupas absurdas, cabelos inacreditáveis, músicas com refrões grudentos e cheias de sintetizadores. Desde a hilariante cena de abertura, com um clip do maior sucesso do PoP, “PoP, Goes My Heart!” – com mullets, jaquetas de ombreiras espalhafatosas e a “interpretação” dos músicos, tendo ainda as danças com passinhos, reboladas e tudo mais – , passando por uma “homenagem” aos artistas que eram de uma banda e fizeram carreiras solo bem-sucedidas (o ex-parceiro de Alex, Colin – vivido por Scott Porter – tirando um sarro de Robbie Williams, por exemplo, que saiu da boy band  Take That e é um dos cantores mais famosos da Inglaterra, enquanto os outros membros sumiram do mapa), até a extremamente bem-humorada crítica ao estilo apelativo das cantoras de hoje, tudo traz um cheirinho de nostalgia bem-vindo e, porque não mencionar, atual.&lt;br /&gt;Personificadas em Cora Corman, vivida com garra pela gracinha Haley Bennett, o estilo cheio de danças sensuais e apelo aos baixos instintos propagado pelas bonitas, gostosas e super-produzidas (além de musicalmente nulas) Beyoncé, Christina Aguilera, Shakira, etc, etc e mais etc é satirizado com gosto pelo roteiro esperto de Marc Lawrence, com tiradas bacanas e retratos divertidos de como funciona o tal “show business” de hoje nos EUA, no que diz respeito ao universo musical. Um bom exemplo é a “melhorada” que Cora quis fazer na música romântica e fofinha criada por Sophie e Alex, numa cena de chorar de rir, só com as caras de espanto dos protagonistas.&lt;br /&gt;Como complemento, o diretor exigiu que os próprios atores cantassem e ninguém se saiu mal, com destaque para Haley, em seu primeiro filme, com uma voz linda e potente. Sem cair na tentação do torneio de gritos que é a música feminina dos EUA hoje em dia, ela canta de forma limpa e sem maneirismos. Se não conseguir manter a carreira de atriz, já tem garantido um lugar nas paradas.&lt;br /&gt;Ainda no elenco, o par central merece um parágrafo somente para eles. Hugh Grant está cada vez mais à vontade, ainda que no papel dele mesmo, atirando frases de efeito certeiras, irônicas e muito engraçadas (por exemplo: “Eu tenho uma ótima percepção. Só não uso comigo mesmo porque não tenho problemas.”; “Ei, meninas, estas calças estão muito apertadas?”) com uma química perfeita com Drew Barrymore, que demonstra com gosto todo seu talento e timing cômico, tanto para a comédia física quanto para duelos verbais com seu par.&lt;br /&gt;Méritos para o roteiro de Marc Lawrence, que ainda dirigiu e produziu o filme; o rapaz vem em uma clara evolução, desde suas primeiras incursões pelo gênero (“Miss Simpatia”, “Amor à Segunda Vista”), refinando seus diálogos e criando situações verossímeis e interessantes para seus personagens, que são tratados com carinho e desenvolvidos com cada vez mais apuro, tornando-os mais reais. Algo que traz o espectador para se envolver com a trama, sempre necessário para o sucesso de qualquer tipo de filme, ainda mais a comédia romântica, que eu sempre digo ser o tipo mais previsível e formulaico de todos. Quando a gente já sabe o que vai acontecer, a jornada até o final é que interessa; e “Letra e Música” nos guia por um caminho muito legal de se seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: Não saiam antes dos créditos se encerrarem, tem várias cenas com os personagens que explicam o que acontece depois, no estilo MTV (balõezinhos com frases dentro), que são simplesmente um barato. O filme é tão legal que rende risadas até depois que acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Hugh Grant (Alex Fletcher), Drew Barrymore (Sophie Fisher), Brad Garrett (Chris Riley), Kristen Johnson (Rhonda Fisher), Haley Bennett (Cora Corman), Adam Grupper (Gary Fisher), Jason Antoon (Greg Antonsky), Matthew Morrison (Ray), Aasif Mandvi (Khan), Campbell Scott (Sloan Cates), Billy Griffith (Derek), Scott Porter (Colin Thompson), Nicholas Bacon (PoP – Baixista), Andrew Wyatt (PoP – Guitarrista), Dan McMillan (PoP – Baterista), Jeremy Karson (Charlie Fisher), Emma Lesser (Lucy Fisher), Zak Orth (David Newbert – Executivo de TV), Brooke Tansley (Janice Stern – Executiva de TV) e Kathleen McNeeny (Gloria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Marc Lawrence; Roteiro: Marc Lawrence; Produção: Marc Lawrence; Co-produção: Scott Elias e Melissa Wells; Produção Executiva: Bruce Berman, Hal Gaba, Nancy Juvonen; Trilha Sonora: Adam Schlesinger; Direção de Fotografia: Xavier Perez Grobet; Montagem: Susan E. Morse; Seleção de Elenco: Ilene Starger; Design de Produção: Jane Musky; Direção de Arte: Patrícia Woodbridge; Cenografia: Ellen Christiansen; Figurinos: Susan Lyall; Maquiagem: LuAnn Claps e Bert Reo Anderson; Som: Robert Hein, Michael Barry, Andrew Kris e Robert Schaper; Efeitos Visuais: David Massachi e Eric J. Robertson. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5649232365188008356?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5649232365188008356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5649232365188008356&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5649232365188008356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5649232365188008356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/letra-e-msica.html' title='Letra e Música'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-475312378260238472</id><published>2007-03-06T20:00:00.000-03:00</published><updated>2007-03-06T20:03:22.903-03:00</updated><title type='text'>O Diabo Veste Prada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Diabo Veste Prada (&lt;em&gt;The Devil Wears Prada&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 109 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Inferno Usa Salto”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Andrea “Andy” Sachs (Anne Hathaway, de “Brokeback Mountain” e “Diário da Princesa”) é uma jovem jornalista, disposta a encarar a selva de Nova York para obter sucesso na profissão. Morando com Nate (Adrian Grenier, da série de TV “Entourage”), um chef de cozinha, na batalha como ela, Andy é só perseverança e confiança. Só que a cidade não perdoa os iniciantes e está difícil encontrar trabalho.&lt;br /&gt;Um dia, ela recebe uma ligação do RH da Elias-Coulter, uma das maiores editoras de revistas do país e recebe uma proposta para trabalhar na revista “Runway”, a bíblia da moda nos EUA e na Europa. A vaga é para servir como assistente de Miranda Priestley (Meryl Streep, em desempenho indicado ao Oscar e ganhador do Globo de Ouro em 2007), a temível e prestigiada editora-chefe.&lt;br /&gt;Miranda tem fama de devorar assistentes no café da manhã, com sua arrogância e nível elevadíssimo de exigência. Andy, acreditando que pode encarar essa megera, aceita o trabalho e começa a luta para equilibrar sua vida profissional e pessoal, mesmo não tendo a menor noção do que seja moda ou, ainda, se tem jeito para a coisa. Não vai ser fácil... Mas, com certeza, será muito divertido para nós, espectadores.&lt;br /&gt;Excelente adaptação do livro de sucesso com o mesmo nome, baseado nas experiências da autora como assistente pessoal da editora chefe da “Vogue” americana, a exigente e competente Anna Wintour, capaz de destruir carreiras de jovens e antigos estilistas com sua revista. O livro tem um tom mais venenoso, onde a autora procurou desabafar todas as suas frustrações ao trabalhar com um chefe impossível de agradar; o filme suavizou essa parcialidade, mas ainda assim tem uma das personagens mais desagradáveis que já apareceram em celulóide.&lt;br /&gt;Com uma composição fantástica de Streep, sem dúvida uma das maiores atrizes de todos os tempos, Miranda é tudo que amamos odiar: jamais levanta a voz, faz exigências absurdas o tempo todo, é competente até o último fio de cabelo e não parece capaz de uma palavra de incentivo ou simpatia. Porém, com o enfoque criado pela atriz, uma pitada de vulnerabilidade (em uma cena emblemática), humaniza esse demônio em forma de mulher e faz com que apreciemos seu talento único para mostrar o que é belo e novo para milhões de mulheres e homens em sua revista.&lt;br /&gt;Anne Hathaway faz bem o contraponto com Streep, não deixando que a colega muito mais experiente “roube” suas cenas juntas e se destacando ao dar verossimilhança às transformações de sua personagem, que ganha confiança e engenhosidade interessantes à medida que a trama se desenrola, além de uma beleza estonteante. Outros destaques do elenco são Emily Blunt como a sarcástica Emily; Gisele Bundchen fazendo boa figura como uma das moças que trabalham na revista e Stanley Tucci, perfeito como o diretor de arte Nigel. No lado negativo, uma atuação preguiçosa de Grenier como Nate quase faz com que a gente torça pelo personagem raso e canalha de Simon Baker, um jornalista e escritor famoso que está de olho em Andy.&lt;br /&gt;O diretor, David Frankel, é egresso da série de TV “Sex and The City” (está mais do que acostumado com esse universo de plumas e paetês) e faz com competência seu trabalho, dirigindo seus atores com mão firme e mostrando planos e movimentos de câmera fluidos e elegantes (usando bem os ângulos baixos), encadeando com graça uma narrativa que poderia ficar chata, se não fossem bem orquestrados, já que o que a mocinha sofre com a chefe é uma coisa.&lt;br /&gt;Destaco a primeira vez que Andy chega ao trabalho depois de uma mãozinha de Nigel; o que eu chamo de “discurso do suéter azul”; a presença de Harry Potter (pode acreditar) e a conversa final entre Miranda e Andy, no carro em Paris.&lt;br /&gt;Méritos também para o bom roteiro de Aline McKenna, que fez a opção correta de ignorar os ressentimentos e focar no crescimento pessoal e profissional de Andy, além de nos levar para um tour bem bacana pelos bastidores da indústria da moda, com os egos inflados e desastres controlados que acontecem nesse meio. E, o que é melhor, os diálogos são impagáveis, principalmente com Tucci e Streep.&lt;br /&gt;Contando ainda com figurinos inspiradíssimos de Patricia Field (que também trabalhou em “Sex and The City”), indicados ao Oscar, o filme é uma comédia dramática de respeito e muito glamour. Vale o programa, com toda a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Meryl Streep (Miranda Priestley), Anne Hathaway (Andy Sachs), Emily Blunt (Emily), Stanley Tucci (Nigel), Simon Baker (Christian Thompson), Adrian Grenier (Nate), Tracie Thomas (Lily), Rich Sommer (Doug), Daniel Sunjata (James Holt), David Marshall Grant (Richard Sachs), James Naughton (Stephen), Tibor Feldman (Irv Ravitz), Gisele Bundchen (Serena), Stephanie Szostak (Jacqueline Follet), Eric Seltzer (Roy), Taylor Treadwell (Nova Assistente). Com as participações especiais de Heidi Klum e Valentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: David Frankel; Roteiro: Aline Brosh McKenna, baseado no livro “O Diabo Veste Prada”, de Lauren Weisberger; Produção: Wendy Finerman; Produção Executiva: John Bernard, Joe Caracciolo Jr. e Karen Rosenfelt; Trilha Sonora: Theodore Shapiro; Direção de Fotografia: Florian Ballhaus; Montagem: Mark Livolsi; Seleção de Elenco: Ellen Lewis; Design de Produção: Jess Gonchor; Direção de Arte: Tom Warren; Cenografia: Lydia Marks; Figurinos: Patricia Field; Maquiagem: Angel de Angelis e Nicki Ledermann; Som: Tom Fleischman, Nicholas Renbeck e Paul Urmson; Efeitos Sonoros: Wyatt Sprague e Allan Zaleski; Efeitos Visuais: Randall Balsmeyer, Edson Williams e Ryan Zuttermeister.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-475312378260238472?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/475312378260238472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=475312378260238472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/475312378260238472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/475312378260238472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/03/o-diabo-veste-prada.html' title='O Diabo Veste Prada'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6937822882438576934</id><published>2007-02-28T00:12:00.000-03:00</published><updated>2007-02-28T00:15:58.637-03:00</updated><title type='text'>O Jardineiro Fiel</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Jardineiro Fiel (&lt;em&gt;The Constant Gardener&lt;/em&gt;, GER/ENG, 2005 – 129 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Amor. A Qualquer Custo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justin (Ralph Fiennes) é um diplomata britânico de segundo escalão, cuja família tradicionalmente serve à Coroa no Foreign Office (equivalente inglês do nosso Ministério das Relações Exteriores). Tessa (Rachel Weisz) é uma ativista inglesa que luta contra a exploração dos povos do terceiro mundo pelos poderosos. Em uma palestra dada por Justin na ONU, no lugar de seu chefe Bernard (Bill Nighy), Tessa se levanta e começa a despejar perguntas e questionamentos ao aturdido diplomata; os dois, depois de um momento constrangido onde um pede desculpas ao outro, se apaixonam e se casam.&lt;br /&gt;Justin é então enviado para Quênia, para trabalhar no Alto Comissariado Britânico na região e Tessa vai com ele; lá, ela se aproxima de um participante dos Médicos Sem Fronteiras, Arnold (Hubert Koundé) e ambos começam uma investigação sobre os procedimentos escusos utilizados por poderosas indústrias farmacêuticas que testam novos medicamentos em Nairóbi, levantando muitas sobrancelhas e chamando a atenção das pessoas erradas (ou certas). Após uma tragédia, o contido e controlado Justin leva adiante o trabalho de sua esposa, se envolvendo cada vez mais com os problemas e mazelas da área, para chamar a atenção do mundo sobre os procedimentos que estão sendo usados na população. Os mesmos olhos que observaram sua esposa agora estão sobre ele, que corre contra o tempo para conseguir recuperar e divulgar o relatório feito por Tessa e Arnold.&lt;br /&gt;Excelente filme, estréia de Meirelles no comando de uma produção internacional depois do sucesso de “Cidade de Deus” e que aproveita muito bem a força da história do especialista em thrillers de espionagem e suspense John Le Carré (autor também de “O Espião que Saiu do Frio” e “O Alfaiate do Panamá”). O diretor brasileiro foi fundamental para dar o tom de veracidade e urgência necessárias para a denúncia, adaptada com brilho por Jeffrey Caine.&lt;br /&gt;A mão, e o olhar do diretor, se fazem sentir em cada tomada, com sua preferência pela câmera na mão (parece que estamos por trás do ombro dos personagens, sofrendo e rindo com eles; em algumas cenas, a imagem treme em um efeito cuidadosamente calculado); ângulos incômodos, inusitados (frequentemente, somente partes do corpo e rosto dos atores aparecem na tela, ampliando a sensação de sufocamento) e sem disfarçar a extrema pobreza das locações, todas realizadas nas favelas da capital do Quênia, Nairóbi. Aliás, filmar no próprio local onde se passa o livro foi uma batalha pessoal de Meirelles, que teimou com todos os produtores para que estes aceitassem fazer a produção lá; a preferência recaía na África do Sul, que dava muito mais suporte para um filme tão grande como esse. Ainda bem que a queda de braço foi favorável aos desejos do brasileiro.&lt;br /&gt;A sensação de realidade permeia cada fotograma, notavelmente fotografados pelo também brasileiro César Charlone, que optou por tons extremamente granulados (que dão aquela impressão de filme “velho”) e com cores fortes, pelo menos no início; depois, gradativamente e à medida que Justin vaga pela Europa em busca das informações e das pessoas que podem lhe dar a chance de cumprir a missão de Tessa, a palheta de cores fica cada vez mais sombria e azulada até o retorno à África. Temos ainda uma montagem muito inventiva, que soube ajudar a opção de contar a trama através de flashbacks no primeiro ato e metade do segundo, fluindo bem para a linearidade até o final, bastante tensa e interessante, com lindas e tristes paisagens de fundo da África.&lt;br /&gt;Agora, tenho que falar do elenco. O par central está ótimo, escudado por um excelente grupo de veteranos do teatro e cinema inglês, destacando aí: Bill Nighy como o peçonhento Sir Bernard; Danny Huston como o solícito Sandy; Donald Sumpter, ótimo como o “James Bond” local; além de, é claro, a atuação apaixonada de Pete Postlethwaite como o doutor Lorbeer, sedento de redenção e a boa participação de Richard McCabe como o irmão atrapalhado e amoroso, sem perder a tenacidade, de Tessa.&lt;br /&gt;Não posso deixar de dedicar algumas linhas especialmente para Ralph Fiennes e Rachel Weisz. Ambos carregam o filme nas costas; Fiennes, em especial, comprova sua incrível qualidade com seu retrato do inglês cheio de auto-controle e que fica fascinado com o fogo de sua esposa, desconhecido totalmente para ele. Até que se vê obrigado a assumir a luta em lugar dela. A paixão do personagem pela jardinagem (vem daí o título do filme) não passava de uma máscara para que suas emoções ficassem sob a superfície; a lenta aceitação dos fatos é facilmente perceptível graças ao talento enorme do ator, que fala mais com sua expressão facial e seus olhos do que Eddie Murphy. Quando Quayle, seu personagem, se entrega totalmente ao pesar e à dor, afinal, fica difícil segurar as lágrimas.&lt;br /&gt;Já Weisz, (escolhida pessoalmente por Meirelles depois de um longo processo, onde até mesmo Drew Barrymore entrou nos testes) se doa por inteiro à sua personagem, interpretada com muita garra e charme pela inglesa; o que lhe valeu o Globo de Ouro e o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante. Ela puxa o espectador para sua causa com muita naturalidade e ficamos torcendo muito para que tudo dê certo.&lt;br /&gt;“O Jardineiro Fiel” é um filme político até a medula, com a vantagem de não ser chato e panfletário; uma tentação grande em qualquer outra mão que não a de Meirelles, que soube com inteligência dosar a denúncia com uma linda história de amor, merecedora de quatro indicações ao Oscar (Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Adaptado) e três para o Globo de Ouro (Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Diretor e Melhor Filme/Drama) em 2006.&lt;br /&gt;A preocupação social sincera dos realizadores, e o respeito à comunidade que os acolheu trouxe frutos para as favelas de Nairóbi; um Fundo internacional foi criado para auxiliar nas melhorias, construíram uma ponte, escolas e açudes.&lt;br /&gt;Falando ainda de responsabilidade social, o ator Pete Postlethwaite usou, durante suas cenas no deserto, um boné com o símbolo de uma das mais atuantes organizações sem fins lucrativos dos EUA, a Human Rights Campaign, focada em auxiliar a integração entre as pessoas sem discriminação de orientação sexual ou gênero. Isso é que é marketing do bem, certo?&lt;br /&gt;Em resumo, este filme é tudo que “Diamante de Sangue” quis imitar e não conseguiu; deviam ter chamado o Meirelles... Hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Ralph Fiennes (Justin Quayle), Rachel Weisz (Tessa Quayle), Hubert Koundé (Arnold Bluhm), Danny Huston (Sandy Woodrow), Daniele Harford (Miriam), Bill Nighy (Sir Bernard Pellegrin), Keith Pearson (Porter Coleridge), John Simi-Okumu (Dr. Joshua Ngaba), Donald Sumpter (Tim Donohue), Archie Panjabi (Ghita Pearson), Nick Reding (Crick), Gerard McSorley (Sir Kenneth “Kenny” Curtiss), Juliet Aubrey (Gloria Woodrow), Jacqueline Maribe (Wanza Kiluhu), Donald Apiyo (Kioko Kiluhu), Pete Postlethwaite (Dr. Lorbeer / Dr. Brandt), Samuel Otage (Mustafa), Anneke Kim Surnau (Birgit), Richard McCabe (Arthur “Ham” Hammond), Rupert Simonian (Guido Hammond), Teresa Harder (Secretária de Birgit).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Fernando Meirelles; Roteiro: Jeffrey Caine, baseado no livro de John Le Carré; Produção: Simon Channing-Williams; Co-produção: Henning Molfenter, Thierry Potok  e Tracey Seaward; Produção Executiva: Jeff Abberley, Julia Blackman, Gail Egan, Robert Jones e Donald Ranvaud; Trilha Sonora: Alberto Iglesias; Direção de Fotografia: César Charlone; Montagem: Claire Simpson; Seleção de Elenco: Leo Davis; Design de Produção: Mark Tildesley; Direção de Arte: Chris Lowe, Christian Schaefer e Denis Schnegg; Cenografia: Michelle Day e Alexis Labra; Figurinos: Odile Dicks-Mireaux; Maquiagem: Christine Blundell, Lesa Warrener e Gillianne Obaso; Efeitos de Maquiagem: Paul McGuinness; Som: Joakim Sundstrom, Sven Taits e Mike Prestwood Smith; Efeitos Sonoros: Nick Adams e Jennie Evans; Efeitos Especiais: Cordell McQueen e Robert Yeager; Efeitos Visuais: James Clarke, Adrian De Wet e Charles Howell.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6937822882438576934?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6937822882438576934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6937822882438576934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6937822882438576934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6937822882438576934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/o-jardineiro-fiel.html' title='O Jardineiro Fiel'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-1053144587338120927</id><published>2007-02-27T00:15:00.000-03:00</published><updated>2007-02-27T00:17:54.359-03:00</updated><title type='text'>Xeque Mate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Xeque-Mate (&lt;em&gt;Lucky Number Slevin&lt;/em&gt;, EUA/GER, 2006 – 108 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Lugar Errado. A Hora Errada. A Jogada Errada.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slevin (Josh Hartnett) acaba de chegar à cidade, depois de alguns percalços da vida, convidado por um amigo de colégio, Nick Fisher (Sam Jaeger). Só que, antes ainda de dizer “oi” para o cara, é assaltado e descobre que não tem uma viva alma no apartamento. De repente, depois de tomar um banho, o local é invadido pela vizinha hiperativa Lindsey (Lucy Liu), amiga de Nick, que quer uma xícara de açúcar. Eles conversam e coisa e tal, pinta um clima... E ela sai correndo direto pro trabalho.&lt;br /&gt;Ainda meio tonto, Slevin recebe a visita de Elvis (Dorian Missick) e Sloe (Mykelti Williamson, impagável), que o levam para falar com O Chefe (Morgan Freeman): sob a impressão de ele é Nick Fisher, encomenda o assassinato de Yitzchok (Michael Rubenfeld) para pagamento de uma dívida; o alvo de Slevin é filho do outro chefe do crime na cidade, chamado O Rabino (Sir Ben Kingsley). De volta para o apartamento, Slevin agora é visitado por dois homens que o levam para conversar com O Rabino, que, também achando que ele é Nick Fisher, encomenda o assassinato do Chefe, sem dar chance de recusa, também por causa de uma dívida.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, Slevin fica sob observação de um policial muito nervoso chamado Brikowski (Stanley Tucci, mais pilhado do que nunca), que quer saber que diabos ele está fazendo envolvido com os dois chefes do crime da cidade. E ainda tem que se preocupar com a perseguição de um assassino profissional infalível, Sr. Goodkat, que parece odiá-lo.&lt;br /&gt;No meio dessa confusão toda, o rapaz tem que achar um jeito de se safar e manter a própria cabeça bem segurinha sobre os ombros.&lt;br /&gt;Bom filme policial, com ótimos diálogos e situações inusitadas. O grande barato é uma condição que o roteirista inventou para o protagonista, que “sofre” de ataraxia, ou seja, incapacidade de ficar perturbado ou ansioso diante de qualquer situação que se apresente; assim, Slevin, sempre reage com a maior calma e irreverência aos encontros com os assustadores chefões do crime, o que torna a trama muito divertida. Os criminosos simplesmente não conseguem entender qual é a dele e isso leva a conversas muito interessantes e afiadas como navalha.&lt;br /&gt;O talento dos atores envolvidos deixa tudo melhor ainda. Morgan Freeman (de “Seven” e “Um Sonho de Liberdade”) e Sir Ben Kingsley (de “Gandhi” e “A Morte e A Donzela”), ambos veteranos e oscarizados, estão obviamente se divertindo horrores com a confusão legal armada pelo roteiro do estreante Jason Smilovic; Josh Hartnett não se deixa intimidar pelos colegas mais experientes e tem uma ótima atuação como Slevin, (bem) acompanhado ainda de Bruce Willis, muito à vontade como o assassino Goodkat e Lucy Liu, simplesmente adorável como a esperta e falastrona Lindsey. Adicione ao restante boas reviravoltas imprevisíveis e está pronta a receita de um filme moderno e inventivo.&lt;br /&gt;O diretor McGuigan segura bem a peteca, dando vida aos malucos de Smilovic com maestria e calma, levando a narrativa com competência e fluidez, procurando não se intrometer no desenvolvimento do seu time de atores e da história. Ele inventa ainda boas tomadas, com ângulos inusitados de câmera e uma montagem bem interessante de Andrew Hulme, que se esmerou na ligação de uma cena com outra utilizando objetos de cena, móveis e pedaços de diálogos.&lt;br /&gt;A direção de arte aposta em um visual retrô e setentista, com muito dourado, preto e cores fortes e temos uma boa trilha sonora de petardos funkeados.&lt;br /&gt;Cenas de destaque: o primeiro encontro entre Lindsey e Slevin; a conversa com os capangas do Chefe no carro; Goodkat no aeroporto e é claro, o show de interpretação dos chefões no final inesperado.&lt;br /&gt;Uma boa surpresa, quando eu peguei, não dava nada pelo filme. Mas o estilo e a história bacana conquistam a gente. Pode apostar que vale cada centavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: Ataraxia não é uma doença; na verdade, é um conjunto filosófico elaborada por Epicuro, pensador grego do século III a.C, que pregava a serenidade e paz diante dos percalços da vida, visando a manutenção do bem-estar e da saúde mental, sem se dar a excessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Josh Hartnett (Slevin), Lucy Liu (Lindsey), Bruce Willis (Sr. Goodkat), Morgan Freeman (O Chefe), Sir Ben Kingsley (O Rabino), Michael Rubenfeld (Yitzchok), Stanley Tucci (Brikowski), Peter Outbridge (Dumbrowski), Kevin Chamberlin (Marty), Dorian Missick (Elvis), Mykelti Williamson (Sloe), Scott Gibson (Max), Daniel Kash (Guarda-Costas Mossad #1), Dmitry Chepovetsky (Guarda-Costas Mossad #2), Sam Jaeger (Nick Fisher), Danny Aiello (Roth), Oliver Davis (Henry), Corey Stoll (Saul), Howard Jerome (Abe), J.D. Jackson (Assaltante), Robert Forster (Murphy), Bernard Kay (Morty), Darren Marsman (Slim Hopkins), Gerry Mendicino (Benny Begin), Diego Klatenhoff (Ginger), Rick Bramucci (Capanga), Rami Posner (O Mudo) e Steve Lucescu (Capanga Grande).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Paul McGuigan; Roteiro: Jason Smilovic; Produção: Christopher Eberts, Andréas Grosch, Kia Jam, Robert Kravis, Tyler Mitchell, Anthony Rhulen e Chris Roberts; Co-produção: Charles Jude Freuer; Produção Executiva: Jane Barclay, Don Carmody, A.J. Dix, Sharon Harel, Eli Klein, Andréas Schmid e William Shively; Co-produção Executiva: Hannah Leader; Trilha Sonora: Joshua Ralph; Direção de Fotografia: Peter Sova; Montagem: Andrew Hulme; Seleção de Elenco: Deborah Áquila e Mary Tricia Wood; Design de Produção: François Séguin; Direção de Arte: Pierre Perrault e Colombe Raby; Cenografia: Suzanne Cloutier e Normand Robitaille; Figurinos: Odette Gadoury; Maquiagem: LuAnn Claps, Angel de Angelis, Carol Hartwick, Colleen Quinton, Rina Rizzi e Deborah Williams; Efeitos de Maquiagem: C.J. Goldman e Adrien Morot; Som: Paula Fairfield, Todd Beckett, Keih Elliott e Mark Zsifkovits; Efeitos Sonoros: Carla Murray e Nathan Robitaille; Efeitos Especiais: Louis Craig e Jacques Langlois; Efeitos Visuais: Kyle Menzies, Eric J. Robertson e Tara Tucker-Matheson.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-1053144587338120927?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/1053144587338120927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=1053144587338120927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1053144587338120927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1053144587338120927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/xeque-mate.html' title='Xeque Mate'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5044839512680981079</id><published>2007-02-26T01:23:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T01:36:20.649-03:00</updated><title type='text'>Muito Gelo e Dois Dedos D'Água</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muito Gelo e Dois Dedos D’Água (&lt;em&gt;Lots of Ice and a Little Bit of Water&lt;/em&gt;, BRA, 2006 – 96 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Um filme para toda a família. Ou quase toda.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Roberta (Ximenes) e Suzana (Duarte) são irmãs que decidem pegar a avó rabugenta (Laura Cardoso), que costumava levar as duas para a casa de praia e atormentá-las com toda a sorte de maldades (como obrigar as meninas a tomar sol até queimar, escovar o cabelo, tirar as cutículas, depilar a virilha e até mesmo testar a virgindade – seja lá o que isso for) e frases sarcásticas e desrespeitosas perfeitas para destroçar a auto-estima de meninas, para fazê-la passar pela mesma coisa.&lt;br /&gt;Antes de saírem, Roberta vai até um bar e causa uma confusão envolvendo um advogado pacato e caretinha, Renato (Paes Leme) que acaba acompanhando a dupla, sem saber da velha no porta-malas. Nesse meio tempo, o marido de Suzana, Francisco (Thiago Lacerda) percebe que a esposa pegou alguns medicamentos de seu estoque particular – ele é médico – e sai atrás dela, se envolvendo em confusões com a polícia pelo seu jeito desastrado.&lt;br /&gt;Filme interessante, por ser de um tipo pouco explorado pelo nosso cinema que é o da comédia de humor negro. O diretor Daniel Filho experimentou algumas coisas diferentes, como o uso de efeitos visuais e uma boa animação com a mesma técnica de “Waking Life”, que consiste em animar os fotogramas, ou seja, as cores e traços animados vão por cima da cena filmada. Os resultados, embora distantes dos alcançados fora do Brasil, cinematograficamente (ainda parecem um pouco falsos), demonstram uma guinada saudável para refinar a técnica brasileira de efeitos visuais, que sempre foi uma das melhores do mundo e muito pouco utilizada pelo nosso cinema.&lt;br /&gt;A trilha sonora é muito legal, com diversas canções clássicas do trash anos 80 como “O Amor e o Poder” de Rosana e “Lindo Balão Azul”, do Balão Mágico, substituindo a trilha incidental e a montagem de Felipe Lacerda faz bom uso das telas duplas e procura fazer as transições sem cortes abruptos, mesmo com as muitas tomadas de animação e efeitos visuais (não sem erros, mas fazer o quê; muitos deles são culpa do diretor, que enquadrou mal alguns planos e colocou cabeças e até bundas na frente dos atores).&lt;br /&gt;Quanto ao elenco, a dupla principal mostra todo seu carisma e beleza para tornar suas personagens meio doidas mais adoráveis. Duarte, principalmente, está mais à vontade no papel e usa bem sua beleza e simpatia; Ximenes, por outro lado, é prejudicada pelo roteiro com características nada simpáticas e uma aparência esquisita que ela, felizmente, conseguiu superar e teve uma atuação cativante. Laura Cardoso dá o habitual show de competência, como a megera fã da ditadura.&lt;br /&gt;Outra coisa que eu apreciei foram duas cenas em particular: quando a vó foge do carro, a homenagem mambembe a “Lost” com os barulhos na floresta foi legal e a presença de Hannibal “O Canibal” Lecter no finalzinho foi de chorar de rir.&lt;br /&gt;Agora, a pior (ou melhor) parte: os defeitos.&lt;br /&gt;Uma comédia de humor negro é totalmente dependente da qualidade dos diálogos e das situações. E é justamente aí que a bomba estoura. O roteiro sofre com personagens rasos e premissas absurdas, além de ter vários diálogos ridículos. Nem parece escrito pelo casal responsável pelo delicioso seriado “Os Normais”. Os problemas das protagonistas não trazem aquele peso necessário para entender como Roberta ficou tão disfuncional e esquisitinha; parecem mais crianças mimadas que querem se vingar do lobo mau. E tem uma brincadeira idiota no começo com aqueles pedidos para desligar celular e não fumar que somente irrita e não é um bom jeito de fisgar o espectador, em adição a brincadeiras de mau-gosto com a memória de heróis nacionais (embora a ousadia renda sorrisos. Ah, tá beleza, respeito é bom, mas nem sempre). E Daniel Filho dá escorregadelas enormes, logo ele que é talentoso e importante na história do cinema e da TV nacionais, posicionando mal a câmera e abusando da paciência do espectador com uma preguiçosa direção de atores, deixando Ângelo Paes Leme e Thiago Lacerda, menos dotados de talento, sem pai nem mãe. Como última alfinetada, a mania de colocar os olhos de desenho animado na véia, quando tomava uma injeção de calmante, foi chata de doer, além de destoar do tom do filme.&lt;br /&gt;Agora que meu lado racional já falou, eu digo que gostei pacas, me diverti como numa produção dos Trapalhões dos bons tempos, fui envolvido, reconheço. Recomendo, mas aviso: tem que embarcar na proposta do filme para curtir totalmente. Senão, dá vontade de tirar o DVD em menos de dez minutos.&lt;br /&gt;E, para terminar: “Emílio, que homem. Gaúcho!”. Rá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Mariana Ximenes (Roberta), Paloma Duarte (Suzana Pecegueiro), Angelo Paes Leme (Renato), Thiago Lacerda (Francisco Pecegueiro), Laura Cardoso (Dona Judite – Vovó), Aírton Graça (Recruta Nelson), Carla Daniel (Cleusa), Matheus Costa (Thiago), Chico de Assis (Recruta Souza) e Beto Bellini (Agente Federal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Daniel Filho; Roteiro: Alexandre Machado e Fernanda Young; Produção: Daniel Filho; Produção Executiva: Iafa Britz; Trilha Sonora: Guto Graça Melo; Direção de Fotografia: Nonato Estrela; Montagem: Felipe Lacerda; Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto; Seleção de Elenco: Ruy Brito; Maquiagem: Wilson Eliodoro, Gilbert Moraes e Anselmo Saf; Figurinos: Marília Carneiro; Som: Ney Fernandes, Cláudio Valdetero e Branko Neskov; Efeitos Sonoros: Simone Petrillo; Efeitos Visuais: Marcelo Siqueira, Robson Sertori, Emerson Bonadio e Rodrigo Aben-Athar; Supervisor de Animação: Daniel Og; Créditos Iniciais: Rogério Costa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5044839512680981079?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5044839512680981079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5044839512680981079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5044839512680981079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5044839512680981079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/muito-gelo-e-dois-dedos-dgua.html' title='Muito Gelo e Dois Dedos D&apos;Água'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8606757279582156610</id><published>2007-02-23T23:57:00.000-02:00</published><updated>2007-02-23T23:59:59.071-02:00</updated><title type='text'>A Casa do Lago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Casa do Lago (&lt;em&gt;The Lake House / Il Mare / The Sea&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 105 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Como você se envolve com alguém que nunca viu?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex Wyler (Keanu Reeves) é um arquiteto que decidiu fugir um pouco da sombra de seu pai, Simon (Christopher Plummer), um expoente da mesma especialidade e hoje trabalha como coordenador de um conjunto de condomínios residenciais; apesar de morar em uma casa construída e desenhada por Simon, onde a família Wyler morou por muitos anos, localizada em um lago. Um belo dia, ele abre a caixa de correio e encontra uma carta de autoria de Kate Forster (Sandra Bullock), uma médica tristinha que mora em Chicago e utiliza ou utilizou a casa do lago como refúgio de sua vida atribulada.&lt;br /&gt;Alex acha muito estranho o que está escrito na carta, pois ela cita marcas de patas de cachorro e uma caixa no sótão; e não tem nada disso na casa.&lt;br /&gt;Aos poucos, eles descobrem que, na verdade, Kate utiliza a casa em 2006 e Alex em 2004. De alguma maneira, a caixa de correio da frente da casa do lago permite que eles troquem mensagens entre si, mesmo a dois anos de distância; e, assim, eles escrevem cartas cada vez mais íntimas e se apaixonam um pelo outro. Gradativamente verificamos os acontecimentos nas vidas de cada um e como elas se entrelaçam até que o esperado encontro aconteça, superando obstáculos e tragédias.&lt;br /&gt;Primeiro filme americano do premiado diretor argentino Agresti (de “Valentin” e “Um Mundo Menos Pior”), aposta na reunião da dupla romântica do filme de ação “Velocidade Máxima”, quase doze anos depois. Reeves e Bullock, mais maduros e competentes como atores, seguram bem a trama convencional e sem grandes novidades, como todo filme romântico hollywoodiano, embora seja um remake do ótimo filme coreano “Il Mare”.&lt;br /&gt;O detalhe que retira o argumento da vala comum é a idéia muito original de amantes separados pelo tempo, com uma ligação singela através de algo tão charmoso quanto anacrônico em nossos tempos de comunicação digital que é o bilhete, a nota, a carta; com teor muito bacana e fofinho entre os enamorados e os pequenos detalhes que demonstram a passagem de tempo e os cruzamentos entre eles antes que viessem a se conhecer através da caixa de correio.&lt;br /&gt;De resto, temos uma ótima atriz como Shoreh Agdashloo desperdiçada em um papel sem muito senso e mera escada para algumas cenas de interesse da história; Christopher Plummer tentando dar um pouco de brilho a um personagem apagado. Tirando os personagens principais, nenhum outro tem um desenvolvimento maior e somente servem para empurrar a trama para a frente, com diálogos empobrecidos e deslocados.&lt;br /&gt;De tudo acima, deu para perceber que o principal problema é o roteiro muito esquemático e sem brilho, que tirou muito da poesia do original e deixou o talentoso diretor sem muito com que trabalhar, embora seus esforços e experiência com histórias humanas e intimistas salvem algumas passagens, que chegam a ser brilhantes. Como exemplo, a cena onde Alex planta uma árvore; a estação de trem e o encontro de Alex com Kate na casa de Morgan (papel de Dylan Walsh, da série de TV “Nip/Tuck”).&lt;br /&gt;Nos aspectos técnicos, apreciei especialmente a bela fotografia, muito bem realizada com cores vibrantes e um ótimo uso de luz natural para reforçar estados de espírito, em uma boa sacada; e a montagem, utilizando com graça telas duplas (sempre meu favorito, adoro isso) e concatenação de frases entre a dupla central, em um jogo interessante de um período para o outro.&lt;br /&gt;No geral, é mesmo um “filme de menina” ou &lt;em&gt;chick flick&lt;/em&gt;, com muitas cenas de romance, um chorinho aqui e ali e final feliz. Passa vergonha diante do original, um estudo sobre o isolamento e o amor, mas passa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Keanu Reeves (Alex Wyler), Sandra Bullock (Kate Forster), Shoreh Aghdashloo (Anna Klyczynski), Christopher Plummer (Simon Wyler), Ebon Moss-Bachrach (Henry Wyler), Willeke van Ammelrooy (Mãe de Kate), Dylan Walsh (Morgan), Lynn Collins (Mona), Mike Bacarella (Mulhern), Cynthia Kaye McWilliams (Vanessa), Índia Neilan (Hostess), Nora Newborough (Marjorie), Jason Wells (Costello), Jacqueline Williams (Madhvi Patel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Alejandro Agresti; Roteiro: David Auburn, baseado no roteiro do filme “Siworae – Il Mare”, de Eun Jeong Kim e Ji Na Yeo, de 2000; Produção: Doug Davison e Roy Lee; Co-produção: Sonny Mallhi; Produção Executiva: Bruce Berman, Robert Kirby, Mary McLaglen, Geoff Shaevitz, Greg Silverman e Erwin Stoff; Trilha Sonora: Rachel Portman; Direção de Fotografia: Alar Kivilo; Montagem: Alejandro Brodersohn e Lynzee Klingman; Seleção de Elenco: Denise Chamian e Claire Simon; Design de Produção:Nathan Crowley; Direção de Arte: Kevin Kavanaugh e Shane Valentino; Cenografia: Meg Everist; Figurinos: Deena Appel; Maquiagem: Dominic Mango e Suzi Ostos; Som: Frank Gaeta, Ron Bartlett, David E. Campbell, John T. Reitz, Gregg Rudloff e Elliott Tyson; Efeitos Sonoros: Rickley W. Dumm; Efeitos Especiais: John D. Milinac e Dieter Sturm; Efeitos Visuais: Jeremy Burns, Jason Piccioni e Chris B. Schnitzer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8606757279582156610?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8606757279582156610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8606757279582156610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8606757279582156610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8606757279582156610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/casa-do-lago.html' title='A Casa do Lago'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-1119577931783464235</id><published>2007-02-19T23:28:00.000-02:00</published><updated>2007-02-19T23:31:55.636-02:00</updated><title type='text'>Zuzu Angel</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Zuzu Angel (&lt;em&gt;Zuzu Angel&lt;/em&gt;, BRA, 2006 – 108 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Seu amor de mãe foi além de todos os limites.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em meio à ditadura militar, mais precisamente no período em o Brasil foi governado por Médici (onde os militares mais abusaram da tortura e das perseguições políticas em qualquer mandato exercido), a estilista brasileira Zuzu Angel (Patrícia Pillar) luta uma batalha inglória contra o sistema para localizar e enterrar o corpo do seu filho, Stuart Angel (Daniel de Oliveira), torturado e assassinado nos porões da sede da Aeronáutica.&lt;br /&gt;Utilizando todas as armas ao seu alcance, como divulgação de depoimentos, desfiles internacionais, contatos influentes e artistas, Zuzu sente cada vez mais o cerco se fechar sobre si, até um misterioso acidente de carro, fatal, na saída do túnel de Copacabana colocar um ponto, aparentemente, final na sua cruzada por justiça.&lt;br /&gt;Estribada em ótima atuação de Pillar, “Zuzu Angel” é um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos, que padeceu com a crônica incapacidade da nossa produção de atrair público aos cinemas e passou praticamente despercebido por nossas salas, mesmo contando ainda com uma ótima trilha sonora, com participação do onipresente Chico Buarque e que compôs a belíssima canção “Angélica” justamente para a personagem-título em mais uma pitada de história.&lt;br /&gt;Com aspectos técnicos impecáveis, a começar pela boa fotografia de Pedro Farkas (utilizando com maestria a luz natural dos ambientes para destacar a personagem principal e suas reações emocionais), passando pela direção de arte e figurinos até o uso inteligente de som e efeitos sonoros para pontuar passagens da narrativa além do competente trabalho de maquiagem rejuvenescedora/envelhecedora, é de dar orgulho do domínio atingido pela indústria nacional de cinema.&lt;br /&gt;Mas, aí, chegamos aos defeitos do filme, que não são poucos. O roteiro (sempre ele!) é recheado de frases banais de efeito e lugares-comuns, soando artificiais ou simplesmente ingênuos na boca do elenco esforçado e competente (com exceção da atuação caricatural e desmotivada da auto-proclamada musa Luana Piovani como Elke Maravilha), chegando às raias do constrangimento nos diálogos entre Zuzu, Stuart e a namorada deste, Sônia (participação especial da ótima Leandra Leal); a opção do diretor Sergio Rezende por usar &lt;em&gt;flashbacks&lt;/em&gt; foi exagerada, onde os recuos no tempo e espaço acabam por quebrar a identificação do espectador com a trama. Quando a gente está embarcando no clima, surge uma cena de Stuart menino ou uma passagem da vida de Zuzu em outro lugar e outro momento; ao voltar na narrativa para o presente, todo o trabalho de envolvimento tem que começar de novo.&lt;br /&gt;O supra-sumo é a forçação de barra para dramatizar acontecimentos que, por si só, já são dramáticos por natureza: o maior exemplo é a montagem novelesca e mexicanizada do depoimento do Tenente (Aramis Trindade) do que realmente aconteceu com Stuart, o qual ainda aparece em uma seqüência de sonho sem muito encaixe com o restante da produção, estando ali mais para ter pelo menos uma cena onde os protagonistas possam contracenar e expressar seu afeto um pelo outro.&lt;br /&gt;Só que nem tudo está perdido, temos ótimas cenas como a da perseguição ao Tenente, os desfiles e a sufocante encenação das torturas, muito bem realizadas e compostas pelo diretor, além da tocante leitura da carta de Stuart para a sua mãe, onde fica escutando, atenta, Hildegard (Regiane Alves), irmã do rapaz.&lt;br /&gt;Em resumo, é um bom filme, que supera suas deficiências e se torna um bom programa e uma opção interessante, justamente pela sua incrível história real e pelo pano de fundo ainda pouco explorado de forma competente por nosso cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Patrícia Pillar (Zuzu Angel), Daniel de Oliveira (Stuart Angel), Leandra Leal (Sônia), Alexandre Borges (Fraga), Luana Piovani (Elke Maravilha), Aramis Trindade (Tenente), Ângela Vieira (Lúcia), Flavio Bauraqui (Capitão Mota), Regiane Alves (Hildegard Angel), Fernanda de Freitas (Ana Angel), Othon Bastos (Brigadeiro), Caio Junqueira (Alberto), Nelson Dantas (Antonio Lamarca), Paulo Betti (Carlos Lamarca), Elke Maravilha (Lieselotte), Ângela Leal (Elaine), Ivan Cândido (Capelão), Márcio Candido (Almirante), Chico Expedito (General Bosco), Isio Gjelman (Norman Angel), David Herman (Ray Bunker), Jaime Lebovitch (Senador Church), Tião Ribas D’Avila (Juiz Militar), João Vitor Silva (Stuart Angel – criança).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Sergio Rezende; Roteiro: Sergio Rezende e Marcos Bernstein; Produção: Joaquim Vaz de Carvalho; Co-produção: Daniel Filho; Produtora Associada: Mariza Leão; Produção Executiva: Heloisa Rezende; Trilha Sonora: Cristóvão Bastos; Direção de Fotografia: Pedro Farkas; Montagem: Marcelo Moraes; Direção de Arte: Marcos Flaksman e Daniel Flaksman; Maquiagem: Martin Macias Trujillo, Aloir Thomaz e Maria Helena Gomes; Som: Rodrigo Noronha, Miriam Biderman e Ricardo Reis; Efeitos Sonoros: Fernando Henna; Efeitos Especiais: Federico Farfán.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-1119577931783464235?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/1119577931783464235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=1119577931783464235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1119577931783464235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1119577931783464235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/zuzu-angel.html' title='Zuzu Angel'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-7931402653041320408</id><published>2007-02-12T01:15:00.000-02:00</published><updated>2007-02-11T00:57:02.235-02:00</updated><title type='text'>Jackie Brown</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Jackie Brown (&lt;em&gt;Jackie Brown&lt;/em&gt;, EUA, 1997 – 154 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“CUIDADO! Pega entre os federais e um assassino frio. Com meio milhão de dólares esperando para serem agarrados. Ninguém sabe o que pode acontecer. Exceto, talvez, JACKIE BROWN!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Jackie Brown (Pam Grier) é aeromoça das Aerolineas Los Cabos – que não é, digamos assim, uma boa companhia para se trabalhar em termos de credibilidade no mercado, está na meia-idade e sem perspectivas de uma aposentadoria tranqüila. O máximo que pode fazer são alguns transportes suspeitos para o traficante de armas Ordell Robbie (Samuel L. Jackson), um sacana que só quer saber de juntar seu milhão de dólares e sumir do mapa.&lt;br /&gt;Um belo dia, Jackie se vê no meio de uma operação dos agentes federais Ray Nicolette (Michael Keaton) e Mark Dargus (Michael Bowen), que estão nos calcanhares de, vejam que coincidência, Ordell. Sem alternativa a não ser ficar de boca calada, ela é mandada para a prisão, de onde sai através do agente de fianças Max Cherry (Robert Forster), contratado pelo bandido e que se encanta com ela e vice-versa.&lt;br /&gt;Ordell está louco da vida, pois sem Jackie ele não consegue buscar sua grana, mais de 500.000 dólares, que estão em Los Cabos; os agentes querem que a moça os ajude a pegar o bandido de vez. Assim, pressionados por todos os lados, Jackie e Max têm que encontrar um jeito de enganar os federais, tirar Ordell e seu comparsa Louis (Robert De Niro) do caminho e ficar com a bufunfa. O que não vai ser fácil...&lt;br /&gt;Terceiro longa de Tarantino, é uma gostosa homenagem aos filmes criminais dos anos 70, baseado em livro do craque Elmore Leonard; o autor ainda serviu de inspiração para “O Nome do Jogo” e “Irresistível Paixão”. O diretor é conhecido pelo enciclopédico conhecimento cinematográfico e pelos gostos nada ortodoxos (ele é um grande fã de filmes asiáticos de kung fu e do blackxploitation – filmes direcionados ao público negro, com elenco principal todo dessa etnia, vilões brancos e recheados de sexo e violência), além da mania saudável de recuperar carreiras de atores esquecidos pelo grande público. Ele fez assim com John Travolta em “Pulp Fiction”, deu respeitabilidade a Bruce Willis no mesmo filme e escolheu Pam Grier, a musa dos filmes black e Robert Forster, ator emblemático dos filmes policiais da década de 70 para estrelar esta sua produção.&lt;br /&gt;E que bela decisão, pois, além da esperta trama policial, assistimos a um caso de amor na meia-idade retratado com extrema sensibilidade e olhares cheios de significados, algo surpreendente vindo de Tarantino, mais conhecido pelos tiroteios e cafajestagens a granel.&lt;br /&gt;Como de hábito, temos diálogos espirituosos, cheios daquele viés canalha e cultura pop; tomadas inventivas (como as marcas registradas do diretor, que são cenas envolvendo porta-malas de carros, filmadas de dentro dos mesmos; cenas do ponto de vista de um cadáver e moças bonitas de pés descalços) e montes de reviravoltas no roteiro, sempre interessantes e com aqueles esquemas mirabolantes. O elenco está, todinho, afiado como uma navalha; Jackson, inclusive, ganhou o Urso de Prata em Berlim de Melhor Ator pelo papel do figura Ordell, que usa um rabo de cavalo enorme e cavanhaque em trança. Outros destaques positivos são, claro, o casal de protagonistas, Grier e Forster, ambos se divertindo horrores e disparando frases de efeito certeiras e muito engraçadas. Por incrível que pareça, o piorzinho é De Niro, que claramente não curtiu muito ter que interpretar o caladão Louis (o ator pediu o papel de Max Cherry) e Fonda, um pouco irritante com seu constante ar blasé e desinteressado, mesmo sendo adequado à sua personagem, a surfistinha emaconhada namorada de Ordell.&lt;br /&gt;Nos aspectos técnicos, a fotografia de Guillermo Navarro (habitual parceiro de Guillermo Del Toro – trabalhou em todos os filmes do diretor mexicano, inclusive “Hellboy” e “O Labirinto do Fauno”) está muito boa, imitando a paleta de cores chapadas dos filmes setentistas, influência sentida também na direção de arte (prestem atenção nos carpetes e escritórios) e nos cenários; montagem fluida de Sally Menke, com inusitadas passagens de cena e mudanças de cenário e a já tradicional trilha sonora, escolhida a dedo por Tarantino na sua enorme discoteca, com muitos clássicos da música negra.&lt;br /&gt;Não se pode negar que a produção sofreu muito com a enorme expectativa gerada pelos filmes anteriores do diretor (“Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”), mas tem sua própria força e merece ser conhecido pelos espectadores, como a grande diversão que é. O único problema é a metragem excessiva (mais de duas horas e meia), que pode cansar um pouco se a gente não embarcar de cara na proposta de Tarantino. Porém, garanto que vale a pena mergulhar de cabeça no mundo cool e cheio de bossa de “Jackie Brown”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Samuel L. Jackson (Ordell Robbie), Pam Grier (Jackie Brown), Robert Forster (Max Cherry), Robert De Niro (Louis Gara), Bridget Fonda (Melanie Ralston), Michael Keaton (Ray Nicolette), Michael Bowen (Mark Dargus), Chris Tucker (Beaumont Livingston), Lisa Gay Hamilton (Sheronda), Tommy “Tiny” Lister Jr. (Winston), Hattie Winston (Simone), Sid Haig (Juiz), Aimée Graham (Amy – Vendedora da Billingsley), T’Keyah Crystal Keymah (Raynelle).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Quentin Tarantino; Roteiro: Quentin Tarantino, baseado no livro “Rum Punch”, de Elmore Leonard; Produção: Lawrence Bender; Co-produção: Paul Hellerman; Produção Executiva: Richard N. Gladstein, Elmore Leonard, Bob Weinstein e Harvey Weinstein; Diretor de Fotografia: Guillermo Navarro; Montagem: Sally Menke; Seleção de Elenco: Jaki Brown e Robyn M. Mitchell; Design de Produção: David Wasco; Direção de Arte: Daniel Bradford; Cenografia: Sandy Reynolds-Wasco; Figurinos: Mary Claire Hannan; Maquiagem: Ermahn Ospina, Robert Louis Stevenson e Victoria Wood; Som: Stephen Hunter Flick, Michael Minkler, Frank A. Montaño, Sergio Reyes e B. Tennyson Sebastian III; Efeitos de Som: David V. Butler; Efeitos Especiais: Charles Belardinelli e Thomas L. Belíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-7931402653041320408?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/7931402653041320408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=7931402653041320408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7931402653041320408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7931402653041320408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/jackie-brown.html' title='Jackie Brown'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-7842140673114244312</id><published>2007-02-11T00:51:00.000-02:00</published><updated>2007-02-11T00:54:26.167-02:00</updated><title type='text'>Goodfellas - Os Bons Companheiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Goodfellas – Os Bons Companheiros (&lt;em&gt;Goodfellas&lt;/em&gt;, EUA, 1990 - 145 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Em um mundo movido a violência, nas ruas onde seus praticantes detêm o poder, uma nova geração surge, perpetuando uma antiga tradição.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Desde menino, tudo o que Henry Hill (Christopher Serrone e, depois, Ray Liotta) sempre quis foi ser um mafioso. Junto com o amigo Tommy (Joe D’Onofrio e, depois, Joe Pesci) e com o bem sucedido ladrão Jimmy Conway (Robert De Niro), seguimos de perto a ascensão e queda dos três companheiros no mundo do crime durante as décadas de 50, 60 e 70, sob a chefia de Paul Cícero (Paul Sorvino).&lt;br /&gt;Grande filme de Scorsese, num retrato contundente e sem julgamentos moralistas dos mafiosos de Nova York, gente com a qual o diretor conviveu de perto enquanto crescia no bairro de Little Italy (Pequena Itália). Em conjunto com a trilogia do também ítalo-americano Francis Ford Coppola, forma um extenso painel do quanto essas organizações criminosas estão entranhadas na vida cotidiana dos Estados Unidos. Baseado no livro-reportagem de Nicholas Pileggi, a trama é praticamente uma tese de mestrado sobre criminosos, uma história real, dramatizada pelo diretor; vemos o início das carreiras de Henry e Tommy, receptando e revendendo produtos roubados, servindo bebidas para o grupo de Cícero, passando então para os assaltos de cargas e aeroportos com Jimmy e, finalmente, para o tráfico de drogas.&lt;br /&gt;O mergulho do espectador é total, vemos como o crime abre as portas: os locais que freqüentam, o dinheiro fácil, as roupas, os carros, as casas. Temos uma interatividade com os mafiosos, convivemos com suas famílias, esposas e amigos, em uma micro-sociedade dentro da outra; a única diferença é a maneira que os personagens buscam seu sustento. Os diálogos dos mafiosi são carregados de ironia e desprezo pelos “normais”, mesmo constantemente perseguidos pela Lei, representada pelos policiais e agentes federais.&lt;br /&gt;Falando assim, parece que nada seria melhor do que viver no crime. Acontece que Scorsese não se furta a mostrar ao seu espectador como a marginalidade cobra seu preço dos seus participantes. Paranóia, desconfiança e violência são constantes entre os membros da “família”, que estão o tempo todo no limite e no fio da navalha. Embora todos preguem lealdade, respeito e princípios, um simples olhar ou diálogo pode representar a morte, sempre violenta e impiedosa. Não há amizades entre ladrões e assassinos, poder e dinheiro estão na linha de frente, preponderam sobre qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;O elenco está fantástico, com destaque para o trio principal. Ray Liotta, em seu primeiro papel de destaque, é o que se poderia chamar de personagem principal, pois é sobre sua trajetória que todos os outros eventos giram; sua atuação é intensa e nervosa, passando muito bem a decadência moral e física de Henry Hill à medida que seus esquemas vão gradativamente ficando mais perigosos e descuidados. Joe Pesci retrata com empenho o explosivo e impulsivo Tommy, fazendo com que esqueçamos de sua estatura diminuta graças ao temperamento assassino do personagem, que na vida real tinha quase dois metros de altura, em uma atuação que lhe valeu o primeiro Oscar. E De Niro retrata o quase esquizofrênico Jimmy Conway com muita competência; ele é o personagem mais assustador, porque suas ações não são telegrafadas pelo seu rosto, ele te mata dizendo que não tem melhor amigo no mundo e um grande sorriso na face.&lt;br /&gt;Ainda temos o que é, em minha opinião, o verdadeiro personagem principal, porque representa o espectador: Karen Hill, esposa de Henry, vivida por Lorraine Bracco (a Dra. Melfi de “Família Soprano”). Suas reações aos acontecimentos retratam com fidelidade os sentimentos da platéia e fica clara sua consciência de que o caminho traçado e percorrido por seu marido somente pode ter um resultado, a destruição. Mas ainda assim não consegue evitar o fascínio e a vontade de continuar com ele, apesar do perigo e das amantes. Ainda, temos o prazer de ver alguns dos protagonistas da série "Família Soprano" começando a carreira; além de Bracco, temos ainda Michael Imperioli, o Chris Moltisanti e Tony Sirico, o Paulie.&lt;br /&gt;Tecnicamente, é Scorsese na melhor forma. Muitos maneirismos de câmera, uso de slow motion, imagens congeladas, travellings interessantes e planos muito bem montados com ângulos inusitados. Contando ainda com montagem inventiva de Thelma Schoonmaker, os eventos se desenrolam de forma fluida e sem se furtar de mostrar com crueza e sadismo os atos violentos dos seus personagens desajustados.&lt;br /&gt;Temos muitas cenas memoráveis para apreciar, mas eu particularmente gosto da perseguição do helicóptero, da primeira prisão de Hill e da festa depois do golpe da Lufthansa (assistam para saber, hehehe).&lt;br /&gt;O diretor ganhou diversos prêmios pelo mundo, inclusive no Festival de Veneza e chegou forte na disputa do Globo de Ouro e do Oscar de 1991. De onde saiu de mãos abanando, tendo perdido os dois prêmios para o enganador Kevin Costner (pelo xaroposo “Dança com Lobos”). Vai entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Ray Liotta (Henry Hill), Robert De Niro (Jimmy Conway), Joe Pesci (Tommy de Vito), Lorraine Bracco (Karen Hill), Paul Sorvino (Paul Cicero), Chuck Low (Morris “Morrie” Kessler), Frank DiLeo (Tuddy Cícero), Frank Sivero (Frank Carbone), Tony Darrow (Sonny Bunz), Mike Starr (Frenchy), Frank Vincent (Billy Batts), Frank Adonis (Anthony Stabile), Catherine Scorsese (Sra. De Vito – Mãe de Tommy), Gina Mastrogiacomo (Janice Rossi), Suzanne Shepherd (Mãe de Karen), Debi Mazar (Sandy), Margo Winkler (Belle Kessler), Welker White (Lois Byrd), Christopher Serrone (Henry Hill jovem), Joe D’Onofrio (Tommy De Vito jovem), Kevin Corrigan (Michael Hill), Charles Scorsese (Vinnie), Michael Imperioli (Spider), Tony Sirico (Tony Stacks), Illeana Douglas (Rosie), Clem Caserta (Joe Buddha), Samuel L. Jackson (Stacks Edwards) e Tobin Bell (Oficial de Condicional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Martin Scorsese; Roteiro: Nicholas Pileggi e Martin Scorsese, baseados no livro “Wise Guy”, de Nicholas Pileggi; Produção: Irwin Winkler; Produtor Associado: Bruce Pustin; Produção Executiva: Bárbara de Fina; Direção de Fotografia: Michael Ballhaus; Montagem: James Kwei e Thelma Schoonmaker; Seleção de Elenco: Ellen Lewis; Design de Produção: Kristi Zea; Direção de Arte: Maher Ahmad; Cenografia: Leslie Bloom; Figurinos: Richard Bruno; Maquiagem: Alan D’Angerio, William A. Farley, Carl Fullerton e Allen Weisinger; Som: Tom Fleischman e Skip Lievsay; Efeitos Especiais: Connie Brink; Efeitos Visuais: Richard Greenberg.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-7842140673114244312?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/7842140673114244312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=7842140673114244312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7842140673114244312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/7842140673114244312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/goodfellas-os-bons-companheiros.html' title='Goodfellas - Os Bons Companheiros'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-788455960449593561</id><published>2007-02-04T17:20:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T17:23:51.832-02:00</updated><title type='text'>O Amor Não Tira Férias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Amor Não Tira Férias (&lt;em&gt;The Holiday&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 138 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanda (Cameron Diaz) é uma produtora de trailers para filmes de Los Angeles, EUA; Íris (Kate Winslet) é uma jornalista de Surrey, Inglaterra. Separadas por mais de 5.000 milhas, elas têm em comum suas vidas amorosas: ambas estão arrasadas. Íris sofre porque sua paixão de mais de três anos, Jasper (Rufus Sewell), acabou de ficar noivo de outra mulher na sua frente; e Amanda expulsou o namorado de casa depois de Ethan (Edward Burns) tê-la traído com outra.&lt;br /&gt;Decididas a dar uma virada, elas se inscrevem em um sítio de troca de casas na Internet e cada uma vai passar os feriados de Natal na casa da outra. Íris vai para a mansão de Amanda e a americana vai para o charmoso chalé da inglesa.&lt;br /&gt;Só que em vez de darem um tempo do amor, as moças encontram motivos para voltarem a acreditar na felicidade ao conhecerem Graham (Jude Law), irmão de Íris e Miles (Jack Black), parceiro do ex-namorado de Amanda. Íris, ainda, fica muito amiga do veterano roteirista Arthur Abbott (Eli Wallach) e o ajuda a aceitar sua idade e carreira.&lt;br /&gt;Uma comédia romântica é que nem comer seu doce favorito; a gente sabe que vai sempre ser igual, mas isso não tira o prazer da experiência. Essa máxima tem aplicação total nesse filme. Para turbinar a familiaridade, a diretora/roteirista/produtora Nancy Meyers não tem exatamente tendência a ser original, reciclando todo tipo de clichês e dando aquela impressão de &lt;em&gt;déja vu&lt;/em&gt; por toda a projeção. Tendo escrito os papéis especialmente para o quarteto principal de atores, resta ao espectador sentar, relaxar e ver como a trama chega ao resultado que todos já sabem: as moçoilas vão reencontrar o amor e serem felizes.&lt;br /&gt;O que chama a atenção, porém, é a superioridade do lado inglês da relação; Jude Law e Kate Winslet simplesmente arrasam seus colegas americanos. Cameron Diaz demora a encontrar o tom exato da personagem e, em conseqüência, os dois primeiros atos com sua Amanda são extremamente artificiais, melhorando somente no terceiro ato quando estamos já meio de saco cheio da verborragia sem sentido e os sorrisos sem nexo da moça (aquele negócio do choro, hein, fala sério); Jack Black parece bem desinteressado do personagem, que somente ganha algum brilho quando o ator é ele mesmo, fazendo brincadeiras divertidas com trilhas sonoras.&lt;br /&gt;Em compensação, Law monta um personagem cativante e com nuances interessantes, como, por exemplo, no “segredo” que ele esconde de suas conquistas; Winslet patina um pouco no começo, mas supera o texto chinfrim para entregar uma Íris adorável e cheia de vida, com momentos muito divertidos, além de, claro, estar cada vez mais linda e distante do padrão anoréxico das atrizes atuais. Para não deixar a Inglaterra detonar totalmente, Eli Wallach, veteraníssimo ator, tem uma atuação competente e simpática como o sarcástico e inteligente Arthur, meio que guru da inglesa na selva de Los Angeles e deixa o placar em 2 a 1, com honras. Mesmo porque os atores dos ex-namorados têm personagens chatos e egocêntricos, com Burns sumindo depois dos primeiros dez minutos e Sewell no piloto automático.&lt;br /&gt;Além disso, a trama peca por dar destaque maior para a aventura de Diaz (mais famosa e mais “celebridade”) do que para os percalços de Winslet, uma pena, pela pentelhice da atriz. Pelo menos, temos mais tempo de Jude Law e das paisagens mais bonitas do campo inglês para compensar. A personagem de Winslet tem mais pontos em comum com as espectadoras, que poderiam se identificar mais com ela; assim o filme ganharia.&lt;br /&gt;Agora, um pitaco meu: as escolhas da diretora comprovam o caráter extremamente comercial do filme e a promoção mal disfarçada de Diaz, com a idéia nas entrelinhas de que, embora ser uma mulher inteligente é legal, melhor ser bonita, pois você vai pegar um Jude Law...&lt;br /&gt;Como último defeito, o filme é longo demais. Mais de duas horas de projeção é dose para uma comédia romântica e um pecado capital para filmes com uma piada só; depois do meio, a gente fica olhando disfarçadamente para o relógio e esperando mais alguma cena com Winslet.&lt;br /&gt;Nos aspectos técnicos, uma linda fotografia de Dean Cundey, principalmente das paisagens bucólicas do interior da Inglaterra e montagem correta de Joe Hutshing, tentando bravamente deixar o ritmo narrativo mais homogêneo e não encher demais o saco do espectador. E a sacada de colocar uma espécie de trailer para os pensamentos de Amanda foi legal, especialmente porque colocaram a “voz oficial” Hal Douglas, rendendo momentos divertidos.&lt;br /&gt;Com tudo, com tudo, um filme simpático e que serve bem como passatempo. Mas, nada além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Cameron Diaz (Amanda), Kate Winslet (Íris), Jude Law (Graham), Jack Black (Miles), Eli Wallach (Arthur Abbott), Edward Burns (Ethan), Rufus Sewell (Jasper Bloom), Miffy Englefield (Sophie), Emma Pritchard (Olivia), Sarah Parish (Hannah), Shannyn Sossamon (Maggie), Bill Macy (Ernie), Shelley Berman (Norman), Kathryn Hahn (Bristol), John Krasinski (Ben), Hope Riley (Sarah Smith-Alcott), Gilbert Esquivel (Jesus), Hal Douglas (Narrador dos trailers), Jay Simpson (Motorista), Lydia Blanco (Marta), Jon Prescott (Namorado de Maggie). Com as pontas de Dustin Hoffman, Lindsay Lohan e James Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Nancy Meyers; Roteiro: Nancy Meyers; Produção: Nancy Meyers e Bruce A. Block; Produtora Associada: Jennifer Eatz; Produção Executiva: Suzanne Farwell; Trilha Sonora: Hans Zimmer; Diretor de Fotografia: Dean Cundey; Montagem: Joe Hutshing; Seleção de Elenco: Michelle Guish, Janet Hirshenson, Jane Jenkins e Michelle Lewitt Ward; Design de Produção: Jom Hutman; Direção de Arte: Dan Webster; Cenografia: Cindy Carr, Al Hobbs, Anna Pinnock e David Smith; Figurinos: Marlene Stewart; Maquiagem: Gloria Pasqua Casny e Brad Wilder; Som: Dennis Drummond, Michael O’Farrell e Jeffrey J. Haboush; Efeitos Sonoros: D. Chris Smith; Efeitos Especiais: Dave Crownshaw e Mark Holt; Efeitos Visuais: Dick Edwards e Scott Rader.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-788455960449593561?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/788455960449593561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=788455960449593561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/788455960449593561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/788455960449593561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/o-amor-no-tira-frias.html' title='O Amor Não Tira Férias'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6774789508432205363</id><published>2007-02-01T22:01:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T22:04:30.543-02:00</updated><title type='text'>Velozes e Furiosos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Velozes e Furiosos (&lt;em&gt;The Fast and the Furious&lt;/em&gt;, EUA/ALE, 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Vivo um quarto de milha por vez.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um policial disfarçado, Brian (Paul Walker), tenta descobrir quem são os responsáveis por uma série de roubos de carga, realizados por motoristas habilidosos. Uma dica o leva ao mundo dos corredores de rua (conhecidos aqui no Brasil como rachadores), onde o rei de todos é Dominic Toretto (Vin Diesel), o principal suspeito de liderar os ladrões.&lt;br /&gt;Após algumas peripécias, Brian conquista a confiança de Dom e procura saber se ele e os amigos são mesmo os bandidos e investigando mais outros dois grupos de rachadores da pesada, um latino e outro de origem asiática – para dar o equilíbrio politicamente correto. Isso, se o nosso herói conseguir tirar os olhos de cima da irmã de Toretto, Mia (a “brasileira” Jordana Brewster, que foi criada em Los Angeles desde os 4 anos de idade e faz jus à origem: uma gracinha, com corpinho em cima e sem nada na cabeça) e seu chefe, Tanner (Ted Levine, de “O Silêncio dos Inocentes”, com uma bigoda ridícula), do seu pé.&lt;br /&gt;Divertido filme de menino, com carros tunados fantásticos (que fizeram moda no mundo todo, inclusive no Brasil; tuning é incrementar o carro com peças no motor, mudar a aparência e deixar o automóvel rápido, quase sempre gastando rios de dinheiro. Hoje em dia, tem até campeonato disso, principalmente em São Paulo) em empolgantes cenas de corrida, bem dirigidas por Cohen e devidamente anabolizadas por efeitos digitais de última geração; embora a história seja qualquer nota (precisou de três roteiristas para dar um jeito, vê se pode) e o protagonista Walker faça pouco mais do que desfilar os belos olhos azuis e a mesma cara de pastel para qualquer emoção que seu personagem sinta.&lt;br /&gt;O show é roubado pela impressionante presença em cena de Diesel, em um dos seus primeiros filmes depois de estourar com “Eclipse Mortal”. Com seu jeitão de leão-de-chácara e voz profunda, ele consegue, inesperadamente, boas performances dramáticas quando exigido pelo roteiro, o que acontece pouco aqui.&lt;br /&gt;Tecnicamente irretocável embora artisticamente questionável, com edição rápida estilo MTV, som e efeitos acachapantes, é mais um vídeo game do que um filme, tendo diversos planos impossíveis para uma câmera comum e dublês muito bons de corrida (a cena de passagem embaixo do caminhão virou clássica) com vários “pegas” para torcer pelos mocinhos e bandidos. Mas dá para o gasto e não desperdiça o dinheiro do aluguel do DVD.&lt;br /&gt;Foi um grande sucesso mundial e gerou duas seqüências, além de vitaminar a carreira do diretor Rob Cohen e do astro Vin Diesel, que voltaram a trabalhar juntos no esquecível, mas agitado, “Triplo X”.&lt;br /&gt;Um aviso: tirem as mulheres da sala, porque elas vão achar o filme um saco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Paul Walker (Brian O’Conner), Vin Diesel (Dominic Toretto), Michelle Rodriguez (Letty), Jordana Brewster (Mia Toretto), Rick Yune (Johnny Tran), Chad Lindberg (Jesse), Johnny Strong (Leon), Matt Schulze (Vince), Ted Levine (Sargento Tanner), Ja Rule (Edwin), Vyto Ruginis (Harry), Thom Barry (Agente Bilkins), Stanton Rutledge (Muse), Noel Guglielmi (Hector), R.J. de Vera (Danny Yamato), Beau Holden (Ted Gassner), Reggie Lee (Lance Nguyen), Glenn K. Ota (Pai de Johnny), Rob Cohen (Entregador de Pizza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Rob Cohen; Roteiro: Gary Scott Thompson (história), Gary Scott Thompson, Erik Bergquist e David Ayer (roteiro), baseados no artigo “Racer X”, de Ken Li; Produção: Neal H. Moritz; Produtor Associado: Creighton Bellinger; Produção Executiva: Doug Claybourne e John Pogue; Trilha Sonora: BT; Direção de Fotografia: Ericson Core; Edição: Peter Honess; Seleção de Elenco: Ronna Kress; Design de Produção: Waldemar Kalinowski; Direção de Arte: Kevin Kavanaugh; Cenografia: Florence Fellman; Figurinos: Sanja Milkovic Harris; Maquiagem: Michael Germain e Joy Zapata; Efeitos de Maquiagem: Matthew W. Mungle; Som: Michael C. Casper, Daniel J. Leahy, Jay Nierenberg e Bruce Stambler; Efeitos Sonoros: Glenn Hoskinson, Steve Mann, Howard Neiman, Steve Nelson e Kim Secrist; Efeitos Especiais: Robert Sikomovic e Matt Sweeney; Efeitos Visuais: Thad Beier, Constance Bracewell, Gregory Creaser, Keiko Koyama, Brad Kuehn, Bill Taylor e Mike Wassel.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;span style="font-family:Webdings;"&gt;%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6774789508432205363?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6774789508432205363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6774789508432205363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6774789508432205363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6774789508432205363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/velozes-e-furiosos.html' title='Velozes e Furiosos'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6338013832211102514</id><published>2007-02-01T16:26:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T16:33:32.418-02:00</updated><title type='text'>O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias (&lt;em&gt;O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias / The Year My Parents Went On Vacation&lt;/em&gt;, BRA, 2006 – 104 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 60, no auge da brutalidade da ditadura militar, Daniel (Eduardo Moreira) e Miriam (Simone Spoladore), casal de ativistas políticos, pegam o filho de 12 anos, Mauro (Michel Joelsas) e saem de Belo Horizonte para uma viagem de “férias” até São Paulo. Lá, eles vão deixar Mauro com o pai de Daniel, Mótel (Paulo Autran, em participação especial) no bairro do Bom Retiro. O que eles não sabem é que Mótel não vai poder ficar com o menino nem que quisesse e o garoto acaba ficando na porta do prédio enquanto os pais se afastam da perseguição.&lt;br /&gt;Deixado sozinho no mundo, Mauro é acolhido, a contragosto, pelo ranzinza Shlomo (Germano Haiut), vizinho de andar do avô dele e zelador da sinagoga. Esperando um contato dos pais, que sumiram mesmo, o rapaz vai aos poucos descobrindo o valor da amizade, do amor, dos seus sonhos e do porque seus pais saíram de férias tão repentinamente.&lt;br /&gt;Em meio ainda à Copa do Mundo de 1970, que o pai prometera assistir junto com ele, acompanhamos a jornada de Mauro rumo ao amadurecimento, com a companhia de Hanna (Daniela Piepszyk), do engajado Ítalo (Caio Blat), dos amigos e companheiros de Shlomo e seu avô e de Pelé, Tostão &amp; Cia.&lt;br /&gt;Filme muito bem realizado e roteirizado, focando em uma história simples e com grande senso de tragédia e realidade, baseado em uma época que ainda traz más lembranças para muita gente. Com muita sensibilidade e silêncios eloquentes, Cao Hamburger, depois de um bom tempo ocupado com televisão nos EUA e Brasil, onde cuidou de supervisionar projetos para o público infantil e criou e dirigiu a série da HBO “Filhos do Carnaval” (ele estava sem filmar desde 1999, com “Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme”), mostra que o olho para as fraquezas e o carinho com o ser humano continuam iguais.&lt;br /&gt;O tempo distante do cinema é evidenciado pelas falhas de ritmo narrativo, algumas vezes contemplativo e lento demais, outras mais frenético e sem muito sentido. O que é mais do que compensado com a maestria com que o diretor monta seus planos e utiliza os recursos de um roteiro muito bem elaborado e rico em simbolismos. Um ótimo exemplo disso são as cenas onde o telefone toca para uma casa vazia e depois para uma casa revirada; o desespero de Mauro ao ouvir o telefone do avô tocar e não conseguir entrar para atender.&lt;br /&gt;A aproximação entre os personagens principais é mostrada de uma forma lenta e gradual, através dos pequenos gestos e olhares. Como exemplo, cito a instalação do telefone; deixar um prato de sopa na mesa; a companhia silenciosa durante o primeiro jogo da Copa.&lt;br /&gt;O elenco está homogêneo em sua qualidade, com boas atuações de praticamente todos os membros inclusive os estreantes Michel Joelsas e Daniela Piepszyk. Cao sempre teve um bom olho para descobrir talentos e esses dois são uma ótima surpresa, principalmente a menina; a espevitada Hanna é uma delícia de ver com seus pequenos golpes de criança (em outra cena inspirada, a vemos vender uma espiada por buracos na parede de trás da loja da mãe, de roupas femininas, bem nos provadores) e a afeição sincera pelo atormentado Mauro. Joelsas é um ator com potencial e vemos isso por todo o filme, mas gostei mais dele no jogo de várzea do bairro, onde ele diz, depois de ver a atuação esplêndida como goleiro do misterioso namorado – ele sempre estava de capacete - de Irene (Liliana Castro) a paixão platônica de todos os garotos, que para surpresa de Mauro é negro, espirituosamente e ingenuamente, com todas as letras: “já sei o que quero ser quando crescer: negro e goleiro.”. Outro destaque é o veterano Germano Haiut, que dá um show como o ranheta Shlomo, por fora um bloco de mármore e um coração enorme e generoso por dentro.&lt;br /&gt;Talvez visando amenizar a tristeza e angústia da situação central (poucas vezes mostrada em nosso cinema), o diretor e os roteiristas engendraram uma série de alívios cômicos na comunidade judaica, como a reunião dos anciãos na sinagoga, os grupos que assistem à Copa, as visitas de Mauro na hora do almoço, que funcionam muito bem e trazem muitos veteranos para abrilhantar suas cenas.&lt;br /&gt;Outra boa sacada foi a utilização de cenas de arquivo dos jogos de 70 e a esmerada direção de arte, com muitos carros da época estacionados nas ruas e mobiliário que vai fazer o espectador lembrar prazerosamente da casa do vovô ou da vovó (eu, por exemplo, me lembrei, com uma saudade imensa, da cama de armar que meu avô mantinha atrás da porta do quarto dele e colocava na sala quando eu ficava para dormir; como era boa aquela caminha rangenta e curta; e eu cabia nela com todos os meus sonhos...).&lt;br /&gt;Nos aspectos técnicos, boa fotografia, montagem competente de Daniel Rezende (de “Cidade de Deus”), trilha sonora muito bonita e melancólica e bons efeitos visuais e especiais.&lt;br /&gt;A produção acabou de ser selecionada para a competição pelo Urso de Ouro em Berlim e já sai como forte candidata nacional ao Oscar 2008. Para encerrar, portanto, somente me resta recomendar que todos meus leitores queridos assistam ao mais argentino dos filmes brasileiros que já tive oportunidade (e o prazer) de assistir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Michel Joelsas (Mauro), Daniella Piepszyk (Hanna), Germano Haiut (Shlomo), Caio Blat (Ítalo), Liliana Castro (Irene), Simone Spoladore (Miriam), Eduardo Moreira (Daniel), Paulo Autran (Mótel).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Cao Hamburger; Roteiro: Cao Hamburger, Bráulio Mantovani, Anna Muylaert, Claudio Galperti e Adriana Falcão; Produção: Cao Hamburger, Caio Gullane e Fabiano Gullane; Co-produção: Daniel Filho e Fernando Meirelles; Produtora Associada: Débora Ivanov; Trilha Sonora: Beto Villares; Direção de Fotografia: Adriano Goldman; Montagem: Daniel Rezende; Seleção de Elenco: Patrícia Faria; Preparação de Atores: Laís Bodansky; Maquiagem: Anna Van Steen; Direção de Arte: Cássio Amarante; Cenografia: Fábio Goldfarb; Figurinos: Christina Amarante; Som: Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Romeu Quinto; Efeitos Sonoros: Eduardo Virmond Lima; Efeitos Visuais: Karina Vanes, Ariel Wollinger e Mariana Zdravca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6338013832211102514?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6338013832211102514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6338013832211102514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6338013832211102514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6338013832211102514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/o-ano-em-que-meus-pais-saram-de-frias.html' title='O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-1381117201409768323</id><published>2007-02-01T13:41:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T13:48:37.285-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='abesapien'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='will ferrell'/><title type='text'>Mais Estranho Que A Ficção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais Estranho Que A Ficção (&lt;em&gt;Stranger Than Fiction&lt;/em&gt;, EUA, 2006 – 113 min.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Harold Crick não está pronto para ir. Ponto final.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Harold Crick (Will Ferrell) é um fiscal da Receita que leva uma vida, digamos, enfadonha; as únicas coisas com as quais ele se importa são seu trabalho, seu relógio e seguir fielmente as regras.&lt;br /&gt;Um belo dia, ele começa a ouvir uma voz feminina, que narra os acontecimentos da sua vida cotidiana, à medida que eles acontecem; assustado, Harold tenta seguir com sua rotina, mas a tal voz o persegue em todos os lugares. E o pior é que somente ele ouve.&lt;br /&gt;Quando recebe a incumbência de auditar a padaria de Ana Pascal (Maggie Gyllehaal), a postura rebelde da moça – e sua beleza – em conjunto com a voz misteriosa, vão tirando-o do prumo. Ele então procura um médico (Tom Hulce), uma psiquiatra (Linda Hunt) e, finalmente, um professor excêntrico de literatura, Jules Hilbert (Dustin Hoffmann) que lhe dá uma solução: Harold, você é um personagem de um livro e a voz que ouve é a da sua narradora / escritora.&lt;br /&gt;Sutilmente, Harold começa a mudar sua postura enquanto Jules pesquisa para descobrir, pelo estilo, qual a escritora responsável pela narração; Harold compra uma guitarra, que sempre quis tocar; se socializa mais ao mudar-se para a casa de um dos seus colegas de trabalho, após ter seu apartamento antisséptico destruído por uma máquina de demolição e se envolve cada vez mais com Ana. Até que Hilbert descobre quem é a autora da vida de Crick: Kay Eiffel (Emma Thompson), escritora reclusa que não publica há quase dez anos e tem por hábito matar seus personagens principais. Agora Crick tem que localizar Kay antes que ele morra.&lt;br /&gt;Uma comédia diferente, inteligente e que não busca o riso fácil através de gags físicas ou caretas. Na tradição iniciada por Charlie Kaufman, utiliza a meta-linguagem para contar sua história; mistura diferentes expressões artísticas para preencher o conteúdo de um filme, com elementos de literatura no nosso caso, causando aquela impressão mais surreal que é tão característica desse tipo de roteiro. A trama estava rodando em Hollywood há uns bons dez anos, antes que a produtora Lindsay Doran se apaixonasse pela idéia e Marc Forster fosse contratado (depois de mais de seis diretores convidados).&lt;br /&gt;Diversos fatores contribuem para tornar o filme uma experiência que, mesmo longe de ser memorável, é bastante agradável. O roteiro de Zach Helm é muito simpático, criativo, com diálogos afiados; a direção do versátil diretor alemão Marc Forster é elegante e sensível, traduzindo muito bem as pirações do roteiro e conduzindo com segurança uma trama que poderia ter facilmente descambado para o farsesco, o burlesco e o simplesmente chato.&lt;br /&gt;E, claro, o elenco escolhido a dedo, com destaques maiores para: Ferrell, comediante anárquico do programa “Saturday Night Live” (berço de, por exemplo, John Belushi, Eddie Murphy e – vá lá – Adam Sandler) e que como muitos dos seus pares da comédia buscou mostrar seu lado dramático com um personagem que, até que se iniciem os acontecimentos do filme, era simplesmente mais um pedaço da parede para os colegas de trabalho e as outras pessoas do mundo, pela sua natureza metódica e distante, como um relógio; Emma Thompson, muito bem (e um tantinho exagerada em algumas cenas, sem comprometer) como a sarcástica e esgotada Kay Eiffel, que tem que tomar uma decisão impensável para um escritor, obrigada a reconhecer que um de seus personagens tem uma vida própria e não somente a vida que ela cria e Hoffmann, se divertindo horrores com seu personagem, que além de dar aulas e guiar fiscais da receita até suas criadoras é o salva-vidas (!) da piscina universitária.&lt;br /&gt;A produção não é isenta de defeitos. A atuação de Ferrell, embora muito boa, não escapa de deixar o personagem com uma certa apatia irritante; o ritmo narrativo sofre um pouco com o esgotamento da piada de somente Harold ouvir a narração de Eiffel; o envolvimento romântico do par central acontece meio de repente (mesmo com várias cenas fofas), prejudicando a verossimilhança do relacionamento e o final faz concessões desnecessárias à pieguice.&lt;br /&gt;Como eu disse, é um filme muito agradável, não enche o saco de ver, não se perde em viagens intelectualóides, apesar dos defeitos apontados acima. É um bom programa.&lt;br /&gt;Como curiosidade, a psiquiatra vivida pela baixinha Linda Hunt foi caracterizada igualzinha à personagem Edna E. Mode, a figurinista dos heróis no desenho da Pixar “Os Incríveis”. Reparem bem e me digam se não tenho razão. Quando eu vi aquela mulher pequenininha e brava falando com Harold Crick quase caí de dar risada...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Elenco (principal): Will Ferrell (Harold Crick), Emma Thompson (Karen Eiffel), Dustin Hoffmann (Professor Jules Hilbert), Maggie Gyllenhaal (Ana Pascal), Queen Latifah (Penny Escher), Tony Hale (Dave), Denise Hughes (Carla), Tom Hulce (Dr. Cayly), Linda Hunt (Dra. Mittag-Leffler), Kristin Chenoweth (Apresentadora), Andrew Rothenberg (Dr. Mercator).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Marc Forster; Roteiro: Zach Helm; Produção: Lindsay Doran; Co-produção: Aubrey Henderson e Jim Miller; Produção Executiva: Joseph Drake, Nathan Kahane e Eric Kopeloff; Trilha Sonora: Britt Daniel e Brian Reitzell; Direção de Fotografia: Roberto Schaefer; Montagem: Matt Chesse; Seleção de Elenco: Francine Maisler; Design de Produção: Kevin Thompson; Direção de Arte: Craig Jackson; Cenografia: Ford Wheeler; Figurinos: Frank Wheeler; Maquiagem: Laverne Caracuzzi, Lisa Layman, Frances Mathias e Chelo; Som: Scott Millan, Geoffrey G. Rubay e Michael Semanick; Efeitos Sonoros: Jon Title; Efeitos Especiais: Rob Yale e Jason Breitzman; Efeitos Visuais: Adrian Banton, Jean Boucher, Angela de Palma, Mohammad Ghorbankarimi, Gunnar Hansen, Raymond Gieringer e Jay Randall.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-1381117201409768323?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/1381117201409768323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=1381117201409768323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1381117201409768323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/1381117201409768323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/02/mais-estranho-que-fico.html' title='Mais Estranho Que A Ficção'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-4042335519668551404</id><published>2007-01-28T22:19:00.000-02:00</published><updated>2007-01-28T22:22:47.735-02:00</updated><title type='text'>Os Infiltrados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os Infiltrados (&lt;em&gt;The Departed&lt;/em&gt;, EUA, 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mentiras. Traição. Sacrifício. Até onde você quer chegar?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy Costigan (Leonardo Di Caprio) é um policial recém-formado que enfrenta muitas resistências dentro da corporação pelas ligações de sua família com o crime organizado da cidade de Boston; Colin Sullivan (Matt Damon), de outro lado, é o oposto, bem-quisto pelos colegas e com uma carreira promissora. Só que Colin é, na verdade, protegido do chefe do crime Frank Costello (Jack Nicholson), que o utiliza para obter informações sobre os movimentos da polícia e se livrar das acusações.&lt;br /&gt;Um dia, Billy é convocado pelo chefe da divisão de policiais infiltrados, Queenan (Martin Sheen), que pede para entrar numa missão dentro do grupo de Costello e descobrir quem é o informante policial do mafioso; enquanto que Costello manda Colin (recém promovido a chefe do grupo de caça ao gangster) descobrir quem é o agente infiltrado em sua organização.&lt;br /&gt;Ambos os jovens andam o tempo todo no fio da navalha, onde qualquer erro representa a morte. Colin enfrenta dificuldades em lidar com o sargento Dignam (Mark Wahlberg), violento e esquentado, que é o único além de Queenan que sabe quem é o agente infiltrado e deixar o obcecado Ellerby (Alec Baldwin) longe de seu mentor; e Billy, por sua vez, sofre para agüentar as constantes mudanças de humor e comportamento errático de Costello, além de lidar com a desconfiança dos colegas de crime, liderados pelo braço direito do chefe, Sr. French (Ray Winstone).&lt;br /&gt;Sempre um passo atrás um do outro, Billy e Colin têm que tomar uma decisão, piorada pelo fato de que estão apaixonados pela mesma mulher, a Dra. Madolyn (Vera Farmiga).&lt;br /&gt;Excelente trabalho de Scorsese, mesmo com uma postura mais convencional no tocante aos ângulos e movimentos de câmera, deixando a tensão sempre elevada auxiliado com galhardia pelo excelente desempenho do trio central. Di Caprio está muito bem como o atormentado e nervoso Costigan, passando bem a idéia de alguém sempre à beira de um ataque de nervos e que precisa se provar a cada minuto; Damon mostra a competência habitual ao retratar o frio e calculista Colin, que somente perde a compostura quando perto do chefe; e Nicholson, bem, Nicholson é um demônio, torna um personagem tão desprezível quanto Costello em alguém que o espectador gosta, principalmente pelas memoráveis cenas de explosão emocional e alguns tiques de sua autoria, como a compulsão sexual do homem (atentem para a cena no cinema, hilariante, com Damon, Nicholson e um vibrador gigante).&lt;br /&gt;O elenco de apoio também está muito bem, com destaque para o assustador capanga criado pelo aristocrático Ray Winstone; um trabalho mais contido do bom Anthony Anderson que, milagre, sai do seu estereótipo de negão gordo e cheio de marra e o trabalho apaixonado de Wahlberg, cada vez mais distante dos tempos de “Marky Mark and The Funky Bunch” A única personagem mais perdidinha é a de Vera Farmiga, que está lá mais como um alívio ao espectador dentro de tanta tensão e sordidez do que como parte relevante da história.&lt;br /&gt;Como de hábito (esquecido desde “Cassino”, de 1995), a forma de filmar a violência é crua, rápida e não poupa o espectador dos detalhes sórdidos, como sangue espirrando e tiros à queima-roupa em profusão. Um outro detalhe saboroso é o inteligente e nervoso uso dos celulares de última geração para os dois infiltrados poderem passar as informações necessárias sem chamar a atenção dos grupos que querem pegá-los. O uso dos celulares rende pelo menos uma cena memorável: depois de um acontecimento que não vou entregar aqui, um acaba ligando para o outro, meio que sem querer e ambos ficam sem falar nada por quase dois minutos, sabendo que a pessoa do outro lado da linha é a que eles querem pegar; a edição esperta deixa a tensão quase que insuportável, abusando dos closes nos expressivos atores.&lt;br /&gt;Tendo ainda um clímax arrasador e um final irônico e pessimista (com uma aparição surpresa do sargento Dignam), a produção entra na lista dos melhores trabalhos do diretor em anos, desde “Vivendo no Limite”. Quem dera se todos os remakes de filmes asiáticos (como anda em moda em Hollywood ultimamente) fossem assim.&lt;br /&gt;Com “Os Infiltrados” existe a chance de, finalmente, a Academia fazer justiça a esta verdadeira lenda viva da direção e entregar o cobiçado Oscar para Scorsese; engraçado, depois que o diretor desencanou de ganhar o prêmio, algo que estava claramente por trás das duas últimas escolhas dele para longas-metragens (os enfadonhos “Gangues de Nova York”, de 2002 – já comentado aqui no blog, procure na seção de arquivos – e “O Aviador”, de 2004; por coincidência, ambos com Leonardo Di Caprio, comprovando minha tese que não existe ator ruim – pelo menos, os talentosos – e, sim, existe ator mal dirigido. O que o rapaz cresceu como intérprete depois dessa longa parceria com o diretor salta aos olhos) o nível do trabalho subiu muito e ele ensaia voltar à velha forma. Dá o Oscar para ele logo, pô!&lt;br /&gt;Só não aposto no filme para levar o Oscar de melhor produção também pela quantidade enorme de violência, o que sempre afasta votos dos velhinhos (se bem que “O Silêncio dos Inocentes” levou e tem cenas mais chocantes... Hehehe) e por considerar “Babel” mais relevante. “Os Infiltrados” ainda concorre, em 2007, aos prêmios de Melhor Montagem, Melhor Ator Coadjuvante – Mark Wahlberg e Melhor Roteiro Adaptado.&lt;br /&gt;Com tudo, com tudo, o filme é um ótimo programa, não deixem de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Leonardo DiCaprio (Billy Costigan), Matt Damon (Colin Sullivan), Jack Nicholson (Frank Costello), Mark Wahlberg (Dignam), Martin Sheen (Oliver Queenan), Ray Winstone (Sr. French), Vera Farmiga (Madolyn), Anthony Anderson (Brown), Alec Baldwin (Ellerby), Kevin Corrigan (Primo Sean), James Badge Dale (Barrigan), David O’Hara (Fitzy), Mark Rolston (Delahunt), Robert Wahlberg (Lazio – FBI), Kristen Dalton (Gwen), J.C. MacKenzie (Corretor), Mary Klug (Tia de Billy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Martin Scorsese; Roteiro: William Monaghan, baseado no roteiro do filme “Wu Jian Dao – Infernal Affairs” de Siu Fai Mak e Felix Chong; Produção: Martin Scorsese, Brad Pitt, Brad Grey e Graham King; Co-produção: Michael Aguilar, Joseph P. Reidy e Rick Schwartz; Produtor Associado: Emma Tillinger; Produção Executiva: G. Mac Brown, Doug Davison, Kristin Hahn, Roy Lee e Gianni Nunnari; Trilha Sonora: Howard Shore; Direção de Fotografia: Michael Ballhaus; Montagem: Thelma Schoonmaker; Seleção de Elenco: Ellen Lewis; Design de Produção: Kristi Zea; Direção de Arte: Teresa Carriker-Thayer; Cenografia: Leslie E. Rollins; Figurinos: Sandy Powell; Maquiagem: John Caglione Jr. e Joseph Farulla; Som: Tom Fleischmann, Eugene Gearty e Phillip Stockton; Efeitos Sonoros: Allan Zalecki; Efeitos Especiais: Steven Kirshoff; Efeitos Visuais: David Ebner, Robert Legato, Edson Williams e Ryan Zuttermeister.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-4042335519668551404?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/4042335519668551404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=4042335519668551404&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4042335519668551404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/4042335519668551404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/01/os-infiltrados.html' title='Os Infiltrados'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-6475707995143547619</id><published>2007-01-28T14:43:00.000-02:00</published><updated>2007-01-28T14:47:42.380-02:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Babel (&lt;em&gt;Babel&lt;/em&gt;, EUA/MEX, 2006 – 142 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Escute.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Partindo de um incidente no Marrocos, onde Susan (Cate Blanchett) é atingida por um tiro durante uma excursão de turismo junto com o marido, Richard (Brad Pitt), o filme mostra as ramificações e ligações entre as pessoas em quatro países desde esse evento trágico. Vemos as conseqüências no próprio Marrocos, dividido entre o desespero de Richard, auxiliado por Anwar (Mohamed Ahkzam) e sua aldeia e a família e amigos de Yussef (Boubker Ait El Caid) e Ahmed (Said Tarchani); nos EUA e México, com Amélia (Adriana Barraza) e as crianças Debbie (Elle Fanning, irmã de Dakota Fanning, de “Guerra dos Mundos”) e Mike (Nathan Gamble) numa desastrada ida a um casamento e no Japão, com a jornada de auto-conhecimento e aceitação de Chieko (Rinko Kikuchi), uma garota surda-muda e seu pai, Yasujiro (Koji Yakusho).&lt;br /&gt;A lenda da Torre de Babel é a de que Deus, enfurecido pela arrogância dos povos humanos em construir um modo de tocar o Céu, fez com que todos os operários falassem línguas diferentes e não conseguissem se entender, causando o colapso da torre.&lt;br /&gt;Iñárritu, fechando uma trilogia, leva a falta de comunicação às últimas conseqüências nesta nova parceria com Guillermo Arriaga. Dos dois filmes anteriores, “Amores Brutos” e “21 Gramas”, mantiveram a estrutura circular, com idas e vindas, temporais e espaciais, para, ao final, mostrar um quadro completo. O diferencial é a escala. “Babel” é ambicioso ao extremo, utilizando as línguas originais dos países que retrata e a maioria dos atores não-profissionais, em um trabalho gigantesco do diretor e da sua equipe. Por exemplo, quase todos os atores do segmento marroquino foram recrutados nas locações; a verdade passada pelos rostos e gestos dos retratados é tocante e torna toda a situação armada ainda mais angustiante, especialmente durante a “investigação” policial acerca do “atentado”.&lt;br /&gt;Cada país funciona como um filme independente com uma trama de começo, meio e fim, exceto (e aí reside o toque de, por que não dizer, genialidade) que estão todos interconectados por algum elemento. A ligação do segmento japonês é a mais frágil, forçada pelo roteirista para mostrar o exemplo mais radical de falta de comunicação, pela condição de Chieko e seu isolamento do ambiente que a cerca, deixando ainda mais difícil sua recuperação e motivação de vida depois do suicídio da mãe, com a cultura japonesa de introspecção e distanciamento entre as pessoas. A trama japonesa também parece meio intrusa no aspecto geral, mas está no filme justamente para provar um ponto que o cineasta e o roteirista quiseram reforçar. Nas palavras do saudoso Chacrinha: quem não se comunica se estrumbica.&lt;br /&gt;No conjunto, ainda tem espaço para uma crítica dura à postura americana de medo e de ver em tudo o dedo terrorista sem se preocupar em verificar se aquela idéia inicial é realmente digna de confiança. A situação de Richard (em um trabalho soberbo de Brad Pitt, comprovando que não é, mesmo, um zé-bonitinho qualquer, envelhecido e amargo) é piorada em muitos graus por esse modo equivocado de encarar os acontecimentos no mundo, deixando o espectador colado na cadeira e roendo as unhas, além de ficar xingando muito a inépcia e arrogância dos EUA, de Richard inclusive; notem qual a primeira atitude dele depois de um fato a princípio bom.&lt;br /&gt;Pelo diretor e roteirista serem mexicanos, o segmento passado no país é o mais carinhoso, mostrando um casamento interessante e divertido, embora também não se furtem de descer o pau na política imigratória praticada pelo primo rico. Claro que muitos dos acontecimentos são desdobramentos de decisões equivocadas dos personagens, mas fica clara a idéia de exagero e falta de (que dúvida!) comunicação entre os policiais da fronteira e os habitantes, de ambos os lados.&lt;br /&gt;O elenco foi muito bem escolhido, com destaque para Gael Garcia Bernal, numa participação pequena e marcante; Brad Pitt, corajosamente se despindo de sua persona de celebridade; praticamente todos os atores marroquinos e a melhor performance de todas, da atriz Rinko Kikuchi, com uma personagem extremamente complexa.&lt;br /&gt;Os aspectos técnicos do filme estão em alto nível. A trilha sonora é belíssima, criada pelo indicado ao Oscar por “Brokeback Mountain” Gustavo Santaolalla; a fotografia é muito bem-feita, com uma crueza de cores e granulação pouco vistas em filmes modernos, além de ter uma grande diversidade de ambientes que o diretor Rodrigo Prieto teve que encarar, com ótimas tomadas aéreas e de espaços abertos, além de closes bem realizados e planos inquietantes; a montagem de Stephen Mirrione e Doug Crise é muito fluida e faz bem as transições entre um país e outro, além de ter uma seqüência terrível (e memorável) numa danceteria japonesa que praticamente nos coloca na pele de Chieko (uma opção do diretor que reforçou a identificação com a perturbada moça, em mais um toque de gênio).&lt;br /&gt;O filme não é perfeito. É longo demais e poderia não forçar tanto no lado panfletário da trama, que por si só já é forte o suficiente para isso; o segmento japonês ficou um corpo estranho, mereceria um filme só para ele; as autoridades marroquinas foram demonizadas demais da conta (erraram a mão na ideologia) e a trilha sonora se intromete demais em alguns momentos.&lt;br /&gt;Mesmo com tudo isso, é o primeiro filme decente sobre globalização que eu já vi e um programa imperdível. Interessante como o tema global se reflete na equipe técnica, com gente de mais de dez países trabalhando juntas. Legal demais.&lt;br /&gt;Está na briga do Oscar 2007 com sete indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz Coadjuvante (Adriana Barraza), Melhor Atriz Coadjuvante (Rinko Kikuchi) e Melhor Roteiro Original.&lt;br /&gt;A produção merece nossa torcida. Sua vitória representaria a consolidação da quebra de fronteiras cinematográficas que vem se desenhando nos últimos anos e tornaria o Oscar menos bairrista e mais antenado com o desenvolvimento da indústria como um todo. Além de reconhecer um trabalho ambicioso e relevante para o momento atual da humanidade; quem dera mais filmes globais como “Babel” existissem, alertando para os perigos de olhar somente para o próprio umbigo e se esquecer de que somos todos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Brad Pitt (Richard Jones), Cate Blanchett (Susan Jones), Mohamed Ahkzam (Anwar), Sfia Ait Benboullah (Avó de Anwar), Hammou Aghrar (Médico), Said Tarchani (Ahmed), Boubker Ait El Caid (Yussef), Mustapha Rachidi (Abdullah), Abdelkader Bara (Hassan), Soukayna Ait Boufakri (Yamile), Driss Roukhe (Alarid), Wahiba Sahmi (Zohra), Fadmael Ouali (Yasira), Zahra Ahkouk (Jamila), Ehou Mama (Esposa de Hassan), Gael Garcia Bernal (Santiago), Adriana Barraza (Amelia), Elle Fanning (Debbie), Nathan Gamble (Mike), Cynthia Montaño (Patricia), Emilio Echevarria (Emilio), Clifton Collins Jr. (Oficial da Fronteira), Aaron D. Spears (Oficial #2), Jamie Mc Bride (Bill – Patrulha da Fronteira), Michael Peña (John – Patrulha da Fronteira), R. D. Call (Oficial da Imigração – FBI), Koji Yakusho (Yasujiro), Rinko Kikuchi (Chieko), Yuko Murata (Mitsu), Sanae Miura (Kumiko), Satoshi Nikaido (Kenji), Kazunori Tozawa (Hamano), Junichi Hayakawa (Porteiro), Nobushige Suematsu (Haruki) e Shinji Suzuki (Takeshi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Alejandro Gonzalez Iñárritu; Roteiro: Guillermo Arriaga; Produção: Steve Golin, Alejandro Gonzalez Iñárritu e Jon Kilik; Produtores Associados: Raúl Olvera Ferrer e Corinne Golden Weber; Produção Executiva: Titã Lombardo e Ann Ruark; Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla; Direção de Fotografia: Rodrigo Prieto; Montagem; Douglas Crise e Stephen Mirrione; Seleção de Elenco: Gigi Akoka, Gemma Hancock, Hervé Jakubowicz, Francine Maisler, Juliette Ménager, Yoko Narahashi, Marc Robert e Sam Stevenson; Design de Produção: Brigitte Broch; Direção de Arte: Rika Nakanishi; Cenografia:Yoshihito Akatsuka; Figurinos: Michael Wilkinson; Maquiagem: Alessandro Bertolazzi e Giorgio Gregorini; Efeitos de Maquiagem: Steve Painter e Greg Cannom; Som: Martín Hernandez, Christian P. Minkler e Jon Taylor; Efeitos Sonoros: Roland N. Thai e Alejandro Quevedo; Efeitos Especiais: Kevin Hannigan; Efeitos Visuais: Lon Molnar, Michael Shelton, Edson Williams e Lev Kolobov.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-6475707995143547619?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/6475707995143547619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=6475707995143547619&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6475707995143547619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/6475707995143547619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/01/babel.html' title='Babel'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-5222787707894621501</id><published>2007-01-27T20:53:00.000-02:00</published><updated>2007-01-27T21:05:48.124-02:00</updated><title type='text'>Beleza Americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Beleza Americana (&lt;em&gt;American Beauty&lt;/em&gt;, EUA, 1999 – 122 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...Olhe mais de perto.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lester Burnham (Kevin Spacey) tem a vida que qualquer um pensaria ser perfeita. Uma bela casa, vizinhos agradáveis, uma família saudável e feliz e um bom emprego sem riscos de ser mandado embora.&lt;br /&gt;Só que esse verniz de perfeição é demolido impiedosamente pelo roteiro de Alan Ball, tijolo por tijolo. Uma reestruturação na empresa coloca em risco seu trabalho estável; sua esposa Carolyn (Annette Benning) está cada vez mais obcecada por sucesso a qualquer preço e sua filha Jane (Thora Birch) é introspectiva e cada vez mais distante dos pais, que considera dois loucos.&lt;br /&gt;Um belo dia, Lester chuta tudo para o alto. Chantageia seu chefe na empresa para conseguir uma indenização, arruma emprego numa lanchonete de fast-food, compra uma carro esporte, começa a fazer exercícios e não se reprime mais dentro de casa com as imprecações da esposa.&lt;br /&gt;O pandemônio está armado na casa dos Burnham. Tudo piora quando Ricky Fitts (Wes Bentley) e sua família se mudam para a casa ao lado e Lester curte uma paixonite pela melhor amiga de sua filha, Ângela (Mena Suvari). Os eventos vão se precipitando e uma chocante conclusão acontece. Não falo mais para não estragar a experiência.&lt;br /&gt;Uma conjunção muito feliz de talentos convergiu para criar este belíssimo filme, um dos maiores clássicos contemporâneos do cinema americano.&lt;br /&gt;A produção é um olhar demolidor sobre a sociedade suburbana dos Estados Unidos, onde cada um dos clichês e aparências é mostrado por detrás da máscara, antecipando o tom mais realista e corrosivo de, por exemplo, a série de TV “Desperate Housewives”.&lt;br /&gt;A idéia central é a de que nada resiste a um olhar mais próximo e atento, mostrando o que cada pessoa tem dentro de si e como são as relações humanas sem a hipocrisia e o politicamente correto no caminho. Ninguém quer a verdade, ninguém quer encarar, de frente, seus medos e inseguranças. Muitas perguntas ficam no ar, e nenhuma resposta é agradável. Como ilustração, deixo uma: a beleza está em um corpo bonito? Ou num carro grande? Numa casa ricamente decorada? O sucesso justifica a decadência do espírito humano? São perguntas difíceis. Existem respostas em “Beleza Americana”? Existem. Mas não são agradáveis. Estas respostas mostradas são definitivas? Não. Vai de cada espectador tirar suas conclusões e tentar olhar para dentro para saber, em uma demonstração corajosa de confiança na inteligência do público. E como é bom ser respeitado, amigos leitores.&lt;br /&gt;Porém, nada do que o roteirista Alan Ball quis mostrar teria tanta ressonância sem a participação do elenco, que agarrou seus personagens com unhas e dentes e a direção segura de Sam Mendes. Mendes, oriundo do teatro inglês e indicado pessoalmente por Steven Spielberg, não nega suas origens; procurando deixar a câmera em locais não invasivos, ele conta a história com o mínimo de interferência possível e deixando que a ótima trama e os atores façam o que têm que fazer, entregando composições de plano elegantes (auxiliado pela competente fotografia do veterano Conrad L. Hall) e uso inteligente de travellings e câmera subjetiva. E nenhum membro do elenco deixa a peteca cair.&lt;br /&gt;Destaques para Kevin Spacey, na melhor performance da carreira; Annette Benning está ótima como a histérica e infeliz Carolyn, comprovando que seu talento vai muito além da beleza; Wes Bentley, perfeito como o libertário Ricky Fitts, mostrando uma maturidade emocional impressionante e as moças Thora Birch e Mena Suvari, deixando de lado os papéis infantis e de comédias adolescentes descerebradas.&lt;br /&gt;Os outros membros do elenco também estão ótimos; devia existir uma categoria de melhor elenco nas premiações para poder dar o merecido crédito para os atores e atrizes participantes.&lt;br /&gt;Que cenas destacar? Tem tantas memoráveis... A mais lírica: o monólogo de Ricky ao mostrar seu filme de um saco de papel voando com o vento; a mais engraçada: todas da virada de Lester na vida, são de chorar de rir; a mais angustiante: a visita do pai de Ricky a Lester; a mais interessante: o devaneio de Lester com Ângela.&lt;br /&gt;Para aqueles que gostarem do filme, sugiro que assistam a série de TV “A Sete Palmos”, criada e produzida por Ball, onde ele aprofunda ainda mais sua posição pessimista e corrosiva da sociedade em geral, mesmo com uma pitada de esperança; as primeiras temporadas já estão disponíveis em DVD.&lt;br /&gt;O filme, por pouco, não cravou o Top Five no Oscar 2000 (só faltou ganhar o de Melhor Atriz para completar; levou os de Melhor Filme, Diretor, Ator – para Kevin Spacey e Roteiro, além de Melhor Fotografia), onde faria companhia para “Um Estranho no Ninho” e “O Silêncio dos Inocentes” e ganhou os Globos de Ouro de Filme/Drama, Diretor e Roteiro.&lt;br /&gt;Uma curiosidade, o título American Beauty veio de uma espécie de rosa, que tem uma participação interessante na história. Como? Assistam e confiram.&lt;br /&gt;Olhem mais de perto, amigos, e sejam tocados por um filme realmente diferenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Kevin Spacey (Lester Burnham), Annette Benning (Carolyn Burnham), Thora Birch (Jane Burnham), Wes Bentley (Ricky Fitts), Mena Suvari (Angela Hayes), Chris Cooper (Cel. Frank Fitts, Corpo de Fuzileiros Navais), Peter Gallagher (Buddy Kane), Allison Janney (Barbara Fitts), Scott Bakula (Jim Olmeyer), Sam Robards (Jim Berkley), Barry Del Sherman (Brad Dupree).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Sam Mendes; Roteiro: Alan Ball; Produção: Bruce Cohen e Dan Jinks; Co-produção: Alan Ball e Stan Wlodkowski; Trilha Sonora: Thomas Newman;&lt;br /&gt;Direção de Fotografia: Conrad L. Hall; Montagem: Tariq Anwar e Christopher Greenbury; Seleção de Elenco: Debra Zane; Design de Produção: Naomi Shohan; Direção de Arte: David Lazan; Cenografia: Jan K. Bergstrom; Figurinos: Julie Weiss; Maquiagem: Tânia McComas e Carol A. O’Connell; Som: Bob Beemer, Scott Martin Gershwin e Scott Milan; Efeitos Sonoros: Bryan Bowen e Alan Rankin; Efeitos Especiais: John C. Hartigan; Efeitos: David Goldberg e Rob Hodgson.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-5222787707894621501?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/5222787707894621501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=5222787707894621501&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5222787707894621501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/5222787707894621501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/01/beleza-americana.html' title='Beleza Americana'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-8911355240154644524</id><published>2007-01-22T22:51:00.000-02:00</published><updated>2007-01-22T22:58:25.097-02:00</updated><title type='text'>Solaris</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Solaris (&lt;em&gt;Solaris&lt;/em&gt;, EUA, 2002 – 99 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Há lugares onde o homem não está preparado para ir.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A ficção científica é um gênero muito apreciado pelos cineastas, pela chance de mostrarem aos espectadores sua visão do que pode ser o futuro da humanidade, assunto fascinante para qualquer um. A quantidade imensa de adivinhos, tiradores de sorte e gurus atesta essa fascinação que o ser humano tem por saber o próprio futuro, onde irá parar, o que poderá fazer, esses questionamentos estão inerentes à humanidade. O que muda é a fonte que é procurada para descobrir tudo isso.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os realizadores desse tipo de filme optam por uma de duas abordagens: transferem para o futuro a mesma postura atual de beligerância e agressividade ou acreditam em uma evolução da humanidade para tempos mais calmos e sapientes. A imensa maioria aposta na primeira. Por isso, é muito bom ver que alguns cineastas de peso têm outra visão, de que a humanidade tem salvação e poderemos sonhar com tempos melhores e sem tanta luta, onde a busca do conhecimento é a força motriz do desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Filmado pela primeira vez em 1972 pelo cineasta experimentalista russo Andrei Tarkovsky, o livro do escritor Stanislaw Lem serviu de base para esta empreitada de uma das duplas mais azeitadas do cinema atual: George Clooney e Steven Soderbergh, com uma mãozinha na produção de outro maluco beleza, James Cameron (de “O Exterminador do Futuro” e “Aliens”). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Encurtando a metragem em mais de uma hora, Soderbergh fez uma versão mais enxuta e sem tantas seqüências contemplativas, mas conseguiu manter a mensagem forte e espiritualizada do livro de Lem e do filme de Tarkovsky; bebeu gostosamente na fonte de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, onde as seqüências espaciais são lentas e sem som, a não ser o da trilha sonora, e com cenários anti-sépticos e sem vida, apesar de belíssimos; Soderbergh (que fez quase tudo na produção, só faltou cobrar escanteio e cabecear para o gol) manteve também o ritmo lento e gradual da narrativa (não sem exagerar um pouco às vezes), abrindo mão das correrias e explosões, uma tentação em que cairiam nove em dez diretores.                                                     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na história, Chris Kelvin (George Clooney) é um psiquiatra em crise com o suicídio da esposa Rheya (Natascha McElhone, lindíssima), que é convocado pelo governo para verificar o ocorrido em uma estação espacial, orbitando um planeta misterioso chamado Solaris. A estação era comandada por um velho amigo de Chris, o Dr. Gibarian (Uhlrich Tukur). Chegando na estação, Kelvin percebe que o planeta exerce uma estranha influência sobre a mente humana, com o poder de conjurar seres retirados do cérebro de quem fica perto dele. Assim, o doutor se vê novamente perto de sua esposa falecida e precisa lutar para manter sua sanidade, junto com os dois sobreviventes da estação, Gordon (Viola Davis) e Snow (Jeremy Davies), vez que seu amigo Gibarian parece ter se suicidado.                                                         &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Será o planeta Solaris uma forma de vida? Ou uma representação de Deus?                               &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não concordo com os detratores de George Clooney que bradam ser ele um ator limitado e com uma expressão só. Aqui, temos a oportunidade de ver mais uma boa performance do ator, que vem construindo uma sólida carreira, depois do sucesso da série de TV “E.R.” . Clooney passa muito bem a angústia e desespero do personagem pelos erros cometidos no passado e pela culpa que sente no suicídio da esposa. Os closes de Soderbergh são muito próximos e se o ator não souber se virar acaba estragando a emoção das cenas e isso não acontece em "Solaris". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os demais atores também estão em boa forma, mas destaco negativamente a atuação de Jeremy Davies, claramente no piloto automático. Ele é melhor do que as chances que aparecem e vê-lo repetir seu tipo de levemente retardado pela enésima vez é de irritar. Quem quiser ver uma boa atuação do ator procure por “O Resgate do Soldado Ryan”, onde ele procura fugir mais dos tiques.                                                                                                                                                      &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Solaris" não deixa de ter seus defeitos, como roteiro um tanto confuso e ritmo irregular, mas com boas idéias e que levanta questões interessantes. Não deixa de ser uma opção para quem não agüenta mais os “Star Wars” da vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Infelizmente, essa avidez por fofocas das ditas “celebridades” prejudicou bastante a carreira do filme, pois uma pusta polêmica foi criada por causa de uma suposta cena onde existiria um close do bumbum de Clooney. No final, não era nada disso, não passava de alguns segundos e totalmente a favor da trama. Mas o estrago já estava feito e sem bunda que desse jeito na palhaçada. Por favor, não leve isso em consideração ao pegar para assistir esse filme, que é bacana para caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: George Clooney (Chris Kelvin), Natascha McElhone (Rheya), Viola Davis (Gordon), Jeremy Davies (Snow), Ulrich Tukur (Dr. Gibarian), John Cho (Emissário da DBA #1), Morgan Rusler (Emissário da DBA #2), Shane Skelton (Filho de Gibarian), Donna Kimball (Sra. Gibarian), Michael Ensign (Amigo #1), Elpidia Carrillo (Amiga #2), Kent Faulcon (Paciente #1), Lauren Cohn (Paciente #2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Steven Soderbergh; Roteiro: Steven Soderbergh, baseado no livro de Stanislaw Lem; Produção: James Cameron, Jon Landau e Rae Sanchini; Co-produção: Charles V. Bender; Produção Executiva: Gregory Jacobs; Trilha Sonora: Cliff Martinez; Direção de Fotografia: Steven Soderbergh – com o nome de Peter Andrews; Montagem: Steven Soderbergh – com o nome de Mary Ann Bernard; Seleção de Elenco: Debra Zane; Design de Produção: Phillip Messina; Direção de Arte: Steve Arnold e Keith P. Cunningham; Cenografia: Mike Malone e Kristen Toscano Messina; Figurinos: Milena Canonero; Maquiagem: Kathrine Gordon, Julie Hewett e Christien Tinsley; Som: Larry Blake; Efeitos Especiais: Werner Hahnlein, Kevin Hannigan e Vaughn Williams; Efeitos Visuais: Richard E. Hollander, James Parris e Thomas J. Smith. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-8911355240154644524?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/8911355240154644524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=8911355240154644524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8911355240154644524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/8911355240154644524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/01/solaris.html' title='Solaris'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-2260587979634895362</id><published>2007-01-18T01:33:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T01:35:56.472-02:00</updated><title type='text'>O Labirinto do Fauno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Labirinto do Fauno (&lt;em&gt;El Laberinto del Fauno / Pan’s Labyrinth&lt;/em&gt;, ESP/MEX/USA, 2006 – 119 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A Inocência tem um poder que o Mal não consegue conceber.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a consolidação da ditadura de Franco na Espanha, Ofélia (Ivana Baquero) e sua mãe Carmen (Ariadna Gil), viajam para se encontrarem com o capitão Vidal (Sergi López), novo marido de Carmen, no interior do país, para onde ele foi enviado para esmagar a incipiente rebelião contra o regime; frio, impiedoso e violento, Vidal quer as duas por perto quando Carmen der à luz ao seu filho, do qual ela está em estágio avançado de gravidez.&lt;br /&gt;Oprimida e preocupada com a saúde fragilizada da mãe, que se mantém a duras penas com a ajuda prestimosa do médico local Ferrero (Alex Ángulo) e da empregada Mercedes (Maribel Verdú), Ofélia encontra dentro da propriedade um antigo labirinto, habitado por uma criatura fantástica, chamada Pan (Doug Jones, sob pesada maquiagem) que a informa da verdade: a menina é a reencarnação da Princesa do Mundo Subterrâneo e precisa provar seu merecimento realizando três tarefas.&lt;br /&gt;Dividida entre a realidade terrível e a talvez fantasia não menos assustadora, Ofélia precisará de toda a sua coragem para chegar até o final de sua jornada.&lt;br /&gt;Uma fábula para adultos com visual deslumbrante e macabro, o filme é uma mistura ousada de filme político com terror, onde a ambigüidade dos personagens somente reforça a sensação de desorientação e desamparo, perante situações limite onde não podemos contar com nada além de nossas próprias forças internas.&lt;br /&gt;O diretor Del Toro, especializado em filmes fantásticos, realizou aqui sua obra mais incisiva, tocante, aterrorizante e triste. Auxiliado pela trilha sonora melancólica e cheia de nuances de Javier Navarrete e uma fotografia primorosa de Guillermo Navarro (com tons carregados de azul e laranja, além de uma granulação – aquela impressão de tela enfumaçada – sufocante), a história envolve o espectador como poucas vezes vi em produções do gênero que ainda conta com efeitos especiais e de maquiagem de alto nível, brincando o tempo todo com a pergunta: “será que é verdade?”.&lt;br /&gt;O elenco se entregou de corpo e alma à proposta do diretor e temos diante de nossos olhos um desfile homogêneo de atuações interessantes e profundas, com destaque para: a protagonista Baquero, caso raro de atriz infantil que possui alta expressividade e profundidade emocional (méritos para a direção de atores competente de Del Toro); Sergi Lopez, experimentado ator espanhol com uma sólida carreira na Europa e que compõe um tipo inesquecível para a galeria ilustre dos piores vilões do cinema e o trabalho simplesmente fantástico de Doug Jones como o Fauno. Escondido pela maquiagem e roupas especiais, o ator inglês passa toda a ambigüidade angustiante do guia de Ofélia somente com as inflexões de voz (detalhe que o ator não fala espanhol e teve que decorar suas falas foneticamente) e o gestual detalhado.&lt;br /&gt;Destaque para as tarefas que a garota tem que cumprir (principalmente a segunda, onde ela encontra o Homem Pálido – outra vez Doug Jones – um ser que possui os olhos nas palmas das mãos), todas momentos de puro terror; e as seqüências onde vemos a atuação profissional do capitão, que chocam pela frieza e pela utilização da violência mais gráfica e sangrenta.&lt;br /&gt;Hoje em dia, parece que os cineastas jovens mais interessantes estão fora do eixo de Hollywood. Del Toro faz parte de um trio apelidado de “Los Três Amigos”, formado por ele, Alfonso Cuarón (de “Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban” e do excelente “Filhos da Esperança”) e Alejandro Iñarritu (de “Babel”, um dos favoritos ao Oscar). Sempre se auxiliando mutuamente, onde cada um faz alguma coisa nos filmes do outro, seja produzindo, auxiliando no roteiro ou nos efeitos, o trio mexicano tem que ser observado com atenção para os próximos anos, muita coisa boa ainda vai sair daí.&lt;br /&gt;Um espetáculo visual e emocional, “O Labirinto do Fauno” é um dos finalistas para abiscoitar uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro (numa aposta ousada e bem-vinda da Academia de Cinema mexicana) e disputou a Palma de Ouro em Cannes no ano passado.&lt;br /&gt;Vejam, se encantem e pensem nas mensagens que ficam nas entrelinhas (com mais uma prova de respeito, o roteiro não se preocupa em explicar tudo, deixando muito do trabalho para ser feito pela audiência). Não percam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Ivana Baquero (Ofélia), Sergi López (Capitão Vidal), Ariadna Gil (Carmen), Doug Jones (Pan / O Homem Pálido), Maribel Verdú (Mercedes), Alex Ângulo (Dr. Ferrero), Manolo Solo (Garcez), Cesar Vea (Serrano), Roger Casamajor (Pedro), Ivan Massagué (El Tarta), Gonzalo Uriarte (Francês), Eusébio Lázaro (Padre), Francisco Vidal (Cura), Pepa Pedroche (Conchita), Maria Jesus Gattoo (Jacinta), Ana Sáez (Paz), Chani Martin (Trigo), Jose Luis Torrijo (Sargento Bayona), Federico Luppi (Rei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Guillermo del Toro; Roteiro: Guillermo del Toro; Produção: Álvaro Augustín, Bertha Navarro, Frida Torresblanco, Victor Albarrán, Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón; Produção Executiva: Belén Atienza e Elena Manrique; Co-produção Executiva: Edmundo Gil; Trilha Sonora: Javier Navarrete; Direção de Fotografia; Guillermo Navarro; Montagem: Bernat Vilaplana; Seleção de Elenco: Sara Bilbatúa; Design de Produção: Eugenio Caballero; Figurinos: Lala Huete e Rocío Redondo; Maquiagem e Efeitos de Maquiagem: José Quetglás e Arjen Tuiten; Som: Sergio Diaz, Martin Hernandez e Roland N. Thai; Efeitos Sonoros: Dana Blanco, Alejandro Quevedo e Roland N. Thai; Efeitos Especiais: Reyes Abades e Sergio Sandoval; Efeitos Visuais: Everett Burrell, Wendy Hubert, Edward Irastorza e Fernanda Plana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-2260587979634895362?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/2260587979634895362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=2260587979634895362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2260587979634895362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/2260587979634895362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/01/o-labirinto-do-fauno.html' title='O Labirinto do Fauno'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-218370332396208742</id><published>2007-01-18T01:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T01:32:57.095-02:00</updated><title type='text'>007 - Cassino Royale</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;007 – Cassino Royale (&lt;em&gt;Casino Royale; Ian Fleming’s Casino Royale&lt;/em&gt;, EUA/ING/GER/RCH, 2006 – 144 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um intervalo de quase quatro anos desde o último exemplar da cinessérie mais longeva da História do cinema (o horroroso “Um Novo Dia Para Morrer”, de 2002), chega às telas, finalmente – obrigado, Senhor! – um filme de James Bond decente, repaginado e re-imaginado.&lt;br /&gt;O ponto de partida foi o primeiro livro com o personagem, escrito pelo ex-espião inglês Ian Fleming em 1953. Na trama, James Bond (Daniel Craig) acabou de receber do MI6 sua licença para matar em serviço, o 00, depois de uma difícil tarefa, onde teve que resolver a situação criada por um agente duplo.&lt;br /&gt;Com seu novo status, Bond é enviado um uma missão complicada; ele tem que deter um banqueiro internacional, conhecido por Le Chiffre (o dinamarquês Mads Mikkelsen, de “Os Idiotas”), que investe e entrega o dinheiro angariado por terroristas do mundo todo.&lt;br /&gt;A chance de retirá-lo de circulação é ganhar um torneio de pôquer Texas Hold’em em Montenegro (país fictício inspirado em Monte Carlo), onde as altas apostas podem recolocar o vilão no cenário depois de este ter sofrido um golpe muito forte após uma operação financeira arriscada e mal-sucedida que prejudicou seus “clientes”, os quais não estão exatamente contentes com o menino. Com esse objetivo, Bond recebe do governo 10 milhões de dólares e uma vigia, sarcástica e inteligente, Vésper Lynd (Eva Green).&lt;br /&gt;O último livro de Fleming que faltava ser filmado pela produtora Saltzman/Broccoli, responsável por todos os exemplares da franquia até hoje, desde “O Satânico Dr. No”, de 1962, teve uma trajetória tortuosa; é o único livro que ficou de fora do pacote da compra dos direitos, tendo sido filmado pela primeira vez em 1967, como uma sátira rasgada, onde Bond foi vivido por David Niven e Le Chiffre, por Orson Welles. Desde então, os produtores brigam na justiça para conseguirem os direitos de volta, o que somente aconteceu em 2004.&lt;br /&gt;Junte-se a isso a saída de Pierce Brosnan, sentindo o peso da idade (o irlandês, inegavelmente o melhor desde Sean Connery, está hoje com 53 anos) e toda a polêmica da escolha de um novo ator para viver o superespião inglês, onde muitos nomes foram aventados como Hugh Jackman (o Wolverine da trilogia “X-Men”), Clive Owen (de “Closer” e “Sin City”) e até o americano – sacrilégio! – Julian McMahon (o Dr. Destino de “Quarteto Fantástico” e astro da série de TV “Nip/Tuck”). Quando foi anunciada a escolha de Craig, os jornais ingleses piraram e começaram a desancar o escolhido, considerado muito feio, muito novo (o mais jovem ator a representar o personagem, com 37 anos) e, pasmem, muito loiro para ser James Bond.&lt;br /&gt;Os temores eram, devo dizer, infundados. Craig traz elementos contemporâneos muito bem-vindos como vigor físico, cinismo e sensibilidade, revitalizando Bond de modo impressionante para os novos espectadores.&lt;br /&gt;Todas as cenas de ação (e são muitas) são legais demais, desde a incrível perseguição a pé (que utiliza os fundamentos de um esporte urbano novo, chamado Parkour, que consiste em utilizar as estruturas e caminhos da cidade para realizar evoluções e proezas físicas muito legais. E detalhe, o ator perseguido por Bond, o francês Sebastien Foucan, um praticante e divulgador do esporte pelo mundo, não utilizou dublês para fazer a cena, exceto onde é mais óbvio que fica meio impossível de fazer aquilo com segurança) em Madagascar até a seqüência final em Veneza (preparem-se para esta cena!), sem perder o fôlego e o ritmo; permeadas por períodos mais calmos onde vemos Bond colocar sua inteligência e charme em uso, confirmando que não é somente um brucutu violento. As seqüências de jogo contra Le Chiffre – em inspirada atuação de Mads Mikkelsen, que conseguiu seu lugarzinho no panteão dos melhores vilões da série com galhardia – e as conversas cheias de ironias com Vésper, vivida com elegância e uma beleza diferente (e estonteante) por Eva Green, não deixam a peteca cair. O elenco conta ainda com coadjuvantes de luxo como Giancarlo Giannini (de “Hannibal”) e Jeffrey Wright (de “Basquiat” e “Syriana”).&lt;br /&gt;Tecnicamente, o filme é quase perfeito, com direção competente de Martin Campbell, de volta à franquia depois de comandar o début de Brosnan em “Goldeneye” e uma montagem frenética e dinâmica do mestre da ação Stuart Baird (de “Missão Impossível II” e “O Último Boy Scout”). Destaque ainda para os excelentes efeitos especiais e visuais, usados com parcimônia e complementando muito bem as estripulias do roteiro bolado com a ajudinha do vencedor do Oscar Paul Haggis (premiado pelo roteiro de “Menina de Ouro” e ganhador do prêmio de melhor filme no ano passado por “Crash – No Limite”) e que obviamente deu um toque de qualidade na trama bolada pelos mesmos autores de “Um Novo Dia Para Morrer”.&lt;br /&gt;No geral, um excelente filme de ação (com cérebro) e verdadeiro introdutor da franquia Bond no século XXI. Não percam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Daniel Craig (James Bond), Eva Green (Vesper Lynd), Mads Mikkelsen (Le Chiffre), Judi Dench (M), Giancarlo Giannini (Mathis), Jeffrey Wright (Felix Leiter), Caterina Murino (Solange), Simon Abkarian (Alex Dimitrios), Isaach de Bankolé (Steven Obanno), Jesper Christensen (Sr. White), Ivana Milicevic (Valenka), Tobias Menzies (Villiers), Claudio Santamaria (Carlos), Sebastien Foucan (Mollaka), Malcolm Sinclair (Dryden), Richard Sammel (Gettler), Ludger Pistor (Mendel), Joseph Millson (Carter), Daud Shah (Fisher), Urbano Barberini (Tomelli), Tsai Chin (Madame Wu), Charlie Levy Leroy (Gallardo), Lazar Ristovsky (Kaminofsky), Tom So (Fukutu), Veruschka von Lehndorff (Grafin von Wallestein), Andreas Daniel (Carteador), Carlos Leal (Diretor do Torneio – Pôquer), Richard Branson (Homem no Detector de Metais) e Michael G. Wilson (Chefe de Polícia de Montenegro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Martin Campbell; Roteiro: Neal Purvis, Walter Wade e Paul Haggis, baseados no livro “Casino Royale”, de Ian Fleming; Produção: Bárbara Broccoli e Michael G. Wilson; Co-produção: David Minkowski, Henning Molfenter, Matthew Stillman e Charlie Woebecken; Produção Executiva: Callum McDougall e Anthony Waye; Trilha Sonora: David Arnold, com o tema de James Bond composto por Monty Norman; Direção de Fotografia: Phil Meheux; Montagem: Stuart Baird; Seleção de Elenco: Stephane Foenkinos e Debbie McWilliams; Design de Produção: Peter Lamont; Direção de Arte: Peter Francis, James Hambige, Steven Lawrence e Dominic Masters; Cenografia: Simon Wakefield; Figurinos: Lindy Hemming; Maquiagem: Paul Engelen, Nuria Mbomio e Laura Schiavo; Som: Eddy Joseph, Mike Prestwood Smith e Mark Taylor; Efeitos Sonoros: James Boyle, James Harrison, Oliver Tarney e Jack Whittaker; Efeitos Visuais: Ângela Barson, John Paul Docherty, Paul Driver, Katie Houston e Val Wardlaw.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classificação: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;%%%%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17749122-218370332396208742?l=abesapiendiz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/feeds/218370332396208742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17749122&amp;postID=218370332396208742&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/218370332396208742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17749122/posts/default/218370332396208742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abesapiendiz.blogspot.com/2007/01/007-cassino-royale.html' title='007 - Cassino Royale'/><author><name>Abesapien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17140428487189512919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='10' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_X3lDXY_92yw/SgW8D8CBfwI/AAAAAAAAABc/Jz7u0wRhdrk/S220/Beer.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17749122.post-7678806195703929687</id><published>2007-01-18T01:24:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T01:33:33.522-02:00</updated><title type='text'>A Paixão de Cristo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Paixão de Cristo (&lt;em&gt;The Passion of the Christ / The Passion&lt;/em&gt;, EUA, 2004 – 127 min.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao cinema conferir a película do diretor, produtor, roteirista e ator Mel Gibson, que veio ao Brasil cercada por polêmicas e números, com o espírito envenenado, confesso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Li tantas críticas e artigos desancando a produção que fiquei com um pé atrás para apreciar devidamente o filme. Desde a concepção, “A Paixão de Cristo” vinha sofrendo ataques, principalmente depois que uma cópia do roteiro vazou e um especialista judeu afirmou que o conteúdo do filme era anti-semita, colocando a “culpa” pela morte do ícone da Igreja católica sobre o alto clero judaico da época, além de carregar em demasia nas tintas da violência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só que o filme é uma declaração de Mel Gibson e uma reafirmação de sua crença. Só pela coragem do realizador, vale a pena conhecer o resultado do trabalho de meses e muito estafante para todos os envolvidos, principalmente o próprio Mel Gibson e seu eleito para o papel de Jesus, Jim Caviezel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A história é uma interpretação livre e literal dos quatro livros bíblicos que tratam da vida de Jesus e sua crucificação. Toda interpretação dá margem a dúvidas e polêmicas. Nosso dever é conhecer a interpretação dada a certo aspecto da vida e concordar com ela ou não. Mas nunca devemos nos omitir. No caso da Paixão de Cristo, para opinar é preciso conhecer e, olhando a questão sob todos os pontos de vista creio que houve um certo exagero no tratamento dado à produção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A própria Bíblia, no evangelho considerado mais moderado pelos especialistas, o de São Mateus, afirma que, realmente, as idéias e posições de Jesus incomodavam, e muito, o alto clero judeu. E estes lançaram mão da mais antiga arma de que os donos do poder no momento dispunham: a intimidação e a censura. Jesus foi proibido de falar ao público e ameaçado de prisão se o fizesse. O Nazareno não tomou conhecimento do fato e falou o famoso Sermão da Montanha, ao povo da Galiléia, onde ocorreu o episódio da multiplicação dos peixes e pães. Dessa forma, o clero acusou-o de blasfêmia e mandou prender Jesus. Vendo que ele não se arrependia de suas idéias e palavras, tomou força a posição de neutralizar aquele agitador e revolucionário pregador, prendendo-o ou, melhor ainda, matando-o. Além disso, as Escrituras Sagradas são polêmicas por natureza. As discussões sobre seu real valor histórico e fático se estendem há séculos e, por isso, reafirmo: nenhum filme ou expressão artística que se baseie na Bíblia fica livre de julgamentos e críticas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outro fato importante a considerar é que Gibson é um homem peculiar na esfera do poder de Hollywood: casado com a mesma mulher há mais de 20 anos e pai de oito filhos, o astro é realmente diferente, pois é católico ultraconservador e convive com desenvoltura com a maioria judia da estrutura de controle da indústria do cinema. Será que alguém, dependente dessa indústria para sobreviver, iria realmente fazer um filme anti-semita, tendo a possibilidade de nunca mais trabalhar em Hollywood de novo? Mesmo que se argumente que sim, pois ele já estaria milionário e não se importaria mais, eu não acredito. Que outra plataforma mundial alguém poderia ter para propagar suas idéias e seu modo de enxergar a vida melhor do que o cinema? Mesmo que Gibson partisse para o esquema independente, como ele distribuiria seus filmes e recuperaria os investimentos? Apesar de tudo, Gibson não é maluco: gosta de dinheiro e não o tem em tamanha escala que desse para jogá-lo no lixo ou desperdiçá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O filme em si é extremamente bem realizado. A opção do diretor por utilizar hebreu, aramaico e latim no lugar do inglês contribui muito para a sensação de autenticidade e o elenco, quase todo europeu (foi filmado na Itália) foi muito bem escolhido. Mel Gibson mostra que os Oscar ganhos com “Coração Valente” foram justificados; dirige seus atores com perfeição e tem domínio total dos aspectos técnicos. A fotografia, cenografia, edição e efeitos especiais e de maquiagem estão em grande forma, trazendo imagens de grande beleza plástica e apuro visual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cumpre destacar a atuação visceral e dramática de Jim Caviezel. Também católico fervoroso, o ator se entrega totalmente ao papel, na melhor atuação de sua carreira. Tendo seus olhos transformados digitalmente para castanhos (o ator tem olhos azuis), é o mais bem caracterizado Jesus dos últimos anos no cinema e bem próximo do retrato dos especialistas, mais semelhante ao habitante do Oriente Médio do que do modelo germânico que se espalhou pelo mundo (olhos azuis e cabelos e pele claros). Caviezel entrega uma atuação que não parece atuação; naturalista e minimalista, onde com poucos gestos e palavras ressonantes, compõe um ótimo retrato de Cristo, muito humano e sensível. Além de tudo, foi uma experiência extremamente traumática fisicamente para ele. O ator foi atingido por raios duas vezes, sofreu uma chibatada acidental que o deixou uma cicatriz nas costas de mais 8 cm, deslocou o ombro quando a cruz caiu acidentalmente sobre ele e teve hipotermia nas filmagens da crucificação (o corpo na cruz era dele mesmo e não de um dublê ou um boneco).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais um destaque do elenco é o intérprete de Judas Iscariotes (um ateu que resolveu se converter ao catolicismo depois de participar do filme). O ator passa tamanho desespero quando o apóstolo se dá conta do que fez, que é muito difícil não se emocionar com seu drama; e o diretor fez um bom trabalho ao mostrar o processo que levou Judas ao suicídio pela corda, com uma câmera discreta e momentos dignos de um bom filme de terror. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por último, a atuação de Rosalinda Celentano como Satanás é de arrepiar...Brrr!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora, é claro que a produção não está isenta de defeitos. O sadismo e a quantidade de sangue na tela são, em algumas passagens, aviltantes. Por diversas vezes, verifiquei o desconforto dos espectadores ao se verem expostos a tamanha carnificina e alguns personagens, principalmente os romanos que acompanham a Via Crucis são tão malvados e desrespeitosos que é difícil de aceitar tamanha crueldade. Ouso afirmar que esse é um dos aspectos do filme que corrobora minha impressão de que o filme não é anti-semita; na verdade, Gibson quis imprimir em cada espectador culpa pelo suplício de Jesus. Elevou à máxima potência o dogma católico de que Ele morreu por nós, sofrendo por nossos pecados. É de ficar nauseado, realmente. Se por nossos pecados Jesus sofreu daquele jeito retratado no filme, nós somos todos pobres coitados. Mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que choca não é a violência em si; somos expostos a cenas mais violentas o tempo todo, no cinema. Vide os filmes de Tarantino ou Sam Peckinpah. O que nos pega de surpresa é a extrema verossimilhança dos atos encenados por Gibson. Parece que estamos ali, realmente, assistindo aquela tortura impiedosa e sem sentido. E isso causa muito desconforto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De qualquer forma, eu recomendo o filme. É uma das melhores adaptações bíblicas de todos os tempos, que obteve três indicações ao Oscar 2005 (Melhor Fotografia; Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora) mas aviso: preparem o estômago para algumas das cenas mais fortes que eu já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: James Caviezel (Jesus), Maia Morgenstern (Maria), Christo Jivkov (João), Francesco De Vito (Pedro), Monica Bellucci (Madalena), Luca Lionello (Judas Iscariotes), Mattia Sbragia (Caifás), Hristo Shopov (Poncio Pilatos), Fabio Sartor (Abenader), Giacinto Ferro (José de Arimatéia), Olek Mincer (Nicodemo), Adel Ben Ayed (Tomé), Chokru Ben Zagden (Jaime), Roberto Bestazzoni (Malchus), Luca De Dominicis (Herodes), Pietro Sarubbi (Barrabás), Giovanni Capalbo (Cássio), Matt Patresi (Janus), Sabrina Impacciatore (Serápe), Jarreth Merz (Simão de Cirene) e Rosalinda Celentano (Satanás).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Mel Gibson; Roteiro: Benedict Fitzgerald e Mel Gibson; Produção: Bruce Davey, Mel Gibson e Steve McEveety; Produção Executiva: Enzo Sisti; Trilha Sonora: John Debney e L. Shankar; Direção de Fotografia: Caleb Deschanel; Montagem: John Wright e Steve Mirkovich; Seleção de Elenco: Shaila Rubin; Design de Produção: Francesco Frigeri; Cenografia: Carlo Gervasi; Figurinos: Maurizio Millenotti; Maquiagem: Maria Teresa Corridoni e Mario Michisanti; Efeitos de Maquiagem: Greg Cannom, Brian Sipe, Glenn Eisner e Keith Van der Laan; Som: Kami Asgar, Sean McCormack, Bob Beemer, Scott Millan e Kevin O’Connell; Efeitos Sonoros: Scott A. Jennings; Efeitos Especiais: Daniel Acon e Renato Agostini; Efeitos Visuais: Marcus Andexler e Ted Rae.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:v
